sexta-feira, maio 30, 2014

O que a Maria Chiquinha foi fazer no mato

Um mistério nunca esclarecido. Contemporâneo àqueles investigados pela Comissão da Verdade, causa estranheza tal importante fato ter sido relegado ao esquecimento. Teria sido ela sido sequestrada por terroristas? Será que ela foi torturada? Nada se sabe ao certo, muito embora tudo indica que ela tenha tido um caso fortuito com a dita dura. Porém, conforme se lerá adiante, parece que a perseguição durou pouco e ela não só foi perseguida e alcançada, como foi profundamente penetrada por ela, transtornando-a de prazer e gozo. Motivo suficiente para que a esquerda-caviar tache-a de uma maldita conservadora e reacionária de direita. Eles se especializaram em exploração a mania de perseguição e muitos frutos têm obtido. Razões que talvez expliquem porque até hoje não se saiba ao certo o que é que a Maria Chiquinha foi fazer no mato. 

Nada se sabia, entretanto! Encontrado durante as escavações nada-arqueológicas de um túnel feito sob um presídio de segurança quase-máxima, um relato do que exatamente aconteceu com a famosa e furtiva escapadela da Maria Chiquinha. O relato será transformado em livro e filme, com todos os direitos autorais direcionados como doação ao Partido dos Trabalhadores, dado que os fugitivos recapturados eram todos filiados de carteirinha do mesmo. Apenas restou um, ainda foragido e chefe do bando, que não deu importância ao achado de tal Relato, dado que não sabe ler. E tornou-se famoso, sendo a única pessoa no universo a ser entrevistada para revelar que não sabe, não sabia e nunca soube de nada. Usualmente somos entrevistados por algo que sabemos. O tema será também explorado na novela das oito, onde será exertado um dramalhão digno do naturalismo flauberiano e a dondoca que seduz um menino de onze anos será paradoxalmente patrona de uma lei que protege os menores contra abusos sexuais. Esse contexto ocorre em um país esquisito, que precisa conter atos terroristas, mas o impedimento é que, quem sanciona as leis é uma deles. E ninguém corta o galho em que está assentado. Portanto, não tente entender. Leia e entenda apenas o relato, que é mais factível que toda essa realidade grotesca. 

Em respeito à propriedade intelectual, dê-se o crédito a um evento criado no Facebook, para analisar o assunto, uma


Obviamente participarei da Mesa, muito embora o tema sugira e eu preferisse uma cama, Redonda, com a Tese que se apresenta e é o relato das coisas como ocorreram. Como diz o ditado: quem rouba de ladrão o Lewandowski e o Dias Toffoli mandam soltar. Como o Negão pediu estranha e repentinamente  sua demissão, agora já não mais se praticará a afronta de se exigir respeito às leis. A lei agora é "cada um faz o que pode". Eu farei o relato.

Tese: o que é que a Maria Chiquinha foi fazer no mato?
É tudo para mexer com o imagenaro popular e pôr lenha na fogueira.
Na real, o que aconteceu com a Maria Chiquinha foi uma somatória de coisas todas que ocorreram lá pelos idos da década de 60 do século XX. Portanto, não se escandalizem as feministas, os adeptos das 177 orientações sexuais, os defensores dos variados direitos e tudo o mais. Ainda não vigia o politicamente correto, mas a Guerra Fria. A única coisa quente foi o caso cujo relato ainda está por iniciar.

Começando pelo final, o ansioso perguntador Genaro morreu e foi para o Céu, compôr a constelação de Capricórnio, já que por uma absurda discriminação facista, não existe uma constelação dedicada ao Unicórnio. Nas noites sem lua é quando ela aparece e resplandece, para o doce deleite das virgens que passeiam solitárias, fazendo as delícias do boto-cor-de-rosa. O simpático e ansiado golfinho de antanho parece que deu lugar aos estupradores, com todo o povo alegando que ele age por culpa das donzelas, dado as suas exíguas vestes desnudando o pobre do colo uterino. Eventualmente são linchados até à morte.   

Ela realmente tinha um celular da Tim, que era igual a ser di menor no brasil: pode fazer de tudo que nunca pega nada. Então ela foi passear no bosque. Passando sob uma árvore, e sempre tentando conseguir sinal para mandar um torpedo, aproveitou pra catar um coquinho que alí estava caído. Assim, no melhor estilo Napoleão, bateu um forte vento, que levantou a sua saia. Nesse momento, um bicho-preguiça, parecido com o Macunaíma, que estava pendurado na árvore caiu. Na queda, ele desesperado esticou a pata, fazendo com que se abaixasse a calcinha da pobre. Com isso, afloraram as vergonhas esvoaçantes e saradinhas à mostra e arrebitadas de Maria Chiquinha, tanto o asterix quanto a iracema dos grandes lábios sabor de mel com pimenta malagueta, verdadeira Ursa Maior esfomeada , embora depilada no design maria chiquinha. De longe, um andarilho maníaco conhecido como Don Quixoxote, que vagava pelo bosque, veio com a sua enorme lança, a toda. Mas o burrinho dele não consegui frear a tempo. E o torpedo foi enviado, já que naquele ponto havia sinal de conexão com o satélite perdidão das operadoras. E aí foi jamelão pra todo lado! Quando o lobo chegou já era tarde e ele teria que se contentar com a sopa, que acabou levando pra vovozinha, porque ela usava dentaduras, tirando-as só para a felação e para dormir. A dita dormia num copo-com-água. A dita dentadura, não a vovozinha. Maria Chiquinha já então descansava na pança do Sancho, fervoroso ervangélico, que fumava um bequezinho de maconha uruguaia pós-prandial. Por isso correu o boato: se ela estava na pança era porque o Sancho havia comido a rapariga. Mas não há provas e tudo não passa apenas de intriga da oposição, o que fundamenta apelar com embargos infringentes. 

Steve Jobs, um estudante desocupado, verdadeiro inútil, ficou sabendo da estória. Inspirado pela lambança, pegou a cândida Apple criada pelos Beatles, deu-lhe uma bela mordida e inventou uma geringonça para mandar mensagens. Reverenciando John Lennon, escreveu: all you need is love. Acontece que apareceu a primeira falha, pois o corretor automático escreveu: all you need is fuck. Isso mudou novamente o mundo: a proposta era que o coração era o centro das soluções para as mazelas do mundo. Após a mensagem, ficou entendido que o centro de tudo estava mais embaixo, um buraco negro, ávido por preenchimento. Por isso ele deu o nome de i-phod a sua brilhante invenção. No Brasil, dado à xenofobia e ao moralismo exacerbado de antigos devassos, o brinquedinho recebeu o esdrúxulo nome de i-pod. Por isso o sonho acabou. Mas pelo menos explica a continuidade da estória. 

No meio de todo esse imbroglio, o celular havia caído e acionado a câmera, que filmou tudinho, tudinho e acabou sendo postado no youtube. A playboy de imediato contratou a Maria Chiquinha. Ela conseguiu ler o Pequeno Príncipe, porque o download do ebook demora uma eternidade, e decorar algumas frases de efeito, para as entrevistas com a mídia. Muito embora só permitam que ela diga "bomdi". O sucesso do make of, com fotos no Instagram com alguns pontos de censura e devidamente aperfeiçoada pelo photoshop, foi tamanho que até criaram um movimento, com direito à Manifestação na Paulista, todos com nariz de palhaço: "Não vai ter copa". E não vai mesmo! Aproveitando o Dia dos Namorados todos estarão no quarto, com o Prometeu futricando a Caixa de Pandora, liberando e se esbaldando no fogo que resulta do contato do torpedo com a atmosfera da prometida. E esse será o título da novelinha: A Prometida.  Todos nos embalos amplamente veiculados em horário nobre pela rede bobo, substituindo o encerrado big brother. Reserve o seu exemplar da revista. Mas não leia só as reportagens, veja também as fotos. Faça como todos estão esperando da Seleção: não perca!

quinta-feira, maio 22, 2014

Amor, estranho amor



Eita país esquisito esse nosso Brasil!
Tem jeito não. A única saída é mesmo o Aeroporto de Cumbica.

Senão, vejamos:


O Muro de Berlim caiu, e já faz tempão. Então, a diversão mundial não é mais polarizar entre Capitalistas x Comunistas. Em substituição, a premissa da postura politicamente correta, colocando um cidadão contra o outro, desviando o foco do que realmente interessa e funciona. Todos contra todos: eu nem comecei a escrever ainda e já tem um monte de leitores com pedras na mão, a me lançar chistes e clichês. Mas, continuemos, pois sou duro na queda.

Falaram que a maldita Ditadura mandou matar o Juscelino. Criaram uma Comissão de Meia-Verdade para investigar. Eles mesmos investigaram e concluíram que não, que foi acidente mesmo (em uma estrada, terreno descampado, um cidadão, o motorista,  levar um tiro, contando que ele, morto, bateria o carro, para atingir o passageiro, JK, que teria ferimentos tão graves a ponto de morrer.  Nem a Lei de Murphy conta com tamanha soma de eventos. E depois ainda criticam a Teoria da Conspiração...). Ah, não foi morto não? Então vamos fazer uma homenagem especial. E assim vai. Daí, o zé-brasileiro pergunta: tanta gana em investigar as coisas de meio século atrás, porque é que não investigam as coisas atuais, do Aqui e Agora?

Fizeram uma lei, do INSS que, se o indigitado cometer um crime, a família passa a receber uma certa pensão. Tudo bem, se pensarmos em seguro privado. Mais tudo bem ainda, se pensarmos que  bandido não recolhe inss como autônomo. Mas, sendo estatal, significa que alguém que teve um seu parente morto, que era o esteio econômico da família, vai ter que trabalhar para dar dinheiro para o Estado manter o cidadão preso, ao custo  mensal de US$ 2.000,00 e de quebra, pagar a pensão para aquela família do assassino. E nem tem direito à assistência dos defensores dos direitos humanos. Estão ocupados lá com o bandido. No Brasil, chamam isso de Justiça. Eu corrigiria para Idiotícia. 

Por outro lado, criaram uma lei para apenar os militares da terrível ditadura que cometeram crimes, isso há 50 anos atrás. Além das penas já previstas criminalmente, eles terão as suas medalhas cassadas (eu diria caçadas) e a sua aposentadoria suspensa, anulada.  Daí a pergunta de um zé-brasileiro: mas se ele é condenado, e, segundo eles mesmos, criminoso ele  não deve receber do mesmo inss uma pensão, conforme o criminoso do item imediatamente anterior?

Ainda: pela leis brasileiras, o criminoso com mais de setenta anos não deve cumprir pena em regime fechado. Daí o zé brasileiro pergunta de novo: ora, os tais malditos militares, todos eles hoje têm mais do que 70 anos (ou oitenta, ou morto). Para quê então mobilizar todo um aparato, para julgar e condenar um cidadão? Apenas para ser bonitinho? Será que o Judiciário já não trabalho tem o suficiente ou os caras estão lá, fazendo nada?

Mas a criatividade na caça-às-bruxas e no politicamente correto não tem fim, não. Existe também o Direito ao Grito (paralelamente temos a Lei da Mordaça, para alguns que poderiam falar alguma coisa), que consiste no seguinte: foi julgado e condenado? Sim. É pobre, miserável ou da oposição? Sim. Cadeia neles! Dura lex sed lex. Não? Ah, então é amigo. Amigão. A sentença  tem embargos infringentes e o diabo-à-quatro. Ou, simplesmente volta, no Grito, para que o Juiz refaça a sentença: está preso? Solta! Está solto? Esquece, porque prescreveu. Sendo político, deve ser julgado pela instância máxima. Se condenados recorrem a algum Tratado Internacional que não tiveram uma segunda instância para recorrer. E isso caracteriza cerceamento de defesa. E não adianta argumentar que instância máxima é máxima. Senão, não seria máxima, seria "sub-máxima". Para que não sejam condenados, colocam juízes, para dar a conta do 6x5, inocentando-os indefinidamente. Sem contar, é claro, que ele vai acionar o Estado por calúnia, injúria, difamação, cumulado com danos morais, lucros cessantes e tudo o mais. Você vai pagar isso, também.

O turismo sexual no Brasil gira mais dinheiro do que toda a Cote D'azur. Tem até propaganda de cartão de crédito, onde o turista pergunta pra linda morena se ela aceita cartão. E ela insinua que sim. O mundo inteiro sabe que ter como o destino o nosso lindo país tropical, será para encontrar... o Cristo Redentor? Não, não. Ele está apenas apontando o mar, a areia, e ... uma lindíssima e bronzeada bunda brasileira com um biquíni, com o perdão da chula palavra, cuadentro. Não sou quem  está dizendo: é o que estampam os cartazes brasileiros oficiais, espalhados pelas empresas de turismo, mundo afora. Turistas não vêm ao Brasil em busca de cultura(?), tecnologia (?) ou qualquer dessas inutilidades. Tão inúteis que nem mesmo existem para serem visitados e conhecidos. Então, sobrou o quê? Ah... agora tem Copa do Mundo! Então os cartazes mostram o evento, claramente: duas bolas, superpostas.

Resolveram fazer uma Lei, quando já existem outras, para o abuso sexual de menores. Tudo bem, mesmo sabendo que nessa barafunda de leis, a antinomia corre solta. Agora, a Xuxa apadrinhar a dita lei é chamar o brasileiro de idiota, descaradamente. Será que não vai haver um grupo que vai pra Paulista protestar contra isso, colocar nariz de palhaço e tudo o mais? Valha-me meu São Francisco! 

Perguntaram ao Chico Buarque, há longo tempo atrás, se ele tinha o dom da premonição e/ou da clarividência. Ele disse que não, que apenas o Brasil era muito previsível.  Por isso eu gosto de escrever sobre os desmandos, mazelas e absurdos genuinamente nacionais. Não é preciso inspiração e nem mesmo criatividade. Como os mais próximos costumam me achincalhar, como sendo a reedição do Boca-do-Inferno. É só esperar o dia de amanhã. Valha-me meu São Francisco! 

Mas os petistas amam o pt. Os lulistas amam o mula. A esquerda se adora. Amor, estranho amor. 

Ah, e eu vou ali, que ouvi a chamada "atenção senhores passageiros, com destino a um País Decente...". 

sábado, maio 17, 2014

Brasil x China: a goleada

A China começou a sua "ditadura" ao mesmo tempo que o Brasil. Priorizaram a Educação e o Trabalho. No Brasil, os vagabundos e "gérsons" combateram essa proposta horrorosa sob o clichê de "democracia" e ganharam. Hoje, 50 anos depois a China, comunista de Estado e Capitalista de mercado, que afronta todos os direitos humanos colhe seus frutos. E nós, os nossos. Somos um país democrático e um Estado de Direito, o que quer que isso signifique. E nem podemos reclamar, pois exercemos o sagrado direito do voto como obrigação, escolhendo os feitores do nosso imenso latifúndio.
A Constituição: todo brasileiro tem direito à moradia digna
A Constituição:todo brasileiro tem direito ao trabalho
A realidade: é dando o voto que se recebe a bolsa-família
A moça da foto não é "culpada" de nada, mas o retrato do nosso resultado. Ao invés de Trabalho, a política de Estado é premiar o ócio. O usuário de  (uma) droga é tratado (com várias), para voltar a consumir mais. Na China, um aviso  "tráfico: pena de morte" elimina traficantes, não havendo, portanto consumidores. Não há recursos ou embargos infringentes. E o condenado ainda tem que pagar pela bala. Não há quem possa ser contra qualquer política estatal de "ajuda aos cidadãos de segunda categoria". O que se condena é trocar isso por um voto. A melhor ajuda é oferecer trabalho  

Eles optaram por ser "quintal de produção" norte-americano, mas apenas de fachada: copiaram o modus operandi, o sistema de governo e o regime de Estado, retrocedendo ao que Montesquieu ensinou e os americanos executaram tão bem, inicialmente. Ou seja, foram a "mão invisível" que corrige o sistema capitalista. O "salário aviltante" que se condena é pago pelas empresas norte-americanas. Fazem a Barbie, por 1U$ para que seja vendida nos EUA por 500 dólares. Mas vendem a sua Sarbie, Marbie ou qualquer outra variação e a vendem por dois dólares. Burros? Com essa burrice, hoje são credores dos yankees e do mundo. Direitos autorais, por quê? Gutemberg trouxe a imprensa da China. E não pagou direitos autorais. Os portugueses trouxeram o "os encantados astrolábio, bússola e pólvora" da China. E não pagaram direitos autorais. Os "nossos filósofos" foram beber da Sabedoria no Oriente. Voltaram com muitas ideias e novidades, que embasaram o que se chama hoje de "cultura ocidental". Algo assim, como o Caetano Veloso que foi aos EUA e aprendeu o "or not" (ou o Oswald de Andrade, que trouxe ao Brasil a Arte Moderna feita em Paris, 30 anos antes). Voltou o Brasil, mas não contou o pequeno engodo. E eternizou-se como o genial criador do "ou não".  Aristóteles, Sócrates, etc, idem. Aos brasileiros é difícil contar isso, pois alegam que o Sócrates jogava muito bem e que só não fomos campeões porque o zico-errou-o-pênalti. . 

Sabemos todos que a essência do Capitalismo é a produção em massa, a ser consumida barata e acessível, sem qualquer imposto. Para que o cidadão, todo o cidadão, tenha acesso ao conforto que se possa comprar. Isso gera empregos e todos tem dinheiro para consumir. Caso um cidadão queira exercer o seu direito de enriquecer vendendo produtos, cria-se a figura do "empresário". E, nesta condição, será taxado com o imposto sobre a renda. Uma opção da riqueza sem culpas, por meio do trabalho. Você pagará muito, mas sempre será obviamente uma menor porcentagem do que se ganhou com a opção de gerar riqueza, além de consumir. E isso vai sustentar todo o aparato estatal e também o sistema. Isso funciona? Os EUA mostram que sim.

Para um país que elegeu, de cima para baixo, o Trabalho e a Educação como totens do sistema, a corrupção é rejeitada, tanto pelo Estado quanto pelo cidadão. Existe a corrupção? Claro que sim, já que isso é inerente ao ser humano. Mas o corrupto é "induzido" ao suicídio, pois não há espaço para ele, pela rejeição geral. No Brasil, a corrupção é premiada. Colocam ministros no STF para os livrarem de todo o mal. Não há brasileiro cujo sonho não seja o de descolar uma boquinha, inicialmente como colaborador e depois da pós-graduação, um Doutor Honoris Causa em Corrupção. Toda lei editada tem quatro aspectos básicos: dar muito dinheiro para um grupo de amigos; apagar o fogo (leis para eventos de agora); abrir brecha jurídica para posterior defesa e perpetuar a corrupção. (morte no trânsito? Vamos importar milhares de bafômetros; câmeras para provar; endereço fixo como atenuante da pena -até morador de rua tem; e, sempre e sempre a caixinha pro guarda para o acompanhante soprar o bafômetro. Pena: uma cesta básica E, claro a atuação dos direitos humanos para quem matou. Para a família de quem morreu, a Justiça de Deus. Done!). 

A opção da China foi lançar-se ao futuro, como líder. A opção brasileira foi retroceder, ou permanecer "retrocedida", aos idos de 1400, com as nossas capitanias hereditárias e sesmarias que ainda hoje vigem nos nossos estamentos de propriedade. Quando a única transação comercial da cidade, ou da região em dezenas de anos era a união de propriedades devido ao casamento de um príncipe com uma princesa. Todos almejando obter alguma vantagem, no beija-mão do nosso monarca, que agora apenas tem outro nome. Nossa herança católica portuguesa nos alijou dos valores do Capitalismo, mesmo que ainda incipiente O (seu) lucro é passaporte para o fogo dos infernos. (Deixe-o conosco, a máxima da Igreja) Saltamos também. Mas não para o século XXI. Saltamos, ou fomos atirados, ao século XIX, sob os auspícios de Marx, um delirante consumidor de ópio, com suas disparatadas ideias de igualdade de todos. Um belíssimo discurso, com a ressalva de que é só discurso mesmo. Geralmente regado à champanhe francesa em alguma cobertura de um condomínio de alto luxo. A busca da igualdade é um canto de sereia, já que, desde o início, a própria Mãe-Natureza nos fez diferentes, para continuarmos sendo diferentes. A Natureza não concede bolsas nem cotas. Feliz é o povo que se reuniu em um Estado que os considera a todos igualmente como cidadãos. Apenas isso. Como cidadãos, somos e temos que ser e ser tratados, absolutamente iguais. Fora isso, na vida privada e íntima, o que se faz não interessa a ninguém, em absoluto. Pouco importam seus pensamentos, a cor da pele, o modelo "in natura" da sua genitália ou o que pretende fazer com ela. Entes naturais personalíssimos e, portanto diferentes; muito embora cidadãos idênticos.

 A China, como insistem e teimam e afirmar os losers de plantão, paga baixos salários. Digamos, $100. O Brasil não. O Brasil paga, diga-se, 200. Só que 120 fica com o Estado. Os seguros, necessários, ficam com 30. E o ladrão leva os 50 que sobraram. Ou, como na atualidade, a sua vida junto. Eventualmente esquartejado Estudantes chineses estudam com uma agulha injetando alimentação, para não "perderem tempo em almoçar ou jantar", para passar nos seus dificílimos vestibulares. Já no Brasil, não. Aqui temos cotas para negros, para pobres, para índios, para mulheres, para a terceira idade, cartilhas ensinando sexo para crianças de 6 seis anos, auxílio para desempregado continuar desempregado, "traduzem" Machado de Assis e o Hino Nacional porque são muito "difíceis". Um analfabeto editou (e assinou com a digital do polegar) uma esdrúxula nova ortografia que ele desconhece para a sofrida última flor-do-lácio (duvidando, leia em voz alta:  delinquente questão, linguiça, preguiça... e tanto mais). Depois, o estudante, que se for mulher agora é estudanta, vai para o mercado de trabalho: você é candidato ao cargo? Resposta: cim.

 Eles não fazem política de boa-vizinhança, não perdoam para cmpara amigos miseráveis, ignoram quase por completo o que chamamos de "mundo ocidental", ONU, Tratados e etc. De nós, de olhos puxados (para cima) eles só querem o dinheiro, mais nada. No caso do Brasil, querem as commodities, como Portugal queria o pau-brasil. Nada mudou. Especializaram-se em dar Educação às crianças e Trabalho aos adultos. Simples, bem simples. E, seguindo à risca os ensinamentos de Montesquieu, não há partidos, há governo. E não há votos, pois o povo é ignorante e não sabe votar. Pelé disse, mas Montesquieu já o havia feito. Um povo ignorante, rico, próspero e educado. Eles não tem uma Constituição cidadã, exemplo para o mundo de como escrever uma ficção nunca posta em prática. Eles não têm Estatuto do Adolescente, pois a única regra é: ele deve estar, e está,  na escola, protegido e recebendo educação.Os que preferem cometer crimes, pouco importa que idade tenham, são criminosos. E a pena para crimes contra a Vida é sempre a morte. Na China, a longa Constituição deles, diz que a Vida e o Estado são sagrados. A Vida cria o Estado, que a protege. Atentando contra qualquer um dos dois, atenta-se contra os dois. Por isso, está fora do jogo e deve ser excluído. Ponto. Se atentar contra o patrimônio, tem que simplesmente devolver. E ficar sem a mão que praticou o furto. No Brasil temos prisões, abarrotadas de pobres e pretos. Aquele que matou o seu filho para roubar $1 ficará preso e você terá que trabalhar para sustentá-lo na prisão.  Mas no dia das Mães ele receberá indulto, para ir visitar... e matar também a mãe. Já se você não for pobre nem preto, pagará uma cesta básica e irá viver em Paris, com o fruto dos bilhões que você roubou do Estado e, claro, não devolveu. E ainda fará palestras sobre como realizou isso.

Já bem dizia Voltaire que a Democracia é  uma instituição que só funciona para anjos. Aristóteles afirmava que a Democracia era um sistema ideal para países com até 100 mil habitantes. Como temos um pouco mais do que isso, o que vige é a lei do que "cada um faz o que pode". Políticos expoliam o Estado, cada um sonega o quanto pode, o "sem sexo" estupra e mata e o povo mata o matador. É o demo girando no meio do redemunho. Democracia é receber educação e ter acesso ao trabalho; direito é aquilo que se pode até chegar o limite do outro. E, para todos, um mínimo de vergonha na cara, pois colocar nariz de palhaço e ir pra Paulista manifestar nada mais é do que teatro de fantoches.

Na China não há lindas praias, as chinesas não tem a deliciosa bunda brasileira e eles jogam muito mal o futebol. O Neymar deles é a Educação e o Trabalho. Nunca foram campeões do mundo e nunca sediaram uma Copa.  Mas dão de goleada no Brasil.


terça-feira, maio 13, 2014

Tião Viana para Presidente!

No Roda Viva deste 12 de maio, o entrevistado foi Tião Viana, governador do Estado do Acre (que eu, ignorante que sou, não sabia).
Ele disse que o Lula foi um Presidente fantástico e que a Dilma é excepcional e que está fazendo um  excelente governo.
Disse que a Dilma voou por todo o Estado para assistir, lá do alto, toda a tragédia causada pelas enchentes.
Disse que as pontes sobre os rios são construídas em um nível acima dos atingidos nos últimos 60 anos, mas que a cheia atual superou até a  marca da maior delas, ocorrida em 1914. O problema fica no Peru, não sendo possível ao Brasil e ao seu estado fazer nada.
Disse que no Acre não há corrupção e que ele trabalha com transparência. Os seus dois sobrinhos, também Secretários de Estado, condenados por corrupção não conta, pois ainda não há o trânsito em julgado e que eles entrarão com  Embargos Infringentes, um direito de todos os cidadãos.
Disse que o Estado está em franco processo de industrialização, já tendo uma empresa lá se instalado, gerando cinquenta empregos.
Disse que recebeu muito bem os 3000 haitianos na cidade de três mil habitantes e que todos tiveram assistência médica da melhor qualidade, abrigo e vestimenta. Os habitantes e os haitianos. E que toda a farta documentação necessária ficou toda pronta no mesmo dia em que chegaram. Não entendi direito quando ele falou sobre os "demais países africanos". Vou dar uma checada no Google aqui. Pode ser que esteja havendo uma manifestação "Volta, Pangeia!" e eu não esteja sabendo.
Disse que o Acre é o Estado brasileiro que melhor distribui as suas verbas, absolutamente dentro da lei de responsabilidade fiscal.  
Disse que a Administração do Estado tem sido excelente, o que é fruto da continuação das melhorias iniciadas no mandato do seu antecessor.
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E nós aqui em São Paulo, passando todo esse sufoco? Cadê que o Peru não manda água pra Cantareira? Cadê que os mosquitos estão causando uma epidemia de dengue? Acho que eles todos vieram pra assistir à Copa do Mundo, não é possível! E toda essa corrupção que grassa solta por aqui, parece que só em São Paulo? E os partos ocorrendo nas calçadas porque os hospitais não acolhem quase ninguém? E os médicos cubanos receitando "que você tenha fé em Deus"? E a Imobilidade Urbana? E o festival de balas perdidas, matando mais do que todas as guerras do mundo? E a Segurança de que se será assaltado ou morto ou as duas coisas? E as meninas sendo encoxadas no metrô?
Todo esse estado apocalíptico assolando o Estado de São Paulo! À exceção da Capital, que vive momentos melhores do que o Acre?
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Por isso, pressupondo que tudo o que ele disse é a mais cristalina verdade, digo eu: que o Tião Viana seja então o Presidente do Brasil! No primeiro ano de governo, ultrapassaremos o PIB norte-americano. No segundo ano, a China. No terceiro, todo o restinho de mundo que sobrar. O quarto ano será reservado para ultrapassarmos a Ilha de Barbados, que nos deixou em 39º lugar em educação. Eram 39 na lista. 
Depois disso, claro, a reeleição. E, no segundo mandato, o Planeta Terra será nada mais nada menos do que "a Grande Brasil", países-satélites desse nosso gigante.
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Mas aí, o sonho acabou: fiquei sabendo que ele é do PT. Bem que eu estava reconhecendo o discurso. Quase que ele me enganou!


segunda-feira, março 31, 2014

Comissão da Verdade: e o depois?

Num exercício de insanidade, suponhamos que a Comissão da Verdade obtenha pleno êxito: todos os descendentes dos torturadores abocanhem os seus milhões. Para tanto, que todos os militares envolvidos na horrenda ditadura resolvam declarar em detalhes todos os bons meninos que eles torturaram, mataram e tudo o mais. Muitos dos torturadores ressuscitarão, para contar a sua parte. Serão importados equipamentos de leitura de pensamentos e intenções e tudo o mais. Enfim, que toda a mais absoluta meia verdade seja esclarecida. 

A grande interrogação é "e o depois?". O único mote, o único projeto, a única plataforma de governo, a única coisa que paira sobre as mentes sombrias que compõem a grande quadrilha que ganhou o espólio do regime militar é: precisamos esclarecer sobre os torturados e torturadores. A isso costumam dar o singelo nome de "caça às bruxas". O que eu gostaria muito de saber é o que farão no tenebroso dia seguinte. O Day After.

Já mostraram, os seus elementos, que são incompetentes para tudo. Absolutamente tudo, exceto nos diabólicos esquemas para enriquecimento próprio e do partido. Aos que venderam seus votos em troca de uma bolsa qualquer, assim que se assentarem definitivamente no Poder, não será mais preciso comprar os seus votos. Não haverá votos. 

Usaram a galinha dos ovos de ouro do Brasil, não deles, a Petrobrás, para tapar buracos. Com os seus cofres compraram tudo o que era necessário: o povo, a situação e a oposição. Cobriram rombos que apareceriam na "inflação controlada e baixa" com o dinheiro dela. Compraram a estabilidade da moeda com os recursos dela. Agora, apenas como insólita prova da sua incompetência, chega perto o momento de as ações da galinha dos ovos de outro valerem centavos. E então ela será arrematada pela China (por exemplo).  Burrice maior do que comer os ovos é dar de presente a sua galinha dos ovos de ouro. 

Dentro da sua incompetência ampla, total e irrestrita, cometem o mesmo infantil erro que novos ricos cometem: acreditam que podem comprar amigos internacionais. E anistiam a Bolívia, o Sudão e outros tantos mais. Confiam, com isso, que em futuro próximo terão o seu aval, como se fossem os parlamentares comprados aqui. Desculpem, mas é elementar: quem se vende não é confiável. A sua lealdade só dura até uma próxima oferta melhor. 

Aos países que não conseguem comprar, estão dando o Brasil de presente: não mais apenas ser um quintal de produção, ouro contrabandeado ou outras "quirelas". Não, agora estão entregando o território mesmo: Raposa Serra do Sol, em breve declara independência. Com o apoio mundial, em nome da liberdade dos povos.

 Arquitetaram também a total impunidade: o atual STF tem um "placar" de 6x5. Logo, sempre será assim, com essa votação, para absolver amigos. E também para condenar inimigos.  Simples. Como ninguém pensou nisso antes?

Amordaçaram as forças armadas com argumento de só sabem fazer "ditadura" e torturar os pobres guerrilheiros. Quando a sua real função "seria" a de defender o Estado contra forças estrangeiras e defender o cidadão contra o próprio Estado, quando for o caso. Como é o caso. Essa deveria ser a sua guerra diária, contínua. Mais uma vez, elementar: se o exército falhou em sua missão pacificadora, criando a tal "ditadura" e perdendo a guerra, não implica em se omitir em uma próxima guerra. A sua existência se justifica essas duas  missões, "guerras" citadas. Está lá escrito na constituição de brincadeira. Lembrando que não existe exército mais perdedor de guerras do que o dos EUA. No entanto, amanhã mesmo, certamente criarão mais uma.

Com isso serão uma monarquia absoluta e déspota de um País cuja tecnologia de ponta consiste em dominar a fabricação de pregos (mas o martelo precisam importar), serão uma restrita oligarquia e viverão nababescamente na Ilha Fiscal da Fantasia, Brasília. Marx e as esquerdas todas nada têm contra o Capital. Têm contra o Trabalho. 

Aos miseráveis mandarão "comer brioches". A todos, o circo. Um povo que se contenta com a modorrenta e sagrada novela das oito. Para variar o cardápio, um big brother por ano. E, óbvio, uma copa do mundo a cada quatro. Como em todo o resto, o Brasil se tornou exportador de craques de futebol e nada fica aqui. Assim como somos exportadores de comida e nada fica aqui. Assim como somos exportadores de riquezas e nada fica aqui.

Povo que está, apesar das evidências, longe de ser um povo ignorante e omisso: nas férias, vez por outra, eles vão até a Avenida Paulista protestar, com os seus indefectíveis nariz-de-palhaço. Uniformes para mostrar que realmente o são. Agora com a novidade de badblocks, verdadeiro celeiro de guerrilheiros, para selecionar um nosso futuro presidente.

Mas toda a verdade foi esclarecida, e principalmente indenizada. Ah, isso foi!  

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Leitura complementar:
Uma testemunha ocular da incompetência referida.

Trabalhei longo tempo num Banco estatal. De madrugada. Coisa de miseráveis que se metem a fazer Medicina, em tempos em que não havia cotas para pobres, nem para negros, nem para índios, nem para dependentes químicos, nem bolsa, coisa nenhuma. Atributos que eu acumulo, portanto sou rei em meu querer falar. A lei era: se quiser, vá trabalhar, que é o seu fardo! Tinha uma compensação: não vigorava ainda o execrável "politicamente correto".

Comigo, um número pequeno de idiotas que trabalhavam de madrugada, para concretizar durante o dia um projeto pessoal. Todos, exceto um. Esse era "o" incompetente". Não conseguiu entrar em nenhuma faculdade. Montou uma banda. Quando montada, foi expulso dela. Abriu um bar. Fechou seis meses depois. Casou. Sua querida esposa era a felicidade geral da nação, ao menos para nós, os amigos... dela, não dele. Dois anos depois ela pediu o divórcio, alegando que ele era incompetente na cama, não a satisfazendo sexualmente. Sem mais nada pra fazer, encostou-se no recém-criado pt, que vendia broches para conseguir dinheiro para "continuar na luta". Um dos broches que ele vendeu, eu o comprei. Como o pt se constitui de elementos como ele, formou-se um imenso dominó de caídos incompetentes. Bastava esperar a sua hora. E essa sua hora chegou: foi agora empossado ministro da Fila Dilma. (e ele, juro por todos os deuses, não foi torturado não senhor! Torturados éramos nós, pela sua simples presença. Evitada, inclusive).

Portanto, poderia escrever indefinidamente sobre a descrição do Day After. Mas como você e eu temos mais o que fazer, deixo apenas essas menções. Dá pra pegar o espírito, acredito!  



terça-feira, junho 04, 2013

Futurologia: os resultados das Copas


Levantamentos recentes dão conta de que o número médio de público em estádios brasileiros é algo em torno de dois mil. Curiosamente, a média do Estado do Pará é de quatro mil. 

O estádio construído para abrigar a final da Copa do Mundo de 2010 na África do Sul custou cerca de R$ 350 milhões, vultosa soma que causou bastante revolta naquele e em outros países africanos. E que se tornou um elefante branco, sem uso, já que naquele país o rugby e o beisebol são mais populares que o futebol.

O Brasil está construindo vários estádios (consulte o número em qualquer outro lugar) ao custo de mais de R$ 1,2 bilhões de reais cada um, dinheiro esse da iniciativa privada, gentilmente cedido via BNDES, a juros de amigo do rei. O que nos garantirá a vaga de número um mundial em termos de elefantes brancos, verdadeira glória nacional. Não custa lembrar que as acomodações para atletas, construído para os Jogos Panamericanos, realizado no Rio de Janeiro, foram demolidas, logo após o nosso fiasco na competição. O governo garante que há verbas disponíveis para tal feito, dado ao sucesso brasileiro em termos internacionais, servindo a China colonialmente com matérias primas, da maneira como serviu a Portugal. Tal sucesso econômico já nos permitiu inclusive anistiar um bilhão de reais em dívidas de países africanos. Além de ter podido aumentar o bolsa-família em dois reais. Você sabia que você perdoou dívidas de um bi? Ah, vc precisa saber mais do que sai da sua carteira...

A Agremiação que congrega e representa o "movimento escoteiro" no Brasil é sócia emérita e vitalícia do Estádio do Maracanã, desde a sua construção, para a desastrosa Copa do Mundo de 1950. Como retribuição, desde então, os escoteiros realizam trabalhos voluntários no estádio. Com a reconstrução do Maracanã tal contrato foi revogado, unilateralmente. Mas A CBF está contratando vinte mil voluntários para trabalhar durante a Copa.  

Com esses dados genéricos, podemos partir para um salutar exercício de futurologia, facilitado pela previsibilidade da maneira como as coisas ocorrem no país:

1 -  a imediata revolta a esses escritos por parte dos socialistas de fachada,  com a alegação de que esse autor é adepto ferrenho da Teoria da Conspiração, nas mais variadas modalidades. O que justifica realmente que deva haver o controle da imprensa no Brasil.

2 - A Seleção brasileira de futebol não ganhará a Copa das Confederações. É quase certo que o título fique com a Alemanha, único país que está apresentando um futebol que vale a pena ser visto, mesmo que a transmissão seja comandada pelo Galvão Bueno.  Para comprovar isso, ganharam de sete a zero do país que ufanava dessa posição de melhor futebol do mundo. Mas, que na realidade fazem a função de Suíça, quando se fala nos milhões de dólares que meros jogadores passam a valer, quando jogam  na Itália. 

3 - A Argentina não ganhará a Copa do Mundo, pois já foi agraciada com a eleição de um papa daquela nacionalidade. O que corre à boca é que é que Jesus Cristo nunca esteve tão íntimo dos argentinos, desde os idos da Santa Ceia, quando Judas ali os representou. Vários de seus gols serão invalidados, perdendo todas as partidas pois haverá rigidez dos árbitros no conceito de que futebol não é basquete e os gols não não podem ser feitos com a mão. A Argentina perderá até para o Afeganistão, cuja seleção de futebol foi convidada especial, dado ao seu exímio desempenho quando da fase de morte súbita. Uma explosão de eficiência! Com tamanho fracasso, finalmente Maradona retornará ao pó de onde veio e será eleito o melhor atleta de todos os tempos no Reino dos Infernos. 

4  - A Espanha perderá os jogos por WO, pois os atletas estarão trabalhando em hora extra, para tentar salvar o país do colapso. O que já não ocorrerá com os atletas da Grécia, pois a palavra "trabalho" para eles é grego.

5 - A Seleção de Portugal será desclassificada por abandono da competição. As investigações esclarecerão o inbroglio. Como a Delegação de cartolas não recebeu equipamento para a tradução simultânea quando da reunião para distribuição de Alojamentos, foram parar em alguma UPP, certos de que se tratava de uma Unidade Para Portugal. Quanta desorganização da CBF! Com isso, foram sequestrados e expoliados dos seus euros, sendo que as camisas de sua seleção foram rapidamente vendidas por camelôs. Dado ao típico tirocínio dos atletas portugueses, foram rapidamente assimilados pela comunidade local, que lhes proporcionou a abertura de várias padarias, incrementando o comércio local. Dois deles se associaram a duas belíssimas mulatas e formaram um grupo de Fagode, um misto de Fado com Pagode e se apresentarão em breve no Faustão. Os dois cantores portugueses se destacaram pela excepcional memõria: ambos, em conjunto, conseguiram decorar a letra inteira da música "Ai, se eu te pego!". As duas mulatas participarão do próximo Big Brother e darão o tão ansiado e anunciado beijo gay na telinha.

6 - Está quase tudo acertado para que os EUA fiquem entre os quatro primeiros, pois lhes está reservado um título mundial para logo, logo. Faltam apenas detalhes para a decisão final da data mais oportuna.Por isso eles precisam demonstrar que estão melhorando aos poucos, para evitar comentários dos que defendem as Teorias da Conspiração por aí.

7 -  Feita essa necessária acomodação, a continuação. O título de Campeão Mundial de Futebol de 2014 ficará com o Brasil. Não pela qualidade do futebol, mas é que a comoção geral, o estado de felicidade geral da Nação garantirá ao PT a eleição de mais um Presidente da República. Que deverá ser negro, pobre, gay, analfabeto, membro do MST e que implantará definitivamente no Brasil o regime de Socialismo de Fachada.
Contará é claro com o apoio do Mula, já nessa época, devidamente morto. Estão contratando uma mãe-de santo para intermediar com as sessões de psico-audiologia. Não poderá ser psicografia, dado que o dito não dominava a escrita. E a dita mãe não o será de nenhum político, dado que de santo nenhum deles tem coisa alguma.

8 - O sucesso na eleição será garantido pela compra do apoio do empresariado brasileiro, cujo pagamento já está sendo feito antecipado por meio dos empréstimos do BNDES para a construção superfaturada dos referidos estádios. E também pelas urnas do TSE, que não são projetadas para o sistema decimal, mas para outro em que a unidade é o 13. Assim, qualquer número votado, de alguma maneira paranormal representa o 13. Aos empresários, um dinheirinho extra lhes está garantido com as respectivas demolições, depois de uns dois a três anos. Com esses pagamentos feitos, será evitada a denúncia pelo Ministério público e o eventual desgaste causado por condenações à prisão de tal elite. O respectivo processo deverá receber o nome popular de Elefantão ou coisa parecida. Como nesse tempo o Partido já terá indicado dez ministros do STF, serão constantes as votações com o resultado de dez a um. Tal renitente constrangimento  levará o ministro Joaquim Barbosa a pedir antecipação de sua aposentadoria, indo viver em um país onde a lei não seja coisa risível. Outra providência é que já estará também aprovada a vedação de o Ministério Público investigar atuação política, geralmente monetária, prática incompatível com o caráter ilibado dos eleitos pelo polvo, com o polvo e para o polvo, sob a benção beneplácita da lula. Por uma onda de odioso anglicanismo, o Congresso Nacional finalmente adotara o nome de The Mall, o centro de compra e venda de Brasília, balcão de negócios dos desígnios brasileiros. Os xenófobos farão uma manifestação, liderados por Aldo Rabello que proporá vetar o uso de palavras inglesas no Brasil. O nome mudará, mas os negócios permanecem. Por ser um partido muito religioso, o PT sempre exige um terço para o seu caixa.  

9 - Com tudo, certamente a metade da população brasileira que não vota em Dilmas, que esdruxulamente tem a outra metade dos votos, mas 99,99% de aprovação, esses brasileiros desenvolverão suas gastrites, úlceras, depressão e síndrome do pânico. Epidemia nacional para a qual o INSS já eficientemente solucionou, com a importação de seis mil guerrilheiros cubanos (que na realidade são brasileiros ali naturalizados, advindos do MST e outros), que, por estarmos em tempos de paz, com a conquista guerrilheira inclusive do Palácio do Planalto, aqui virão, não com o diploma de guerrilhas e assemelhados, mas como médicos. Estranhamente, há seis mil médicos sobrando em Cuba. Para um país ridiculamente socialista é de se estranhar, pois se gabam de estruturar as profissões de acordo com a real demanda.Como lá estão sobrando 20 mil? Mais estranho ainda é que duas Faculdades de Medicina, com trezentas vagas demoraram vinte anos para formar seis mil médicos. Ah, o povo cubano deveria se rebelar! Eles ficarão sem médicos por lá, cuja saúde não é boa, haja vista a situação do Coma-andante. Aproveitando a deixa, alguém propôs que importemos políticos suecos, dinamarqueses, alemães e etc. A ideia foi prontamente vetada!

10 - Logo, a vergonha que era apenas nacional será agora internacional. Os menores infratores brasileiros já estão sendo treinados para cometer as suas barbáries em várias línguas. Farão arrastões uniformizados com a camisa da seleção do Brasil-sil-sil e ao som das caxirolas. Os assaltos contarão com com a tecnologia de terminais para débito em conta ou cartão de crédito. Não haverá homicídios, posto que onde não um corpo não há crime. Os latrocínios serão feitos com a tecnologia da cremação da vítima in vivo e ao vivo, on ainda vivo. Os restos mortais serão oferecidos aos cães, tecnologia que dará ao goleiro Bruno uma fortuna em royalties, aparecendo na Revista Forbes ao lado do Lula, Dotô Honoris Causa.  A mula fará uma bombástica declaração: nunca nesse Planeta se fez uma Copa como a nossa! E até o ano de 2200 está garantido ao Brasil um lugar como país emergente. Ou melhor, sobrenadante, já que merda bóia.

XI - Aos incrédulos, homens-bule, ou homens de pouca fé, em verdade vos digo: quem viver, verá. John Lennon assim bem canta: nobody told me there'd be days like these. Strange days indeed, mamma!  Para aqueles que pensam ser o Brasil um país sem saída, divirjo. O Aeroporto de Cumbica é a saída. Com lágrima de vergonha e/ou de raiva, se você é daqueles que amam o Brasil, façam como Neymar: deixe-o. 

Luiz Gonzaga, um vidente míope.

   



terça-feira, abril 16, 2013

A Responsabilidade Penal e outras igualdades



Se existe um artifício de retórica utilizado quando de qualquer debate é a desqualificação da argumentação contrária, sem, em seguida apresentar alguma argumentação que é a regra válida de um jogo chamado debate de idéias. Argumenta-se sobre o argumentador e não sobre a idéia apresentada por ele. E muito menos se apresenta uma outra ideia alternativa. Equivalente ou melhor. Feito desse modo é algo estéril, pois nada cria e o assunto se descaminha, geralmente para o nada.
Essa artimanha é usada por políticos de má-fé, perdoem a redundância, que nada querem responder e fogem do assunto.

Para certa parcela do povo que se diz politizada, há que se realmente utilizar dos recursos da Política, mas apenas aqueles de boa-fé, já que nada se ganha com esse debate. E a sociedade precisa de um debate sincero e franco, para a apresentação de ideias, pois há problemas de sobra, que esperam ações e soluções e não apenas debates por debater, para "ganhar" o debate. A sociedade nada ganha com isso.

Dito sem rodeios: 


A ação de colocar o aviso na entrada do Estado certamente resultou de um debate de idéias. E resultou em uma sensível diminuição da criminalidade e em algumas cidades, tornando-a puntual, eventual. Suportável. E era isso o que se buscava, a solução para um problema.

Certamente que os debatedores citados terão “n” argumentos desqualificadores da medida e argumentarão à exaustão. A pergunta que fica é: afinal, como é que você propõe que se resolva a situação? Apresente outra solução e então vamos debatê-la.Apresente outra ideia e queira apenas desqualificar a apresentada.

E é isso que se vê aos montes por esse Brasil afora. O povão está se tornando politizado, o que é excelente. Só que, tomaram como péssimo exemplo a política praticada pela “classe política profissional”, que não fazem a Política, mas apenas se constituem em uma quadrilha organizada para expoliar o Erário público em benefício próprio. A tal “direita” fez isso por  470 anos. A dita “esquerda”, como finalmente conseguiu o seu quinhão,  faz isso há 30 anos. Apenas como uma inovação: um terço do expropriado é destinado ao Partido, com o fim de torná-lo um Estado, em futuro próximo. E então o Brasil será um seu lacaio.
Tudo isso apenas para enfatizar que ó debate entre cidadão não comporta o artifício da desqualificação.

Posto que já desqualifiquei os desqualificadores, vou seguir a minha própria receita e apresentar aqui as minhas idéias e as quase nenhuma argumentações, afora o puro óbvio. Para que não fique apenas um texto do roto falando do rasgado.

Diante da banalidade da violência, criada pelo próprio Estado, quando editou um “Estatuto para permitir que o menor mate à vontade e ainda caçoem da polícia dizendo “não encosta em mim que eu sou di menor e você vai se f....!”; para que os ‘maiores’ sempre indiquem que sempre o menor é o culpado; que foi sempre o menor quem matou; que ele é que é o chefe; e tantos etceteras”, a sociedade como um todo está debatendo a questão. Principalmente com  o advento do Facebook, um forum de eternos debates que nunca dão em nada.

Incomodados por toda essa violência e mortes por puro pelo puro prazer de matar, sem motivo algum, só porque se pode matar à vontade, certa parte da população começa a defender a redução da menoridade penal, outros a pena de morte e outras idéias para solucionar o problema.
Pois bem, que comecem o debate. Apenas com o lembrete que os comuns do povo não são como os deputados e senadores, que ganham 200 mil reais por mês, fora os mensalões e etc, para debater. Por isso eles debatem desconversando. Afinal, precisa ter debates amanhã, depois e sempre. Para mantê-los lá, com seus nababescos ganhos (que é uma afronta chamar de salários).
Diante do problema “violência e impunidade” alguém propôs a redução da menoridade penal como PARTE da solução. Além de outras providências, claro. Aqueles debatedores do início do texto, ao invés de apresentar uma OUTRA solução, não. Apenas argumentam que reduzir a idade da responsabilidade penal não basta, que querem encher presídios com menores, que presídios são escolas do crime, que é preciso construir mais presídios, por mais guarda nas ruas, que o diabo a quatro. Ou seja, não tem idéias. Apenas acreditam que debater é desdqualificar a idéia alheia.
Fica a  pergunta (você acabou de desqualificá-la): qual é a SUA IDEIA  como solução? 
Regra para esse jogo: não adianta argumentar que o Estado precisa ter “políticas públicas”, que é preciso “humanizar as prisões”, que é preciso respeitar os direitos humanos. Essas tais “políticas públicas” estão há 500 anos para serem implementadas. E nunca serão, posto que não existem.E ninguém disse que é preciso apenas reduzir a maioridade penal. E mais: a finadalidade da redução é reprimir a ação e não mandar todos os menores para a cadeia. Pena se aplica apenas para quem cometeu crimes.

 Eu sempre defendo que se há de tomar uma atitude. Ou várias. Amanhã se avalia e, se não forem suficientes, que se tomem outras. Tudo o que não soluciona nada é ficar debatendo eternamente.
Enquanto, nesse momento, há um menor matando alguém ou cometendo outras barbaridades. Simplesmente porque a sua pena será ouvir de um indignado juiz que vai lhe passar um “pito”, que o papai-do-céu fica triste com ele e, depois dessa tremenda descompustura,  libera-o para que vá cometer outras atrocidades.

Wisconsin colocou uma placa na entrada do Estado: “meu amigo, caso você esteja pensando entrar em nossas casas e apontar uma arma para as nossas cabeças para roubar um tênis velho, saiba que já estamos com as nossas armas apontadas para a sua cabeça”. Pronto!
Com isso, eles não encheram presídios, para ficarem alimentando os matadores de suas famílias, respeitando os seus direitos humanos, humanizar presídios e etc. Não. Ficaram lives dos crimes, não dos criminosos. 

Simplesmente, ao chegar na fronteira e ler o recado, se o cidadão tinha em mente aqueles propósitos, pensou duas vezes, deu meia volta e foi para qualquer outro estado, onde as leis são boazinhas; que vai receber pena de 100 anos de prisão, que serão reduzidos a seis meses, mas que, de tão pouco, vai cumprir a pena em casa; que tem um bando de desocupados para defender os seus direitos; que vão querer “ressocializá-lo”; que ficam debatendo uma porção de outras filosofias baratas, mas que não resolvem nada. Apenas acolhem mais bandidos.E dizimam as suas famílias.
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Enfim, as idéias para por desqualificadores refestelarem-se à vontade. E para os homens de boa-vontade refletirem um pouco::

O Brasil já tem, e se gaba disso, uma Constituição que prevê até a hora em que se deve ir ao banheiro. “Uma das mais avançadas do mundo”. Sabemos no está dando tudo isso. Mas, fazendo uma limonada com esse limão:

1 – Todos são iguais perante a Lei.
2 – Todos os que nascem com vida são cidadãos.
Pronto! É só aplicar essas duas leis, conjuntamente.
Não apenas certa parte dos cidadãos tem responsabilidade penal. Diz a tal Constituição que TODOS são iguais e então vamos segui-la: todos os cidadãos têm responsabilidade penal.
Porque o assunto não é idade, mas o cometimento de um ilícito, um crime. Não importa a idade, o sexo, o lugar, o modo, as as trezentas opções sexuais que querem fazer existir, a previsão do tempo ou o buraco de ozônio. Apenas o que vale é a intenção. E que cometeu um crime
E também já diz o Código Penal: matar alguém. Pena: de 08 a 20 anos.
O Código, que dizem tão ultrapassado, já diz isso. Aliás, a Bíblia já diz isso: não mataras.
E não pergunta como,  quando, qual a sua idade, se você é corintiano ou palmeirense, se você isso ou aquilo. Diz apenas não matarás. Pronto.

Portanto, debatem porque querem debater.
Mas é só e tão somente aplicar a lei que já existe: todo cidadão tem responsabilidade penal.

Aí vem os desqualificadores: ah, então vc está dizendo que, se um bebê assassinar alguém, deve ir pra cadeia? Nossa, como o seu argumento é ridículo! Não teremos presídios para todo mundo então!

Para ficar engraçado, vou continuar no seu raciocínio: sim!
Caso um feto, ainda no útero materno, enrolar o cordão umbilical no seu irmão gêmeo com a intenção de matá-lo, e matá-lo, quando nascer, deve pagar pelo assassinato.

 E você me diz, seu desqualificadorzinho de latrina: não teremos prisões suficientes.
Não, indigesto!
A finalidade das leis penais é coibir o crime. Sabendo ter responsabilidade penal qualquer um jamais terá a intenção de matar alguém. Se tiver a intenção e matar, sabe que pagará por isso. Mas pagará caro, não com um monte de atenuantes que praticamente o isentam de pena.
Logo, para apaziguar seu coração, adianto: um feto não tem intenção.Logo ele não cometerá o crime. Por isso, ele não será apenado. 

Penso que enfatizei o suficiente a intenção. Cometer crimes quaisquer merecem pena pesada, sem pena e sem atenuantes. Pouco importa a vida pregressa do cidadão. Ele pode ter sido um santo, até o dia de hoje. Se hoje ele cometer um crime com intenção, deve pagar por isso, caro. E todos os crimes são intencionais. Lá está escrito que todos somos iguais perante a lei. Ter bons antecedentes não o privilegia em  nada, é apenas uma obrigação.

O único crime que pode ser sem intenção é o homicídio. E, deixando bastante claro isso, o homicídio culposo está fora do raciocínio exposto aqui. É um caso à parte.

Todo crime contra a pessoa ou a sociedade é passível de ressarcimento ao estado anterior a ele e de responsabilidade penal do autor. E essa deve ser a pena, nunca a prisão. Se alguém cometeu roubo, deve ressarcir. Se provocou lesão corporal, deve arcar com o tratamento para voltar ao estado anterior. Se é irreversível, deve arcar com os prejuízos que a vítima teve com ele. Se estuprou e deixou marcas psicológicas, dever arcar com tratamento até que se cure ou até que... E tudo dessa maneira.

O único crime intencional que não há possibilidade de ressarcimento é o homicídio.
Também já está prevista em nossa lei e há muitos séculos por toda a Humanidade que a legítima defesa é lícita.
E o Estado, já que se auto-proclamou monopolista da Justiça, deve executar a pena de morte para o autor, em legítima defesa da vítima.
Está lá escrito: todos tem direitos iguais. Todos temos direito à vida. Todos temos direito à legitima defesa. “Se você tirou a minha vida eu não posso fazer isso com a sua, mas o meu representante pode”. E o “representante” do cidadão é o Estado. Não de fazer vingança, mas de fazer justiça, com a legítima defesa. Portanto, a pena de morte nada mais é do que legítima defesa. 

Para os que se descabelam só de se falar em pena de morte, saiba que ela já existe. Apenas que está nas mãos dos criminosos. Ele, aquele pobre menor indefeso decreta a sua pena de morte, só porque não foi com a sua cara.  

Pronto. Um prato cheio para os desqualificadores de plantão. E que não caiba a apelação de “erro judiciário”. Para que isso não ocorra devem se tomar providências cabíveis e apenas isso, algo resolvido burocraticamente.


Algumas outras aplicações do "somos todos iguais":

Conforme aquela Constituição, por sermos todos iguais, não precisa e nem deve existir, um Estatuto do Menor, porque o Estado deve cuidar de todos, já que somos todos iguais.
Assim, com o Estatuto da Mulher, o Estatuto do Idoso, O Estatuto do Torcedor, o Código Defesa do Consumidor e Todos os demais Estatutos.
Apenas isso: a responsabilização penal e civil também. Diante de um crime, o Estado responde igualmente, não importando as condições de “minorias” como é moda dizer. Para o Estado o único fator a se considerar é a “intenção”.
Se você comprar algo estragado ou que não funcione, isso é crime. Você deve ter, automaticamente, o algo novo. Afinal, você comprou um novo, não estragado e não consertado. A garantia deve ser a de cumprir o que foi acordado, não remediar a coisa. Se não querem cumprir isso por meio da sua reclamação, o Estado deve intervir para que isso ocorra. Por meio de um processo judicial, daqui a 20 anos? Não. Por meio de uma viatura policial, com o reclamante dentro. Pode ter certeza que a concorrência vai achar maravilhoso ver o gerente da loja ao lado indo resolver a pendência na delegacia. E resolver na hora, entregando o bem novo, adquirido.

"Somos todos iguais, perante a Lei e o Estado"

A nossa Constituição defende a Vida.
Somos cerca 200 milhões de habitantes, com cinquenta por cento de homens e de mulheres. Se cada um cismar de casar com o outro do mesmo sexo, dentro de 50 anos não teremos mais população. Pode deixar que os chineses vão gostar muito disso. O Brasil será o China-branch.

 “Casamento” significa acasalamento. Procriar, entende? Se inventaram todo um aparato em torno dele, não cabe aqui. A Mãe-Natureza diz que é preciso perpetuar a espécie. Para isso o homem criou um modo, para que não se procrie ao leo. Criou um vínculo. Tanto que já existem até as leis, vinculando, mesmo que se procrie ao leo.

Agora, se você gosta de um membro masculino massageando a sua próstata, se você gosta de ficar eternamente nas preliminares, esse já é um problema seu, não da sociedade. Só que você não precisa casar pra fazer isso. Basta fazer. 
Mas nada de casamento gay!
Para se realizar alguma das duas alternativas citadas, um barbudo de smoking com um outro ridículo barbudo vestido de noiva darem um beijo apaixonado e “ela” jogar o buquê de noiva para toda a bicharada contente.
E nem precisa também de uma certidão para que ele tenha direito à metade dos bens que você tem. Já existem as leis para isso. Doe metade do que você tem e vá lá fazer a sua massagem prostática sossegado. Ninguém tem nada com a sua vida. Nem eu.  
Aquilo que você pretende fazer como sexo por prazer que faça. Nem precisa dividir em “opções”. Senão, logo mais teremos o grupo que faz sexo em cima do guarda-roupas, no lustre, na lavanderia , no estacionamento do shopping, cada qual exigindo “os direitos de sua opção”. Você já os têm. Refestele-se neles. Agora, se você apenas quer aparecer, gosta de fazer passeata, aparecer na TV, já é outro assunto. Isso não está em debate.


Todos somos iguais perante a Lei.
O bem maior do indivíduo é a sua vida.
Você abriu mão de fazer a sua segurança para que o Estado a fizesse. Você paga muito caro por isso.
O Bem maior do Estado é ele próprio. Ele não tem vida, pois é apenas uma caixa forte, onde guarda o dinheiro arrecadado ou arrancado dos cidadãos. Logo, a sua riqueza é a sua "vida".
Quando se rouba o Estado está matando-o.
Então, vamos dar pena de morte para o corrupto, o ladrão? Vamos matá-los? Claro que não. A munição anda muito cara hoje em dia.

A analogia com  a vida do cidadão é que a "vida" do Estado é a vida social.
Portanto, a pena de morte deve ser social.
Certamente, em futuro próximo cada um dos cidadãos, os todos iguais, teremos um código de barras, para as mais diversas situações de vida social. E todos nós iguais, temos um Registro de Identidade verde.
O que se deve fazer: que esses assassinos do Estado, os corruptos, os ladrões, todos os servidores públicos, do gari ao presidente da república que de alguma maneira malversaram dinheiro que é nosso e guardado pelo Estado, que que roubam o dinheiro que é seu e meu e coloca no bolso dele, tenham um Registro de Identidade de outra cor. Todos eles, em igualdade. Pode ser qualquer cor. A minha sugestão é que cor escolhida seja a vermelha. Para enfatizar, uma estrelinha, com os dizeres "ladrão". Primeira providência, antes do registro: a devolução integral e com rendimentos como o do melhor investimento financeiro naquele momento. Afinal, se o meu dinheiro estivesse alí e não fosse furtado, eu poderia investi-lo, certo?
Essa a pena de morte social. Quando houver o código de barra para todos nós, iguais, ladõres ou não, mas todos cidadãos iguais, deve constar um campo com letras e números, identificando o ladrão. Você, eu e todos os cidadãos de bem, obviamente, naquele campo constará 0000. Já para os ladrões, letras e números. Por exemplo, PT13. Pronto! Todos saberiam de antemão, qual o motivo do registro dele ser vermelhinho.
E a vida correria assim:
Quer comprar a vista? Ok, passe no caixa.
Quer  financiar? Pois não. Por favor o seu Registro de Identidade verde. Ah, registro vermelho é só a vista mesmo. Nós gostamos de receber pelo que vendemos
Quer votar? Pois não, mostre o seu registro verde.
Quer ser candidato? Mostre o seu registro verde.
Quer se reeleger? Mostre o registro verde.
Quer alguma coisa da sociedade, com direitos iguais? mostre o seu registro verde.

 Somos todos iguais em sociedade. Os registros vermelhos foram banidos dessa mesma sociedade por crime contra o Estado. Se não estiver bom assim para os de registro vermelho, há muitos países onde ele possa buscar refúgio.

Em tempo: essa minha ideia já existe e é posta em prtática, aqui mesmo no Brasil. Dependendo do tipo de erro cometido pelo médico, é-lhe cassado o seu registro. Isso não é pena de morte profissional? Sim, é.

*********

Somos todos iguais perante a lei.
E também perante a matemática, saibam.

Em uma prova, uma questão: quanto é a soma de 50 mais 50?
Resposta certa: 100
O que se mede aqui é se sabe fazer contas. Só isso. Apenas isso. Só mesmo! Nada mais do que isso!

Todas as variações em torno disso são apenas hipocrisias e absurdos.
Do branco, a exigência é que a resposta seja única e certa: 100 

Se eu sou preto, posso responder que são 80 e acerto a questão. Ou melhor, 80, 81, 82, 83, na dependência da quantidade de melanina que tem na minha pele.
Não é absurdo isso? Estão querendo saber o candidato sabe somar ou quanto ele tem de melanina na pele?
Somos todos iguais perante a Matemática!

Se eu sou índio também. Posso ter os meus vinte por cento de “aproximação” que tudo bem, tá certo!
Quero ver o dia que esse cidadão estiver calculando quanto de cimento é preciso para fazer um viaduto. “Ah, põe um tanto aí que ta bom!”
E o preto índio pode responder que 50 + 50 = 60. Qualquer valor entre 100 e 60 é considerado certo. Claro!

Agora, se eu for mulher, tão perseguida, tão coitadinha, também tenho os meus vinte por cento de desvio. Taí o Gauss pra me ajudar. Não, não fala em Gauss, não! Estamos aqui falando de soma.
Por essa brilhante solução, uma mulher poderá responder que 50 + 50 = 40 e estará absolutamente certa!

E o pobre? Ah, o pobre é um pobre coitado! Como é que ele também não tem direito de fazer os seus pequenos deslizes? Logo, ele também merece os seus vinte por cento! E pode dar a sua resposta, certíssima: vinte

Pô, velho, você não merece uma chance? Afinal, está na melhor idade, aquela de dar adeus a toda essa palhaçada aqui. Então, tanto faz quanto é que é cinquenta mais cinquenta! Portanto, quero lá os meus vinte por cento também! Resultado: o resultado é zero, para a soma de 50 + 50.

Voltando:
Bom, segundo esse raciocínio aí eu, que sou mulher, velha, índia, filha de cafusos (que são a miscigenação de índio com negro) e pobre então nem preciso responder que já estou certa e aprovada? Basta eu me inscrever que já estou aprovada?
Eba! Então passa o bisturi aqui que eu vou já operar o câncer que é o Mula e sua gente!

O animus jocandi adotado não tira a seriedade das ideias. Quando estiverem dispostos a resolver coisas, ao invés de ficarem eternamente debatendo e desqualificando, apliquem essas ideias. Ou outras melhores, se as tiverem. Porque não há nome para um estado de coisas para o além da bárbarie em que se vive nesse Brasil.

segunda-feira, janeiro 28, 2013

Santa Maria!

Em 1995 foi expandida uma lei, já anteriormente criada e que "não pegou", sobre Segurança e Medicina do Trabalho. Tendo especialização em Medicina do Trabalho, em função da "nova" lei, criei uma empresa, a LEGALMED.  Um trocadilho interessante e visionário. Uma Medicina Legal, porque segundo o Direito. E legal, posto que visava a prevenir e impedir acidentes, no mínimo, e tragédias. Utópico, como você poderá constatar. 

Segundo essa Lei, todas as empresas devem ter um Médico e um Engenheiro de Segurança, mesmo que à distância, segundo o número de empregados. Foi realmente uma febre: apenas na cidade de São Paulo, criaram-se cerca de quinhentas delas. Havia uma fiscalização ativa, o que favorecia a que as empresas procurassem aquelas empresas especializadas, dentre elas a LEGALMED. 

Com o passar do tempo, pouco tempo, com a edição de novas outras leis, aquela sobre Segurança foi caindo no esquecimento. E, pior, "enquadrando-se" ao que acontece com as cerca de duas mil leis a que uma empresa deve seguir: a fiscalização passou a se resumir a uma visita anual, quando então alguém passava para buscar o seu peru para o Natal. 

Com isso, apenas para que se tenha uma ideia, quando inicialmente eram cobrados cem reais por empregado, para a real e efetiva prestação do serviço de Prevenção e Medicina,  foi paulatinamente baixando, até que chegou aos incríveis menos do que um real. Empresas seguradoras passaram então a oferecer tais serviços DE GRAÇA, pela contratação de outros serviços de seguros. Com isso, a LEGALMED, assim como as demais, passou a ser inviável. 

Quando não se imaginava que não poderia ser pior, piorou. Telefonemas solicitando um orçamento. Ao ser recebido pelo solicitante, a contra-proposta: e se a empresa apenas enviar a "papelada", sem a efetiva realização, em quando ficaria? Quanto à fiscalização, laudos de bombeiros e tudo o mais "já estava tudo resolvido". A "papelada" seria apenas para cumprir a lei e não serviria mais para nada. Era então o caso de alguém, com um mínimo de decência, providenciar outro modo de ganhar a vida, não é mesmo?

Sei perfeitamente da responsabilidade do que estou escrevendo aqui. Como hoje a LEGALMED é apenas uma empresa que presta outros serviços, efetivamente, e esses fatos ocorreram em um passado, e diante de algo pavoroso ter acontecido naquela distante Santa Maria, é que os exponho aqui, dado que brasileiros tem o péssimo hábito de acreditar em cegonhas, papai  noel, na lei, no voto, na justiça e em tantas outra estórias da carochinha, escrevo essas palavras, na forma quase que de um depoimento real. O Estado brasileiro se fundamenta na Norma Fundamental da Corrupção e suborno. Nada mudará, a não ser mudando o Estado, não as pessoas. O voto não muda nada, infelizmente. Como bem diz a sabedoria popular, mudam-se as moscas, mas a merda continua a mesma. Apesar das lágrimas presidenciais, de todo o alvoroço e parafernália dos envolvidos e responsáveis por essa e outras, nada acontecerá de efetivo, até a próxima tragédia. Que virão, com triste certeza. Acontecia assim mesmo como relatei, acreditem. Como escrevo isso em um domingo, não sei se até os dias de hoje. Mas, pelo menos até sexta feira, era assim que acontecia.

sábado, dezembro 15, 2012

A Censura, em duas ditaduras

Aos auto-proclamados "perseguidos políticos" tem sido uma excelente fonte de renda a rançosa lembrança da "ditadura militar". Não há contraditório no processo e muito menos necessidade de provas: basta criar uma boa estória. Para esses casos, a Justiça é ultra-rápida: os milhões caem na sua conta de imediato. Descontado o dízimo  para o partido, óbviamente, de 30%. Para os legalistas bíblicos, é inútil alegar que dízimo significa 10%. Diz-se que, por serem beatos e religiosos, não fazem nada sem um terço na mão. Para os pobres perseguidos políticos, não há necessidade de qualquer prova. Basta alegar. Isso de provas é um legalismo utilizado apenas como argumento ius esperneandi quando eventualmente alguém deles for julgado pelo STF. Há casos em que a perseguição constou em fazer uma entrega de alimentos, na condição de motorista do caminhão, em local averiguado pela Polícia Federal. 


Agora, encontrararam mais ramo nesse filão milionário: alguém lança uma revista relatando episódios de Censura em propagandas (deixo de fornecer o link da UOL, porque retiraram da pauta, eu acho). Caso eu fosse um repórter ou jornalista, ao me dispor a avaliar um evento pregresso, penso que a primeira e fundamental premissa deveria ser eu me deslocar mentalmente ao período considerado e conhecer seus valores, costumes, o momento histórico e etc.  Para não cometer o erro crasso de valorar aqueles eventos pretéritos segundos normas sociais vigentes no presente. Mas só que não. No curso feito por aqueles jornalista me pareceu não haver essa matéria. Que, antes de ser uma disciplina curricular, deveria constar do bom senso do próprio futuro jornalista. E comentam onde a censura de então atuou, em comerciais de calcinhas, cuecas e absorventes. Entre outros exemplos. Tachando as censuras feitas como sendo o absurdo do "autoritarismo do regime militar", a defesa da moral cristã da família brasileira. Numa delas, a frase: tire a roupa para o seu amor. Inclusive um dos comentários colocados à matéria, alguém perguntou: você sabe o nome do censor?

Estou certo que aquela revista nenhum compromisso tem com a coerência temporal da crítica. Estão mesmo a fim de faturar em cima da imagem das mazelas da famigerada e ditadura militar.
Esqueceram-se de contemporalizar que a hoje vigente liberação sexual e de costumes iniciou-se na decada de 60. Que, antes dela, mesmo o vislumbre de algo referente a sexo era proscrito. E não era proscrito por lei ou pelo tal regime militar. Mas sim pela própria sociedade, o povo mesmo.Não podemos nunca nos esquecer que, antes de tudo, sempre vigorou por aqui a ditadura da igreja católica, com seus valores e dogmas.
Por mim, ouso eu responder à pergunta daquele leitor: pouco importa o nome do censor. Ele era apenas um funcionário público, em cumprimentos a determinações de seus superiores, não lhe cabendo, dentro dos preceitos do estrito cumprimento do dever público, inovar e introduzir critérios pessoais nas tarefas a eles atribuídas. Ele não censurava por si, com seus critérios. Dentro inclusive de uma disciplina militar, como era o caso e tão benigna e bem-vinda aos se tratar do bem público, qualquer que seja. 

Antes que algum eventual leitor possa tachar-me escandalizado por eu pertencer a alguma forma de TFP, moralista ou qualquer outra que o valha, preciso continuar, em minha defesa, comparando aquela, com a atual ditadura.
Fundamentada no politicamente correto, onde o censor não é um só, mas todos os circundantes. Censores esses que não são alguém, servidor público ou algo estatal na função de censurar,  mas pessoas comuns do povo, controlado feito boi no pasto em suas palavras, seu vocabulário aceito, permitido e exigido. O pobre deixou de ser pobre, mas hipossuficiente economicamente. O negro não é negro, é afro-descendente. O débil mental é pessoa com necessidades especiais. Favela é comunidade. E, caso assim não se fale, o emissor será execrado, feito ao Judas na sexta-feira santa. O in, o bonito é declarar-se pobre, miserável. Caso você trabalhe e tenha amealhado algum patrimônio, você passa imediatamente a fazer parte da burguesia fascista e de direita, exploradora dos pobres e etc. Caso você tenha, às duras penas, obtido um mínimo de cultura acima da média, você é um privilegiado, protegido  pelo sistema das elites, exploradoras do proletariado. E falar nóis vai deixou de ser português errado, segundo a língua culta, mas apenas uma variação linguística utilizada pelas classes menos favorecidas. Ao invés de utilizar o Hino Nacional para dar aulas de português às crianças, além da merenda escolar e do bolsa-alguma-coisa, querem mudar a letra do Hino, pois o mesmo está escrito na ordem inversa e contém palavras difíceis. Além da heresia de ter sido escrito no linguajar de uma elite opressora. Alguns exemplos da censura vigente e exigente.

Mais uma vez, a incoerência histórica e geográfica. O politicamente correto foi criado por norte-americanos como um artifício para uma necessidade temporal deles. Já o abandonaram. Mas nós aqui, além de macacos, somos desatualizados. Por aqui ainda vai, infelizmente demorar bons anos pra ser... substituído por alguma outra moda de comportamento importada. Desde que isso sirva aos interesses de alguns, para conduzier a boiada ignorante.

O brasileiro não é racista, o brasileiro não é discriminador, o brasileiro não é nada. Nada mesmo. Além do fato de ser um exímio humorista e gozador, fazendo sempre piada com tudo, inclusive consigo próprio e com a própria desgraça, a de ser brasileiro. O que chamam racismo não é de cor, é social. A discriminação é social e econômica. Você pode ser da cor que for, mas se tiver dinheiro no bolso é o que importa. E isso não há lei que consiga mudar. Fora isso, tudo é piada. Inclusive as leis que criam, tentando impedir isso, por lei. São piada inclusive os fazedores de lei. Sabemos ser piada inclusive todas as Instituições.
 

Enquanto isso, o servidor público, alí colocado e remunerado para realizar tarefas pelo bem público que afinal é quem paga o seu salário, o que anda fazendo? Tornou a sua mesa e o telefone em rentável balcão de negócios, onde leiloa entre os amigos, facilidades à uma eterna e burra burocracia que dificulta - nesse caso, graças a Deus! -, tudo, nos últimos 512 anos. Tudo absolutamente sem provas, sempre. E o produto do leilão, com seu terço sagradamente destinado ao partido, é rateado hierarquicamente entre os componentes da  imensa quadrilha em que se organizou o aparato estatal. Que tratam o Erário público como um espólio de guerra, naturalmente direcionados às suas contas bancárias particulares. E qualquer  voz que contra isso se alevante é prontamente rotulada de Teoria da conspiração da direita reacionária.

Por mim, independente de quão a Censura da ditadura do politicamente correto possa tachar-me, ainda prefiro aquele Censor que proibia a imagem de calcinhas na TV. Tire-as, logo de uma vez! E também ainda prefiro aqueles Presidentes que, ao deixarem o cargo, voltavam para o seu apartamento e seu fusquinha, de antes da posse. Ao contrário da hipócrita democracia presente, cujo filho, um inepto, desqualificado, ignorante e desempregado adquire duas  "chacrinhas", como o dizem os mineiros: uma de 47, outra de 100 milhões de reais. Ainda também prefiro aqueles demais funcionários públicos a realizarem diligentemente sua tarefa de sanear de em meio ao povo aqueles com o  funesto projeto de saquear o Estado. 
Claramente não comprarei aque revista, portanto.   



terça-feira, dezembro 11, 2012

Os XI Tons de Franciscano

Turma CLXXXI - Parabéns a todos os formandos!

 Olhando assim, pode até parecer o que muito se ouve por aí: franciscano é sempre assim: tudo a mesma coisa! Veja bem no fundo dos olhos de cada um deles, no momento mágico e maravilhoso desse daí de cima, e verá passando um filme dos seus 1827 dias de "XI de Agôsto" em velocidade acelerada vertiginosamente. E desses olhos, uma furtiva lágrima que teima em escorrer pela face sorridente, extasiada e de uma suave tristeza alegre. Lágrima essa que tem todos os XI Tons de Franciscano:

I - o estudante
Tem franciscano que leva muito a sério esse negócio de ter entrado em uma Faculdade. Ele só pensa em estudar, tirar boas notas e tudo o mais. Trazendo na herança os bons tempos de colégio, em que era o tal, quer tirar boas notas e fazer uma excelente média ponderada. Mal ele sabe que ela não serve para nada. Quer ser o melhor da sala. Se possível, melhor do que a turma inteira. Vive em biblioteca, em sebos e em livrarias, sempre à cata de um livro excelente. Isso tudo só piora se ele é da turma da manhã, que o pessoal chama de "a turma da lancheira". E sempre ostenta aquela humildade mentirosa, que não engana ninguém: eu nunca estudo!

I I - o dom quixote

Num dia está de bermudas, jogando videogames. No outro, entrou na melhor Faculdade do mundo, a das grandes bandeiras. Logo, já pega a sua. Transforma-se em um ativista. Vai ser comunista e se divertir com esse negócio de defensor dos pobres. Todos os dias entra na net, para pesquisar mais no wikipedia para saber mais sobre esse negócio de "pobre". Sente-se o tal. Lamentavelmente, pega a cartilha do Marx e decora todas aquelas frases-chavão. De um dia para o outro, muda todo o seu discurso. E não fica com mais ninguém, só com a turminha dos defensores dos pobres e oprimidos. Em casa, deve treinar o repertório com o avô, dos tempos da esquerda romântica. Tal o entusiasmo que mal percebe que já estamos na fase Realista, mais propriamente Naturalista: tempo de orgia imoral financiada pelo cidadão que, incrivelmente, apoia tudo. É o Amor! Cega os olhos e a tudo se justifica e perdoa. As meninas, mais do que esquerda, tornam-se feministas. Querem acabar o machismo reinante no país. Querem o direito das mulheres. Querem meter a boca no trombone. Ou similar. Estão um pouquinho fora do tempo, já que as mulheres dominaram tudo, mas o machismo persiste, duro e sempre.

I I I - o largado

Entrou naquela Faculdade das Arcadas, do Álvares de Azevedo, Castro Alves e Fagundes Varela. Logo, torna-se imediatamente um largado, bêbado, fazendo ares de vagabundo. Toma aquele ar de mistério e de intelectualidade de um Renato Russo. São da Academia de Letras, mas, se espremer, nunca sai um único verso. São também do teatro.Ou isoladamente por ai, a perambular pelo Pátio, emanando a sua incontida e não-reconhecida genialidade.

I V - O trabalhador

Ele quis entrar na São Francisco por que, sendo a mais conceituada, ele conseguiria então ganhar melhor. Por isso a sua opção foi pelo noturno. É preciso começar a trabalhar, pra ontem! O que ele não sabe é que, para arranjar trabalho escravo, trabalhar pelo salário mínimo mais a condução não é preciso muito esforço. Ele poderia ter feito a UniX que daria no mesmo. Há futuros estudantes de Direito que conseguiram estágio no dia seguinte em que fizeram um desses vestibulares por daí, do tipo "processo Seletivo". Ou seja, o tal de processo seletivo era para saber o telefone do cidadão, para que alguém ligasse, uns XI minutos depois de terminada a  prova, comunicando que ele havia sido aprovado. E, em sendo aprovado, logo seria cooptado por algum dono de escritório, trinta anos de janela como advogado, a lhe convidar para trabalharem juntos. Um trabalho árduo, mas enriquecedor (para o dono do escritório). Por isso, em reconhecimento, ele ficaria apenas um tempinho trabalhando de graça mesmo. Alimentar-se-á do orgulho de ser um estagiário. E ele, na São Francisco nem vai notar que estudou nas Arcadas. E será um estágiário por longo, longo tempo. Ele acabará por descobrir que nesse mundo há os estagiários e os que empregam estagiários.

V - o bom aluno

É um tipo engraçado. Nem bem entrou e já está perguntando quais são os bons professores, quais têm a melhor didática, indicação de livros e tudo o mais. Isso tudo em meio a uma das incontáveis festas. São contaminados pelo conceito de "boa escola" que existem por de lá dos muros das Arcadas. Pensam que, assim como no jardim da infância, quando a mãe passava a sua mão para a mão da "tia", receberia atenção, cuidados e etc. Descobrirá bem cedo que na São Francisco ninguém lhe estenderá a mão. O Franciscano não precisa que lhe deem a mão, em ajuda. Se alguém fizer isso, pode ter certeza que será para preencher a sua mão com algo palpável. O que às vezes pode até ser bom. Saberá um dia que em uma Escola de Liderança em que se resume as Arcadas, não há aula de "como ser um líder", com lições de casa e etc. Inclusive porque um líder jamais perguntaria "o que é que eu devo fazer agora?". Mas ele batalhará por "melhores aulas", chiará  quando o mestre se atrasar. Nada como um dia depois do outro, pro meu coração. Chegará o dia em que assistirá aulas de seus colegas de turma muito melhores, imensamente melhores que a dos professores. Nada de mal há nisso, posto que os professores um dia foram como ele, alí, sentado. A diferença é de algumas décadas apenas. Isso quando ele é um professor Franciscano. Pois quando não é, é um daqueles que entraram pela porta dos fundos: a pós-graduação. Fizeram alguma das 1100 faculdades que existem nesse Brasilzão e cavaram um jeito de fazerem a pós por aqui. Declare-se oficialmente que essas espécimes não se enquadram na definição de Franciscano. E podem acabar, por força até de exigência do currículo, a dar aulas. Certa vez, um desses, encerrou a aula, colocou sua maleta debaixo do braço e, ameaçadoramente exclamou: vocês são muito arrogantes! Impossível dar aulas pra vocês! Impossível mesmo.


V I - O genético

Tem alguns poucos, infelizmente não muitos, que parece que já tem a São Francisco incorporada no DNA da família. Já vi calouros no dia da matrícula sendo orgulhosamente abraçado à avó. Ela, contando alegremente para todos que o marido havia sido franciscano, que os dois filhos também. E agora esse querido e lindo netinho entrava agora para as Arcadas. E muito respeito, dizia ela, pois que meu pai e meu avô foram alunos aqui, saibam vocês. Uma delícia isso!  Nessa historinha quase que chegamos a 1827! E real, maravilhosamente real. Há aqueles que foram feitos, produzidos, gerados nas salinhas do XI, em alguma Peruada passada. Genial, isso! Também, pudera! O recém-nascido, logo ali, aprendendo a falar, balbuciando: a-a-a-a-aa..... o pai complementa a-a-a... Arcadas. Claro! E quando tira o seu primeiro diploma do prezinho, recebe de presente um passeio para conhecer a São Francisco. E tirar fotos com os orgulhosos pais, em frente ao Túmulo, ao Monumento. E enfim, ei-lo aqui! Quer foto mais legal do que a formanda vestida de toga em frente ao Monumento no Pátio, carregada na horizontal pelos pais e na foto adjacente, a mesma foto com ela menina de cinco anos, na mesma pose, junto aos pais, esses agora vestidos de toga de formatura? Há genealogias inteiras só de franciscano. Em uma delas, curiosamente, uma em que constam os dizeres: também advogada. Cometeu o disparate de não ser franciscana, a burra! Pode isso? Só mesmo na Sanfran isso.


V I I - O Alienígena

Há aqueles que estão errados na São Francisco. Há os que queria fazer Medicina, mas a vida disse não. Há os que foram obrigados a fazer a São Francisco, para não serem deserdado pelos pais. Há histórias, as mais mirabolantes. De nomes mais famosos, o nosso querido veterano Álvares de Azevedo odiava a Sanfran. Mais que isso, odiava São Paulo, a São Francisco e tudo o que elas representavam. Dá até para entender: o impúbere teve que abrir mão de viver na corte, com todas as suas cocotes e outros petiscos pra vir pra esse buraco úmido, chamado São Paulo, com os seus XI mil habitantes. E nada pra fazer. Tédio! Não deve ter sido fácil. Essa a razão, entre outras, de ter morrido virgem. Há farta documentação sobre isso.  O Oswald de Andrade odiava a São Francisco. Pudera! O cidadão pensava que viria para a São Francisco para estudar Direito. Acontece que grassava a gripe espanhola por aqui. Então, quando não havia aula, o motivo da falta do professor era algo bem justificável: havia morrido da gripe. No outro dia faltava um aluno. Morto também. No outro dia, o Bedel. No outro, a namorada. Ou seja, no quinto ano ele não era um formando. Era um sobrevivente. E não houve propriamente um curso de Direito, para quem almejava ser advogado. Os que isso pretendiam fizeram-se por si, como todo bom Franciscano. O Décio Pignatari odiava o Direito Queria fazer Medicina. Seu pai democraticamente vaticinou: uma bela escolha. Você vai estudar na São Francisco e depois, faça lá o que você quiser. Ele odiava a São Francisco. Resignou-se a estudar nas Arcadas pois, como bom poeta, não se permitia não ter passado pela Faculdade dos Poetas. Depois iria embora para a Europa, posto que brasileiro é muito atrasado. Um Franciscano, Poeta de arguta visão. Então faziam as provas em rodízio: ele e os irmãos Haroldo e Augusto de Campos. Enfim, o erro não está na São Francisco, mas na vida de cada um dos seus alunos, cada qual com a sua peculiar história.   

V I I I - O Bêbado

Feito ao Cabral, no dia mesmo da matrícula ele descobre o Porão. E passa a achar que a São Francisco é o Porão. Que as Arcadas é o Porão. Que é o mó legal ficar bebendo no Porão. Fica sabendo por informação de terceiros, que existem outras coisas, muitas outras coisas, em que consiste a São Francisco. Com a sua "promoção a universitário" agora já pode beber longe da mãe e do pai. E estamos conversados. Passou-lhe despercebido que mesa de bar existe em qualquer lugar. Inclusive na São Francisco, que é o Porão, com o seu Anexo, uma Faculdade de Direito.  

I X - O universitário

Tem o Franciscano que estuda na "Direito usp". Batalha muito por uma aproximação maior com os demais universitários do campus do butantã. Acha isso de Franciscanidades uma babaquice e que somos todos iguais. Que o povo da São Francisco é umbiguista, que é um alienado. Quer fazer algumas matérias opcionais no Campus para poder viver mais a "vida universitária". Lá, vai conseguir amealhar alguns adeptos, justamente pela sua condição de franciscano, que ele humildemente omite. Omite, mas contando pra todo mundo, claro. Ou vestindo distraidamente uma camiseta com a estampa do Álvares de Azevedo. São os umbiguistas-não-umbiguistas. Que, nas baladas, antes de dizer o próprio nome, identificam-se como alunos da São Francisco. Claro, para tocar no assunto, polidamente perguntam primeiro onde estuda o outro/a outra. E então, assim como quem não quer nada, com ares de simplicidade, declaram ser do "Direito usp". Quando a caça pergunta: São Francisco? Nossa!, ele/ela dá um sorrisinho condescendente do tipo "mas somos todos iguais". E consegue o que queria, como sempre o faz um bom Franciscano. Metade dos alunos vê a São Francisco como Criador, como é de fato. A outra metade quer que a Criatura seja Criador. Ou seja: a vida de um Franciscano é mesmo um eterno dilema...
    
X -  O Ator principal

Há o Franciscano que é um eterno deslumbrado com as Arcadas. Olha o Pátio e se emociona cada vez, como sendo a primeira. E que, finalmente, pode ser chamado Aluno das Arcadas. Orgulho maior que esse não há. E, desavisadamente se senta, esperando desfilar diante dos seus olhos os grandes feitos dos seus veteranos ilustres, a própria História ali presente. Claro, ela não acontecerá. O passado, embora belo, é morto. Irá perceber em alguma epifania ao longo dos seus cinco anos que a beleza toda que aqui existe, é apenas o cenário. Ele, o aluno fará o espetáculo, como ator principal. Que, portanto, seu lugar não é de plateia, aplaudindo, mas no palco, sob as luzes que o tornam brilhante. E assim, encenar a sua parte de uma História maravilhosa. Conta-se que, em certo tempo, no pórtico de entrada havia um espelho, com esses dizeres escritos embaixo: aqui vc vê a História das Arcadas. 
  
X I - Nem de longe esses XI tons de Franciscano foram colocados em qualquer escala, gradação, o que seja. É apenas uma descrição, sem valoração para mais ou para menos. Não há o Franciscano melhor ou o pior. Menos ainda o médio. Impossível fazer esse tipo de média nas Arcadas. Há, em todos, um pouco de cada um dos descritos. Em cada momento, em cada passo do caminho, mostra-se uma dessas facetas descritas com mais proeminência. Apenas isso. Alguém com XI facetas ser esquizofrênico até que é pouco, não é mesmo? Bipolar então, nem se fala. Franciscano é multipolar. Feito a um caramujo a carregar nas costas a casa, ele desfila o seu imenso Ego, maior que o Largo. Como a foto que ilustra o texto, não cabe em si, de tamanha. É apenas nesse memorável momento de todos os formandos que podemos vislumbrar todos os XI Tons de Franciscano: um misto de Amizade e de Alegria.