sexta-feira, maio 30, 2008

Torcida Nota XI: Convocação Urgente

Final do Jurídicos – Tênis de Mesa

Dia 31 de maio (sábado)
Ginásio Esportivo BABY BARIONI
Rua Dona Germaine Buchard, 451 – PERDIZES (Travessa da Turiassu)
OITO horas da madrugada. (mas não reclama não! Você teve uma semana inteirinha de férias. E eu não vi você no congresso da cumpanherada. Ta certo que também não fui).

Outras referências: Tem o Minhocão, o Shopping, o campo do Parmêra. Ah, tem uma barraca de importados paraguaios também. Nada mais que preste em Perdizes. Não, não. Puteiro não vou citar. Não é politicamente correto. Agora a coisa é séria. Nada de barangar. A hora é de ganhar !

I - Já foram também intimados a comparecer: homens-bomba talibãs, xiitas fundamentalistas, kamikazes, pilotos da Gol, bandidos cariocas (metade estará fardada), o MST(falamos que é invasão), anencéfalos argentinos, tudo.

O Nardoni já declarou: se a Sanfran não ganhar, joga os outros dois filhos pela janela. A mulher dele disse: já tô lá! A Gaviões vai confirmar pessoalmente porque não conseguiu redigir uma mensagem de resposta (Era: sim). As células-tronco, agora com HC do STF, vão. O Mário também vai.

Como o nosso grito maior será: “VAI PERDER A BOLSA”, muitos políticos se interessaram. Quem sabe não têm uns dólares ali? Paulinho da Força, Garotinho, Zé Dirceu, a terrorista Dilma, o breaco Lula e tantos outros. Enfim, toda a quadrilha-maravilha-de-Brasilha.... Só o tosco do Tosto não aceitou o convite: vai estar do outro lado, o ORELHUDO. Um alerta: cuidado com a carteira!

I I - E, claro, ao som da BAISF, empurrando a Torcida nota XI. Vamos fazer MUITO barulho, porque a orelha deles é grande. E vamos ganhar. No grito ou de qualquer outra maneira. Mesmo que seja honestamente.

Você, franciscano, precisa estar lá. Esqueça provisoriamente suas facções, criminosas ou não.

I I I - Se você é comunista, pense que eles são todos uns pequenos burgueses, exploradores e fascistas. E que pagar boleto é concentração de renda. Um horror! Lembra que vocês estão “na Luta” pelo Direito ao Grito? Então, vá lá e grite muito. Só não coloque a sua maldita camiseta vermelha, please. Ah, não precisa chamar dce, fofolete, nada. A Sanfran é auto-suficiente. Assuma a sua ideologia e pense como o Marx: franciscano unido jamais será vencido !

I V - Se por acaso você é do Resgate, faça como sempre: copie o que todos vão fazer. Nós vamos torcer pela Sanfran. Copie isso também. Se quiser, pode até ir com o uniforme do Chacrinha, mentor intelectual do Movimento "Nada se cria, tudo se copia". Depois, podem até tirar uma foto e colar na Salinha da Gestão, como “mais um grande feito da Diretoria 106ª”.

V - Se, por incrível que possa parecer, você ainda insiste em dizer que é da Exglória, não se preocupe. Tênis de mesa é fácil de aprender: é só mexer os olhos, prá direita e prá esquerda. E gritar. Não tem dificuldade não. Pra você se motivar ainda mais, posso adiantar: todas aquelas escolinhas são uma droga. E depois, sempre tem a possibilidade de explorar essa sua torcida, quando outubro chegar. Só não vale dizer que todo mundo estava lá, gritando por vocês. Gritaremos pela Sanfran. Nada pessoal.

V I - Se você é estagiário e já está brincando de advogado, vá torcer e faça de conta que está na frente do seu chefinho: grite adoidado. No mínimo vai funcionar como terapia para você. Com uma imensa diferença: você, gritando pela Sanfran, estará incentivando os nossos atletas. No escritório, gritar não valerá de nada. Exceto a demissão.

V I I - Se você está pensando nas provas, continue assim. Pensando. E vá torcer. Você jamais iria estudar em um sábado pela manhã que eu sei. E nem à tarde também. Muito menos à noite. Eu sei que todos estudamos na véspera. E sábado é véspera de domingo. Que, comunico oficialmente, não haverá provas. Como não recebi email do Hideo, significa que não morreu ninguém. Então, nem velório haverá.

V I I I - Para aqueles que só pensam em balada, adianto: não haverá balada. Mas ao final, faremos uma carreata pelo Bairro, para cantar a nossa vitória. Há algo mais salutar que um monte, alegre, cantando?
I X - Um último apelo, aos quintanistas da gloriosa Turma CLXXVII, eleita por unanimidade das turmas, como a melhor de todas: nem vem com essa de Tese de Láurea. Se não fez em um ano, desencana e vá torcer pela Sanfran. Que seja a última coisa, né? Claro, depois têm Pindura, Peruada, etc, etc e etc. Vá lá, comemorar o DECA. Que seria XI, se não tivessem fugido...
X - Ou seja: estamos por uma ORELHA. Isso porque elas estão levantadas, contentinhas. Vamos colocá-los em seu devido lugar. Ou seja, em último.
X I - E se, depois disso, você vai, eu também vou.

Luiz Gonzaga ______________________________Arcadas, XXX de maio, CLXXXI

segunda-feira, maio 12, 2008

A INVASÃO ANUAL DAS ARCADAS

A INVASÃO – 2008

Não percam!

Finalmente, é chegada a hora da já tradicional, anual e famigerada

INVASÃO ANUAL DAS ARCADAS!

Nós, alunos, que somos seus reais CONQUISTADORES, por mérito e direito, devemos estar lá, para acompanhar todos os acontecimentos. Compareçam!

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Um breve relato da “A INVASÃO 2007”

Em 21.08.2007, a invasão se iniciou por volta das 17 horas, quando foi “tomada” a passarela para o Prédio Anexo, que foi integralmente obstruída. Verdadeira barricada. Em seguida, quase no horário do início das aulas, as entradas, Principal e Riachuelo, foram dominadas pelos manifestantes, que passaram a controlar a entrada e saída de ALUNOS.

Aos poucos, os assustados alunos foram indo embora, sem nem ao menos assistirem aulas. Alguns estavam achando tudo aquilo engraçado e permaneceram. De uma coisa era certa: ninguém estava entendendo nada. Mas também acabaram indo embora. Eu estava assistindo aula de Civil, na Sala Dino Bueno (20:45h), quando entraram “alguns” manifestantes e gentilmente solicitaram à professora que encerrasse a aula. Eles portavam bandeiras e escreveram essa frase na lousa: QUEREMU COSTAS! (não há erro de digitação).

Após 00:15h os ALUNOS que permaneceram foram o então Presidente da Atlética, na digna posição de eventual preservação de patrimônio e um Diretor de Modalidade. Todos os demais, por um motivo ou outro, foram embora. Excetuo, é claro, os membros da Gestão FORUM DA ESQUERDA que lá estavam todos, com alguns simpatizantes, alegremente confraternizando com a “cumpanherada”, na palavra do então Presidente do XI, o sucesso da invasão.

É importante ressaltar que, durante todo o tempo, por parte dos manifestantes, não houve qualquer espécie de violência ou lesão de patrimônio.

O que houve foram “n” manifestações de hostilidade, sofridas e presenciadas, apenas verbalmente. Desnecessário lembrar, mas, dada o ineditismo das mesmas, podem-se citar algumas: “capitalistas”, “burgueses exploradores”, “filhinhos-de-papai” etc, etc e tal. Tendo saído para ir ao Porão, no meu retorno foi–me impedida a entrada. Ou a tentativa de. Solicitaram a minha “carteirinha de aluno”. Retruquei, pedindo a deles e também querendo saber do seu direito de pedi-la. E entrei.

Cite-se também a tentativa dos organizadores do movimento, incluindo membros do Forum da Esquerda, de retirarem alguns alunos que permanecíamos pacificamente na Sala dos Estudantes. Recusamo-nos a sair. Como alegaram que os assuntos eram confidenciais, eles próprios se retiraram da Sala. Que é chamada “dos Estudantes”. Continuamos lá.

Por volta da 1h foi dado o “Toque de Recolher”. Os manifestantes obedeciam ao silêncio proposto. O representante do dce da USP anunciou que havia chegado o lanche: um pãozinho e um copo de suco. Prometia que, para o dia seguinte, eles já estavam lutando pra conseguir a mortandela. Palavras dele, “universitário”. O lanche não me foi oferecido. Apesar de ser capitalista, fascista, reacionário, elitista, burguês, explorador, também estava com fome. Nada de lanche para mim. Após o lanche, dirigiam-se às suas “camas de campanha”, organizadas nos corredores que ladeiam as Arcadas.

Como teria que acordar cedo, pois teria aulas às 7:25h, até às 13h e depois teria que trabalhar para o meu sustento, pois não recebo qualquer verba ou ajuda governamental, não poderia ficar ali, dormir ali, para apoiar o movimento. E como tudo parecia transcorrer em paz e em ordem nas Arcadas resolvi ir embora. Permaneci no Pátio das Arcadas até às 2:00h. A Tropa de Choque chegou vinte minutos depois.

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Esse foi um relato do que vi e vivi. Sem qualquer juízo de valor acerca da validade da manifestação. Esse juízo é pessoal e é muito provável que você não tenha o mínimo interesse em conhecê-lo. Portanto, não vou penalizar você com mais isso. Basta o relato.

Luiz Gonzaga _____________________________________Arcadas, XI de maio, CLXXXI

domingo, maio 04, 2008

BAISF x BASQUETE – Uma vitória espetacular







DECA? Ainda não conquistamos. Ainda...

Mas aconteceu sim uma vitória espetacular, nesses JJEs de Franca. Essa que vai ai, no título, para os mais apressadinhos. Conto para quem não esteve lá. E também para os que lá estavam, mas alguns vapores etílicos os impediam dessa percepção, além de outras tantas...

Era o sábado maldito. Com um sorriso mais amarelo que a bata dos pucânus assistimos a Gloriosa Sanfran vencer UM jogo. Ufa ! E foi ainda, nada mais nada menos, do que contra a poderosa FAAP ! Pensa o quê ! Nóis num é mole não ! Num handebol feminino que, chegou a estar 12x0, finalmente a Torcida Nota XI pode cantar:
Ô Ô ÔÔ, Toda-poderosa Sanfran ! Tudo isso ao som mais-do-que-maravilhoso da BAISF. Até ai, tudo bem. Esse sempre foi a nossa rotina nos Jurídicos: vencer, vencer e vencer. Pelo menos até então.

Jogo seguinte: Basquete masculino. Um time com o coração na ponta dos dedos contra os bolsistas. A nosso favor, o fato de serem eles orelhudos. Razão até do porque andam com a cabeça baixa: o peso das ditas. BAISF? Não. “Eles” não tocam em jogos de basquete.

Lógico que não! Você não sabia que, no século passado, em um ano qualquer, lá, perdido no tempo, alguns atletas do basquete brigaram com alguns componentes da Bateria? Sim, algo gravíssimo ! Uma briga seríssima. Tão antiga que, dizem as nossas estórias que foi o Barão do Rio Branco e o Ruy Barbosa que brigaram. Um foi até a Etiópia prá se preparar para o duelo, enquanto o Ruy ficava aqui, decorando o dicionário para ofender mesmo o desafeto. Chegado o dia, brigaram xingaram , puxaram os cabelos. Resultados: ficaram ambos carecas, deixando o bigodão prá disfarçar. Outro resultado: cada qual encontrou sua verdadeira vocação. Isso é viagem minha. Sorry...



Mas foi algo do tipo:
- Seu feio !
- Feio é você, viu, seu bobo!

Depois disso, diante de tão fenomenal embate, nunca mais a BAISF tocou em jogos do basquete masculino. Nesse jogo de B's... tas perdia a São Francisco. O engraçado é que hoje, tais digladiadores originários são amigos e se riem dessa horrorosa briga. Cresceram.

Mas o que importa é isso: a BAISF não toca em jogo do basquete ! Por quê? Porque não, ora essa ! Uma tradição imbecil, idiota e nefasta. As Arcadas são a própria tradição. Mas não desse tipo. Confundiram Tradição com teimosia burra.

Esse triste episódio até o mais alienado franciscano conhece, por isso sabemos estar chovendo no molhado. Mas isso é uma homenagem ao frio e à chuva. Francamente ! Depois de dito isso podemos voltar ao presente.

Em seguida ao jogo contra a FAAP, o basquete masculino. Contra o Mackenzie. Devemos enfatizar que era imediatamente após e no mesmo ginásio. Por isso, impossível arranjar qualquer desculpa. Os componentes da BAISF deixam seus instrumentos de lado e sentam-se, meio desenxabidos, para assistir o jogo e torcer. Somos todos franciscanos, afinal. Tocá nóis num toca, mais torcê nóis torce ! E na quadra, um time de desenxabidos. Do outro lado, uma torcida toda de orelhas em pé e uma bateria toda contente por estar tocando sozinha, empurrando muito bem o time deles. Cadê que a bola não entra ? Sabe-se lá o que é ver um jogo de basquete masculino, de ótimos jogadores, chegar ao tempo de 10 minutos, com um placar irritantemente absurdo, de 0x0?

Num determinado momento, algo mágico e emocionante começa a acontecer. Aqueles franciscanos, torcendo ao lado do seu instrumento aposentado, muito timidamente começam a produzir algum som. Sim, algum som. Afinal, do outro lado temos uma bateria a nos desafiar: ai que bom seria, se a Sanfran tivesse bateria! Sabe-se que franciscano tem um ego altamente inflado...

Nesse estranho clímax, digno do mais puro contexto machadiano, num conflito mental entre o histórico “não podemos tocar” e o que o coração manda fazer, cada componente começa a brincar com o seu próprio instrumento. E então, a grande decisão ! Sob a batuta do Grande Líder Fausto, cada qual pega então seu instrumento e a BAISF começa a fazer o deveria ter sido feito desde sempre: tocar, empurrando a Torcida Nota XI e também o time de basquete. Daí que os encantados pontos começam a surgir. Ao final, o agradecimento emocionado do Vini, líder do basquete ao líder da BAISF. Ambos quintanistas, que jamais presenciaram aquela briga idiota, assim como qualquer componente da BAISF ou do time. Ou ainda, da Torcida Nota XI. Isso já não é clima de Machado, mas de Edgar Alan Poe, um surrealismo fantástico... e idiota. Venceu o bom-senso.

A Sanfran venceu esse jogo. Mas a maior vitória, a mais emocionante e espetacular vitória foi do espírito franciscano. Ao final de tudo, prevaleceu tudo aquilo que sentimos pela São Francisco, acima de quaisquer outras coisas. O fato de também termos perdido o xadrez talvez denuncie a burrice e a torpeza de um espírito-de-porco que andava rondando e imperando nas nossas Arcadas, onde picuinhas mil e egos feridos davam o tom. Um tom que não condiz com nada do que somos. Hoje e sempre. Principalmente as esdrúxulas, feito a essa rixa milenar. Espera-se que, daqui por diante, isso tudo seja algo superado. Nos próximos jogos, teremos a BAISF tocando também em jogos do basquete. Ouso até dizer: com apenas essa vitória, mesmo na impensável possibilidade de não sermos DECA, já somos muito mais do que vitoriosos. Pensando melhor, não...




Luiz Gonzaga ____________________________________ Arcadas, IV de maio, CLXXXI

domingo, abril 27, 2008

PERUADA NOTURNA - LAUDO NECROSCÓPICO – nº XI/08


Fruto de uma ges(ta)ção indigitada, a PERUADA NOTURNA foi coerentemente abortada, às 00:30h. Seu término ocorreu no Viaduto do Chá, local que tem tudo a ver com a Gloriosa Academia do Largo de São Francisco, que fica curiosamente um pouco mais adiante.
Tal insucesso deveu-se aos fatores abaixo relacionados:

I - ANENCEFALIA da Gestão do XI diagnosticada, incompatível com o sucesso de qualquer coisa, como o já observado.

I I - Pode-se depreender que o evento anterior mostrou-se letal para a cadavérica, a Peruada Noturna. Tal evento, o CAFÉ LITERÁRIO versou sobre e homenageou GONÇALVES DIAS (justo merecedor de outras homenagens) que, apesar do sobrenome, jamais esteve sequer um dia nas Arcadas. Depois da criação da Gloriosa Academia, em 1827 (anotem ai...) estudar em Coimbra tornou-se algo tão esquálido e nauseabundo quanto hoje o é ser um reles pucânus. O nexo de causalidade aqui encontrado repousa no fato de que o Resgate esta ai pra resgatar. Mas, desconhecendo o que, resgata aquilo que acha que vai agradar. E não consegue;

I I I - A deformidade, decorreu da também ausência do GENOMA da Academia de Letraz, seus membros. Nunca é demais lembrar que uma Récita consiste em apresentação de membros da ALz e também de franciscanos que assim o desejam se tornar, sempre preferentemente com obras de franciscanos. Uma verdadeira exaltação do umbiguismo ! E que já passou da hora que novos se apresentem, com urgência urgentíssima. Tal deleção genética resulta sempre num evento incompatível com a vida ou com qualquer qualidade que se almeje;

I V - Ressalte-se a heróica presença de alguns poucos a tentar declamar algo de Poesia, a contragosto da diretoria do XI que insistia no “mó vibe da hora”, sonorização incompatível também com o evento, porém não tão ruim, comparado com o que ainda estava por vir. O Resgate tem nos sempre demonstrado que o Amanhã será bem pior. Absolutamente fora dos propósitos desse Laudo Técnico, mas sempre lembrando que “além de botar o ovo, é preciso cacarejar”, apresento aqui versos do autor dessas considerações. Uma Poesia–minuto, apresentada na Récita, para os parcos ouvintes. No intuito apenas de trazer algo de alegria à tão patética, triste e cadavérica Peruada, qual a famosa menina, inspiradora:

Do Amor da filial

Toda gente ainda queria
Isabela na janela

Mas seu pai
Causídico jardineiro
À sombra dum jatobá
Quis plantá-la no jardim.
Emma Thomas

V - Com isso, o SER TERATOLÓGICO resultante ficou muito aquém do que deveria ser uma Récita Itinerante que é no que consiste a Peruada Noturna. E que no que deveria consistir, não fosse a inoportuna intervenção da melifluosidade Resgateana. (?!)

V I - Com o evoluir da malfadada Peruada, passou esta então a ser um mero veiculador das preciosas melodias oferecidas pelo Benga-Boys, inquestionavelmente ligados à Academia de Letraz. Talvez pelo Elo Desconhecido;

V I I - Ou seja, um FRIO ELÉTRICO com a vigorosa e competente Diretoria Resgate, que os ausentes franciscanos podem até imaginar. Dispusemo-nos a empurrar a Gestão "Kombi-morro-acima". Mas caminhão não é fácil, não!;

V I I I - DESNUTRIÇÃO AGUDA, causada pela quase-ausência de franciscanos. No auge do desenvolvimento, a presença, talvez de 30. Isso, trinta. Mais triste que isso apenas uma Cervejada marcada pelos comunistas, em 2007, quando então chovia torrencialmente. Estavam lá, eles, da (indi)gestão e mais dois da fofolete. E este que lhes escreve, que recusou-se à tal pouca e ruim companhia. Minha avó já me ensinava que “antes só”. Anteriormente, na INTERUSP 2005, quando a Toda-poderosa Torcida Nota XI consistia em apenas UM, presença teimosa e sobejamente conhecida por todos, escrevendo aqui, agora e sempre. Porém, considerando-se que na Interusp “jogaríamos como nunca e perderíamos como sempre”, tal monolítica platéia não mudou o resultado. Considerando também que aquela marxista cervejada nem constou dos anais da História das Arcadas, A PERUADA NOTURNA RESTA COMO O PIOR EVENTO REALIZADO NOS ÚLTIMOS CINCO ANOS. Tinha que ser o Resgate !

I X - INFESTAÇÃO externa de verdadeiros vampiros, acompanhando o féretro apenas para degustar o sangue, ou melhor, o vinho oferecido graciosamente. O que salvava um pouco a situação eram algumas fartas seres-melancia, mostrando a sua balouçante VIRADA CULTURAL, a dançar o Créu, velocidade 5;

X - CONCLUSÃO 1 - mesmo não sendo um saudosista e vivendo sempre TODOS os momentos presentes, não podia deixar de sentir eterna saudade da Primeira Peruada, no ano de 2005. E, deixar aqui registrada a necessidade de que se faça uma outra Peruada Noturna, posto que a presentemente realizada e aqui autopsiada não pode constar nos anais históricos do XI como uma irmã daquela. Noutras palavras: Resgate, divulgue esse evento como a “sua virada cultural”. E faça uma Peruada Noturna de e para franciscanos, em junho;

X I - CONCLUSÃO 2 - caso os ausentes tenham ficado em casa para se deliciar com as novidades apresentadas nas ótimas piadas da A PRAÇA é NOSSA saiu lucrando. Pois que parece, o Largo não é, provisoriamente outra vez, mais nosso. Não sabemos dizer o que mais nos causa dores de cabeça: se o vinho ou a gestão Resgate.

Assinam o presente Laudo:

Um Médico Legal – que se locupletou apenas com a idéia de poder emitir seu parecer tecnicamente, abstendo-se de considerações de cunho pessoal.

E, nas lacônicas e desbragadas palavras de

Luiz Gonzaga
Um franciscano fundamentalista: que bosta !

Arcadas, 26 de abril, CLXXXI

quarta-feira, abril 16, 2008

SANFRANCA 2008 - O XI é 10!


SANFRANCA 2008
O XI é 10!
Faça como todo bom franciscano:
NÃO PERCA !

Sonoplastia: BAISF & Torcida Nota XI



XI desculpas esfarrapadas para não ir aos Jogos Jurídicos
I –
A desculpa: meu chefe não vai me liberar.

Considerações: você “se acha” mesmo, né ? No seu escritório, o único que acha que você tem alguma importância é você mesmo. Eles fazem de conta que se importam com você apenas por educação. Assim você trabalha de graça e nem reclama. Não percebeu ainda ?

Sugestão: VÁ AOS JURÍDICOS ! Chegue lá na segunda, na moita. Vai ver que eles nem perceberam que você faltou. Caso alguém, querendo fazer você se sentir importante, pergunte o que aconteceu, explique. Diga que faltou porque está seguindo orientações do Partidão. Aquela ministra morta não falou “Relaxa e goza”?. Diga que você estava consolando uma pucana. Já que elas reclamam mesmo: “a gente só vem nos Jurídicos pra se foder!”. E que, então, você, um franciscano prestativo, estava fazendo disso uma realidade. Simples assim.

I I –
A desculpa: Sou calouro. Estou preocupado porque ainda não consegui entender como é que faz pra ler o Kelsen. Assim que entender, preciso começar a ler, porque todos os colegas da sala já leram.

Considerações: Calouro é burro mesmo ! Uma dica: você tá segurando o livro de cabeça para baixo. Depois, você acha que vai conseguir ler o Kelsen? Segundo, você acha vai entender o Kelsen? Terceiro porque não sabe que ele próprio não concordava com o que escreveu, então mudou de idéia e nem te avisou. E mais: você acredita mesmo que todos os colegas já leram?

Sugestão: VÁ AOS JURÍDICOS ! Porque temos boas notícias pra você, que não sabia porque calouro é calouro e tudo assim mesmo. A Atlética sabe que a Torcida Nota XI é o atleta franciscano nas arquibancadas. Por isso, organiza grupos de estudos para os alunos não perderem tempo. As atividades são nos intervalos dos jogos, na Sala de Estudos do Hotel. O grupo que estuda o Kelsen, em alemão, claro, é o mais procurado de todos, do primeiro ao quinto. Portanto, você está amparado nesse quesito. Para relaxar esse stress intelectual as pucanas são nossas convidadas especiais para as sessões de massagem tailandesa. E os mack-orelhas servem pra ir buscar mais brejas. É só explicar direitinho duas vezes que eles entendem. No coffee-break você pode brincar de médico com as nossas primas da Unesp. Prima é pra isso, né? No final, as voluntárias, voluptuosas e necessárias da fmu se encarregam de deixar tudo um brinco de limpeza! Esse, o modo de integração franciscana. Franciscano não é 10? É.

I I I –
A desculpa: Eu sou um completo boçal.

Considerações: respeitamos a sua deficiência mental, inclusive por saber que os computadores da fudest ainda não conseguem detectar anomalias nos genomas dos candidatos, tornando franciscano, eventualmente, algum deles. Por vezes, acontece de boçais irem bem na fudest. Como é o seu caso. Você vai ficar completamente a vontade. Na dúvida, vá até a tenda dos pucânus. Ali sim, você se sente em casa !

Sugestão: VÁ AOS JURÍDICOS ! Seus problemas acabaram ! A Atlética, em convênio com a Secretaria de Saúde de Sanfranca, conseguiu algumas belas fonoaudiólogas, Com isso, elas darão treinamento intensivo para energúmenos feito você, para que consigam, até o final dos Jogos, articular apenas duas palavras, ainda divididas silabicamente. Vai treinando aí: São Fran-cis-co ! O resto será simples repetição. Garantimos que não é difícil, não. Após 1108 tentativas, a coisa vai que nem quiabo. Vai, beócio !

I V –
A desculpa: eu tive um probleminha: sofri um acidente, perdendo as duas pernas, os dois braços, fiquei surdo, mudo, cego e estou atualmente em estado vegetativo, em coma profundo. E o que me sobrou de cérebro está pensando que o meu estágio como “peso para papéis” corre perigo, caso eu falte na sexta-feira.

Considerações: caro cotoco, você deve conhecer a antiga máxima: nem só de pau vive o homem. Conhece? Então. Saiba que isso nada tem a ver com o caso em tela. Não venha com desculpas esfarrapadas! Não seja pessimista. Acidentes acontecem. O Lula perdeu um dedinho e virou Presidente ! Imagine quando ele estiver como você! Procure IMAGINAR o lado bom da vida. Junte que sobrou de você e...

Sugestão: VÁ AOS JURÍDICOS! Qualquer um vai ter vaga no porta-luvas pra te dar carona. Na Torcida Nota XI, a gente te coloca no estojo de um tamborim e tudo bem. No Aloja’s (quem inventou o apóstrofo ?) a gente arruma um travesseiro pra servir de cama. Você só precisa ter uma precaução. Peça para colocarem os aparelhos da UTI no piloto-automático e já pra Franca ! Peça para outro estagiário fechar a janela da sua sala, na sexta-feira. Não tendo vento, sua ausência ali nem será notada na segunda, nessa sua importante função social de peso para papéis.

V –
A desculpa: eu bem que gostaria, mas não posso ir. Estou comendo uma pucana e não quero ter divergências com ela por causa dos jogos, perdendo assim o meu FGTS (Fucking Garantida Toda Semana).

Considerações: o seu gesto é parcialmente louvável, no aspecto de colocar a pucana em seu devido lugar, isto é, deitada. Agora, não pode se esquecer que vai ser corneado logo mais. Ademais, pucana agora, mais do que nunca, tá de quatro. Antes era segunda opção. Depois, com a GV, terceira. Agora, com Ribeirão, tá do jeito que pediu a Deus: de quatro para franciscanos em geral. Nossas músicas nem vão mais dar rima. E mais: quando ela arranjar estágio no escritório de um franciscano, vai liberar pra ele também. Sobram pra você duas opções: você será corneado e pegará a sopa daquele nobre colega causídico ou larga a mão de ser imbecil e troque uma pucana daqui por 11,8 pucanas de lá. Simples, não ?

Sugestão: por isso, VÁ AOS JURÍDICOS !

V I –
A desculpa: eu já fui a um JJurídicos e acho que já está bom.

Considerações: é verdade ! Dentro dessa sua brilhante lógica aristotélica então, supostamente você já deve ter dado a sua primeira transa na vida. Então tá bom. Chega. Parta agora pra outras experiências. Você pode inclusive conversar com os comunas do Forum. Eles têm lá vários eventos que em podem encaixar você. Ou em você. Tem até aquele congresso que eles participam/apóiam que é uma sopa de letrinhas, sabe? Então, querido, escolhe uma letrinha lá prá você. Mas antes disso...

Sugestão: pára de viadagem e VÁ AOS JURÍDICOS !

V I I –
A desculpa: eu morri.

Considerações: não venha com auto-piedade por aqui ! Isso acontece com qualquer um. São coisas da vida que você precisa superar. Morrer faz parte da vida. Nem pense em bobagens. Faça assim...

Sugestão: VÁ AOS JURÍDICOS ! Você vai se sentir à vontade. Durante os jogos, os nossos adversários são todos uns mortos, mesmo aqueles que ganham bolsa. Na realidade, deveriam ganhar um caixão, não a bolsa. Já depois dos jogos, nossos insuperáveis atletas é que ficam mortos de cansados. E não ficam aí, reclamando como você, por causa de besteira. Ir aos Jurídicos é morrer de alegrias. Como você já tem experiência então, vai ser fera !

V I I I –
A desculpa: eu só assisto aulas, não conheço ninguém da Sanfran, não pego ninguém, não jogo nada, não bebo e não gosto de baladas e estou só interessado na minha formação profissional.

Considerações: a gente entendeu perfeitamente que você é um inepto. Muito semelhante ao item VII, sendo que ele tem uma grande vantagem: já fechou os olhos e deitou. É o que tá te faltando. Mas no meio da maravilhosa Torcida Nota XI ninguém vai nem perceber isso. A gente te fornece alguns chicletes e você fica mascando, fingindo que tá cantando. Igual aos jogadores da seleção, cantando o Hino Nacional. Depois você vai poder contar pros netos que, pelo menos uma vez na vida, você fez alguma coisa que prestou. Para você, nada como aquele ditado também: viva cada dia como se fosse o último. Um dia você acerta.

Sugestão: VÁ AOS JURÍDICOS ! Depois você pode mentir pra todo mundo, dizendo que aprontou isso, fez aquilo e o escambau. Pode até incluir que comeu uma pucana. Faz parte. Ninguém vai te desmentir. mais: quando contar pros netos, não entre em detalhes. Pra eles não perceberem que você é um velho, desde os vinte anos.

I X –

A desculpa: eu nem sei se a gente vai ganhar.

Considerações: captamos perfeitamente o brilhantismo da sua capacidade de percepção das realidades da vida. A Torcida Nota XI é composta por brilhantes franciscanos, porém poucos têm o seu toque de gênio. Já aprendemos com o Galvão Bueno que existem as possibilidades da vitória, da derrota e do empate. Porém, contando com a sua transcendental ajuda, podemos alertar nossos valorosos atletas sobre as demais possibilidades que só você pode enxergar. Quem sabe você passe a fazer parte da nossa Comissão Técnica. O que você, em toda a sua genialidade não sabe, é que todos os anos, o nosso maior trabalho é ir até a algum lugar, só pra buscar o Caneco. Um tédio ! Por isso, não é questão de cantar vitória adiantado. É uma questão de lógica! Ou de tempo.

Sugestão: VÁ AOS JURÍDICOS !
Nas Eleições de outubro vamos propôr a criação dos JURÍDICOS DELIVERY. Assim, eles mandam entregar o Caneco no Largo e a gente não tem que ficar viajando por todo esse lindo interior paulista.

X – Aqui, uma pausa. Vai treinando ai:

Êêê leleô, leleô, leleô , X I ! – repita DEZ vezes.
SANFRAN é DECA-CAMPEÃ

Dessa vez, A LATRINA vai fazer o maior sucesso !
Antes que reclamem das “piadas internas”, ou trocadilhos tão difíceis de entender, ajudamos: a DECA fabrica privadas, vasos sanitários. Também chamadas de latrinas. Entendeu direitinho ?

Voltando à dura realidade:

A desculpa: Eu acho que VOCÊS estão cantando vitória antes da hora.

Considerações: Luciana Gimenez, não vai dizer que você também acha que o fogo queima ? E que a água molha ? É claro que nós estamos cantando vitória antes da hora. A razão, que passou despercebida por tão arguta mente, no caso a sua, é absolutamente simples: você percebeu que os JJurídicos ainda não começaram ? Por isso, é claro que é antes da hora.
Sugestão: Não se exclua. Não são “vocês”, somos “nós”. A constatar que cantamos vitória ANTES da hora, NA hora e DEPOIS da hora. Faça o seguinte:

Sugestão: VÁ AOS JURÍDICOS !


X I -
A desculpa: Nós somos todos iguais. Eu não concordo que franciscanos fiquem xingando pucânus, mack-orelhas e toda aquela periferia jurídica nos Jurídicos. Franciscano pensa que é Deus. Deveríamos nos integrar mais, para unir forças e tornar o Brasil melhor, com mais justiça social e menos desigualdades. Precisamos nos reunir, reclamar do Resgate, fazer oposição. Nem que seja pelo simples prazer de fazer Oposição. Afinal, todos somos da mesma classe, a de estudantes de Direito e...

Considerações: cara comunista, desculpe interromper. É que senão, até você terminar o Kit Um do Manuel, desculpe, Manual , o povo já dormiu. Mas concordamos com você em gênero, número e degrau.
Por isso, algumas coisas. Nós não somos todos iguais! Nós somos DECA. Eles, apenas assistentes de nossas vitórias. Tá certo que eles têm lá o seu valor: o de perder prá gente.
E também esse negócio: franciscano pensa que é Deus. O que é isso, companheiro? Só a metade acha isso. A outra metade já tem certeza.
Mas nós só fazemos essa zona toda nos Jurídicos é porque temos consciência social. Você consegue imaginar que o consumo de cerveja que ocorre ali gera muitos empregos ? Tudo isso é prá ajudar a melhorar a condição do povo brasileiro. A produção de Jontex decuplica, pagando horas-extras, melhorando a distribuição de renda, pagando mais impostos. Essa é a nossa cota de sacrifício, sabia? Então, boneca.Relaxa !

Sugestão: por isso, junte-se a nós nessa luta, companheirada: VÁ AOS JURÍDICOS !
Quanto ao Resgate, não se preocupe. Eles não vão fugir de lá, não. A não ser que sejam expulsos. Lembra daquela vez que a gente expulsou o Presidente ? Então, muleke sapeca... Relaxa.
Vamos providenciar, quando voltarmos às Arcadas. Vamos colocar um ringue no meio do Pátio. Daí vocês se digladiam à vontade. Só não vale trazer platéia de fora, ainda mais quando a gente não tá sabendo de nada. Tá bom, lindinha ?

SanFrancamente seu

Luiz Gonzaga ______V Ano (Deus me) Livre ______________Arcadas, XI de abril, CLXXXI

quarta-feira, abril 09, 2008

O Batizado na Sé e o espírito franciscano

Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim, em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive
Fernando Pessoa
Mesmo com as veladas ameaças contra sua realização, eis que se faz o Batizado da Sé, dos Calouros-2008.

Cada turma parece que se personaliza por um “grito de guerra”. A desse ano, um poderoso chamado: “181, não é pra qualquer um!”. Muito embora com uma paupérrima rima, que de tão ruim nem rima é. A graça ficou então por conta disso. Mas é poderoso mesmo o chamado.

Tão poderoso, a ponto de conduzir a algumas divagações, indagações e constatações. O Batizado tem o incrível condão de transformar um simples aluno da Faculdade de Direito num espírito franciscano das Arcadas. E essa abismal diferença é visível, não aos olhos.

Estamos tão juridicamente envolvidos com esses assuntos de DNA, genoma, começo da vida, fecundação, que poder-se-ia aqui arriscar um longo e sinuoso caminho para melhor entender a maneira pela qual a grandeza das Arcadas impressionará ou não o franciscano com a sua grandeza.

Fica óbvio que a grandeza que o espírito franciscano traz não é a mesma grandeza das Arcadas. Algo como que potencial, germinal. Havendo a feliz fecundação do espírito contido no aluno com aquele das Arcadas, decorre daí um desenvolvimento, gestação essa de cinco maravilhosos e incomparáveis anos, o exercício diuturno do espírito. Se tudo der certo e nada der errado, brotar-lhe-á no peito uma nova alma, alma franciscana. Que o acompanhará pelo resto da existência. E será essa nova alma que terá então a grandeza das Arcadas.

Diante dessa analogia imbecil e verdadeira, a pergunta é: estaria então o franciscano grávido dele mesmo? E a resposta imbecil para essa pergunta é positiva. Sim. As meninas, por favor, omitam essa verdade em casa. Porém não um clone, mas maior, tal e qual as Arcadas. Que não tem a sua grandeza em si própria, mas decorre da grandeza dos seus alunos que se tornaram grandes.

Eis a analogia. Se você a captou direitinho, peço o favor: explique-ma melhor, que ainda não a captei inteira.

E então, no devaneio já dito, ficamos observando franciscanos. Alguns querem achar a grandeza numa Faculdade que ensina um bom Direito. Errado. A “Faculdade” é apenas um detalhe dessas Arcadas. Os nossos melhores professores encontram-se no Pátio, matando aulas. Outros a achar que o ótimo é que possibilita um bom estágio e depois um bom emprego. Errado. Hoje, você pode ser analfabeto e conseguir um bom emprego até no Palácio do Planalto, com direito à Cartão de Crédito e tudo o mais. Basta formar uma boa quadrilha. Outros ainda a achar um lugar legal, cujos alunos só pensam e fazem festas, umas atrás das outras. Errado. As gestões do XI são tão ruins que nas festas falta cerveja, ou ela já vem quente ou dá diarréia. Há os saudosistas, que acham que a vivência das Arcadas lhes renderá boas memórias. Errado. A melhor das vivências de nada você lembrará dela, a Peruada. Há ainda outros, para nossa felicidade pouquíssimos, que acham grandeza o sentar-se no Porão para beber, fazendo disso a sua atuação única. Errado. Mesa de bar a gente encontra em qualquer bar. E com cerveja mais barata que a cobrada pelo alemão.

O que não há em nenhum outro lugar do Universo são as Arcadas e esse espírito franciscano, num convívio que o torna ímpar. Afirmando isso, a quantidade de grandes que assim se tornaram após convívio nas Arcadas, sem ao menos aluno dela ser. Nomes assim não faltam em nossa História.
A grandeza não está numa parte de um todo. Para ser grande, sê inteiro. Viver a plenitude das Arcadas é viver o todo das Arcadas.

Esse todo processo criará então em sua maioria, bons franciscanos, aptos a externarem a sua grandeza para fora dos muros dessas Arcadas. Lá é que se mostrará a sua grandeza. Não aqui. Nesse Pátio, somos apenas projetos de gente em formação, qual um embrião num útero. Por essa razão fica engraçado quando um tímido chute, demonstrando o sucesso no desenvolvimento, dá ao franciscano considerar-se no direito de já se achar feito. E sai falando verdades por essas sacrossantas Arcadas. Engraçado. Mas nada mais é do que a ansiedade por mostrar-se grande. Isso não é uma anomalia, mas um bom prenúncio.

É certo também que nem sempre a gestação sai a contento. Observamos alguns com cromossomas deletérios, propiciando a criação de débeis mentais e fora-da-realidade. Sem nem a si próprio terem conseguido formado corretamente, acreditam que podem mostrar ao mundo como é o mundo ideal. Pegam as suas bandeiras vermelhas e saem por ai gritando palavras de ordem. Pior de tudo: por saberem-se rejeitados, posto que mal-formados, querem infestar esse nosso Pátio com alienígenas invasores. Anualmente eles mudam de nome, mas a idéia é sempre a mesma: querem estar no XI, para mostrar aos seus amigos que franciscano é mesmo débil mental. Errado. Eles o são. Graças ao bom Deus, Forum embora pra nunca mais voltar.
Numa gestação é amplamente conhecido que drogas causam mal-formações. Formam-se anencéfalos, a alardearem coisas desconexas, como se fossem engraçadas. Esporadicamente, republicam um único exemplar de jornal que conseguiram criar, sempre com a ajuda de XI para compor uma única frase. Pior fica quando tal frase é uma tese racista ridícula, uma brincadeira de mau-gosto como todas as demais, tipificada como crime constitucional. Daí quem nos invade as Arcadas é o Ministério Público e tal. Coisa horrível isso. Para o bem de todos e felicidade geral das Arcadas, tal excrescência somam um máximo de meia dúzia de mal-formados, a escória. Decorrente da falta de cérebros por ação de drogas, acomete-lhes também uma Demência Precoce, vivendo de um suposto passado de glórias. Por isso a singela denominação, Exglória.
Há também aqueles que, Freud explica, para se fazerem aceitos, adoram agradar a todos. Para isso não tem uma idéia, tem logo mil. Uma há de agradar, pelo amor de Deus. E assim, assumem o XI. Mas a marca registrada fica. Querem sempre resgatar o que não são, resgatar a História que desconhecem, resgatar o grande espírito que fracamente lhes habita. É um caso típico de subnutrição do espírito e sua consequente superficalidade e fragilidade. Parecem o Garçon no dia do Pindura, com um eterno sorriso no rosto, do tipo “vota em mim, que eu sou legal”. De uma idéia boa, conseguem uma realização medíocre, pífia. São engraçados e inofensivos. Exceto quando, para eternamente querer agradar, roubam idéias alheias, fazendo parecer aos demais que têm idéias geniais. Já apresentaram maquete do Campo do XI parecendo o Morumbi, já fizeram Congresso que cabia ao DJ. O Diabo, viu, esse Resgate!
Há os que, aqui nem Freud explica, vêem em tudo isso um mero exercício de umbiguismo, que as Arcadas não são nada disso, que é fama de um passado morto, que é um bando de arrogantes e tal. Mas saem correndo para os seus nichos de origem, a se vangloriar humildemente de ser franciscano. Qual crianças que não conseguiram auditório em casa, talvez por concorrência de irmãos mais graciosos, procuram a casa do vizinho para aparecer. De preferência a de um casal sem filhos. E sempre anunciando solenemente ser um franciscano. Há até caso o caso de um que, num sexo casual, não diz à parceira nem mesmo seu nome. Mas segreda que é franciscano. Pode isso ?
Essa maravilhosa diversidade a torna inigualável. Um universo à parte, um diamante com 2299 facetas e uma exclusivamente pra você mostrar o seu brilho. Ou não. Um baú com um tesouro, cuja chave é o espírito franciscano. Você pode usá-lo como a um banquinho, para alardear hipócritas idéias de igualdade entre seres humanos; para implorar um bom emprego; para sentar-se nele e lamentar. Ou simplesmente abri-lo e tornar-se imensamente rico: a grandeza das Arcadas. Só o que não há é uma mão que vá guiá-lo. Esqueça. Se esperava isso, colherá a frustração. Em uma escola de liderança não cabe a pergunta: “o que é que eu devo fazer agora?”

Bem na entrada das Arcadas deveria haver um espelho, com os dizeres embaixo: “aqui, toda a grandeza franciscana”. Ali você enxergará muito mais do que aqui vai escrito. Ou poderá não gostar do que está vendo. São seus os olhos. Mas a imagem também.
Apesar de toda a grandiloquência, ter o espírito franciscano nada mais é do que vestir a camisa da Sanfran. Literalmente, como o fazem nossos atletas.( Nesse ano, com uma pequena falha, ainda não anunciaram a presença da Sanfran nos JJEs, mas apenas a da usp.) Como agora, tendo que ir até Franca, só prá buscar o caneco do Deca-campeonato. Trabalheira, viu ! Nas eleições para o XI vou propor um Jurídicos delivery ! Assim não temos que ficar todos os anos viajando por esse São Paulo, só prá buscar as Taças. Assim: por gentileza, entregar no Largo de São Francisco, 95. Que tal ? Aos que não desenvolveram dotes físicos, defender simbolicamente a camisa da Sanfran nesse nosso mundo social, em quaisquer que sejam os seus amplos aspectos, como sendo a sua própria pele. Porque, em você não fazendo isso, azar o seu! Eles vão esperar de você a grandeza das Arcadas, querendo você ou não. Simples assim, o espírito.
O início dessa Mágica e Misteriosa viagem: o Batizado na Sé. O espírito franciscano? Não é prá qualquer um! Como no início, a frase, mola propulsora de todas essas divagações: “181, não é prá qualquer um!”. Quando uma turma inteira declara isso, em uníssono, já parece um excelente começo. A marca molhada de pés descalços nesse Pátio das Arcadas anualmente, revigora nos já batizados, acima de tudo, a vitalidade desse velho e sempre novo espírito franciscano.

Luiz Gonzaga _____________________________________ Arcadas, XI de abril, CLXXXI

domingo, março 16, 2008

O Forum convida: uma proposta indecente

Eles convidam: vamos falar de política ?
Sim, sim, claro. Vamos aproveitar e chamar todos os calouros, prá gente falar sobre a Invasão das Arcadas, sobre Traição, Deslealdade, do ignorar os resultados da Assembléia com 900 franciscanos, da deposição moral do Presidente do XI.
Vamos pôr na pauta das “falas” o porque durante o ano todo a Sala dos Estudantes foi monopolizada com os profícuos debates entre a Esquerda versus a Esquerda, a E glorificando a E, a E em suas multiplicidade infinitas de facções. Sempre para um seleto grupo de, no máximo, XI.
Podemos rememorar como o Forum conseguiu transformar o nosso sacrossanto Pátio em um campo santo, verdadeiro cemitério de alunos apáticos, no ano de 2007.
Sim, temos muito a reviver para esse novos alunos, sangue novo nas Arcadas.
Que o Canhestro, esporádico jornal do Forum parece que arrumou um revisor de erros. Mas que, conforme demonstrado sobejamente com a funesta gestão do XI, não sabem que Arcadas se escreve com “A” Maiúsculo. Que isso não é apenas um preciosismo de linguagem, mas dar a devida importância para aquilo que tem.
Podemos debater sim, porque o Forum considera que as Arcadas, o Pátio, os Alunos têm assim tão pouca importância. A ponto de ignorá-los. Exceto quando é prá cooptar incautos para a sua “causa”, esdrúxula e anacrônica. Mentindo sempre, óbvio.
Como agora, cerceando calouros, com a mesma ladainha de sempre: a luta contra as desigualdades, as minorias, a exploração do trabalho pelo Capital, a pluralidade, a construção de um mundo com justiça social e etc, etc e etc.
Precisamos debater sim, para que todos saibam que o Fórum, na Gestão do XI negou todo o seu discurso, conseguindo ser a pior gestão de que já tivemos notícias.
E vamos debater, para que isso nunca mais ocorra ! Tá marcado ! Hall dos Elevadores, à esquerda. Vai lá que já tô indo! Não esqueçam do Fidel. Na esquife, claro. Ele e as idéias toscas, prá alimentar a "fala" de vocês.

Arcadas, XI de março, CLXXXI

sábado, março 08, 2008

Mulher: em Prosa e Poesia




Década de Sessenta: o Movimento Feminista

Um texto da Série: “palavras politicamente incorretas”.

As donzelas em 1950 e 1960 imitavam Marlene Dietrich, Ava Gardner e outras. Em roupas, penteados, trejeitos pintura e tantos quetais. Quantos sussurros abafados, quantos orgasmos solitários dedicados a Marlon Brandon, “símbolo sexual” do momento. Ser mulher significava então ser objeto de cama e mesa. Era preciso ser “prendada” para “conseguir” um bom casamento. E manter-se de boca calada, tal e qual as candidatas à Miss Beleza faziam.
Cai o pano.
Aparece Brigite Bardot, verdadeira prostituta, que teve o descaramento de aparecer de maiô em fotos e filmes. Nessas plagas tupiniquins, Leila Diniz. Claro, a Liga das Senhoras Católicas estourou ! Torceram o nariz. Tanto que o nosso Beijo Eterno teve que ser roubado e transplantado aqui para esse Largo, Território Livre. Escandalosamente nus e se beijando ?! Livre inclusive dessas bárbaras preciosidades. Bom franciscano que era, o Presidente Jânio Quadros proibiu o biquíni em praias brasileiras. Mas não a pinga. Um desacato à moral aquilo.
E a coisa foi então tomando forma. As cocotas casadoiras passaram então a querer coisas horrorosas, como se expressar, ter vez e voz, trabalhar, estudar e outras liberdades libidinosas. Pode isso ? Pode, sim senhora ! E a pílula anticoncepcional ofereceu essa abertura ao mundo todo. Mocinhas queimavam seus sutiãs.
É, a coisa já não era mais como antigamente mesmo. Ao som de Norwegian Wood, fumando maconha, sentados no chão, com indefectíveis calças “Lee”, adolescentes rejeitavam todo o modus vivendi de até então. Bandeiras, as mais diversas: um mundo sem fronteiras, um mundo sem guerras. O Amor, na realidade o sexo, enfim, livre. It’s time for bed. Para esse não obteve qualquer resistência. Quando havia coisas do tipo “mamãe não deixa, papai não quer”, bastava recorrer à “ser moderna” e pronto! Ficava resolvido o impasse. Afinal, Hippie vem de hip, quadril.
De toda essa parafernália resulta o Movimento Feminista, com todos os seus pertinentes avanços e retrocessos, algo muito salutar ao processo. Resulta também que a Mulher conquistou o seu direito de ser mais uma a consumir, o que era a intenção sub-reptícia inicial. Conseguiu a igualdade de ser escravo, tal e qual o homem. Woman is the slave of the slaves nos cantou John Lennon. Passou a trabalhar, as estudar, a conquistar e criar novas posições, coisa que antes era apenas resultado da inventividade do Homem. Passaram a aparecer no cenário mundial tanto quanto aparecem nas capas de revista.
Tudo isso foi muito positivo, muito embora possa parecer que haja algo de jocoso no descrever da evolução histórica dos fatos. Positivo e sério, o que não exclui o animus jocandi. É que estamos no século XXI e o movimento feminista completa os seus cinqüenta anos. Em 2008, no Chile, na Alemanha, a Líder maior é mulher. Nos EUA a candidata em potencial também. E até para brasileiros, conhecidos como macaquitos, o Tarzã deu lugar à Jane. A Presidente do STF é uma mulher. Tudo porque a pauta séria do Movimento não era pertinente a “ser mulher” mas a “ser humano”. Como tal, iguais. Perfeito. Claro, com suas necessárias e vitais diferenças perfeitamente superponíveis.
Agora, fica apenas uma questão interessante. Aquela cocotas sonhadoras citadas inicialmente eram adolescentes em 1950/60. Tiveram então lá seus filhos e filhas. Que tiveram então, por sua vez, seus filhos e filhas. Filhas essas adolescentes de hoje. Algumas na São Francisco. Que vivem num mundo em que, por falta de novos valores, voltou os seus olhos e mentes e avidez pecuniária para a Flower Power, a geração Hippie . Haja vista a enxurrada de bandas musicais revolucionárias que nos visitam, com seus crooner caquéticos e septuagenários cantando “Baby, I love you”. Verdadeira clínica geriátrica musical, viramos nós. Mas, salvando a Pátria, diríamos que “música é música” (e vice-e-versa, como querem alguns) e, quando boa, como tal é eterna. Ao contrário dos músicos.
Ao contrário também das reivindicações. É um anacronismo o “retorno pelo retorno” de um Movimento Feminista. Problemas existem por certo, mas distante da condição de “ser mulher”, desenterrando um movimento. Porque, se não, logo mais veremos alguns tirarem do seu velho baú de recordações a carcomida placa “Pelo fim da Guerra no Vietnã” e sair por ai. Ou convidarmos o jovem Roberto Carlos para cantar “Quero que vá tudo pro inferno” na Sala dos Estudantes.
Movimento Feminista, em 2008 ? É mais plausível aqui a aplicação da máxima, em Latim que é pra dar mais autoridade: suum cuique tribuere. Porque os oprimidos são os fracos. Ao se isolar dos fracos como movimento, enfraquecem-se mais.



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Para provar que essas palavras politicamente incorretas apenas são verdades colhidas e não partem originalmente de um horroroso opressor machista, incluo a minha visão da Mulher, feito Poesia. Palavras-verso que dedico às mulheres, franciscanas ou não. Feministas ou não.

E l e g i a

Olhos
Para admirar-te

Corpo
Para amar-te

Alma
Para alçar-te

Verbo
Para louvar-te

Deus
Para criar-te

Femina: arte


Luiz Gonzaga Arcadas,VIII de março , CLXXXI

domingo, fevereiro 17, 2008

A São Francisco só tem nome

Oswald de Andrade foi o mentor intelectual do Modernismo e da Semana de Artes de 1922, da qual participou, juntamente com Luiz Ramos, morto prematuramente, aos 24 anos. Monteiro Lobato criticou duramente as Artes Plásticas dos Modernistas, tendo permanecido à parte do movimento literário.
Um dos grandes escritores brasileiros, Oswald foi estranhamente “esquecido”. Editores explicavam que “poesia não vende”, por isso a sua pouca divulgação.
Em 1915 foi orador de discurso em homenagem especial a Olavo Bilac.
Oswald, Sua obra, seu trabalho e sua genialidade foram dignamente divulgadas apenas após a sua morte, por Álvaro de Campos, Augusto de Campos, Décio Pignatari e Antônio Cândido. No Teatro, Zé Celso dirigiu o Rei da Vela, popularizando o nome de Oswald para os reles mortais.
Cumpre ressaltar que todos os nomes aqui citados são de alunos da Faculdade de Direito de São Paulo. Faculdade de Direito ?
Direito vírgula. Uma faculdade que temos, para tornar as Arcadas com tanto nome... de alunos.
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Oswald teve um curso truncado por várias vezes. Formou-se em 1919, tendo sido orador da Turma, com o tema “Árvore da Liberdade”. Como hodiernamente, no seu tempo não havia assiduidade muito grande às aulas. Hoje não se sabe o porquê. Mas no tempo do poeta grassava por aqui a Gripe Espanhola. Então, não se sabia ao certo se o aluno havia faltado ou morrido. Professores faltavam às aulas não por mera vagabundagem ou porque estivessem com uns clientes, mas por justa causa: haviam morrido de gripe. Quem passava a Lista de Presença eram os bedéis. Quando não havia Lista, perguntavam: o bedel faltou ou morreu ? Geralmente era a segunda explicação. O animus jocandi franciscano.
Os primeiros capítulos de “Memórias Sentimentais de João Miramar” foram publicados no jornal do XI.
A Academia de Letraz, criada em 1932, teve em Oswald um de seus idealizadores.

Tales

quarta-feira, fevereiro 13, 2008

Sanfran, a Desejada das gentes

O franciscano Machado de Assis homenageia os calouros da Turma CLXXXI
Sanfran, a Desejada das Gentes


O Calouro aos poucos vai perceber que encontrará por essas Arcadas todos os nomes que ele costumava encontrar por ai, nas placas de nome de rua, e no farto vocabulário nacional. A explicação tão é simples que até calouro entende: são todos franciscanos, regularmente matriculados em algum dos nossos CLXXXI anos.
Machado de Assis é o maior deles, mas ele não passou pelas Arcadas. Por isso é um franciscano au concour. Não que ele não tenha estudado. Presta atenção, calouro ! E também não é que ele não tenha prestado vestibular prá Sanfran porque ainda não existia cota para negros. Nada disso. Na época dele não havia dessas coisas. Mas, em compensação, também não havia o famoso e atual discurso politicamente correto. Bons tempos aqueles.
Por isso, como falamos transportados no tempo, vamos ignorar essa besteira. Ele era gago, epiléptico, pobre e mulato. Só faltou mesmo ser corintiano ! Ah, não teve também qualquer empurrãozinho governamental. Ai então diria o esperto calouro: então é por isso que ele não fez Sanfran !
Ainda não é isso. É que ele era auto-didata, como todos nós. Por isso franciscano. E também que, na sua época não havia listas pra que assinassem. Por isso, tecnicamente podemos considerá-lo orgulhosamente como um dos nossos.
Depois dessa fenomenal forçada de barra, podemos finalmente entrar no assunto: o conto que ele escreveu, em homenagem à Sanfran. É um conto bastante premonitório, haja vista que A Desejada das gentes, a Sanfran, era como ainda é, hoje: todo mundo quer, mas alguns poucos conseguem. Certamente você terá amigos que deixarão de sê-lo, visto terem se perdido pelo caminho, nos meandros da fuvest. Uns escorregaram e viraram pucanos, outros tantos orelhudos-mack e outros que nem é bom falar... Calma, você os encontrará nos Jurídicos. Alguns, nem lá. Deixa quieto, que é melhor assim.
No conto, Machado esteve influenciado pela escola pós-moderna mas não chegava a ser um concretista: a Sanfran era feita inicialmente de taipa. Ele descreve no conto , como sempre magistralmente, as agruras e dissabores, os XI trabalhos de Hércules, que um vestibulando tem que enfrentar para poder perceber que existe vida inteligente, apesar do vestibular. E, passado esse percalço, poder dizer essa sacrossanta frase, agora sua também: eu sou franciscano !
Portanto, seja bem-vindo à Desejada das gentes. E, claro, não deixe de conhecer esse conto de um franciscano que só não o foi, por não ter sido. E qualquer diferença notada aqui com o original e a realidade, atribua a erros de digitação.

Onzaga
um fundamentalista

sábado, novembro 17, 2007

E o Forum ainda quer sair botando placa ?

O Forum da Esquerda foi escorraçado, banido e esfacelado pelos alunos da Faculdade de Direito. Alunos em massa depuseram o seu Presidente, ainda que moralmente. Quando das eleições 2007 eles tiveram menos da metade dos votos que obtiveram para serem eleitos em 2006. Depois das eleições, o máximo que se vê é um ou dois componentes da Diretoria, zanzando pelas Arcadas. Cabeça baixa, claro. A verdadeira legião de iludidos seguidores evaporou-se.

Agora, para se despedir, a divulgação que colocarão uma placa na Salinha do XI, em alusão à “ignominiosa e autoritária invasão da Tropa de Choque”, no fatídico 21 de agosto. Parece que o fôlego deles para cometer desatinos não tem fim.

Para adequar os fatos ao seu restrito discurso querem comparar duas "invasões" absolutamente diferentes, em essência. Podemos acusar a Polícia por ter mandado mais de mil soldados à Peruada ? São comparações absurdas, porque diferentes. Seria o mesmo que acusar alguém que está tentando salvar alguém de afogamento, fazendo respiração boca-a-boca, de assédio sexual. Mesmo vivendo em ridículos tempos de "politicamente correto". Absurdo sempre será absurdo.

Se, apesar de tudo, eles querem insistir em seu discurso vazio e mentiroso, problema deles. Se querem manter a sua anacrônica e falsa ideologia, um direito deles. Se querem tapar o Sol com a peneira, para fazer parecer que saem de cabeça erguida, é até compreensível. Consideremos que tudo aquilo são águas passadas. Respiramos aliviados, porque já vão tarde. Eles estarão fora do XI por alguns bons anos, segundo os realistas. Segundo os otimistas, aos quais me incluo, estarão fora do XI para sempre. Foi um capítulo negro em nossa bela História. Um ano de trevas.

Se querem declarar ao mundo o quão obtusos são , que o façam. Porém, que não seja em meu, em seu nome. A burrice é deles.
Não aceitaremos que queiram eternizar no XI a sua maléfica estada ali.

Nada demoverá os alunos da Faculdade de Direito da defesa de sua História e tão caras tradições. A pedra fundamental para a construção do prédio que demoveria as Arcadas para o campus do Butantã está exposta no Largo. Lá se lê: “quantas forem colocadas tantas arrancaremos”. Esse, o espírito.

Luiz Gonzaga Arcadas, XI de XI, CLXXX.

sábado, novembro 03, 2007

Com quanta$ fraude$ $e faz uma Exglória ?

Ou locupletamo-nos todos ou restaure-se a moralidade.( Jânio Quadros)


Como um crônico franciscano crônico, sempre cantei as belezas e grandezas das Arcadas. Usei e abusei do animus jocandi, arcando por vezes com o ônus do não-entendimento e da análise apressada e superficial de eventuais leitores. O que jamais fiz foi relatar mazelas nossas, posto esses escritos terem ultrapassado os muros da Faculdade de Direito. Não saberão por meu intermédio de quaisquer sombras sobre o gloriosa História da Academia e de seus alunos. Franciscanidades, enfim. Uns gostam dos olhos, outros da remela.
Dada a premência da situação, contarei a estória do que vem a ser o que hoje é chamado de Exglória. Não tudo, mas apenas o suficiente para que você se faça o imenso favor de afastá-los do XI. Antes que possa pairar a suspeita sobre o desavisado coraçaozinho franciscano, alerto que os relatos que aqui se farão têm e muito a finalidade eleitoral. Também.
Uahauauahauahauahauaieêê !!!!!!!!!!!!! A Exglória agora quer posar de “Partido” ! Acredita nisso ????????

I – comecemos logo pela última: publicam uma foto, onde apareço com o grupo. Subrepticiamente querem sugerir que apóio o grupo e também querem lembrar que um dia fiz parte do grupo. Talvez renda alguns votinhos, né ? Não preciso que contem por mim. Eu conto. Fiz parte, desde o meu primeiro dia de Arcadas de todo e qualquer grupo que desejasse banir comunistas daqui. À época eram eles. Juntei-me a eles. Fiz o debate de calouros por eles. Vencemos os comunas. Quanto às fotos, tenho também, além daquela com eles, com o povo da Atlética, do DJ, do JEC, da RD, do NEI, da Casa do Estudante, com os faxineiros, seguranças, professores, diretor, da última festa, da penúltima festa, da antepenúltima festa, da anterior. De todas as festas e eventos. É provável que tenha uma foto com você também. O meu grupo se chama São Francisco. A minha panela tem 2300 alunos. Orgulho-me tanto dos que compõem a Sanfran que faço questão de ser o melhor cliente do Xaxá. E desafio a qualquer um exibir conjunto de fotos semelhante. Por isso, se alguém, um único que seja, iria lhes entregar o seu voto por conta daquela foto e daquele apoio, não o faça. É indução ao erro. É FRAUDE.

I I – Quando os infelizes comunistas do Fórum entregaram as Arcadas, como Judas traiu e entregou o Cristo, não houve um, ao menos um, franciscano que preze um mínimo essas Arcadas que não tenha se sentido traído e indignado com toda aquela palhaçada. Pois bem. Houve a idéia coletiva de se chamar uma Assembléia Geral. Todos ansiavam por isso, para mostrar a sua aversão aos fatos de então. Dada a proximidade das eleições, a Exglória tomou a iniciativa de iniciar a lista que todos queriam. Eu mesmo escrevi, mandei os meus SPAM, pedindo que assinassem a tal lista. Eu assinei a lista. E então eles assumiram toda aquele movimento, que foi uma verdadeira comoção geral, como se fosse apoio a uma iniciativa da Exglória. Não foi. Alunos estavam demonstrando apenas e tão-somente a sua indignação e ojeriza ao grupo que deveria ter nos representado no XI e não o fizeram. Alunos daquele grupo também, como alunos, sem partidarizações. Não houve, naquelas mais de 900 presenças no Salão Nobre alguém que ali estivesse por apoio à Exglória. Estávamos ali sim, exorcizando o Fórum da Esquerda. Mas eles, por conveniência quiseram passar a imagem de que era uma iniciativa sua. FRAUDE. Aproveitadores de plantão.

I I I - Depois de toda essa palhaçada, querem os da Exglória passar a idéia de que são um “Partido”. Isso porque parece que franciscano gosta de votar em um “partido”. Sempre se pautaram em desqualificar o Fórum e seus ancestrais por serem um grupo aparelhado e que aparelhavam calouros, já que os demais se afastavam deles, sempre. Sempre criticaram as “Cartas-Programas” dos comunas, em seu “ctrlC+ctrlV”, ano após ano, com suas promessas escalafobéticas. Sempre acusaram determinada gestão comunista de desvio de verbas do XI. E sempre procuraram se caricaturizar como sendo energúmenos imbecis, cuja ânsia única era a “balada, bebida e putaria”. Pois muito bem. O roto falando do rasgado. A Gagázieta nada mais é, tal e qual aquelas exdrúxulas Cartas-Programa, um copiar-colar, engraçado prá calouro. E só. Já que a seguinte será igual a primeira e assim por diante. Copiam inclusive, erros gramaticais crassos, tal e qual o Canhoto, o Pátio, etc. Enfim, a Gagázieta nada mais é do que o Chátio da Exglória. Isso mesmo precisando de dez dementes para compor uma única frase. FRAUDE.

I V – Para antagonizar o Ruptura e seu clã, adotaram inicialmente o animus jocandi , que, quando bem usado, é altamente salutar. Às propostas utópicas daqueles passaram a ridicularizá-los, com propostas jocosas. Até aqui tudo bem, pois ainda tinham consciência de que não tinham possibilidades eleitorais. Naquele ano de 2004, seu Presidente-vice-diretor-secretário-tesoureiro-suplente Ceará encontrava-se por aquelas plagas, cuidando de sua rede hoteleira. Tudo bem. Quando retornou, os calouros-2004 haviam ganhado a eleição para a Exglória, uma rejeição maciça aos rupturas da vida. Ou seja, a pose de “fodão” do pequeno líder é falsa, posto que não ganhou nada. Ausente ele, assume a Presidência um grande boçal, com suas declarações à mídia fazendo vexame aos franciscanos, dado às imbecilidades declaradas, em nome da Gestão do XI.


V - A gestão no XI que fizeram em muito lembrou a dos comunistas, com invasão das Arcadas inclusive. Com direito ao XI de ser alvo da mídia e do Ministério Público e alienígenas darem-se o direito de invadir essas sacrossantas Arcadas. Se os comunistas pecaram ao apenas permitir uma invasão, eles, muito pior, causaram a invasão com a sua Tese Oito. Ah, trouxeram o Serginho ! Legal, legal mesmo ! Depois, no melhor do copiar-colar que fizeram ? Trouxeram o Serginho ! E depois ? Claro, trouxeram o Serginho !

Copiarão o meu estilo agora, trazendo o Serginho XI vezes ?

Fizeram também um contrato absurdo com o Palhinha que eu continuo insistindo que deve ser anulado. Imagine uma gestão, um ano, renovar um contrato por 8 anos ? Ah, mas foi rentável sim. Não para o XI, como jamais demonstrado. Talvez tenha sido lucrativo em outros aspectos, no melhor estilo ruptura. Ai, que saudades daquela Festa dos Calouros no porão do Shopping Light, a preço de salão nobre ! Mas não é que a diferença do aluguel de tal engano, ao invés de retornar ao XI perdeu-se por ai, nos meandros da burocracia bancária ? Quem sabe algum hacker muito vibe, especializado em avermelhar as contas do XI.
Ou seja, uma gestão tão ruim que nem se candidatou à re-eleição. Esgotaram-se em si mesmos, na ruindade. Mais uma vez se equipararam aos rupturas da vida e sua descendência. Agora mudam a camiseta e sua cor. Como os rupturas comunistas. Tudo por um voto, pelo amor de São Francisco !


V I - Tendo perdido o trono de os “donos da graça e das piadas” deveriam reconhecer a aposentadoria. Mas não. Em ato de puro despeito, inveja e apelação, editaram um vídeo, procurando ridicularizar a mim, em cujo vídeo que fiz eles ao menos foram citados. Foram ignorados, dada a sua insignificância. Ali foi falado apenas da Gestão “nothing done” do Dezgayte e dos comunistas, como sempre. E, na eleição de 2006 foram sepultados, com os seus insignificantes 90 votos. Ultrapassaram a tênue linha do animus jocandi para o mau-gosto, a falta de graça, a imbecilidade pura. Passam então a viver de um suposto passado de glórias. Exglória, enfim. A tão atualmente propalada democracia, com livre atuação dos alunos no XI é falácia. Quem acompanhou aquela gestão de perto sabe do autoritarismo aplicado. Quem não é do núcleo duro do grupelho não apita. É ignorado. Um dos dementes, hoje ocupando o alto posto de suplente na chapa, à época foi elevado à função de atender ao telefone. Dada a insuficiência cerebral, não lhe foi exigido atender ao telefone e dizer “XI de Agosto!”. Muito complicado isso. Melhor, pra não dar merda, dizer apenas “XI!” e, rapidamente passar para o Santo Toninho. Esse esteve e está sempre lá, prá nos salvar de gestões funestas feito a Exglória no XI. Portanto, alunos em geral sempre foram avacalhados e depreciados, além de ignorados, como será dito. Hoje lhes é prometido a Canaã da liberdade, democracia , balada, bebida e putaria. Em troca do voto, além da cerveja ou da sugerida rosquinha, claro. Indução ao erro. Falácias. FRAUDE.


V I I – Respeitando a “área de influência eleitoral” dos comunistas, consistente de calouros basicamente, dirigiram a sua fraude da Assembléia aos alunos dos atuais segundo e terceiro anos, turmas que não viram a sua Gestão no XI. O terceiro era calouro e calouro não sabe de nada. Não conseguem enganar os do quarto e quinto anos, claro. E vendem a utopia da “balada, bebida e putaria”, como os comunistas vendem a utopia “de um mundo melhor”, às custas de infernizar a vida de franciscanos despertos. Balada por balada, alunos iriam em tantas “n” outras que rolam por essa São Paulo afora. E é o que a maioria dos alunos faz mesmo. Os poucos que freqüentam as festas, freqüentam-nas pela amizade que têm com os demais alunos. A putaria, que por sinal não acontece, fica por conta da imaginação daqueles, já que ela só acontece mesmo em suas parcas imaginações. Porém funcionam bem como mote eleitoreiro, e, como tudo o mais, falso. E, para beber, não se precisa ser franciscano. Resumidamente, até o episódio da Assembléia, o grupo Exglória consistia em uma mesa no Porão, com seis alunos, na maioria já-formados, como os criticados rupturas, cuja pauta principal sempre consistiu em xingar e ridicularizar todos os franciscanos. Afinal, quem não é da Exglória é um perfeito demente. Paradoxalmente, pode-se dizer. Ser da Atlética é ser imbecil, ser da RD é ser idiota, ser da Academia de Letraz é ser babaca, ser do NEI é ser trouxa, ser da Casa do Autistas, como eles sempre se referiram aos moradores da Casa do Estudante, é ser boçal. Todos os franciscanos são zebucetas. Apenas eles, aqueles seis, são vibe. Mas, depois a coisa muda. Hoje, ao cooptar tantos desconhecedores daquela real realidade, agora querem se travestir em Partido. Enganando principalmente alunos do segundo e terceiro anos. Acordem, calouros! FRAUDE.

V I I I – No melhor estilo jornalístico “conheça o candidato”, com a ajuda da opinião da minha panela franciscana, traço aqui o perfil do candidato à Presidente, pela chapa Exglória. Trata-se de um assíduo freqüentador da mesa da Exglória no Porão. Ponto. Nada mais ? Nada. Nada ? Nada. Não freqüenta a Faculdade, não vai às Festas, aos Jogos, não convive com franciscanos (todos uns babacas, já se sabe), não participa de nada, enfim. Mas agora lhes pede votos, na ilusão da desgastada e falsa “balada, bebida e putaria”. A única coisa, altamente peculiar a ele é alardear aos quatro ventos a sua opção sexual. Pergunta: o que nos interessa a opção sexual de um candidato à Presidência do XI ? Cada um que dê o que tem pra dar que não é problema meu. O que eu gostaria muito de saber é sobre a São Francisco. Esse o meu, o nosso interesse. Ah, tem mais uma outra coisa em seu vasto currículo: outro dia, depois do primeiro turno, ele nos concedeu a honra de visitar as Arcadas, em plena luz do dia ! É lindo o Pátio à luz do Sol ! Só fica estranho vir desfrutar dele pela primeira vez apenas quando se chega ao terceiro ano e apenas por que é candidato. Esse proceder pode conquistar alguns votinhos do diurno, né ? E mais: nada de passinhos esvoaçantes, olhares maliciosos, frases ambíguas, coisa e tal. Vestido decentemente, olhar compenetrado, pisando duro, estilo militar, postura impoluta. Por que querer esconder agora, como que por vergonha, algo tão alardeado ? Pena que ali não tivesse uma criancinha pobre, com o nariz escorrendo para que ele pudesse beijar e ser fotografado, para a campanha eleitoral. Esse, o candidato ! FRAUDE, claro.

I X - Eles, nesse insano intento de conquistar o XI, perderam-se na noção do animus jocandi. Contadores de piadas em velórios. Pois bem, como usuário contumaz do animus jocandi, posso colaborar com eles, com sugestões. Dada a atual conjuntura, não deveriam mais oferecer cervejas para conquistar alguns votinhos de indecisos. Poderiam mudar o cardápio. Poderiam por exemplo, distribuir biscoitos. Seu Presidente, à porta da Sala dos Estudantes distribuindo rosquinhas pra todos que passassem. Acho que seria mais engraçado. E pertinente. E também seria interessante, pois lembraria a todos que não devemos tê-lo à frente do XI, pois, assim como os comunas, não nos representam. Porém, não devemos apenas rechaçá-los nessa disputa eleitoral pelo XI. Justiça seja feita, são alunos também, apesar de que da banda esquerda da curva de Gauss, mas alunos. Proponho que lhes seja reservada uma mesa exclusiva no Porão, para que possam se reunir e rememorar as exglórias do passado, de ter trazido o Serginho, de ter combatido os rupturas, de ter trazido o Serginho, de ter bebido na maratoma, de ter trazido o Serginho, e varias outras grandes realizações, como a Tese Oito, ter trazido o Serginho, etc. Na mesa, desenhado o que lhes melhor define: um cérebro, superposto por um símbolo de proibido, indicando a falta. Ah, e algumas camisas-de-força, quando lhes faltarem as drogas e anti-depressivos. Definitivamente, não representam e não podem representar alunos da São Francisco. FRAUDE.

X - Sempre me interessei muito pelas coisas da Sanfran. Por isso, fui atrás de pesquisar o porque de tanto interesse em concorrer ao XI. Afim, um pequeno e medíocre grupo de elementos, já derrotados, aposentados, na maioria formados, cujo único assunto, além de ter trazido o Serginho, é falar mal de franciscanos e tentar desdizer a grandeza das Arcadas, o que afinal poderia fazer com que quisessem novamente concorrer ao XI ? Mistério. Mas como as coisas correm rápido, ficamos sabendo, como todos, que o XI está para receber uma vultosa soma, por decisão judicial. Aaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh, bom ! Ai então fica tudo explicado. Esse renascer da vontade de se dedicar e trabalhar pelo XI, verdadeira paixão pelas coisas da São Francisco, esse empenho todo. Nós, alunos, verdadeiros donos do XI e de tudo que lhe diga respeito, devemos estar absolutamente atentos, pois onde existe carniça, logo pairam urubus. Se temos por obrigação rechaçar a Exglória, devemos também policiar o Resgate. Pois o que é do XI deve continuar a pertencer ao XI. E não se perder nesse nosso mundo virtual em outras contas bancárias, como sói acontecer. Agora, o povo dos rupturas era mesmo muito safado ! Imagine que até hoje não prestaram contas ? Por que não fizeram como a Exglória que, ao terminar o mandato... também não ? Das festas, da Peruada, de tudo. FRAUDE.

X I – Claro que tentarão desdizer o que vai aqui escrito. Tentarão desqualificar o escrito, e quem escreve. Anônima e covardemente , claro. Certeza absoluta que não terão hombridade suficiente para fazê-lo pessoalmente. Partirão até mesmo para o legalismo e o formalismo , como “cadê as provas?”. Mas o que é de domínio público dispensa provas. E todas essas possibilidades já não me comovem ou amedrontam. É a mais absoluta realidade e verdade das coisas. Por isso, essas palavras. Sou apenas um aluno interessado na São Francisco e que, por isso, sabe das coisas. Coisas que poderiam jazer na tumba da Exglória. Como eles insistem em fraudulentamente renascer, renascem com eles os fatos pertinentes. Você pode tachá-las de denúncia, de relato, de desabafo, do que quiser. A única coisa que você não pode fazer, pelo bem do XI, é votar na Exglória. As Arcadas agradecem. Não estou querendo ensinar ninguém a votar. Estou pedindo para que não votem contra as Arcadas, paixão de todos nós. Não são palavras de encomenda, de apoio ao partido que sobra, o Resgate. Não os apóio também. Porém, sei que, eleitos, pouco ou nada farão. Como da outra vez. Mas, com o quadro atual, é melhor nada fazer do que fazer absurdos, em detrimento do XI e dos alunos. Já dissemos um imenso “não” aos comunistas e suas crenças anacrônicas e obtusas. Agora é preciso um NÃO maior ainda à boçalidade estéril, instituída feito FRAUDE, em nome de um falso animus jocandi, chamada Exglória.

Sou avesso a escrever na primeira pessoa, mas esses escritos não têm pretensões literárias. Está mais para depoimento em inquérito do Ministério Público, como aquele da tese oito da Exglória, surpreendentemente arquivado. Desculpo-me inclusive com aqueles que votaram na Exglória em primeiro turno. Acho que não estavam sabendo das coisas. Agora sabem o que eu sei, e sei que o que sei é pouco. Muito pouco. E é a vocês que dirijo essas palavras que, pelo explicitado não são sobre vocês, mas para vocês. Até bebam as brejas que lhes oferecerem, comam a rosquinha que o Presidente virá oferecer, se preferirem. Mas, no mínimo, anule o seu voto. Aliás, com o voto nulo será o mesmo que ter votado na Exglória. São nulos para a São Francisco.
E depois, preparem-se para trabalhar, e muito, pelo XI. O Resgate é mesmo fraquinho, fraquinho. Como dito em 2006, vamos ter que empurrá-los morro acima. Mas melhor que ver o XI morro abaixo.
Valha-me, meu São Francisco !

Luiz Gonzaga _____________________________Arcadas, II de novembro, CLXXX

sábado, outubro 20, 2007

A Vigília feita Poesia

(Esses versos estão manuscritos em todas as pedras e colunas do Pátio das Arcadas. Porém estão visíveis apenas aos olhos do espírito de quem permanece ali, na noite da Vigília).

Infindas são as maneiras e modos
Por que se faz amada essas Arcadas
Ao conhecê-la, transpondo calouro os seus umbrais
Por fugazes cinco anos que se fazem vida-inteira
Ao ser seu filho, único cada qual
Ao ajudar a fazer e saber sua bela História

Permanecer renitente nesse Pátio
Mesmo quando não há mais nenhum motivo aparente
É gesto de amor
Inteligível apenas aos Dela afeitos

Amamos essas Arcadas
Quando trocamos nossos nomes
Pela condição de seu dileto
Posto que não mais se fala : eu sou o Fulano
Mas a inusitada maneira de amor no dizer: eu sou franciscano.

E todas as tantas e demais maneiras e modos
Os sabemos e fazemos tão bem
Ao festejá-la, cortejá-la, reverenciar seu nome
Inseri-la em nossas vidas e corpos
Como fosse feito o sangue que nos percorre por inteiro
E essa identidade que nos torna ímpar: ter por Lar, essas Arcadas
Na impossibilidade de nos despedirmos dela
Posto a carregar e a ostentar em nosso peito
Pela vida adiante

Porém, a mais bela de todas maneira de amor
Se faz da Vigília que fazemos
Aqui e agora
Posto não ser verbo de ação de amar
Mas um estado de contemplação e êxtase
Que nos imiscui nela, essas Arcadas
Como se fôssemos parte Dela, dessas pedras, arcos e Pátio
Como que fecharmos os olhos
E nos permitirmos apenas nos deleitar
Como o carinho da pessoa amada

Com apenas a luz da lua e do Monumento
A nos iluminar o espírito e o Pátio
- espaço mágico que pára o tempo -,
Cenário que nos chega a Deus
Ao nos transubstanciar em gênese nessa alma nova
Que, somada, permanece Uma.

A Vigília vai além de só confraternizar, estar, festejar
Esperar o Sol e a Peruada
É sim, sobretudo, por ora e para sempre,
O exercício indescritível de
Ser o próprio espírito franciscano.

Arcadas, XVIII de outubro, CLXXX

terça-feira, outubro 16, 2007

Das artes cínicas: imagens - uma homenagem a Paulo Autran

Paulo Autran - merecidamente chamado de "Senhor Teatro" é formado pela São Francisco, turma de 1945. Atuou em 90 peças, sendo a última, "O Avarento". Representou desde autores gregos a Shakespeare, entre tantos outros. Dispensa qualquer tipo de comentários. Só não impede que, franciscano como ele, faça-lhe uma pequena homenagem: o ator, um homem de mil caras. No caso, 90. E a reação da platéia, seu motivo de viver.

Das artes cínicas: imagens


Mais represento os dias
Mais me descubro em faces
Qual agora: o cenar me afeiçoa

Não teatro de moedas pro cofrinho
Mas um palco aberto, impreciso e imprevisto
Uma peça longa, talvez curta
Quanto os dias que me restam
Ou que me faltam

Novo sou nesse tal feito
Pois aflige a mim, a platéia que se assenta
Ora aplausos, ora muda, ora esparsa
Sempre assim, ausente no realizar

E me encarapuço no vilão
O mais de mim me dou prá não falhar
Tendo, no mundo, um inocente
Roubo, atento, violento, abuso
E ela, embasbacada, questiona
Mas assim, sempre sentada
E, no entre-ato, me apupa
Perguntando, ao fim, qual meu intento.

Noutra feita é homem bom
Certo, correto, exemplo
Onde me esvaio em sangue prá não sucumbir
Nessa alada esguia, intempestiva
Assumir status, feito a mais-valia.

A platéia, aflita, orienta
Mal que faz, pode fazer
Esse empenho insano do valorizar !
Mas sentada, sapiente e deusa
Feito à musa que inspira e não faz o fato.

Se mascara agora, um miserável
Sem futuro, só de agora, estar aqui por nada
Marginal, mesquinho, endividado
Ausente em frases, sem afetos, amigos
E a platéia afoita, paternal, em gestos me afaga
Se esfalfa. Assim, o que é que traz ?
Mas sentada, irrita de todo o bom empenho
Quando erguerá em atos, me contradizendo ?
Mas, me diz, sou o ator
Eu que lhe espelhe a claudicância.

Quando ao amor me entrego
Lascivo de corpo, ingênuo na alma
Expandindo em glórias sua exuberância
Consumindo a era num instante
Eis que então, sem medo se apresenta
Não se pode assim se alienar !
Mal ao mundo faz quem se apraz !
Faz, sentada, seu amor contido
Sente, sentada, sua chama frouxa.

Essa peça é toda um todo em suas partes
Exigente, faz do que o perfeito almeja
Ser vil, viril, ser fraco, amante, aposto e contra

E o que mais a mim me louva
Tem no ato que me exige louco
Pena faz, fugaz, ser ato apenas
E me condecoro austero
Pois assim se faz, se representa
Ser num ato o que se é na carne
Entranhada em devaneios
Isso que alucina o que é alucinante
Pois o novo e o presente, a mão nunca se dão
E o ato finda, louco, porém pouco
Mas o povo gosta, aplaude, expande
Se levanta até
Qual que refletindo
Num momento insano, o que nem ousaria ser.
E se assenta lenta, até desajeitada
Por ter sido afoita, assim se levantar
Quando o tempo todo exige
Estar sentada, atada, esperançada.

Quem dera, fosse eu ator sem rumo
Peça mais gente, além de um
Que não ficasse assento isento
Num quebra-quebra de sensato dano
Com toda a sorte lançada no atuar
Sentado até, mas num relance
Em pé, o peito, o braço, a fronte
A mão crispada, não no aplaudir
Mas sim num gesto em crise, já por ansiar
Lugar no palco prá querer fruir
Não apenas um momento, mas por toda a obra
Sem favor de assento

Pois platéia soa qual esmola de quem tem prá dar
Mas só cede um nada, por não ser cobrada.


Luiz Gonzaga

sexta-feira, outubro 05, 2007

A primeira Peruada (oba!)

O espírito das Arcadas - Capítulo V


(Da Peruada não se conta, pois que de nada se lembra. Vive-se. Mas a primeira precisa ser contada. Calouros precisam conhecer)

Para um leitor ocasional, alerta-se que esses psicografados escritos são de Roy Babbosa, calouro de 1828, turma I, o espírito franciscano, por isso onisciente e onipresente. Além do que está ainda em dp de Romano, pois não consegue entender a complexidade da propriedade horizontal. Conta-nos a gloriosa história da Faculdade da História. Mas vamos aos fatos, que ninguém gosta de texto muito longo, além de ser chato mesmo.
O que agora interessa é a Peruada (oba!) .
Que diáfana e sinistra origem teria essa festa, passeando-se pelas cercanias do Direito, metendo a boca em político safado e a boca no gargalo, prá variar ? O mote desse relato: Vamos meter o Peru prá dentro das Arcadas !
Roy fez-se calouro por obra e graça de sua patroa, Domitila. Era feitor nas fazendas da moça, pau-prá-toda-obra. Feitor das escravas, e da patroa. Substituía Dom Pedro , que só vinha pontuar a dondoca três vezes por ano, já que a ponte aérea ainda estava por existir. A carne é fraca. Por isso, assume Roy essa tarefa. Logo, Domitila conscientiza-se que Pedro é pouco. Por isso, faz o Imperador criar a Faculdade de Direito: XXXIII vagas ! Um calouro por dia, três XI ordenados Entre eles, Roy, para coordenar os meninos.
Diariamente, após as aulas (é ! A parte maçante da Academia), reuniam-se no centro do Pátio e cada qual recebia um número. O que saísse com o XI deveria comparecer e “conhecer” (linguagem bíblica: franciscano também é cultura) a DoMETIla naquele dia. Dando a sua, seria excluído do sorteio. Ficaria até o mês seguinte na saudade. Nada de barangas. Não as havia. Àquele tempo, balada era tiroteio. Mulheres, só dos bandeirantes e outros temíveis desafetos. Melhor não. Mais vale um peru nervoso por um mês que perecer eunuco !
Portanto, o sorteado do dia era o felizardo ! Lá se ia ele, rua da Freira abaixo. Nosso relator, Roy, retira-se e vai cuidar das escravas. Era duro com elas. Elas, muito abertas com ele. De suas andanças é que ficou conhecida a expressão atrás-da-moita. Muito ali se fez. Quem dava assistência técnica para toda essa maçaroca de tribulações era o médico Libero Badaró. Fazia o papel de porteiro de boate: trabalhava onde os outros se divertiam. Mas dava também lá as suas marteladas. Na Marquesa e nas escravas. Resumo: especialista em coito e pós-coito.
Assim se passavam os meses: estudava-se Direito e fazia-se sorteio. Vez por outra, uma Dança. Monótonas. Dançava-se mesmo. Nada de conversar lá fora, ver o Sol nascer, passear pelos campos de Piratininga, dar uns pegas, bimbas e quetais . Nada. Por isso, o tédio.
A grande diversão se resumia na Visita Domitiliar. Lógico, fazia-se Poesia ali, recitavam-se grandes poetas, filosofava-se e se teorizava um Brasil melhor. Não, não havia comunistas ainda, com a graça de Deus. Mas só isso não acalma o peru. Por isso, ficou ela conhecida como “ a Perua”. Um demônio, a dita. Acabava com o pobre franciscano. O sorteado voltava que era um traste, feito a uma uva-passa, todo ralado ! Judiava mesmo, sem dó.
Por isso, lá pelos idos de outubro, revezando-se ainda nos sorteios diários, resolveram os franciscanos fazer uma grande festa. Aproveitaram-se do animus jocandi, norma fundamental franciscana, recentemente inaugurada. Era essa a idéia: iriam fazer a visita à Domitila, todos juntos !
Na terceira semana de outubro prepararam-se todos os franciscanos, regados à “água- ardente” prá temperar o clima. Devidamente calibrados, alguém deu a idéia de dar feição de manifestação política à caminhada. Surgiram então frases como “Com a sua fé e as nossas fezes, vamos mudar São Paulo”, “Dom Pedro não vem à São Paulo, a gente mete o pau na Marquesa” e outras preciosidades.
Surgiu ai também a tradição: na Peruada tem que ter um mote. Todos se reuniriam, lançariam os seus motes-candidatos. O melhor, democraticamente eleito, ganhava e era aceito. Diferentemente de hoje em dia, quando a gestão do XI revogou a Democracia. Não importa o que os franciscanos elegeram. Eles outorgam um outro e pronto.

Bom, mas em 1828 ficou assim: a frase principal, conhecida dos franciscanos e desconhecida da população era “Vou meter o meu peru prá dentro das Arcadas”. Todos sabiam que as Arcadas eram as Arcadas e pronto ! O que não sabiam é que essa era a jocosa intenção: após trinta e três, ficaria ela até com as pernas arcadas, semelhantemente àquelas da Academia !
Alguém surgiu com instrumentos musicais e formou-se então a Bateria Agravo de Instrumento da São Francisco, BAISF para os íntimos. Tornou-se o Território Livre uma grande carraspana: franciscanos altamente entorpecidos, ao som do primeiro e então único hino , “Onze, Onze”. Há que se lembrar que não havia ainda a espécime “franciscana”. Um verdadeiro quartel ! Para despistar, nossos ancestrais resolveram fazer um percurso indireto. Aproveitando o fato de que ao ébrio a linha reta é um enorme desafio, saíram por um tortuoso percurso prá percorrer o imenso “triângulo” que era São Paulo.
Lembra-se das filhas dos donos da cidade, as monótonas dançarinas ? No caminho, ao som “acústico” da BAISF, franciscanos traziam para o meio da festa aquelas donzelas e enchiam-lhes o caco com o mais batizado goró. Longe do pai, calibrada pela cachaça, as donzelas o que mais queriam era se desdonzelizar. E dá-lhe moita ! Ao aborcar uma provinciana, franciscano saía cantando “Primeira, Primeira, eu sou da Primeira !” Surge também o que hoje se transformou num jogo de cartas: o truco ! Era assim: chegando o franciscano à décima-primeira donzela pontuada, gritava "XI" ! Um fuzuê ! Todos o erguiam nos ombros, carregado triunfalmente, ao som do Onze, Onze ! , até que viesse o próximo. Assim por diante. Desde o incêndio de Roma, não havia balbúrdia semelhante ! Todos de fogo.
Chegaram à casa da Marquesa. Porém, àquela altura dos acontecimentos, não teriam condições de consumar o ato, ocorrendo assim apenas o crime tentado. No percurso e com as donzelas tinham deixado toda a sua energia e o máximo que conseguiam era ejacular pela boca, um vômito desmedido. Além do que, lembravam-se vagamente do que realmente tinham ido fazer ali. O que era mesmo ? Por isso, como vazia manifestação, xingaram um pouco o Imperador, só prá constar. Era um germe da esquerda festiva, que grita por gritar e nem ela mesma acredita. Continuaram até voltar ao Largo.
Esse, mais um heróico ato franciscano. Nascia assima Peruada.
No dia seguinte, todos os jornais do mundo, o New York Times, a rede lobo, a internet , tudo, noticiavam: Franciscanos fazem a Peruada ! O diretor da Faculdade não queria permitir, mas os franciscanos dormiram nas Arcadas e saíram do mesmo jeito; a gestão do XI quis impedir mas não conseguiu. A Igreja falou que era o fim dos tempos; o presidente americano alertou sobre terroristas; a polícia queria mandar a tropa de choque, mas foram desligados; argentinos, morrendo de inveja, quiseram fazer uma também e, em homenagem a outro animal, criaram a “viadagem”; cariocas, por não terem outra motivação, promoveram um arrastão; astrofísicos documentaram o surgimento de uma nova estrela e a batizaram Sanfran; muçulmanos reivindicaram a primazia, dizendo ser a sua peregrinação à Meca mais antiga. Esqueceram-se de que a nossa meca é mais gostosa, onde canta o peru-sabiá; doutrinadores do Direito questionaram sobre se a Peruada era um ser, advindo do poder soberano inserido na norma fundamental franciscana; os alunos dos cursos de alfabetização jurídica espalhados por esse Brasil queriam dizer que tinham também participado; religiosos bíblicos confirmaram ter o Sol parado pela segunda vez, prá ver a banda passar; ufólogos viram discos voadores sobrevoando a cidade para assistir a parafernália; o presidente afirmou que essa era realmente uma campanha de fome-zero: todo mundo comendo ! O próprio Deus, que todos sabem ser brasileiro e franciscano de carteirinha, abriu uma janela no Céu para apreciar o movimento. Lançou como benção um manto de Amizade e de Alegria sobre as Arcadas, a reinar entre franciscanos. Essa norma eventualmente não tem plena eficácia quando das eleições para o Centro Acadêmico. No Universo não ficou pedra sobre pedra !
Por recomendação do doutor-calouro , professor Libero Badaró, a nossa rica história precisa ser contada em doses homeopáticas. Por isso, Roy psicograficamente deixa aqui as suas impressões, como testemunha ocular, sobre o início da tradição dessa Academia de tradições, a Peruada. Não se contam aqui mais repercussões do evento, evitando que se possa pensar que houve qualquer exagero. Ele se desculpa ainda por não ter muito mais detalhes prá dar, tendo em vista a ocorrência de pt, por coma alcoólico, o que lhe resultou em certa confusão mental, alheamento e amnésia.

Roy Babbosa, o espírito franciscano, na única psicografia digitalizada, autorizada, realizada por

Luiz Gonzaga Arcadas, XI de outubro, CLXXX

domingo, setembro 30, 2007

Uma longa e desastrosa estrada: Forum, 2007.

(conforme edição d'A LATRINA, outubro-2006. Lembra ?)

“Para mudar o mundo, comece pelo seu quintal”

I - O Forum vendia a idéia de serem os arautos da Democracia e a Liga da Justiça, contra todas as mazelas do mundo. Para os mais renitentes em aderir à Luta, usam golpes "abaixo da cintura" para conseguir votos. Duros e molhadas, mas válidos;

I I - E, claro, vence o DEZGAYTE, que é ruim feito à miséria. Apesar destes tergiversarem para não assumir a própria ruindade (a culpa é "dos outros", sempre);

III - Tenta dar golpe na RD, um dia antes da Posse. A ânsia do Poder pelo Poder. Usa a Semana de Calouros prá fazer lavagem cerebral, aparelhar o XI e usar O Chátio prá seus erros de português, de entendimento e de conduta. Hoje, o desabafo de uma das muitas vítimas (ipsis literis): “Estou envergonhada de ter acreditado, quando caloura, neles. Infelizmente, percebi que a única coisa boa que Fórum fez pela Facvldade foi ser oposição!”;

I V - Usurpa a competência do PurpUrina e realiza uma Semana GLSXPTO na Sala dos Estudantes. Sem o mínimo pudor, apoderaram-se de uma das máximas essencialmente Capitalista: a propaganda é a alma do negócio! ;

V - Realiza debates entre a esquerda-moderada versus a esquerda-centro versus a esquerda-da- ponta-direita versus a esquerda-gandula. Nos seus toscos eventos, na Sala dos Estudantes, sempre o quorum é o fórum.

V I - São a favor das cotas, desde que não seja de xerox. Só prá lembrar: o Forum queria, em 2006, uma cota própria, de R$ 1.700,00 ! Como agora têm o Chátio pra divulgar suas maravilhosas e toscas idéias dos outros, negam cota até prá A LATRINA. Tão inofensiva, tadinha !;

V I I - Disponibilizam uma Salinha pro Saju, para reuniões de cúpula e de cópulas. Exigimos isonomia para todos os alunos e alunas nessa sujeira;

V I I I - Abrem as portas das Arcadas para a sua “cumpanherada” invadir, para que eles as fechem aos alunos que os elegeram. Não como DONOS do XI, mas seus representantes. Atuam contra a democracia franciscana com virulência maior do que a da tropa de choque que tanto combatem;

I X - Transformam-se em legalistas sem conhecer a Lei: negam-se a reconhecer decisão soberana em assembléia de alunos, alegando que são minoria. Minoria de 900. Como dito, na Moral é mais Legal: o Sapeca não é nosso Presidente. Aliás, nunca foi. Quem mandava e manda ali é a primeira-dama;

X - A Tradição franciscana sempre lhes foi mero umbiguismo. Coisa de pequeno-burguês, metido a besta, que vive no passado. Mas agora aferram-se às tradições, para não acatar decisão democrática de alunos sobre o mote da Peruada. Não devemos falar de merdas internas ! Ué, alguém ai fez alguma merda ? E o mote de 2002, do Ruptura (e que Deus os tenha!): a ruptura continua ?

X I - Mesmo assim, são os primeiros a ter a cara-de-pau de lançar candidatura para 2008.

Com isso, fazem o Dezgayte querer parecer diferente de um zero à esquerda, conforme demonstrado em 2006. Não. Não nos esquecemos de que NADA fizeram quando gestão do XI. Exceto talvez alguma placa comemorativa no JEC, elogiando a si próprios. Ruins mesmo. Até para admitir que franciscanos preferiram votaram nos comunistas, por falta de opção.

E, mais incrível, Fórum de tantas merdas, despertou até a vã tentativa de ressuscitar a EXGLÓRIA , uma legião vibe de dois interditados mais meio-líder, morta por overdose de álcool, drogas anti-depressivas e outras. Principalmente overdose de mediocridade.
Ah, sim ! Especialistas em copiar-colar. Nas provas, na ga-gazeta, no youtube. Bom, escória entende ?

Esses dois, querendo posar de bonitinho perante os alunos, aproveitando-se da ilegalidade do Forum.
Querendo me enganar, mané ?

Ô ano comprido ! Ô Sanfran, que me surpreende a cada dia !!!

Na próxima, eleja um representante do XI, para o XI. E que não sejam eles.
Como hoje o XI não tem mais $$$$$$$$$$$$, talvez nem tenha candidato. Cuidado !

Luiz Gonzaga ______________________________________Arcadas, I outubro, CLXXX