(conforme edição d'A LATRINA, outubro-2006. Lembra ?)
“Para mudar o mundo, comece pelo seu quintal”
I - O Forum vendia a idéia de serem os arautos da Democracia e a Liga da Justiça, contra todas as mazelas do mundo. Para os mais renitentes em aderir à Luta, usam golpes "abaixo da cintura" para conseguir votos. Duros e molhadas, mas válidos;
I I - E, claro, vence o DEZGAYTE, que é ruim feito à miséria. Apesar destes tergiversarem para não assumir a própria ruindade (a culpa é "dos outros", sempre);
III - Tenta dar golpe na RD, um dia antes da Posse. A ânsia do Poder pelo Poder. Usa a Semana de Calouros prá fazer lavagem cerebral, aparelhar o XI e usar O Chátio prá seus erros de português, de entendimento e de conduta. Hoje, o desabafo de uma das muitas vítimas (ipsis literis): “Estou envergonhada de ter acreditado, quando caloura, neles. Infelizmente, percebi que a única coisa boa que Fórum fez pela Facvldade foi ser oposição!”;
I V - Usurpa a competência do PurpUrina e realiza uma Semana GLSXPTO na Sala dos Estudantes. Sem o mínimo pudor, apoderaram-se de uma das máximas essencialmente Capitalista: a propaganda é a alma do negócio! ;
V - Realiza debates entre a esquerda-moderada versus a esquerda-centro versus a esquerda-da- ponta-direita versus a esquerda-gandula. Nos seus toscos eventos, na Sala dos Estudantes, sempre o quorum é o fórum.
V I - São a favor das cotas, desde que não seja de xerox. Só prá lembrar: o Forum queria, em 2006, uma cota própria, de R$ 1.700,00 ! Como agora têm o Chátio pra divulgar suas maravilhosas e toscas idéias dos outros, negam cota até prá A LATRINA. Tão inofensiva, tadinha !;
V I I - Disponibilizam uma Salinha pro Saju, para reuniões de cúpula e de cópulas. Exigimos isonomia para todos os alunos e alunas nessa sujeira;
V I I I - Abrem as portas das Arcadas para a sua “cumpanherada” invadir, para que eles as fechem aos alunos que os elegeram. Não como DONOS do XI, mas seus representantes. Atuam contra a democracia franciscana com virulência maior do que a da tropa de choque que tanto combatem;
I X - Transformam-se em legalistas sem conhecer a Lei: negam-se a reconhecer decisão soberana em assembléia de alunos, alegando que são minoria. Minoria de 900. Como dito, na Moral é mais Legal: o Sapeca não é nosso Presidente. Aliás, nunca foi. Quem mandava e manda ali é a primeira-dama;
X - A Tradição franciscana sempre lhes foi mero umbiguismo. Coisa de pequeno-burguês, metido a besta, que vive no passado. Mas agora aferram-se às tradições, para não acatar decisão democrática de alunos sobre o mote da Peruada. Não devemos falar de merdas internas ! Ué, alguém ai fez alguma merda ? E o mote de 2002, do Ruptura (e que Deus os tenha!): a ruptura continua ?
X I - Mesmo assim, são os primeiros a ter a cara-de-pau de lançar candidatura para 2008.
Com isso, fazem o Dezgayte querer parecer diferente de um zero à esquerda, conforme demonstrado em 2006. Não. Não nos esquecemos de que NADA fizeram quando gestão do XI. Exceto talvez alguma placa comemorativa no JEC, elogiando a si próprios. Ruins mesmo. Até para admitir que franciscanos preferiram votaram nos comunistas, por falta de opção.
E, mais incrível, Fórum de tantas merdas, despertou até a vã tentativa de ressuscitar a EXGLÓRIA , uma legião vibe de dois interditados mais meio-líder, morta por overdose de álcool, drogas anti-depressivas e outras. Principalmente overdose de mediocridade.
Ah, sim ! Especialistas em copiar-colar. Nas provas, na ga-gazeta, no youtube. Bom, escória entende ?
Esses dois, querendo posar de bonitinho perante os alunos, aproveitando-se da ilegalidade do Forum.
Querendo me enganar, mané ?
Ô ano comprido ! Ô Sanfran, que me surpreende a cada dia !!!
Na próxima, eleja um representante do XI, para o XI. E que não sejam eles.
Como hoje o XI não tem mais $$$$$$$$$$$$, talvez nem tenha candidato. Cuidado !
Luiz Gonzaga ______________________________________Arcadas, I outubro, CLXXX
Um autêntico repositório de sabedoria. Quanta bosteira! E então eu desenho!
domingo, setembro 30, 2007
sexta-feira, agosto 31, 2007
Na Moral é mais Legal !
A Faculdade de Direito do Largo de São Francisco é o templo do ensino do direito positivo, por esse mundo afora. Assim se edificou toda a sua História.
Paradoxalmente, a gloriosa História das Arcadas, suas incontáveis estórias e suas mais sagradas tradições são feitas, respeitadas e transmitidas por um direito consuetudinário. Nada há de escrito, exceção feita por franciscanos crônicos feito este que escreve aqui, que teimam em documentar os tempos. Tudo é oral. E tudo tem o seu precedente. Absolutamente respeitados e cultuados, até por aqueles aparentemente indiferentes a essa vigorosa realidade.
Por isso é que as coisas ficam até fáceis, andando por essas Arcadas. Sabe-se a que horas será tal evento, tal festa, tal cervejada, sabe-se quantas vezes o sino dobra no Pátio, sabe-se a sua metragem ou o número de pedras que compõem o cada arco das Arcadas. Dúvida ? XI, claro.
O que é raríssimo ver é algum grupo discursando calorosamente sobre temas jurídicos em suas diversas escolas hermenêuticas. Em acurado levantamento realizado nos últimos CLXXX anos de vida, parece-me que... talvez nenhum.
Como se disse, tudo é arraigadamente fundamentado em um precedente que fez História. Seria um viver do Passado, se não vivêssemos nas Arcadas. Parece mesmo que a cada dia aqui faz-se a História. Por isso, recomenda-se nunca faltar. Às aulas ? Não, não: ao Pátio.
Fomos invadidos por uma Gestão do XI que não queríamos. Como nada um dia depois do outro, mostraram a que vieram, esses. Traíram a confiança de todos os alunos, ignoraram os seus anseios, mostraram a que vieram: entregar essas Arcadas nas mãos dos seus financiadores presentes e futuros, aproveitadores politiqueiros profissionais. Quando questionados de que lado estavam, mostraram que não era ao lado dos que os elegeram, para representá-los. Absurdamente, puseram-se contra.
Costuma-se dizer que o ego do franciscano é aproximadamente XI vezes o tamanho do Território Livre. E cutucaram a fera com vara curta ! A letargia causada pela presença funesta da gestão com seus falsos e canhestros valores então, quase que num passe de mágica feriu aquele ego e acordou o então apático aluno que perambulava acabrunhado pelo Pátio.
O que se assistiu naquela manhã de 22 de agosto, misto de surpresa, indignação, pasmo e revolta, parece que lembrou a todos a sua unidade na dignidade franciscana: na calada da noite, qual num beijo de Judas, famigerados da Gestão, donos de toda a Verdade, haviam entregue as Arcadas nas mãos de seus apaniguados, sem qualquer aviso aos alunos.
O que se viu então era algo emocionante e aterrador. Emocionante a reação de coesão de todos em torno de uma única causa, a de defesa dessas Arcadas e do Território Livre. Aterradora, além de patética, a reação daqueles componentes da Diretoria do “XI de Agosto”: ao invés de conduzirem–se na humildade de quem cometeu um crime, o da não-representatividade, e retratarem-se perante o quadro total de alunos, dispuseram-se a enfrentá-los. Aferraram-se mais e mais na postura de donos da Verdade, em seus dogmas anacrônicos. Somos nós todos os errados. Acompanhados, claro, de todos os adjetivos de seu kit “socialmente-responsável”.
Como se disse antes, não se pode faltar ao Pátio ! Parece que franciscano acordou e disse: opa, tá na hora de fazer História ! E, em não havendo precedentes, criam-se-lhes.Eis a norma. E toda uma movimentação se fez, numa efervescência digna de todas as estórias que se contam nas Arcadas. E então, em certos momentos, numa verdadeira briga de gato-e-rato, esconde-se covardemente aquele Presidente. Buscam-no os alunos, cobram-lhe uma postura digna, uma resposta, um parecer. Algo como que pedindo-lhe que se desculpasse. Mas a resposta vinha com evasivas e fugas. São perigosos, os donos da Verdade ! Do alto de sua sapiência, um sorriso de escárnio encobrindo o medo. E uma Verdade diferente a cada hora.
Afeitos a sempre lidar com precedentes e não com aquele Direito escrito estudado, franciscanos buscavam avidamente na legalidade de um Estatuto, para fazer o que mais lhe é caro e habitual: o direito costumeiro. Para então consolidar a Destituição daquele Presidente, fato sem precedentes na História das Arcadas, abrem-se as portas do Salão Nobre, pois que nobre é o seu intento maior. E ali se encontraram os “Direitos” que conhecemos: o que estudamos, o positivo, e o que vivemos, nossas Tradições. Em uma assembléia onde se finalmente respirava o espírito franciscano, tão poderoso e tão mitigado, seria votada efusivamente a Destituição do cargo de Presidente, em revoltosa e covarde revelia, estritamente baseado na sua efetiva não-representatividade.
Seria mesmo o local do encontro daqueles Direitos: consuetudinariamente, a imensa maioria optou pela Destituição. Consolidando o Direito, positivado no Código Penal, 171 optaram que não. Essa simbologia retrata muito bem a verdadeira realidade de tudo.
Aplacou-se a ira franciscana e fez-se valer a sua sagrada dignidade e desrespeitada vontade. Podemos então, agora, retornar aos nossos precedentes, fundamentos das nossas mais belas Tradições. Fizemos outra vez a História. Sabemo-nos agora não-representados. Se querem continuar a ocupar o trono, que o façam. Sabendo-o embora vazio de poder. A Moral venceu. Devida e numericamente demonstrada pelo Legal.
Efetivamente, a Moral é mais Legal !
Luiz Gonzaga Arcadas, XXXI de agosto, CLXXX
Paradoxalmente, a gloriosa História das Arcadas, suas incontáveis estórias e suas mais sagradas tradições são feitas, respeitadas e transmitidas por um direito consuetudinário. Nada há de escrito, exceção feita por franciscanos crônicos feito este que escreve aqui, que teimam em documentar os tempos. Tudo é oral. E tudo tem o seu precedente. Absolutamente respeitados e cultuados, até por aqueles aparentemente indiferentes a essa vigorosa realidade.
Por isso é que as coisas ficam até fáceis, andando por essas Arcadas. Sabe-se a que horas será tal evento, tal festa, tal cervejada, sabe-se quantas vezes o sino dobra no Pátio, sabe-se a sua metragem ou o número de pedras que compõem o cada arco das Arcadas. Dúvida ? XI, claro.
O que é raríssimo ver é algum grupo discursando calorosamente sobre temas jurídicos em suas diversas escolas hermenêuticas. Em acurado levantamento realizado nos últimos CLXXX anos de vida, parece-me que... talvez nenhum.
Como se disse, tudo é arraigadamente fundamentado em um precedente que fez História. Seria um viver do Passado, se não vivêssemos nas Arcadas. Parece mesmo que a cada dia aqui faz-se a História. Por isso, recomenda-se nunca faltar. Às aulas ? Não, não: ao Pátio.
Fomos invadidos por uma Gestão do XI que não queríamos. Como nada um dia depois do outro, mostraram a que vieram, esses. Traíram a confiança de todos os alunos, ignoraram os seus anseios, mostraram a que vieram: entregar essas Arcadas nas mãos dos seus financiadores presentes e futuros, aproveitadores politiqueiros profissionais. Quando questionados de que lado estavam, mostraram que não era ao lado dos que os elegeram, para representá-los. Absurdamente, puseram-se contra.
Costuma-se dizer que o ego do franciscano é aproximadamente XI vezes o tamanho do Território Livre. E cutucaram a fera com vara curta ! A letargia causada pela presença funesta da gestão com seus falsos e canhestros valores então, quase que num passe de mágica feriu aquele ego e acordou o então apático aluno que perambulava acabrunhado pelo Pátio.
O que se assistiu naquela manhã de 22 de agosto, misto de surpresa, indignação, pasmo e revolta, parece que lembrou a todos a sua unidade na dignidade franciscana: na calada da noite, qual num beijo de Judas, famigerados da Gestão, donos de toda a Verdade, haviam entregue as Arcadas nas mãos de seus apaniguados, sem qualquer aviso aos alunos.
O que se viu então era algo emocionante e aterrador. Emocionante a reação de coesão de todos em torno de uma única causa, a de defesa dessas Arcadas e do Território Livre. Aterradora, além de patética, a reação daqueles componentes da Diretoria do “XI de Agosto”: ao invés de conduzirem–se na humildade de quem cometeu um crime, o da não-representatividade, e retratarem-se perante o quadro total de alunos, dispuseram-se a enfrentá-los. Aferraram-se mais e mais na postura de donos da Verdade, em seus dogmas anacrônicos. Somos nós todos os errados. Acompanhados, claro, de todos os adjetivos de seu kit “socialmente-responsável”.
Como se disse antes, não se pode faltar ao Pátio ! Parece que franciscano acordou e disse: opa, tá na hora de fazer História ! E, em não havendo precedentes, criam-se-lhes.Eis a norma. E toda uma movimentação se fez, numa efervescência digna de todas as estórias que se contam nas Arcadas. E então, em certos momentos, numa verdadeira briga de gato-e-rato, esconde-se covardemente aquele Presidente. Buscam-no os alunos, cobram-lhe uma postura digna, uma resposta, um parecer. Algo como que pedindo-lhe que se desculpasse. Mas a resposta vinha com evasivas e fugas. São perigosos, os donos da Verdade ! Do alto de sua sapiência, um sorriso de escárnio encobrindo o medo. E uma Verdade diferente a cada hora.
Afeitos a sempre lidar com precedentes e não com aquele Direito escrito estudado, franciscanos buscavam avidamente na legalidade de um Estatuto, para fazer o que mais lhe é caro e habitual: o direito costumeiro. Para então consolidar a Destituição daquele Presidente, fato sem precedentes na História das Arcadas, abrem-se as portas do Salão Nobre, pois que nobre é o seu intento maior. E ali se encontraram os “Direitos” que conhecemos: o que estudamos, o positivo, e o que vivemos, nossas Tradições. Em uma assembléia onde se finalmente respirava o espírito franciscano, tão poderoso e tão mitigado, seria votada efusivamente a Destituição do cargo de Presidente, em revoltosa e covarde revelia, estritamente baseado na sua efetiva não-representatividade.
Seria mesmo o local do encontro daqueles Direitos: consuetudinariamente, a imensa maioria optou pela Destituição. Consolidando o Direito, positivado no Código Penal, 171 optaram que não. Essa simbologia retrata muito bem a verdadeira realidade de tudo.
Aplacou-se a ira franciscana e fez-se valer a sua sagrada dignidade e desrespeitada vontade. Podemos então, agora, retornar aos nossos precedentes, fundamentos das nossas mais belas Tradições. Fizemos outra vez a História. Sabemo-nos agora não-representados. Se querem continuar a ocupar o trono, que o façam. Sabendo-o embora vazio de poder. A Moral venceu. Devida e numericamente demonstrada pelo Legal.
Efetivamente, a Moral é mais Legal !
Luiz Gonzaga Arcadas, XXXI de agosto, CLXXX
terça-feira, agosto 28, 2007
Território Livre - a invasão na História e o presente
Para se entender o Presente, faz-se necessário conhecer o Passado. Como presentemente muito se fala sobre o sua função e qual a extensão Território Livre do Largo de São Francisco não custa fazer aqui uma Mágica e Misteriosa Viagem, para conhecê-lo e desvendá-lo, para que seja usado adequadamente e evocado com pertinência.
Nesses tempos em que as palavras são usadas e distorcidas ao bel-prazer de quem as ouve fica importante saber que esse Território Livre, por ser livre para manifestação de idéias, não significa ser res nullius.
A riquíssima História das Arcadas da Academia de Direito do Largo de São Francisco é pontuada de fatos que, por vezes nem fazem sentido e por outras afirmam a sua grandiosidade. A começar pela sua própria criação, em uma cidade absolutamente inexpressiva à época. “Não se poderia vislumbrar nada de bom que saísse de São Paulo”, era o pensamento corrente, contrário a sua criação por essas “terras frias e gente que fala de maneira esquisita”.
Tendo sido a sua criação feita por Decreto Imperial, a área física da Faculdade era território Imperial. Não havia competência do “Governador da Província” para quaisquer assuntos, para atuar sobre ela, ligada que era, diretamente ao Imperador.
Nem mesmo as investidas da Igreja Católica, inconformada com a expropriação do espaço podiam atingir a Academia. Ranço esse permanente, até os dias de hoje e evidenciado quando da morte de Julius Frank. Principiava ali o germe do que seria o Território Livre: se todo o imenso Brasil se curvava ao poderio da “Santa Sé”, o corpo e as idéias do grande Mestre ficaria mesmo nas Arcadas.
As idéias republicanas disseminadas entre os alunos e a ferrenha oposição de Líbero Badaró fizeram com que o Imperador mandasse calar aquela voz. Calou a voz, mas não as idéias: a partir de então, passou a Academia a receber alunos, cujas manifestações passariam a delinear o contorno ideológico deste território geográfico, constitucionalmente livre, incrustado na ainda incipiente São Paulo. Os nomes, todos aqueles que a gente proclama nos Pinduras, desnecessário aqui enumerá-los, muito embora o orgulho deles no incite a fazê-lo.
A história pessoal, as idéias e a atuação que cada aluno iria escrever ao longo de suas vidas, pontuaria o tracejado que forma o delineamento desse Território Livre, no seio das Arcadas. Porém, nunca se foi necessário recorrer ao “argumento de autoridade” de que os atos e idéias partiam dele, para que se fizessem ouvir, posto que ele continuava a ser inquestionavelmente livre.
Com o advento da República, a Academia de Direito continua a ser um território Federal. Portanto livre, dentro da esfera de ação poder Estadual. Há que se lembrar aqui, por ser um relato histórico que, até à gestão do presidente Washington Luís, a Presidência da República mantinha um telégrafo e um telefone ligados diretamente ao Centro Acadêmico “XI de Agosto”.
Foi apenas em 1932, quando da Revolução Constitucionalista que os alunos declararam oficialmente as Arcadas e o Largo como um Território Livre. Agora geográfico e ideológico. E foi aqui mesmo que, além de abrigar a iniciativa das idéias e liderança, esse nosso Pátio recebia a adesão de paulistanos, na guerra contra as manobras do então presidente, Getúlio Vargas. Era o Território Livre cumprindo a sua real função, não sendo de apenas alunos, mas compartilhando com eles os seus ideários. A Liderança sempre caracterizou as Arcadas e os seus alunos. Há no Pátio o Monumento em homenagem aos mortos na causa da defesa, tanto das Arcadas quanto de São Paulo. Porém, para atuar no Largo e nas Arcadas, apenas a força Militar Federal teria competência. Os interventores governantes em São Paulo não tinham competência para entrar , tornando amarradas as mãos da Presidência para combater os opositores.
A forte oposição àquele Presidente, tornado ditador, era congregada nas Arcadas. Ele então arquitetou o plano mais diabólico que se tem notícia na História do Brasil: manipulando os anseios naturais do povo de São Paulo, tentando também arrefecer os ânimos e a oposição ao seu governo, criou e presenteou o Estado com uma Universidade. Agraciando às Arcadas com o posto de primeiro Reitor daquela Universidade, a ser ocupado por um aluno, tornou a São Francisco uma unidade dela. Era o absurdo do “criador tornado criatura”.
Permanece e permanecerá para sempre o Território Livre ideológico, pois que não foi o território geográfico que tornou grande as Arcadas. Ela continua a abrigar a inigualável efervescência cultural dos alunos, permanecendo autônoma ideologicamente, recusando-se, como num retrocesso, a estagnar como simples “criatura”.
Essa, a História. Aos aficcionados em datas e nomes, reportem-se à historiografia. Aqui, apenas uma crônica.
XI*XI*XI*XI*XI*XI*XI*XI*XI*XI*XI*XI*XI*XI*XI*XI*XI*XI*XI*XI*XI*XI*XI*XI*XI
Posto isso, chegamos ao Presente.
Após um breve interregno de apatia e desencanto, as Arcadas despertam. A quase totalidade de alunos se insurge contra a idéia de que somos uma terra de ninguém. Quando um pequeno grupo de alunos, confundindo representatividade com propriedade, entrega a bandeira do Centro Acadêmico “XI de Agôsto” à revelia dos que os elegeram, permitindo a Invasão das Arcadas. Uma evidente traição, pois que devem nos representar e não agir como se fossem “donos” dela
Irresponsavelmente, ao invés de admitirem o grave crime cometido, ainda tentam sustentar uma tese anacrônica e falsa, com um mesmo discurso também anacrônico e falso. Para esse pequeno e traiçoeiro grupo, quaisquer que divirjam das idéias postas em seus corações e mentes, por meio de lavagem cerebral, somos todos tachados de reacionários, fascistas, racistas, autoritários, opressores, intolerantes, discriminadores e toda uma gama de adjetivos que decoraram e nem ao menos têm noção de sua exata valoração. Apelativamente, recorrem a frases feitas, distorcendo-as ao seu intento. Incrível como na São Francisco temos cinqüenta donos da Verdade absoluta, que são eles, e 2250 verdadeiros imbecis !
Com uma postura infantil, ingênua e burra, querem deter para si o monopólio de serem os únicos preocupados com todas as mazelas do Brasil. Para defender o que chamam Direito, cometem crimes, esquecendo-se que Liberdade e Democracia pressupõem deveres e não só direitos. E querem manter o antagonismo mentiroso e hipócrita que existe na sociedade em geral: a luta entre o Bem e o Mal, sendo eles, obviamente o Bem. Isso não cabe nas Arcadas. Nunca fomos e nunca seremos manipulados por interesses escusos, que se utilizam dos chamados “movimentos populares” para lograrem seus reais e sorrateiros interesses. Agitadores profissionais aportaram aqui, travestidos de “coitadinhos”. Um intento mentiroso jamais terá a adesão de alunos, como não teve. Por não sermos passíveis de subserviência, utilizaram-se e manipularam os membros da gestão do “XI”.
Disseram que não somos donos das Arcadas. Pelo menos nisso têm razão. Somos passageiros, posseiros pacíficos, a justo título, conquistado com o ingresso pelo vestibular e o Território Livre é o local designado para as nossas legítimas manifestações. Ou outras, às quais nos irmanarmos.
Quando optaram pelo omissão da verdade aos alunos, a pedido dos manipuladores dos movimentos sociais, mostraram muito bem de que lado estão: votaram por eles. Pois que fiquem com eles, então. Permitiram que as Arcadas fossem invadidas por líderes aproveitadores. Numa trágica mudança histórica, desta vez a força Estatal entrou aqui, não como antes, que nunca entrou efetivamente. Mas atendendo a louvável pedido do Diretor da Faculdade, no interesse dos alunos e em proteção a esse sacrossanto solo das Arcadas.
Esse antagonismo que quere criar não cabe aqui. É elementar que, em havendo antagonismo entre representante e representado, fica simples a questão: retira-se a representatividade por ela não ter sido por eles efetivada. Antes, traída.
Por essa razão, deve a Gestão do “XI de Agosto” fazer uma retratação pública, sendo esses membros tornados inelegíveis.
Quanto aos demais alunos, que fique o apelo para que, nas próximas eleições, não se deixem mais uma vez enganar por falas mansas e traiçoeiras, nem por aproveitadores de última hora, votos de amizade, propostas faraônicas e mentirosas e etc.
Tudo o que queremos é a São Francisco para os franciscanos. Só isso, nada mais. Mostre a sua cara e defenda essas Arcadas.
Luiz Gonzaga Arcadas, XXVIII de agosto, CLXXX
Nesses tempos em que as palavras são usadas e distorcidas ao bel-prazer de quem as ouve fica importante saber que esse Território Livre, por ser livre para manifestação de idéias, não significa ser res nullius.
A riquíssima História das Arcadas da Academia de Direito do Largo de São Francisco é pontuada de fatos que, por vezes nem fazem sentido e por outras afirmam a sua grandiosidade. A começar pela sua própria criação, em uma cidade absolutamente inexpressiva à época. “Não se poderia vislumbrar nada de bom que saísse de São Paulo”, era o pensamento corrente, contrário a sua criação por essas “terras frias e gente que fala de maneira esquisita”.
Tendo sido a sua criação feita por Decreto Imperial, a área física da Faculdade era território Imperial. Não havia competência do “Governador da Província” para quaisquer assuntos, para atuar sobre ela, ligada que era, diretamente ao Imperador.
Nem mesmo as investidas da Igreja Católica, inconformada com a expropriação do espaço podiam atingir a Academia. Ranço esse permanente, até os dias de hoje e evidenciado quando da morte de Julius Frank. Principiava ali o germe do que seria o Território Livre: se todo o imenso Brasil se curvava ao poderio da “Santa Sé”, o corpo e as idéias do grande Mestre ficaria mesmo nas Arcadas.
As idéias republicanas disseminadas entre os alunos e a ferrenha oposição de Líbero Badaró fizeram com que o Imperador mandasse calar aquela voz. Calou a voz, mas não as idéias: a partir de então, passou a Academia a receber alunos, cujas manifestações passariam a delinear o contorno ideológico deste território geográfico, constitucionalmente livre, incrustado na ainda incipiente São Paulo. Os nomes, todos aqueles que a gente proclama nos Pinduras, desnecessário aqui enumerá-los, muito embora o orgulho deles no incite a fazê-lo.
A história pessoal, as idéias e a atuação que cada aluno iria escrever ao longo de suas vidas, pontuaria o tracejado que forma o delineamento desse Território Livre, no seio das Arcadas. Porém, nunca se foi necessário recorrer ao “argumento de autoridade” de que os atos e idéias partiam dele, para que se fizessem ouvir, posto que ele continuava a ser inquestionavelmente livre.
Com o advento da República, a Academia de Direito continua a ser um território Federal. Portanto livre, dentro da esfera de ação poder Estadual. Há que se lembrar aqui, por ser um relato histórico que, até à gestão do presidente Washington Luís, a Presidência da República mantinha um telégrafo e um telefone ligados diretamente ao Centro Acadêmico “XI de Agosto”.
Foi apenas em 1932, quando da Revolução Constitucionalista que os alunos declararam oficialmente as Arcadas e o Largo como um Território Livre. Agora geográfico e ideológico. E foi aqui mesmo que, além de abrigar a iniciativa das idéias e liderança, esse nosso Pátio recebia a adesão de paulistanos, na guerra contra as manobras do então presidente, Getúlio Vargas. Era o Território Livre cumprindo a sua real função, não sendo de apenas alunos, mas compartilhando com eles os seus ideários. A Liderança sempre caracterizou as Arcadas e os seus alunos. Há no Pátio o Monumento em homenagem aos mortos na causa da defesa, tanto das Arcadas quanto de São Paulo. Porém, para atuar no Largo e nas Arcadas, apenas a força Militar Federal teria competência. Os interventores governantes em São Paulo não tinham competência para entrar , tornando amarradas as mãos da Presidência para combater os opositores.
A forte oposição àquele Presidente, tornado ditador, era congregada nas Arcadas. Ele então arquitetou o plano mais diabólico que se tem notícia na História do Brasil: manipulando os anseios naturais do povo de São Paulo, tentando também arrefecer os ânimos e a oposição ao seu governo, criou e presenteou o Estado com uma Universidade. Agraciando às Arcadas com o posto de primeiro Reitor daquela Universidade, a ser ocupado por um aluno, tornou a São Francisco uma unidade dela. Era o absurdo do “criador tornado criatura”.
Permanece e permanecerá para sempre o Território Livre ideológico, pois que não foi o território geográfico que tornou grande as Arcadas. Ela continua a abrigar a inigualável efervescência cultural dos alunos, permanecendo autônoma ideologicamente, recusando-se, como num retrocesso, a estagnar como simples “criatura”.
Essa, a História. Aos aficcionados em datas e nomes, reportem-se à historiografia. Aqui, apenas uma crônica.
XI*XI*XI*XI*XI*XI*XI*XI*XI*XI*XI*XI*XI*XI*XI*XI*XI*XI*XI*XI*XI*XI*XI*XI*XI
Posto isso, chegamos ao Presente.
Após um breve interregno de apatia e desencanto, as Arcadas despertam. A quase totalidade de alunos se insurge contra a idéia de que somos uma terra de ninguém. Quando um pequeno grupo de alunos, confundindo representatividade com propriedade, entrega a bandeira do Centro Acadêmico “XI de Agôsto” à revelia dos que os elegeram, permitindo a Invasão das Arcadas. Uma evidente traição, pois que devem nos representar e não agir como se fossem “donos” dela
Irresponsavelmente, ao invés de admitirem o grave crime cometido, ainda tentam sustentar uma tese anacrônica e falsa, com um mesmo discurso também anacrônico e falso. Para esse pequeno e traiçoeiro grupo, quaisquer que divirjam das idéias postas em seus corações e mentes, por meio de lavagem cerebral, somos todos tachados de reacionários, fascistas, racistas, autoritários, opressores, intolerantes, discriminadores e toda uma gama de adjetivos que decoraram e nem ao menos têm noção de sua exata valoração. Apelativamente, recorrem a frases feitas, distorcendo-as ao seu intento. Incrível como na São Francisco temos cinqüenta donos da Verdade absoluta, que são eles, e 2250 verdadeiros imbecis !
Com uma postura infantil, ingênua e burra, querem deter para si o monopólio de serem os únicos preocupados com todas as mazelas do Brasil. Para defender o que chamam Direito, cometem crimes, esquecendo-se que Liberdade e Democracia pressupõem deveres e não só direitos. E querem manter o antagonismo mentiroso e hipócrita que existe na sociedade em geral: a luta entre o Bem e o Mal, sendo eles, obviamente o Bem. Isso não cabe nas Arcadas. Nunca fomos e nunca seremos manipulados por interesses escusos, que se utilizam dos chamados “movimentos populares” para lograrem seus reais e sorrateiros interesses. Agitadores profissionais aportaram aqui, travestidos de “coitadinhos”. Um intento mentiroso jamais terá a adesão de alunos, como não teve. Por não sermos passíveis de subserviência, utilizaram-se e manipularam os membros da gestão do “XI”.
Disseram que não somos donos das Arcadas. Pelo menos nisso têm razão. Somos passageiros, posseiros pacíficos, a justo título, conquistado com o ingresso pelo vestibular e o Território Livre é o local designado para as nossas legítimas manifestações. Ou outras, às quais nos irmanarmos.
Quando optaram pelo omissão da verdade aos alunos, a pedido dos manipuladores dos movimentos sociais, mostraram muito bem de que lado estão: votaram por eles. Pois que fiquem com eles, então. Permitiram que as Arcadas fossem invadidas por líderes aproveitadores. Numa trágica mudança histórica, desta vez a força Estatal entrou aqui, não como antes, que nunca entrou efetivamente. Mas atendendo a louvável pedido do Diretor da Faculdade, no interesse dos alunos e em proteção a esse sacrossanto solo das Arcadas.
Esse antagonismo que quere criar não cabe aqui. É elementar que, em havendo antagonismo entre representante e representado, fica simples a questão: retira-se a representatividade por ela não ter sido por eles efetivada. Antes, traída.
Por essa razão, deve a Gestão do “XI de Agosto” fazer uma retratação pública, sendo esses membros tornados inelegíveis.
Quanto aos demais alunos, que fique o apelo para que, nas próximas eleições, não se deixem mais uma vez enganar por falas mansas e traiçoeiras, nem por aproveitadores de última hora, votos de amizade, propostas faraônicas e mentirosas e etc.
Tudo o que queremos é a São Francisco para os franciscanos. Só isso, nada mais. Mostre a sua cara e defenda essas Arcadas.
Luiz Gonzaga Arcadas, XXVIII de agosto, CLXXX
sábado, agosto 25, 2007
XI do Baile
(O "anônimo" é inconstitucional. Portanto, comentários assim serão desconsiderados)
Quando INVADIMOS ontem o Baile do XI ficamos CHOCADOS e confirmamos algumas coisas:
I - Se a Gestão tivesse o mínimo de bom-senso, retratar-se-ia diante dos alunos. Porém, é falta de bom-senso esperar bom-senso desse pessoal. Ai, ao invés de eles caírem na real, preferem manter aquele treinado sorriso de escárnio e fazer cara feia aos seus opositores. Que coisa feia !
I I - Na Invasão das Arcadas tinha pão-com-mortandela e um copo de Tang. No Baile tinha um pedaço de crepe e um naco de sorvete. Com a diferença que a invasão foi de graça para os invasores e nós pagamos 55. Isso é que é ter mentalidade capitalista !
I I I - Acho que o crepe estava no inconsciente coletivo da Gestão. Afinal, eles são pequeno-burgueses e, na Revolução Francesa, mandaram comer brioches os descontentes. O Marx mandou dar pão-com-mortandela. Daí deu pane nos poucos neurônios funcionantes da cumpanherada. Na dúvida, prevaleceu o que realmente são: pequenos burgueses, travestidos de benfeitores da humanidade.
I V - Eu sou um otimista. Estou aqui acreditando que o Fórum fez essa imensa cagada apenas pra aparecer na mídia. Com esse marketing extra, venderam todos os convites para o Baile do XI. Isso é que é ter mentalidade capitalista ! É isso: por mais que usem o kit-discurso marxista, lá no fundo aparece a verdadeira intenção da cumpanherada. São mesmo, capitalistas-da-gema !
V – Parece que a pequenina e feia comunista que fez o test-drive inaugural do Trepódromo da Salinha do Saju durante a Invasão não conseguiu estar presente no Baile do XI. Como eles têm um imenso e demonstrado espírito franciscano, ela certamente deveria estar em casa, cantando aquela nossa graciosa paródia: Pomada ! Pomada ! Pomada ! Vou, passar pomada eu vou...
V I – Eles cometem erros grosseiros em seus escritos, Canhestros, O Pátio, etc, e tal. Não colocam o nome da São Francisco n’O Pátio. Assim, erraram até o nome da Rua, no convite do Baile. Mas eu acredito que o erro foi ideológico. Para estar mentalmente afinados com os seus consentidos-invasores, escreveram: Rua Quat, que fica em Ferraz de Vasconcelos. Afinal, eles tinham que mostrar o convite pra cumpanherada. Vila Olímpia, nem pensar ! Bairro da classe pequeno-burguesa, exploradores, etc, etc, etc. (Vide kit-comunista completo: não dá pra reproduzir que é muito longo). Tão perto aliás de suas próprias casas, no Morumbi e cercanias.
V I I – O público do Baile era mais do que o dobro do que havia em 2006. Bom. Bom. Muito bom. Mas esse fato positivo não vai entrar nem como atenuante para a pena do grande crime de não-representatividade cometido contra os franciscanos. Faremos sim, uma Assembléia Geral sim. É, sim, o vocabulário deles é chato, sim, porque eles são comunas sim e falam sempre assim, sim.
V I I I – Como naquele interminável Lost, para eles nos somos “os outros”. Inimigos deles. Só que eles estão lá pra nos representar. Nós temos o direito de considerá-los como realmente são, “os outros”. Eles não. No Baile, todos confraternizavam indiscriminadamente, apesar de outras naturais divergências, pois que festa na Sanfran é pra isso mesmo. Enquanto isso, “os outros” permaneciam grudados, feito arroz mal-feito, confraternizando entre si, quase à porta de saída. Bom, eles estão mesmo à porta de saída. Da gestão.
I X – Fidel podia discursar durante horas a fio, pois os pobre cubanos eram e são obrigados a engolir. Não têm nada mais prá engolir. Mas com a gente, a coisa é diferente. Nosso nobre (não, não é pobre. É nobre mesmo), aristocrático e travestido de defensor-dos-frascos-e-compridos Presidente quis teimar em discursar. Já disse que é difícil cobrar bom-senso desse pessoal. E dá-lhe vaia. Que língua a nossa ! Sempre me perguntei se filologicamente, o verbete “vaia” não seria uma redução da expressão toda, qual “vaiàputaquetepariu”, “vaiàmerda” e outras variações. Em resumo, a vaia, com toda a pertinência. Ô burrice, viu !
X – Mais uma vez, digo que sou um incorrigível otimista. Até o dia 20 de agosto, a Sanfran mais parecia uma OniOnze da vida. Tudo morno, tudo apagado, tudo muito comunista pro meu gosto. Tanto que dava-me mais prazer estar no Túmulo do que no Pátio. Ai a (indi)gestão pensou: vamos fazer isso aqui voltar a ser a efervescência que é, a verdadeira Sanfran ! E arquitetaram essa imensa palhaçada. Agora sim, depois do choque, acordamos todos e estamos vivendo um clima de acordo com nossos tão criticados umbigos, desreprimiu-se de todo o imenso ego franciscano, coisa e tal. Essa, uma teoria. Que tal ? Você não acha que foi apenas e tão-somente uma cagada mesmo ? Tá bom. Concordo, sem otimismo.
X I – Por culpa da Gestão, franciscano agora recebe mensagens aos montes em sua caixa de mensagens. SPAMs em XI itens, toda hora: leia o blog ! leia o blog ! Os funcionários d’A LATRINA estão fazendo hora extra, não-remunerada. Uma total exploração ! Isso porque tanta merda não caberia em apenas uma edição. Mas espera-se que essa crise passe rapidamente. É só tirar essa Gestão do XI e pronto. Por isso, assine a Lista pedindo a Assembléia.
Luiz Gonzaga, com olhos de ressaca ---------- Arcadas, XXV de março, CLXXX
Quando INVADIMOS ontem o Baile do XI ficamos CHOCADOS e confirmamos algumas coisas:
I - Se a Gestão tivesse o mínimo de bom-senso, retratar-se-ia diante dos alunos. Porém, é falta de bom-senso esperar bom-senso desse pessoal. Ai, ao invés de eles caírem na real, preferem manter aquele treinado sorriso de escárnio e fazer cara feia aos seus opositores. Que coisa feia !
I I - Na Invasão das Arcadas tinha pão-com-mortandela e um copo de Tang. No Baile tinha um pedaço de crepe e um naco de sorvete. Com a diferença que a invasão foi de graça para os invasores e nós pagamos 55. Isso é que é ter mentalidade capitalista !
I I I - Acho que o crepe estava no inconsciente coletivo da Gestão. Afinal, eles são pequeno-burgueses e, na Revolução Francesa, mandaram comer brioches os descontentes. O Marx mandou dar pão-com-mortandela. Daí deu pane nos poucos neurônios funcionantes da cumpanherada. Na dúvida, prevaleceu o que realmente são: pequenos burgueses, travestidos de benfeitores da humanidade.
I V - Eu sou um otimista. Estou aqui acreditando que o Fórum fez essa imensa cagada apenas pra aparecer na mídia. Com esse marketing extra, venderam todos os convites para o Baile do XI. Isso é que é ter mentalidade capitalista ! É isso: por mais que usem o kit-discurso marxista, lá no fundo aparece a verdadeira intenção da cumpanherada. São mesmo, capitalistas-da-gema !
V – Parece que a pequenina e feia comunista que fez o test-drive inaugural do Trepódromo da Salinha do Saju durante a Invasão não conseguiu estar presente no Baile do XI. Como eles têm um imenso e demonstrado espírito franciscano, ela certamente deveria estar em casa, cantando aquela nossa graciosa paródia: Pomada ! Pomada ! Pomada ! Vou, passar pomada eu vou...
V I – Eles cometem erros grosseiros em seus escritos, Canhestros, O Pátio, etc, e tal. Não colocam o nome da São Francisco n’O Pátio. Assim, erraram até o nome da Rua, no convite do Baile. Mas eu acredito que o erro foi ideológico. Para estar mentalmente afinados com os seus consentidos-invasores, escreveram: Rua Quat, que fica em Ferraz de Vasconcelos. Afinal, eles tinham que mostrar o convite pra cumpanherada. Vila Olímpia, nem pensar ! Bairro da classe pequeno-burguesa, exploradores, etc, etc, etc. (Vide kit-comunista completo: não dá pra reproduzir que é muito longo). Tão perto aliás de suas próprias casas, no Morumbi e cercanias.
V I I – O público do Baile era mais do que o dobro do que havia em 2006. Bom. Bom. Muito bom. Mas esse fato positivo não vai entrar nem como atenuante para a pena do grande crime de não-representatividade cometido contra os franciscanos. Faremos sim, uma Assembléia Geral sim. É, sim, o vocabulário deles é chato, sim, porque eles são comunas sim e falam sempre assim, sim.
V I I I – Como naquele interminável Lost, para eles nos somos “os outros”. Inimigos deles. Só que eles estão lá pra nos representar. Nós temos o direito de considerá-los como realmente são, “os outros”. Eles não. No Baile, todos confraternizavam indiscriminadamente, apesar de outras naturais divergências, pois que festa na Sanfran é pra isso mesmo. Enquanto isso, “os outros” permaneciam grudados, feito arroz mal-feito, confraternizando entre si, quase à porta de saída. Bom, eles estão mesmo à porta de saída. Da gestão.
I X – Fidel podia discursar durante horas a fio, pois os pobre cubanos eram e são obrigados a engolir. Não têm nada mais prá engolir. Mas com a gente, a coisa é diferente. Nosso nobre (não, não é pobre. É nobre mesmo), aristocrático e travestido de defensor-dos-frascos-e-compridos Presidente quis teimar em discursar. Já disse que é difícil cobrar bom-senso desse pessoal. E dá-lhe vaia. Que língua a nossa ! Sempre me perguntei se filologicamente, o verbete “vaia” não seria uma redução da expressão toda, qual “vaiàputaquetepariu”, “vaiàmerda” e outras variações. Em resumo, a vaia, com toda a pertinência. Ô burrice, viu !
X – Mais uma vez, digo que sou um incorrigível otimista. Até o dia 20 de agosto, a Sanfran mais parecia uma OniOnze da vida. Tudo morno, tudo apagado, tudo muito comunista pro meu gosto. Tanto que dava-me mais prazer estar no Túmulo do que no Pátio. Ai a (indi)gestão pensou: vamos fazer isso aqui voltar a ser a efervescência que é, a verdadeira Sanfran ! E arquitetaram essa imensa palhaçada. Agora sim, depois do choque, acordamos todos e estamos vivendo um clima de acordo com nossos tão criticados umbigos, desreprimiu-se de todo o imenso ego franciscano, coisa e tal. Essa, uma teoria. Que tal ? Você não acha que foi apenas e tão-somente uma cagada mesmo ? Tá bom. Concordo, sem otimismo.
X I – Por culpa da Gestão, franciscano agora recebe mensagens aos montes em sua caixa de mensagens. SPAMs em XI itens, toda hora: leia o blog ! leia o blog ! Os funcionários d’A LATRINA estão fazendo hora extra, não-remunerada. Uma total exploração ! Isso porque tanta merda não caberia em apenas uma edição. Mas espera-se que essa crise passe rapidamente. É só tirar essa Gestão do XI e pronto. Por isso, assine a Lista pedindo a Assembléia.
Luiz Gonzaga, com olhos de ressaca ---------- Arcadas, XXV de março, CLXXX
sexta-feira, agosto 24, 2007
Informe Extraordinário
O Forum da Esquerda, muito embora não costume divulgar aos alunos os assuntos de seus interesses, EXCEPCIONALMENTE informa:
I - Não é mais necessário PAGAR pelo convite para o Baile do XI.
Basta chegar lá e INVADIR. Eles apóiam.
I I - No Baile do XI, será servido também o "pão-com-mortandela" que sobrou. Reciclagem, para um mundo franciscano sustentável.
I I I - A (indi)gestão do Forum declara: não consideramos a Sanfran como a nossa Casa, porque nossa casa, uma cobertura triplex no Morumbi e muito melhor. Dá inclusive prá refletir melhor sobre a pobre vida dos pobres e oprimidos. Com a vantagem de que não vai ser invadida: temos segurança particular.
I V - O Forum da Esquerda revela, finalmente, A VERDADEIRA FUNÇÃO da Salinha do SAJU:
transformou-se no TREPÓDROMO oficial daquela Liga de Justiça, a favor dos frascos e comprimidos.
Na invasão, enquanto a Gaviões da Fiel liderava os Movimentos Sociais , os movimentos sexuais corriam solto naquela salinha. A liberdade de ir e vir também.
Como é mesmo o nome daquela comunistazinha clone da Maga Patalógica ? Pois então... ahuahauahauahauahau. Ela finalmente conseguiu ! Viva ! E saiu de lá totalmente transparente, como os atos da Gestão !
Se eles informassem sempre aos alunos, diriam a verdade, para que queriam a salinha. Teriam adesão total dos franciscanos !
Isso sim é que é ISONOMIA ! Igualdade para todos. Tínhamos o Porão, a salinha do RD, da Academia de Letraz, os banheiros do Prédio Anexo, as cortinas da Sala dos Estudantes. Agora, o trepódromo do Saju.
Nem tudo é feio nessa vida comunista. Que bonito isso !
Por isso é que o franciscano diz: estamos fudidos com essa gestão !
V - O Forum da Esquerda resolveu definitivamente a questão de vagas para a Sanfran: como eles acham uma GRANDE MERDA a gente ter direito adquirido, porque conquistamos uma vaga nas Arcadas por mérito legítimo no vestibular, eles DELIBERARAM então:
vão DOAR as suas vagas, por meio de sorteio.
Isso será ótimo, porque resolveremos DOIS problemas: o das cotas e nos livrarmos deles também. eeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeebaaaaaaaaaaaa!!!!
V I - Depois da Invasão, os calouros acordaram e estão em estado de CHOQUE. A debandada é geral ! E olha que esse negócio de ser EX-comunista era coisa que só acontecia a partir do segundo ano. Agora, vemos uma multidão de calouros pulando fora dessa barca furada.
Isso sim é bonito !
Acorda, calouro !!!!!
Valha-me meu São Francisco. Atendeu às minhas preces !
V I I I - Fórum declara: Nós fazemos istória ! Foi às custas de gestões como as nossas que formou-se o ANIMUS JOCANDI. Palhaçada por palhaçada, é melhor escrever A LATRINA do que propor algo que seja sério. Com isso, não é pra menos que o Zé Simão seja franciscano. Rárárárárá. E tem o Lalau e sua TROPA que também aprovava INVADIR o erário.
I X – Na Pauta dos 18 pontos, o Fórum propõe mais um: que as franciscanas deixem de se depilar. É tudo pêlo social.
X – – Nosso dupla de líderes se queixa: isso de os franciscanos se rebelarem, foi um golpe baixo: acertaram a minha testa e quase quebraram o meus enfeites. Já isso pegou outros companheiros por trás. Mas ai eles gostaram.
X I - Quando a gente tiver mais coisas pra informar aos alunos, se os nossos patrões da une, mst, gaviões, etc, permitirem, a gente informa. Deus é fiel. A Gaviões é Fiel. A gente também somos FIDEL.
é isso ai, cumpanherada !
Luiz Gonzaga
Agora, membro do movimento VIXI !– Vamu invadi u XI
Que, como testemunha ocular, vê até o que nem precisava.
E que, se é prá baixar o nível, não faz a mínima cerimônia !
E se diverte.
I - Não é mais necessário PAGAR pelo convite para o Baile do XI.
Basta chegar lá e INVADIR. Eles apóiam.
I I - No Baile do XI, será servido também o "pão-com-mortandela" que sobrou. Reciclagem, para um mundo franciscano sustentável.
I I I - A (indi)gestão do Forum declara: não consideramos a Sanfran como a nossa Casa, porque nossa casa, uma cobertura triplex no Morumbi e muito melhor. Dá inclusive prá refletir melhor sobre a pobre vida dos pobres e oprimidos. Com a vantagem de que não vai ser invadida: temos segurança particular.
I V - O Forum da Esquerda revela, finalmente, A VERDADEIRA FUNÇÃO da Salinha do SAJU:
transformou-se no TREPÓDROMO oficial daquela Liga de Justiça, a favor dos frascos e comprimidos.
Na invasão, enquanto a Gaviões da Fiel liderava os Movimentos Sociais , os movimentos sexuais corriam solto naquela salinha. A liberdade de ir e vir também.
Como é mesmo o nome daquela comunistazinha clone da Maga Patalógica ? Pois então... ahuahauahauahauahau. Ela finalmente conseguiu ! Viva ! E saiu de lá totalmente transparente, como os atos da Gestão !
Se eles informassem sempre aos alunos, diriam a verdade, para que queriam a salinha. Teriam adesão total dos franciscanos !
Isso sim é que é ISONOMIA ! Igualdade para todos. Tínhamos o Porão, a salinha do RD, da Academia de Letraz, os banheiros do Prédio Anexo, as cortinas da Sala dos Estudantes. Agora, o trepódromo do Saju.
Nem tudo é feio nessa vida comunista. Que bonito isso !
Por isso é que o franciscano diz: estamos fudidos com essa gestão !
V - O Forum da Esquerda resolveu definitivamente a questão de vagas para a Sanfran: como eles acham uma GRANDE MERDA a gente ter direito adquirido, porque conquistamos uma vaga nas Arcadas por mérito legítimo no vestibular, eles DELIBERARAM então:
vão DOAR as suas vagas, por meio de sorteio.
Isso será ótimo, porque resolveremos DOIS problemas: o das cotas e nos livrarmos deles também. eeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeebaaaaaaaaaaaa!!!!
V I - Depois da Invasão, os calouros acordaram e estão em estado de CHOQUE. A debandada é geral ! E olha que esse negócio de ser EX-comunista era coisa que só acontecia a partir do segundo ano. Agora, vemos uma multidão de calouros pulando fora dessa barca furada.
Isso sim é bonito !
Acorda, calouro !!!!!
Valha-me meu São Francisco. Atendeu às minhas preces !
V I I I - Fórum declara: Nós fazemos istória ! Foi às custas de gestões como as nossas que formou-se o ANIMUS JOCANDI. Palhaçada por palhaçada, é melhor escrever A LATRINA do que propor algo que seja sério. Com isso, não é pra menos que o Zé Simão seja franciscano. Rárárárárá. E tem o Lalau e sua TROPA que também aprovava INVADIR o erário.
I X – Na Pauta dos 18 pontos, o Fórum propõe mais um: que as franciscanas deixem de se depilar. É tudo pêlo social.
X – – Nosso dupla de líderes se queixa: isso de os franciscanos se rebelarem, foi um golpe baixo: acertaram a minha testa e quase quebraram o meus enfeites. Já isso pegou outros companheiros por trás. Mas ai eles gostaram.
X I - Quando a gente tiver mais coisas pra informar aos alunos, se os nossos patrões da une, mst, gaviões, etc, permitirem, a gente informa. Deus é fiel. A Gaviões é Fiel. A gente também somos FIDEL.
é isso ai, cumpanherada !
Luiz Gonzaga
Agora, membro do movimento VIXI !– Vamu invadi u XI
Que, como testemunha ocular, vê até o que nem precisava.
E que, se é prá baixar o nível, não faz a mínima cerimônia !
E se diverte.
quarta-feira, agosto 22, 2007
(que seja o último) Fora da Esquerda !
“A invasão está muito bonita e foi um sucesso total. Né, companherada ?”
(palavras do Sapeca, digníssimo Presidente do CA)
O Diretor Rodas estava cumprindo o seu dever, quando pensava em preservar tanto as Arcadas em si, quanto o patrimônio. A Polícia Militar estava cumprindo o seu dever quando, atendendo ordens, desocupou a Faculdades dos invasores. Apenas o Fórum da Esquerda não sabe o que é cumprir o seu dever: avisar antecipadamente os alunos de tal invasão.
Para aqueles que ainda teimam em não reconhecer: esse pessoal que se auto-denomina de esquerda (muito embora desfilem de Audi e passem férias em Cancun) não têm o espírito franciscano. Quando deviam dar satisfação aos alunos, deram-na para os apaniguados da Gaviões da Fiel, liderança entre os invasores, nessa grande “luta pela educação”, a qual têm toda a pertinência: afinal é uma Escola... de samba. Ao não avisar os alunos, “para não atrapalhar a invasão” mostraram bem de que lado estão jogando. Conforme queríamos demonstrar, seus corações e mentes estão voltados para tudo o que não seja Sanfran. Pensar nas Arcadas é ser umbiguista, dizem eles.
Os alunos que os elegeram, elegeram-nos para serem seus representantes. Não para ser representante de nada mais. Eles sim é que estão enganados. Quem foi que disse, alguma vez na História, que o Centro Acadêmico “XI de Agosto” tem que ser o arauto de alguma coisa ? Se for prá defender alguma “causa” que seja de interesse nacional, com a concordância dos alunos, então deve sim o XI se manifestar. Mas só assim. Fora isso, o “XI” deve cuidar das Arcadas e dos alunos. Ter o espírito franciscano” não é algo sobrenatural É, apenas e tão-somente, priorizar essas Arcadas e seus alunos. Dar-lhes satisfação e solicitar autorização para quaisquer atos externos é o mínimo que uma gestão decente deve fazer aos que os elegeram.
Após essas palavras, vamos aos fatos realmente ocorridos e presenciados, até 1:15h:
- Por volta das 18h, os invasores estrategicamente ocuparam inicialmente a Passarela, impedindo o livre trânsito de quaisquer que não eles próprios: professores, alunos, ou funcionários, etc. Isso é crime contra o direito de ir e vir.
- Ocuparam a entrada principal do Largo e também a da Rua Riachuelo, com o mesmo proceder. Isso também é o mesmo crime.
- Por meio de “coação moral irresistível” obrigaram alunos a saírem das salas de aulas. Isso é crime.
- Eles se auto-imputaram o direito de exigir identificação de alunos para entrar na faculdade. Isso é crime de falsidade ideológica, pois não têm essa competência.
- É mentira que um funcionário pediu identificação de um aluno, pelo fato de o mesmo ser negro. Por um simples fato: eles “permitiam” que apenas os seus ficassem nas citadas entradas. Não havia funcionários nas entradas, como nunca houve. Pelos menos nos últimos 180 anos. Aliás, mencionemos o nome: Vinícius Mota de Jesus. O mesmo que, ano passado, chutava a cabeça de franciscano caído no chão. Ano passado era apenas mais um comunista covarde. Hoje, além de covarde é deslavadamente mentiroso.
- Eles tentaram (e não conseguiram) expulsar alunos da Sala dos Estudantes. Isso é uma estupidez !
- Alunos que apóiam manifestantes, manifestantes o são. E eles eram um pequeno grupo, constituído da própria Gestão e de alguns seguidores. Eles, junto com os agitadores profissionais sobejamente nossos conhecidos, de todas as manifestações, líderes dos “movimentos em nome dos populares” estavam comemorando no Porão, no Chopp do XI, para a alegria do Alemão, que lhes fornecia incontáveis garrafas de cerveja. No ar, não tinha só alegria. Mas também um cheiro bastante característico empesteando o ar. Arriscaria até a dizer que era maconha, sei lá ! É muito importante frisar que foi esse o cenário que a Polícia encontrou no “cândido e ingênuo” Centro Acadêmico. Não poderiam mesmo entrar distribuindo rosas...
- Quando da chegada da Polícia, alunos foram abordados e inquiridos. Ao se identificarem como alunos e não fazendo parte dos invasores, foram orientados, sem qualquer violência, a se retirar. A Faculdade seria esvaziada, como deveria estar, desde às 23:45h como normalmente acontece. Voltando ao afirmado acima, a Polícia, no cumprimento hierárquico do dever deveria retirar os manifestantes. E, também como referido, aluno-manifestante manifestante é. Impedir a ação policial é crime.
Alunos que chegaram pela manhã, informados, ou não do ocorrido, mostraram-se indignados pela ocupação, pela desocupação e, muito mais: indignados por terem sido enganados pela Gestão. Parece que é mesmo um mal dessa nefasta esquerda que assola o Brasil. Afinal, eles sabiam ou não sabiam da tal invasão ? Ora diziam que sim, ora diziam que não. Diante da estupefação dos alunos e da sua insatisfação, o Fórum da Esquerda propôs uma Assembléia na Sala dos Estudantes. E o que aconteceu ali foi patético.
O que era pra ser uma assembléia de alunos mais parecia uma reunião do Fórum da Esquerda. Que antes se realizava no Hall dos Elevadores e hoje, infelizmente, ocorre na Sala dos Estudantes. Foi um desfilar de “companheiros” se revezando indefinidamente, no mais das vezes aplaudidos de pé, pela imparcial audiência. Com os “n” companheiros, a fala de sempre. Bingo ! Sim, sim, você acertou. Tudo aquilo, de sempre. Recuso-me a repetir. Cansei.
Por culpa da Gestão tivemos realmente que suportar uma intervenção policial em local que nem mesmo o Exército jamais entrou. Mas, aqui, mais uma vez, entram eles, pra distorcer os fatos de como eles realmente o são. A ação policial de desocupação não foi contra os estudantes da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco. Não há que se apelar para os velhos chavões de repressão à liberdade de pensamento e de expressão do tempo do governo militar. Aqueles eventos eram realizados por alunos. A intervenção policial era então, contra os alunos. As quais, obviamente, somos todos contra. Mas agora a situação é outra. Mais uma vez, o Fórum da Esquerda quer distorcer os fatos e, utilizando-se daquelas frases de efeito, isentarem-se da responsabilidade de terem mentido aos 2300 (menos eles) alunos das Arcadas. A ação policial ocorreu para tirar da Faculdade quem não deveria estar lá. Infelizmente, essa a realidade.
Repetindo o que foi dito na pseudo-assembléia: o que vimos foi uma gente muito feia, feia e ameaçadora, tentando nos coagir a sair das aulas, sair da Sala dos Estudantes, sair das Arcadas. Por óbvio, não conseguiram. Se a visão era feia, o que ouvimos também era feio: “a-há, u-hu, a São Francisco é nossa !” . Não, a São Francisco não é deles,. É nossa, dos seus alunos. Ou pelo menos deveria ser, não fosse a funesta omissão do Fórum da Esquerda. E aqui não têm nada de racismo ou discriminação, como quiseram fazer parecer, distorcendo as coisas, mais uma vez. Tenho eu o sagrado direito de achar pessoas e atos feios ou bonitos. Achei-os feios !
Foi isso que aconteceu. Ipsis litteris.
A São Francisco para os franciscanos é o que sempre defendi. Se alguns ainda achavam que a paráfrase da Doutrina Monroe era apenas animus jocandi, está provado agora que não. Devidamente comprovado pelos lamentáveis fatos. Sente-se agora, nos olhos do franciscano a sua indignação e anseio: queremos a Sanfran de novo pra nós !
Para tanto, colheremos tantas assinaturas quanto necessário para que seja feita uma Assembléia Geral de alunos, cuja pauta é a destituição do Fórum da Esquerda da Gestão do “XI de Agosto” e sua conseqüente inegibilidade, fundamentado na sua não-representatividade da vontade geral dos alunos. Assine.
Luiz Gonzaga, testemunha ocular dos fatos Arcadas, XXI de agosto, CLXXX
(palavras do Sapeca, digníssimo Presidente do CA)
O Diretor Rodas estava cumprindo o seu dever, quando pensava em preservar tanto as Arcadas em si, quanto o patrimônio. A Polícia Militar estava cumprindo o seu dever quando, atendendo ordens, desocupou a Faculdades dos invasores. Apenas o Fórum da Esquerda não sabe o que é cumprir o seu dever: avisar antecipadamente os alunos de tal invasão.
Para aqueles que ainda teimam em não reconhecer: esse pessoal que se auto-denomina de esquerda (muito embora desfilem de Audi e passem férias em Cancun) não têm o espírito franciscano. Quando deviam dar satisfação aos alunos, deram-na para os apaniguados da Gaviões da Fiel, liderança entre os invasores, nessa grande “luta pela educação”, a qual têm toda a pertinência: afinal é uma Escola... de samba. Ao não avisar os alunos, “para não atrapalhar a invasão” mostraram bem de que lado estão jogando. Conforme queríamos demonstrar, seus corações e mentes estão voltados para tudo o que não seja Sanfran. Pensar nas Arcadas é ser umbiguista, dizem eles.
Os alunos que os elegeram, elegeram-nos para serem seus representantes. Não para ser representante de nada mais. Eles sim é que estão enganados. Quem foi que disse, alguma vez na História, que o Centro Acadêmico “XI de Agosto” tem que ser o arauto de alguma coisa ? Se for prá defender alguma “causa” que seja de interesse nacional, com a concordância dos alunos, então deve sim o XI se manifestar. Mas só assim. Fora isso, o “XI” deve cuidar das Arcadas e dos alunos. Ter o espírito franciscano” não é algo sobrenatural É, apenas e tão-somente, priorizar essas Arcadas e seus alunos. Dar-lhes satisfação e solicitar autorização para quaisquer atos externos é o mínimo que uma gestão decente deve fazer aos que os elegeram.
Após essas palavras, vamos aos fatos realmente ocorridos e presenciados, até 1:15h:
- Por volta das 18h, os invasores estrategicamente ocuparam inicialmente a Passarela, impedindo o livre trânsito de quaisquer que não eles próprios: professores, alunos, ou funcionários, etc. Isso é crime contra o direito de ir e vir.
- Ocuparam a entrada principal do Largo e também a da Rua Riachuelo, com o mesmo proceder. Isso também é o mesmo crime.
- Por meio de “coação moral irresistível” obrigaram alunos a saírem das salas de aulas. Isso é crime.
- Eles se auto-imputaram o direito de exigir identificação de alunos para entrar na faculdade. Isso é crime de falsidade ideológica, pois não têm essa competência.
- É mentira que um funcionário pediu identificação de um aluno, pelo fato de o mesmo ser negro. Por um simples fato: eles “permitiam” que apenas os seus ficassem nas citadas entradas. Não havia funcionários nas entradas, como nunca houve. Pelos menos nos últimos 180 anos. Aliás, mencionemos o nome: Vinícius Mota de Jesus. O mesmo que, ano passado, chutava a cabeça de franciscano caído no chão. Ano passado era apenas mais um comunista covarde. Hoje, além de covarde é deslavadamente mentiroso.
- Eles tentaram (e não conseguiram) expulsar alunos da Sala dos Estudantes. Isso é uma estupidez !
- Alunos que apóiam manifestantes, manifestantes o são. E eles eram um pequeno grupo, constituído da própria Gestão e de alguns seguidores. Eles, junto com os agitadores profissionais sobejamente nossos conhecidos, de todas as manifestações, líderes dos “movimentos em nome dos populares” estavam comemorando no Porão, no Chopp do XI, para a alegria do Alemão, que lhes fornecia incontáveis garrafas de cerveja. No ar, não tinha só alegria. Mas também um cheiro bastante característico empesteando o ar. Arriscaria até a dizer que era maconha, sei lá ! É muito importante frisar que foi esse o cenário que a Polícia encontrou no “cândido e ingênuo” Centro Acadêmico. Não poderiam mesmo entrar distribuindo rosas...
- Quando da chegada da Polícia, alunos foram abordados e inquiridos. Ao se identificarem como alunos e não fazendo parte dos invasores, foram orientados, sem qualquer violência, a se retirar. A Faculdade seria esvaziada, como deveria estar, desde às 23:45h como normalmente acontece. Voltando ao afirmado acima, a Polícia, no cumprimento hierárquico do dever deveria retirar os manifestantes. E, também como referido, aluno-manifestante manifestante é. Impedir a ação policial é crime.
Alunos que chegaram pela manhã, informados, ou não do ocorrido, mostraram-se indignados pela ocupação, pela desocupação e, muito mais: indignados por terem sido enganados pela Gestão. Parece que é mesmo um mal dessa nefasta esquerda que assola o Brasil. Afinal, eles sabiam ou não sabiam da tal invasão ? Ora diziam que sim, ora diziam que não. Diante da estupefação dos alunos e da sua insatisfação, o Fórum da Esquerda propôs uma Assembléia na Sala dos Estudantes. E o que aconteceu ali foi patético.
O que era pra ser uma assembléia de alunos mais parecia uma reunião do Fórum da Esquerda. Que antes se realizava no Hall dos Elevadores e hoje, infelizmente, ocorre na Sala dos Estudantes. Foi um desfilar de “companheiros” se revezando indefinidamente, no mais das vezes aplaudidos de pé, pela imparcial audiência. Com os “n” companheiros, a fala de sempre. Bingo ! Sim, sim, você acertou. Tudo aquilo, de sempre. Recuso-me a repetir. Cansei.
Por culpa da Gestão tivemos realmente que suportar uma intervenção policial em local que nem mesmo o Exército jamais entrou. Mas, aqui, mais uma vez, entram eles, pra distorcer os fatos de como eles realmente o são. A ação policial de desocupação não foi contra os estudantes da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco. Não há que se apelar para os velhos chavões de repressão à liberdade de pensamento e de expressão do tempo do governo militar. Aqueles eventos eram realizados por alunos. A intervenção policial era então, contra os alunos. As quais, obviamente, somos todos contra. Mas agora a situação é outra. Mais uma vez, o Fórum da Esquerda quer distorcer os fatos e, utilizando-se daquelas frases de efeito, isentarem-se da responsabilidade de terem mentido aos 2300 (menos eles) alunos das Arcadas. A ação policial ocorreu para tirar da Faculdade quem não deveria estar lá. Infelizmente, essa a realidade.
Repetindo o que foi dito na pseudo-assembléia: o que vimos foi uma gente muito feia, feia e ameaçadora, tentando nos coagir a sair das aulas, sair da Sala dos Estudantes, sair das Arcadas. Por óbvio, não conseguiram. Se a visão era feia, o que ouvimos também era feio: “a-há, u-hu, a São Francisco é nossa !” . Não, a São Francisco não é deles,. É nossa, dos seus alunos. Ou pelo menos deveria ser, não fosse a funesta omissão do Fórum da Esquerda. E aqui não têm nada de racismo ou discriminação, como quiseram fazer parecer, distorcendo as coisas, mais uma vez. Tenho eu o sagrado direito de achar pessoas e atos feios ou bonitos. Achei-os feios !
Foi isso que aconteceu. Ipsis litteris.
A São Francisco para os franciscanos é o que sempre defendi. Se alguns ainda achavam que a paráfrase da Doutrina Monroe era apenas animus jocandi, está provado agora que não. Devidamente comprovado pelos lamentáveis fatos. Sente-se agora, nos olhos do franciscano a sua indignação e anseio: queremos a Sanfran de novo pra nós !
Para tanto, colheremos tantas assinaturas quanto necessário para que seja feita uma Assembléia Geral de alunos, cuja pauta é a destituição do Fórum da Esquerda da Gestão do “XI de Agosto” e sua conseqüente inegibilidade, fundamentado na sua não-representatividade da vontade geral dos alunos. Assine.
Luiz Gonzaga, testemunha ocular dos fatos Arcadas, XXI de agosto, CLXXX
sexta-feira, agosto 03, 2007
O PINDURA - prá quem quer dar e não sabe como
Resolveram fazer uma Palestra intitulada “Tradições Franciscanas”, na Sala dos Estudantes. Muito bom, isso ! É preciso ensinar os calouros. O Prof. Otávio, como bom Peruólogo, discorreu sobre a Peruada (oba !). O Professor Modesto filosofou sobre a Antropologia e outros quetais, sobre as nossas mais queridas e saudáveis tradições.
E então, como não poderia deixar de ser, uma excelente aula de falsidade ideológica: alguém que não é franciscano, e muito menos professor, como sugeriu ser, dissertando alegremente sobre o Pindura. Pode ter sido engraçado, mas verdade não é. Restaria também pensar se tal show, embora fundamentado em irrealidades e falsidades, não teria o fim de conseguir o resgate de alguns votos para as eleições de outubro. Em assim sendo, não teriam o meu, dada a má-fé da proposta.
Por isso resolvemos colaborar.
Como dito, é preciso orientar os calouros, não mentir pra eles. Pode não ser tão engraçado, mas é tudo verdade
Esse roteiro tem o fim de orientar, se for necessário, os calouros, nessa nossa árdua tarefa de manter viva a tradição do Pindura. Comemoração exclusiva de alunos da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco.
E então, como não poderia deixar de ser, uma excelente aula de falsidade ideológica: alguém que não é franciscano, e muito menos professor, como sugeriu ser, dissertando alegremente sobre o Pindura. Pode ter sido engraçado, mas verdade não é. Restaria também pensar se tal show, embora fundamentado em irrealidades e falsidades, não teria o fim de conseguir o resgate de alguns votos para as eleições de outubro. Em assim sendo, não teriam o meu, dada a má-fé da proposta.
Por isso resolvemos colaborar.
Como dito, é preciso orientar os calouros, não mentir pra eles. Pode não ser tão engraçado, mas é tudo verdade
Esse roteiro tem o fim de orientar, se for necessário, os calouros, nessa nossa árdua tarefa de manter viva a tradição do Pindura. Comemoração exclusiva de alunos da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco.
Afinal, aniversário das Arcadas! Temos que atender aos diversos convites recebidos dos Restaurantes, para essa comemoração.
Pindura
o ascendere para que o calouro seja elevado à condição de franciscano.
I. O infeliz do calouro, pra dizer que é da Sanfran tem que ter dado ao menos um Pindura.
Pindura
o ascendere para que o calouro seja elevado à condição de franciscano.
I. O infeliz do calouro, pra dizer que é da Sanfran tem que ter dado ao menos um Pindura.
II. Pegue vários ofícios, se na salinha abandonada tiver alguém. Corrija a trova que diz “...cobrar o XI”. Não é cobrar “o”, mas “do”. É que a periferia jurídica também se arrisca em alguns penduras por ai. Como não podem dizer “do XI”, porque não são alunos, cantam “no XI”. Coisas da vida! Eu mesmo, em minhas andanças por diversas delegacias, já orientei a incautos delegados que mandassem prender pucanos, orelhas, fmuhhhs da vida que, fraudulentamente, queria se locupletar, comemorando um aniversário que não é deles. Sugiro façam o mesmo !
III. Escolha um bom restaurante. Nada de miséria. Esfiha, sanduíche, não é Pindura, é pobreza de espírito. Junte grupos com meninas e meninos, na máximo meia dúzia. Para um restaurante grande, pode juntar um, dois ou mais grupos. Adicione um veterano, para não sair merda. Ele conhece o script.
IV. Entre no maior estilo. Se perguntarem se é Pindura, jure por todos os deuses que não é. Uma boa pergunta nessas horas é: que é esse negócio de Pindura?
V. Sente-se tranquilamente. Nada de ficar cochichando, olhando pros lados, ficar assustado. Aja naturalmetente.
VI. Peça pratos sem olhar os preços (já que você não vai pagar), mas não seja morto de fome. Peça apenas aquilo que deseja realmente comer. Sem exageros. Peça sempre um ótimo prato. Se for bebida, nada de cerveja. É coisa de miserável. Desculpe: de pessoas hipo-suficientes economicamente, pra ser politicamente correto.
VII. Aja como se você comesse em restaurantes de bom nível todos os dias. A gente sabe que você dá perdidos até no Bandejão, mas esqueça. Uma vez na vida, aja como se você tivesse classe.
VIII. Nem por um segundo pense Direito, não fale de Direito, de vestibulares, de pucanos. Nada. Nada. Fale de futebol, do Iraque, do cacete a quatro, mas nada de Direito.
IX. Se bebeu bebidas alcoólicas, como vinhos de ótima qualidade, saiba que você vai pagar isso. E também os dez por cento dos garçons. Esses dois itens são sagrados. Peça a conta. Separe o dinheiro da bebida e dos 10%. Mas não seja maloqueiro. Nada de se debruçarem todos sobre a conta, ficar fazendo contas e etc. Isso é coisa de pobre. Você está comemorando ser a elite, não se esqueça disso ! Calculadora, nem pensar. Coloque o dinheiro na caderneta da conta, incluindo o Ofício. Chame o garçon.
X. Cantem todos: "garçon tira a conta da mesa e ponha um sorriso no rosto . Seria muita avareza cobrar do 'XI de Agosto'". Em tempo: a trova deve ter os versos repetidos, não esqueça. O orador deve se levantar e dirigindo-se ao público, agradecer o honroso convite feito pelo Restaurante, para que pudéssemos comemorar em alto estilo o aniversário das Arcadas. Afinal, não é todo dia que se comemora ter 180 anos ! Ressalte também a hospitalidade e as grandes qualidades e fama daquele restaurante. Agradecer pela oportunidade de comemorar o aniversário das Arcadas naquele ótimo restaurante. Todos aplaudem. Em seguida, se não aceitaram a Festa, exija que todos devem ir para a Delegacia. Continue cantando outras trovas. Não repetir as trovas. Não dê, outra vez, uma de maloqueiro: nada de “Ô, leleô, leleô...”, nada disso. O Aniversário é das Arcadas. Cantemos as trovas !
XI. Não pode arreglar de jeito nenhum. Eles vão querer ameaçar, dizer que é crime, que não vai poder prestar concursos e outras besteiras. Tudo baboseira. Na delegacia diga que tem o dinheiro para pagar, mas que é uma comemoração e que isso não tem preço. Por isso não vai pagar. Não faça acertos. Você não está pedindo desconto, está comemorando. Vai pagar a bebida e os 10% e só. Nada de acordos, de pagar parte, etc. Isso não é Pindura, é esmola. Agora, algo muito importante: comporte-se na Delegacia como se estivesse em uma delegacia. Lá não é lugar prá brincadeirinhas e palhaçada. Porque você, agindo assim, terá que permanecer outras boas horas lá. Seja sério com o Pindura: faça certo !
Pronto. Depois de algumas horas de delegacia, você estará pronto pra voltar para o Porão e contar o fato e todas as vantagens que quiser acrescentar. E reunir um outro grupo, para um novo Pindura. Mude apenas o bairro, para não cair na mesma delegacia e ouvir aquela frase conhecida : você, de novo ?
Ah, importante: guarde o Boletim de Ocorrências, para anexar ao seu Histórico Escolar Franciscano.
Algum folclore sobre o Pindura:
I - Não é Pendura. É Pindura.
I I - Começou em cerca de 1850, quando donos de Pensões, Pousadas e restaurantes ofereciam um almoço especial aos franciscanos, no dia XI de agosto. A finalidade era descolar um bom partido prá suas filhas que serviriam, no caso, de prato principal.
I I I - Depois, como não tinha tanta donzela disponível para a sobremesa, ficaram apenas com o prato principal e passaram a Pindurar a conta. E esquecê-la.
I V - Depois, com o advento de mais 800 pseudo-faculdades, a coisa agora virou putaria e o Pindura é dado como se fosse no Dia do Advogado, 11 de agosto.Não é ! Oriente os delegados para que prendam aqueles orelhas. Isso é falsidade ideológica: querem comemorar o nosso aniversário, XI de agosto.
V - Boletim de Ocorrência não impede de prestar concurso. Você pode ter um BO por "n" motivos: assédio sexual no escritório, por estupro, numa batida de carro, por vomitar pela janela do XIº andar, chegando da Peruada e etc. Ou seja, não é o Pindura que poderia atrasar a sua vida, mas outras merdas que você vai certamente fazer pela vida afora.
V I - Não use a desculpa acima para arreglar na Delegacia. Se você é um cagão, assuma: não faça Pindura. Junte-se a outros franciscanos que gozam o tesão alheio, afirmando ter estado em Pinduras que não fizeram. Se você quer contar prá todo o mundo que quer ser juiz, não precisa usar essa desculpa, conta logo !
V I I - Tire uma cópia de BO e junte-o ao seu Histórico Escolar. Vai aumentar a sua média-com-pão-com-manteiga-ponderada.
V I I I - O maior Pindura foi dado em julho de 1906, quando os franciscanos apresentaram o Santos Dumont em Taubaté e foi feito um grande banquete para toda a cidade. Santos Dumont estava em Paris e mandou carta ao XI, comunicando que tinha feito o vôo no 14, 14. Alguns franciscanos aproveitaram que não tinha televisão, google, internet e fizeram-se passar pela comitiva do nosso Ícaro tupiniquim. Depois, o prefeito ficou um pouco "chateado" com a Sanfran. Mas, dado que o Presidente da República era um franciscano, resolveu deixar prá lá.
I X - O segundo maior Pindura foi o casamento feito no Maksoud, na década de 1980. Absolutamente genial !
X - O maior Pindura do século XXI foi em 2004. XXI franciscanos, no Bolinha, que alegou que também era adevogado, mas que não vinha ao caso onde tinha se formado. Esse Pindura foi divulgado em rede nacional pela Record. Um luxo, digno de franciscanos !
X I - Coloque aqui o novo recorde, no ano de 2007:
***********
Agora, chega de tanta falação. Vá fazer o Pindura !
(excerto do Livro As Arcadas: segredos, magia e estórias)
sexta-feira, julho 20, 2007
Muito embora, Amigos
Assim como tantas outras coisas
A Amizade é algo que só ocorre entre seres humanos
Muito embora haja muito cachorro por ai, cheio de amigos
Amigo não tem sexo mesmo sem serem anjos
Muito embora algumas situações inusitadas eventualmente aconteçam
Para o nosso conforto e deleite
Ter amigos é como ter dinheiro
A gente o quer e muito
Muito embora eles não sejam aceitos em caixas de shoppings ou assemelhados
Amigo tem algo de Deus
Pois é ele que escolhe você
Muito embora, e talvez por isso, o melhor disfarce do Demônio seja o com cara de amigo.
O Amigo não é aquele igual a você
O que concorda com tudo o que você diz
Mas tem aquela maldita mania de sempre ser do contra
Muito embora a gente sempre acabe achando que ele tem razão
Amigo é aquele que sempre achamos não ter problemas
E que sua orelha é em formato de lata-de-lixo
Pronto para enchê-la com as nossas estórias
Muito embora no dia seguinte ocorra a o contrário.
Amigo não é aquele para horas de “tristeza ou de alegria”
Pois em real Amizade não há divórcio
Muito embora, em certas horas, você deseje mandar o Amigo pra casa da mãe dele
Ganhar um novo Amigo é como ganhar na loteria
E, com cada um deles, somos um novo-rico
Muito embora, e melhor, essa riqueza nova não venha descontada do Imposto de Renda
Amigo é aquele cuja mulher é a árvore do-bem-e-do-mal
Posto que você não possa trepar nela
Muito embora acidentes sejam inevitáveis e compreensíveis.
Afinal, Amigo é pra essas coisas.
Amigo mesmo
É aquele que lê o que você escreve e
Sinceramente, declare que você
Já escreveu coisas melhores.
Enfim, ter amigos é tão bom quanto estar vivo
Muito embora, haja amigos que sejam de morte !
Amigo mesmo não fala sempre bem de você
Exceto quando de algum interesse
(aliás, estou precisando muito falar contigo...)
Muito embora falar mal não seja boa referência
Pois que senão teríamos milhões de amigos.
20 de julho - Dia do Amigo - 2007
Envie essa mensagem para os seus Amigos.
Aproveite e mande para os inimigos também. Daí vai aumentar bastante o número de mensagens. hehehehehehe
A Amizade é algo que só ocorre entre seres humanos
Muito embora haja muito cachorro por ai, cheio de amigos
Amigo não tem sexo mesmo sem serem anjos
Muito embora algumas situações inusitadas eventualmente aconteçam
Para o nosso conforto e deleite
Ter amigos é como ter dinheiro
A gente o quer e muito
Muito embora eles não sejam aceitos em caixas de shoppings ou assemelhados
Amigo tem algo de Deus
Pois é ele que escolhe você
Muito embora, e talvez por isso, o melhor disfarce do Demônio seja o com cara de amigo.
O Amigo não é aquele igual a você
O que concorda com tudo o que você diz
Mas tem aquela maldita mania de sempre ser do contra
Muito embora a gente sempre acabe achando que ele tem razão
Amigo é aquele que sempre achamos não ter problemas
E que sua orelha é em formato de lata-de-lixo
Pronto para enchê-la com as nossas estórias
Muito embora no dia seguinte ocorra a o contrário.
Amigo não é aquele para horas de “tristeza ou de alegria”
Pois em real Amizade não há divórcio
Muito embora, em certas horas, você deseje mandar o Amigo pra casa da mãe dele
Ganhar um novo Amigo é como ganhar na loteria
E, com cada um deles, somos um novo-rico
Muito embora, e melhor, essa riqueza nova não venha descontada do Imposto de Renda
Amigo é aquele cuja mulher é a árvore do-bem-e-do-mal
Posto que você não possa trepar nela
Muito embora acidentes sejam inevitáveis e compreensíveis.
Afinal, Amigo é pra essas coisas.
Amigo mesmo
É aquele que lê o que você escreve e
Sinceramente, declare que você
Já escreveu coisas melhores.
Enfim, ter amigos é tão bom quanto estar vivo
Muito embora, haja amigos que sejam de morte !
Amigo mesmo não fala sempre bem de você
Exceto quando de algum interesse
(aliás, estou precisando muito falar contigo...)
Muito embora falar mal não seja boa referência
Pois que senão teríamos milhões de amigos.
20 de julho - Dia do Amigo - 2007
Envie essa mensagem para os seus Amigos.
Aproveite e mande para os inimigos também. Daí vai aumentar bastante o número de mensagens. hehehehehehe
quarta-feira, junho 13, 2007
O Casamento PUTATIVO e as especialidades jurídicas
Hermenêutica - IMPUTÁVEL à Montes de Piranda
É uma difundida (literalmente) instituição em nosso meio, dado que historicamente no Brasil “aqui, tudo dá”. Muito se especula sobre as suas origens, mas é de fácil depreensão que o respeitável brasileiro se deu mal. Aí então surgem as especialidades jurídicas, com o fim de pacificar a demanda. Tudo vai depender do animus (o seu e o dela, da putativa), para o enquadramento desse casamento geralmente desastrado e desastroso, em um ou mais ramos desse nosso Direito que a tudo se presta, principalmente a quem não presta.
Direito Civil
Esses são os casos mais simples, onde você descobre que o que se mostra putativo hoje já o era, antes de você cair nessa roubada. Então, a você, um incorrigível e desavisado romântico, o direito se presta a desenfeitar a sua testa. Saiba você que ela ficará com a azienda, os fundos de comércio, subvertendo a máxima romana de que o Principal ficará com a Acessória. No caso, sua ex.
Direito Comercial
Suponha-se que você, um experimentado Varão, já sabia dos pendores putativos de sua amada. Mas resolve desposá-la, com o nobre fim de incrementar a renda familiar. Ai já é o caso de um Contrato Social, ao invés de Certidão de Casamento. Você Administra e ela comercializa o negócio, visando gerar o capital. Para quaisquer desavenças, basta um Distrato e tudo resolvido. Ante que você perceba que le montou uma extensa rede de franchising e que você não está recebendo os seus royalties por isso.
Direito Empresarial
Um caso mais sofisticado do que no Direito Comercial, já que a putatividade apenas se dará entre Executivos. Caso a linda consorte seja mesmo boa-de-bolas, você pode até vender o passe dela a um deles, com um ganho extra, a título de luvas. Trouxa nasce toda hora. Vide você.
Você entrou sem querer em uma sociedade anônima pensando ser personificada. A única boa ação preferencial é vender a ordinária.
Direito Constitucional
É um recurso, quando a sua eleita é do tipo Raimunda. Com os proventos colhidos devido a sua putatividade, há que se investir no visual. Com os recursos da Medicina, via silicone, peeling, drenagens, lipos e outras parafernálias, não há mais feias. O que há são as sem dinheiro prá deixar com os Cirurgiões Plásticos, visando a remodelar a sua Constituição. Você deve fazer um pacto ante-nupcial, pois que, em caso de um Distrato dos vínculos, ela não poderá devolver os incrementos. Falsos, muito voluptuários, mas agora parte do principal. Você, como acessório, deverá estipular a sua parte em dinheiro mesmo. A carne pode ser fraca, mas não é mais sua. Aliás, nunca foi.
Direito do Trabalho
Há ainda incautos que se dirigem a essa tão respeitável instituição chamada casamento com o intuito de arranjar uma boa empregada, no melhor estilo cama-mesa-e-banho. Vai notar que a espécie está em extinção, da maneira mais penosa que há. O feijão vai queimar, na hora da cama estará com dor de cabeça e banho ela vai tomar no... vizinho. Daí que você dançou, camarada ! E não adianta a demissão alegada por justa causa, porque, na frente do juiz ela ainda vai afirmar chorando que você, na hora H, arreia. E já faz seis meses que está na maior secura ! Nessa hora, muito cuidado, caso o juiz queira consolá-la. Ela pode sorrateiramente passar-lhe o celular... E tenha absoluta certeza: ela fará isso em altos brados, pra todo o prédio escutar. Além de cabeça-de-viking, vai ser fichado como broxa. Você, que a contratou por uma ninharia, como se fora uma simples estagiária, apenas para o serviço básico, vai perceber que ela tem muitos bons anos de experiência, num serviço altamente especializado. Não registrada, claro. O melhor é sempre um bom acordo: você fica com as maravilhosas e doces lembranças e ela ficará com os seus bens.
Direito Ambiental
Nosso hodierno e odioso Direito protege tudo: a fauna, a flora e tudo o mais que é difuso. Difuso para você, porque prá ela será muito objetivo: levará todo o seu verde, depositado em algum cofre de banco. Saberá você da proteção jurídica que tem todo o tipo de trepadeira, vacas, cadelas, piranhas e outros bichos e plantas. Quando a putatividade ocorre no seu casamento abarcando uma qualquer desses tipos de consorte, azar o seu. O seu caso poderá ser resolvido por esse ramo do Direito, o Ambiental. Mas tenha muito cuidado ! Nada de se afobar. Qualquer ato impensado pode ser fatal! Lembre-se que mexer com essas coisas é crime inafiançável. Daí que vai amargar dez anos de cadeia e ter que liberar pros companheiros de cela aquilo que você não conseguiu da dita.
Direito Tributário
Direito Tributário
Esse é o caso daquele infeliz desavisado que foi se meter, e além de tudo, casar, com uma comunista, cuja mãe era hyppie, nos longínquos anos 60. Eles têm estranhos modos, dos quais você não está familiarizado, como socializar com todos, ter experiências as mais diversas, focadamente no âmbito sexual. Mas você a conhecerá em algum trabalho na comunidade. Achará lindo, tudo isso. Só mais tarde é que vai perceber a mudança capitalista implantada naquela cabecinha vazia: o fato gerador dela não é unívoco. Ou seja, você a compartilha com toda a tribo. Por isso, apele então para o Direito Tributário. Você será então o fato gerador do seu advogado, que ficará com o resto que ela lhe supostamente deixou, mas que ficará para ele. Descobrirá amargamente que a putatividade não ocorre só na relação matrimonial, mas também na relação causídico-cliente. Quando você é o cliente, lógico. E é melhor pagar logo, porque correm juros, atualização monetária, multa e outras coisas mais, a serem criadas.
Direito do Consumidor
Tem neguinho que ainda se acha esperto ! Foi lá, casou-se com uma putativazinha e ainda quer se dar bem. Ao chegar em casa, encontrando a cama quente, pensa logo em resolver a questão. Procura logo o Direito do Consumidor, pensando que você é que é o consumidor final. Afinal, você é quem se alimenta ali e dali. Mal sabia que ela é um self-service da melhor. Vai também descobrir que não é você o consumidor, mas ela. Será ela que vai consumir todo o seu capital, amealhado após duros anos de estágio, trabalho semi-escravo e depois, lentamente conseguindo poupar alguns tostões. Ser-lhe-á totalmente consumido, cada um deles, você verá. Ser-lhe-á provado por “a + b” que ela é a hipossuficiente, pois na sua relação com ela, você é quem ficava por cima. Um abuso isso ! O verdadeiro contrato leonino. Ainda com o agravante de que, por não ser boa comida, tinha que se submeter ao vexame de procurar entre todos os seus amigos e não amigos, em cujo prato se refestelavam. Não na sua cara, claro, mas na dela.
Direito da Propriedade Intelectual
Quando ocorre um casamento putativo, o cidadão pensa que registrou a linda e dada consorte no INPI, com exclusividade propriedade intelectual, mental, espiritual e tudo o mais. Pode até ser. Mas carnal não. Nunca! E vai descobrir isso, rapidinho. E não vai adiantar espernear que foi você que ensinou tudo a ela, que toda a tecnologia que ela usa nacional e internacionalmente é propriedade intelectual sua. Ela vai apelar ao juiz que você a obrigou aos programas mais vexativos, que você causou um monte de badblocks no HD dela , que cada dia tem que fazer uma nova formatação com um técnico diferente, etc e tal. Você vai logo perceber que um Causídico especializado nessa área de Propriedade Intelectual é o mais indicado. E nessa hora é que vai saber que não há motivo nenhum pra ter inveja do Bill Gates. O prejuízo dele seria muito maior. Ela vai te fazer um update na conta bancária. E então você vai voltar ao INPI pra se auto-registrar como um sistema independente, porem falido.Porque o que você julgava sua propriedade era de domínio público.
Direito do Consumidor
Tem neguinho que ainda se acha esperto ! Foi lá, casou-se com uma putativazinha e ainda quer se dar bem. Ao chegar em casa, encontrando a cama quente, pensa logo em resolver a questão. Procura logo o Direito do Consumidor, pensando que você é que é o consumidor final. Afinal, você é quem se alimenta ali e dali. Mal sabia que ela é um self-service da melhor. Vai também descobrir que não é você o consumidor, mas ela. Será ela que vai consumir todo o seu capital, amealhado após duros anos de estágio, trabalho semi-escravo e depois, lentamente conseguindo poupar alguns tostões. Ser-lhe-á totalmente consumido, cada um deles, você verá. Ser-lhe-á provado por “a + b” que ela é a hipossuficiente, pois na sua relação com ela, você é quem ficava por cima. Um abuso isso ! O verdadeiro contrato leonino. Ainda com o agravante de que, por não ser boa comida, tinha que se submeter ao vexame de procurar entre todos os seus amigos e não amigos, em cujo prato se refestelavam. Não na sua cara, claro, mas na dela.
Direito da Propriedade Intelectual
Quando ocorre um casamento putativo, o cidadão pensa que registrou a linda e dada consorte no INPI, com exclusividade propriedade intelectual, mental, espiritual e tudo o mais. Pode até ser. Mas carnal não. Nunca! E vai descobrir isso, rapidinho. E não vai adiantar espernear que foi você que ensinou tudo a ela, que toda a tecnologia que ela usa nacional e internacionalmente é propriedade intelectual sua. Ela vai apelar ao juiz que você a obrigou aos programas mais vexativos, que você causou um monte de badblocks no HD dela , que cada dia tem que fazer uma nova formatação com um técnico diferente, etc e tal. Você vai logo perceber que um Causídico especializado nessa área de Propriedade Intelectual é o mais indicado. E nessa hora é que vai saber que não há motivo nenhum pra ter inveja do Bill Gates. O prejuízo dele seria muito maior. Ela vai te fazer um update na conta bancária. E então você vai voltar ao INPI pra se auto-registrar como um sistema independente, porem falido.Porque o que você julgava sua propriedade era de domínio público.
Direito Agrário
Caso o casamento resulte numa putatividade em que sua amada se sinta uma semente que goste de germinar em tudo quanto é terra fértil que encontre. Como já dito, redito e maldito, aqui,tudo dá. Ou seja, haja terra fértil ! Portanto, a sua graciosa sementinha vai te dar um trabalho danado, dando prá todo esse imenso latifúndio chamado Brasil. E pode se preparar, porque ela, ajudando a reflorestar toda a nossa mata, ainda vai dar uma de MST e invadir o seu pequeno pedacinho de terra e se apossar de todas aquelas verdinhas que você guarda tão carinhosamente, como pé-de-meia.
Direito Penal
Quando, em um casamento putativo, você ainda vai saber que a dita virou advogada e é uma verdadeira jararaca, aí a coisa se complica. A sugestão é que você faça uma segunda lua-de-mel para a Índia. Depois, aplique-lhe três facadas nas costas. Alegue inconsolado que sua querida e saudosa consorte suicidou. Aproveitando o álibi da Índia, alegue que, se não foi um real suicídio, houve um pequeno acidente, quando ela experimentava deitar em uma cama de faquir, improvisada com facas, pois que no Brasil, não há camas-de-faquir à venda em supermercados. Você ficará livre de mealhar com ela, e ainda de passar a vergonha de ter que pagar os honorários também para ela, já que ela estaria advogando em causa própria. Reserve porém alguns milhares, pois há toda uma corrente de dignos funcionários públicos que precisarão ter as suas respectivas mãos molhadas, para que suas impolutas e incorruptíveis consciências permitam-lhes conduzir o caso a seu contento. Demora, viu !
Montes de Piranda - 69
domingo, maio 27, 2007
A má-fé da gestão Forum da Esquerda
visite, no orkut: http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=13210534619951775950
(A pergunta: haverá manipulação TAMBÉM no Plebiscito ?)
XIXIXIXIXIXIXIXIXIXIXIXIXIXIXIXIXIXIXIXIXIXIXIXIXIXIXIXIXIXIXIXIXIXIXI
Seria de bom alvitre que o novo Ombudsman exercesse a sua função calcado em sua fase inteligente, ou seja, pós-esquerdista. Parece haver, e há, uma escala evolutiva permeando as brilhantes mentes que circulam por essas Arcadas. Pois que se sabe, o grande amigo, todo ex-calouro já não mais acredita naquelas hipócritas mentiras todas. E o Ombudsman recém-eleito, tendo já percorrido todos esses longos cinco anos bem o sabe de tudo isso. Por isso suas palavras não retratam a realidade, quando descrevem a gestão do Fórum.
Se o "partido" Fórum da Esquerda insiste em viver nas nuvens, que tenha as suas crenças, fetiches, se seus membros o máximo que sonham é a mediocridade de fazer carreira de aprendiz de feiticeiro e como assessor de algum salafrário ex-esquerdista lá fora das Arcadas, esse é um grave problema, porém que a eles apenas compete e que inclusive respeito. Posso ser contra os seus ideais, mas defendo até à morte o seu direito de tê-los. Isso não fui eu quem disse, mas assino embaixo, como se fosse.
Porém, a Gestão do "XI de Agosto" é eleita para defender alunos e interesses dessa Faculdade de Direito do Largo de São Francisco. Ponto final.
Mas não é assim que vem se portando a (mal) dita gestão. O Mula que está em Brasília demorou muito tempo, até avisarem pra ele que ele não podia usar um brochinho com uma estrela vermelha, na figura do Presidente da República. O Presidente é do Brasil, eleito pelo povo e aceito, deve ser assim aceito, inclusive por quem não votou nele. O Fórum da Esquerda está gerindo o XI como se fora deles. Não é.
E como o XI não é sua propriedade, para atingir seus objetivos ideológicos de Partido, usam e abusam da má-fé. O último grande exemplo, a Assembléia Geral.
No Diurno, iniciada às XI horas, com cerca de 400 alunos. A votação seria esmagadora CONTRA alguma coisa. O importante é que o SIM fazia parte de seus planos. Afinal, têm que dar satisfação à usp, ao dce, ao pt ou sei lá o que mais. O que fazer então ? Simples: seus membros, em nome do direito ao grito ficaram se revezando ao microfone. Até às 14:30h, quando então, tinha, no máximo 130 alunos na sala, em sua maioria seus coniventes.
Ingenuamente, alunos, membros do Movimento Resgate Arcadas entraram no engodo de "ser oposição" e discursavam claro, o oposto defendido pelo Fórum. Faziam assim o seu jogo de "ganhar tempo" e esvaziar a sala de votantes.
Daí então, democraticamente se vota. E se ganha, claro. E é tornado oficial: os alunos da São Francisco apóiam sei lá o quê. Mentira.
Esse mesmo criminoso recurso é usado em outras assembléias, por esse Brasil afora, no Congresso Nacional inclusive. Não importando a matéria, a má-fé é usada para o dirigismo da resposta que se quer obter. O sim ou o não vai depender do interesse do momento. Lá, para fazermos alguma coisa, deveríamos mudar as leis, o que compete a eles, não a nós. Logo, nada a fazer. Nas Arcadas, a coisa é diferente, compete a nós, mudar o estado de coisas.
Em sua grande maioria, alunos amam essas Arcadas (inclusive aqueles que se negam a declarar isso). Porém, amam outras coisas também, como trabalhar, estudar e tantos outros afazeres. E foram embora, cuidar de suas vidas. Alguns voltaram, em suas horas-de-almoço, na vã tentativa de votar. Mas lá estavam os membros do Fórum, revezando-se ao microfone, indefinidamente defendendo o direito à fala. Usando de má-fé, ostentando a condição de aluno, fachada que lhes possibilita ir lá fora, em todos os lugares, angariarem posto na hierarquia do seu grande Partidão, usufruindo assim a diferença que ser franciscano lhes dá, mas que insistem em humildemente negar. A má-fé outra vez, mesmo contra seus próprios camaradas. Por isso, a dedicação exclusiva, o tempo sobrando. E a paranóica vontade de obter um SIM aos seus propósitos. O exercício da má-fé. Nas Assembléias, sobejamente demonstrado.
Ao se falar em exercício, pressupõem-se outros. São muitos os exemplos. Aliás, iniciou antes mesmo da indefectível posse deles. Quem não se lembra do triste episódio da RD na Congregação, no dia anterior à posse do Fórum da Esquerda ? Uso e abuso da má-fé. Decisões tomadas durante as férias; reuniões do Jornal às 8:00 h, em janeiro; a absoluta falta de tempo para auxiliar a Atlética nos Jogos Jurídicos, mas o tempo disponível para participar da organização da Parada Gay; a ilegal omissão do nome da Faculdade no seu O Chátio; o uso do pseudo-jornal para doutrinar calouros e fazer bonito lá fora das Arcadas.
Ou seja, não apenas um episódio da má-fé, mas a sua contumácia. São muitos e muitos. Isso porque apenas ainda estamos em maio. É quase certo que, antes mesmo de esse texto ser veiculado, já tenham cometido outro ato de diabólica má-fé. Não é preciso premonição, bola-de-cristal, telepatia ou o que seja de sobrenatural. Eles são totalmente previsíveis em seu uso.
A acho que última de uma incrível seqüência de absurdos, para quem andava as voltas com a expressão "onde está Wally ?", a resposta: ei-lo ! A patética aula aos calouros do ruptura travestido de monitor, no meio do Pátio, com direito a aplausos e tudo. Aplausos a ele ? Claro que não ! Os aplausos eram para o sagrado direito do exercício da greve. Em tempo: a aula seria para ser de Economia (?!). O bom-senso não, mas má-fé explica.
E o nosso direito, onde é que fica ? O direito de ser representado dignamente pelo XI e não de ser usado pela gestão, na plenitude da má-fé, para atingir os seus fins espúrios que em nada tem a ver com nossas vidas, como alunos dessas Arcadas ?
Calouros têm o "direito provisório" de se encantar com as baboseiras mentirosas da esquerda, já que, até o ano passado entretinham seus corações e mentes com a Barbie e vídeo-games e, como num passe de mágica fuvestiana, hoje é-lhes apresentada a armadura para lutar pelos fracos e oprimidos. É perfeitamente desculpável e inteligível o fascínio pelo canto da sereia, pois que afinal, somos todos eternos calouros. É certo que não é muito agradável aceitar isso. Mas é um fato. Era preciso um pouquinho mais de visão para resistir. Tal não aconteceu com o nosso querido Ombudsman que, inteligentemente depois se redimiu. Uma mentira em breve desmascarada, verão.
O exaustivo uso da expressão má-fé não se configura erro, mas visa a espelhar o estado de espírito de quem está sendo por ela escorraçado, a ponto de evitar estar nas Arcadas, ao menos até outubro. Assim como tantos e tantos outros.
Restam, além da maioria dos calouros que não caiu nesse engodo, os alunos do segundo ao quinto, a imensa maioria, para dar um basta a tudo isso, gestão fundamentada exclusivamente na má-fé, sob discursos de direitos, democracia e outras bonitas e distorcidas palavras, para transformar as Arcadas em um grande picadeiro. E nós, em seus palhaços.
Experimente você abrir O Chátio no metrô. Tente explicar ao simpático e faceiro passageiro ao seu lado, as razões e motivos por que uma Faculdade de Direito vai sediar a Semana Gay, divulgando isso em primeira página, num imenso e colorido arco-íris. Caso você o convença, sem má-fé, eu voto no Forum em outubro. De boa-fé.
domingo, maio 13, 2007
A COISA
A coisa - manipulada exaustivamente com os recursos da língua.
Muito se fala sobre a Coisa. Praticamente todo as leis são sobre ela, ao lado dela, embaixo dela, dentro dela, etc. Ou seja, há uma infinidade de posições, jurídicas ou não, possíveis com ela. Então, os afeitos ao universo jurídico só falam dela. No outro extremo, todos querem e usam a Coisa, mas têm muito interesse em saber mais, claro. Então, é comum a pergunta: o que é A Coisa ? Por isso, essa hermenêutica.
Consta que Deus, quando criou o mundo, fez a Luz e disse: isso é bom. E quando terminou de fazer o mundo, descansou. Mas antes, quando fez a Coisa, entretanto, disse: isso é bom. Rapaz, isso é bom demais ! E gozou junto. Esses versículos não aparecem no Gênesis por não ser politicamente correto. Mas que foi, foi. Teologias de lado, voltemos ao jurídico da Coisa.
A Coisa é uma denominação dita gramaticalmente como "comum-de-gênero", pois uma mesma denominação se refere à duas coisas absolutamente diferentes. Graças a Deus ! Esse caso, talvez único, tenha ocorrido porque ambas as coisas de ajustam perfeitamente uma dentro da outra. Afinal, a filologia deve respeitar a anatomia. E quando elas estão perfeitamente encaixadas, ái de quem tentar separar o que Deus criou e o Diabo deu um jeitinho de juntar ! Para tanto deve-se seguir apropriadamente a Lei de Introdução. É antiga, mas continua válida e eficaz.
O pressuposto básico é que a leitora é a Princesa, portanto tem direito real sobre a coisa, afinal ela é sua. Com ela, você pode usar, gozar e fruir. É incrível a importância que tem o conhecimento dessa doutrina quando se está a fim da coisa de alguém. Enfim, quando se quer fazer um negócio com a coisa.
É muito importante diferenciar entre o dar e o emprestar. Caso você queira dar e o gajo queira emprestado, pode significar que ele quer um vínculo que você não deseja, pois quer dar prá mais alguém. Como está emprestada, pode queimar o filme. Logo, esclareça que você quer dar, mas não emprestar. Senão quem emprestou a coisa vem logo com toda aquela estória das obrigações. Você tem a toda a faculdade prá dar e não pode ficar perdendo tempo. E as outras faculdades, então ? Só de Direito são mais de 800...
A relação pode ser jurídica ou não. Você pode ser do tipo que não come a carne onde estuda o pão. Então deverá ter relações extra-jurídicas e manter assim a imunidade. O povo fala bastante... Para isso é que servem os Jogos Jurídicos, por exemplo. Ou também, nos casos extremos observados durante a Peruada. A verdadeira apologia da Coisa ! Uma festa dos Anjos. Caídos, mas Anjos.
A tradição é quando você dá a coisa, seja longa manus ou brevi manus. Tá não mão e é o que importa ! Essa palavra é ambígua, pois não se pode confundir com "tradição", no sentido de que "quem dá uma vez a coisa, deve dar sempre". Aplica-se parcialmente esse conceito, pois não se pode restringir a um único, mas a outros, dando-se sempre a coisa. É o princípio da inesgotabilidade da incidência no suporte fático, dar. Pode-se (e deve-se) dar indefinidamente, que é como se fosse a primeira vez. O vocabulário jurídico adotou o verbete "tradição" com um único sentido, mas evidentemente sabendo que existem dois. A idéia inicial era realmente causar a confusão, a ambiguidade. Pois que se fica pensando, pensando, e quando percebe, já era. Deu a Coisa e nem se apercebeu disso. Maquiavelicamente perfeito.
O negócio precisa ser lícito. Quer mais liceitude do que fazer o negócio sempre e bem feito, usando a coisa ? O objeto também precisa ser possível. Não se impressione se você ouvir boatos de que existe um Varão na festa. Pode ser apenas linguagem técnica. O Varão é o outro lado, oposto à Princesa, pois ambos têm a coisa. Por isso a importância da ação, num processo de conhecimento, para avaliar a capacidade de plena satisfação de gozar a coisa. Há casos em que, o negócio, por incrível que pareça existe, e embora muito pequeno, é válido (fim-de-balada, fazer o quê ?), mas é ineficaz. Você incide a coisa, mas o suporte fático é insuficiente. Caso típico do inadimplemento no usufruir da coisa. Você não será satisfeita, embora haja uma grande manifestação de vontade. Porém, não vale aqui o princípio da insignificância. E o estado de necessidade, como é que fica ? Muito embora a coisa lembre mais um salário-mínimo não há que se suspender o processo e ficar literalmente na mão. É melhor pingar do que secar, ditado romano que eu não faço a mínima idéia de como o seja, em latim. Mas fica a lembrança. Alguém ai sabe como é ?
Há também os casos em que o objeto é de doer. Ou seja, o Príncipe ainda está na fase do sapo ou a Princesa é uma verdadeira mocréia. Feio como a miséria. É o caso de tomar mais tequila. Ou de colocar uma camiseta da Sanfran na cara e vai tudo pelo amor às Arcadas. Aí a coisa vai. E vem !
Já no caso do nu-proprietário há uma condenação terrível, pois o gajo está lá, peladão, é o legítimo proprietário da coisa, mas não pode usar e nem gozar dela e nem nela. Pode apenas dispor, ou seja, permitir que outro desfrute da coisa. Isso é uma grande injustiça, diga-se de passagem.
Importante frisar a importância da pretensão resistida. Não é porque se tem o interesse de agir, para dar ou emprestar a coisa que se deve se abrir feito pára-quedas. É preciso valorizar. Por isso, diga não, ao menos meia vez. Depois, dê a coisa, empreste, faça alguma coisa. O que não pode é zerar. A não-ser que você tenha uma reserva legal, o que até a Constituição garante.
Sob nenhuma hipótese, depois de se aproximar da coisa, chame-a de meu bem, sob o risco irrecorrível de ficar falando sozinho o resto da noite, principalmente antes de consumar o negócio.
A relação entre as Coisas deve sempre ser a título gratuito e apenas eventualmente oneroso. Muito embora aquilo que a princípio se revela gratuito, ao deixar de ser eventual e adquirir continuidade, fatalmente vai cair na Sucessão. Não pense você que Sucessão aqui vai significar que você está fazendo um "grande sucesso". Ledo engano. Você, que antes contribuía apenas com a incidência sobre a coisa e o depósito aleatório do seu patrimônio genético, vai agora deixar prá dona da Coisa metade do seu patrimônio... bancário.
Tudo vai depender das esferas. Vale sempre a máxima de que é melhor uma na mão do que duas no sutiã. Dentre as posições, geralmente é viável as simples, muito embora ocorram algumas inusitadas. As posições complexas devem ficar para situações mais oportunas. Há correntes doutrinárias porém, que defendem o fruir da Coisa em posições complexas, independente do contexto. Bastante aplicada por aqueles que encaram o dito negócio entre as Coisas como um esporte radical, fundamentando a questão.
Há aqueles casos de direito de superfície, em que se vai usar e gozar da coisa sem se aprofundar nela. Poder-se-ia até intitular esse tópico de Direito das Preliminares. Uso parcial. Recomenda-se que, nesses caso, mantenha-se contato, pois o futuro a Deus pertence e, logo mais, ela já estará disponível para usar integralmente a coisa. Aqui também se aplica quando a Coisa de ambos os lados seja idêntica e a Princesa seja mais afeita a Princesas do que a Príncipes. É o verdadeiro direito de um mundo novo. Nesses casos, além de fruir apenas a superfície, o uso do subsolo apenas de aprofunda com recursos ditos artificiais complementares.
Toda essa teorização fundamenta-se em que todos têm a coisa, mas quer a de outrem. Pode-se fazer de tudo com a coisa, todos os negócios são possíveis, lícitos ou ilícitos, melhor ainda, pois ao final, aplica-se o brocardo rebus sic standibus. No melhor do vernáculo dessa última flor do Lácio, lavou tá novo.
Montes de Piranda - textículo 69
Muito se fala sobre a Coisa. Praticamente todo as leis são sobre ela, ao lado dela, embaixo dela, dentro dela, etc. Ou seja, há uma infinidade de posições, jurídicas ou não, possíveis com ela. Então, os afeitos ao universo jurídico só falam dela. No outro extremo, todos querem e usam a Coisa, mas têm muito interesse em saber mais, claro. Então, é comum a pergunta: o que é A Coisa ? Por isso, essa hermenêutica.
Consta que Deus, quando criou o mundo, fez a Luz e disse: isso é bom. E quando terminou de fazer o mundo, descansou. Mas antes, quando fez a Coisa, entretanto, disse: isso é bom. Rapaz, isso é bom demais ! E gozou junto. Esses versículos não aparecem no Gênesis por não ser politicamente correto. Mas que foi, foi. Teologias de lado, voltemos ao jurídico da Coisa.
A Coisa é uma denominação dita gramaticalmente como "comum-de-gênero", pois uma mesma denominação se refere à duas coisas absolutamente diferentes. Graças a Deus ! Esse caso, talvez único, tenha ocorrido porque ambas as coisas de ajustam perfeitamente uma dentro da outra. Afinal, a filologia deve respeitar a anatomia. E quando elas estão perfeitamente encaixadas, ái de quem tentar separar o que Deus criou e o Diabo deu um jeitinho de juntar ! Para tanto deve-se seguir apropriadamente a Lei de Introdução. É antiga, mas continua válida e eficaz.
O pressuposto básico é que a leitora é a Princesa, portanto tem direito real sobre a coisa, afinal ela é sua. Com ela, você pode usar, gozar e fruir. É incrível a importância que tem o conhecimento dessa doutrina quando se está a fim da coisa de alguém. Enfim, quando se quer fazer um negócio com a coisa.
É muito importante diferenciar entre o dar e o emprestar. Caso você queira dar e o gajo queira emprestado, pode significar que ele quer um vínculo que você não deseja, pois quer dar prá mais alguém. Como está emprestada, pode queimar o filme. Logo, esclareça que você quer dar, mas não emprestar. Senão quem emprestou a coisa vem logo com toda aquela estória das obrigações. Você tem a toda a faculdade prá dar e não pode ficar perdendo tempo. E as outras faculdades, então ? Só de Direito são mais de 800...
A relação pode ser jurídica ou não. Você pode ser do tipo que não come a carne onde estuda o pão. Então deverá ter relações extra-jurídicas e manter assim a imunidade. O povo fala bastante... Para isso é que servem os Jogos Jurídicos, por exemplo. Ou também, nos casos extremos observados durante a Peruada. A verdadeira apologia da Coisa ! Uma festa dos Anjos. Caídos, mas Anjos.
A tradição é quando você dá a coisa, seja longa manus ou brevi manus. Tá não mão e é o que importa ! Essa palavra é ambígua, pois não se pode confundir com "tradição", no sentido de que "quem dá uma vez a coisa, deve dar sempre". Aplica-se parcialmente esse conceito, pois não se pode restringir a um único, mas a outros, dando-se sempre a coisa. É o princípio da inesgotabilidade da incidência no suporte fático, dar. Pode-se (e deve-se) dar indefinidamente, que é como se fosse a primeira vez. O vocabulário jurídico adotou o verbete "tradição" com um único sentido, mas evidentemente sabendo que existem dois. A idéia inicial era realmente causar a confusão, a ambiguidade. Pois que se fica pensando, pensando, e quando percebe, já era. Deu a Coisa e nem se apercebeu disso. Maquiavelicamente perfeito.
O negócio precisa ser lícito. Quer mais liceitude do que fazer o negócio sempre e bem feito, usando a coisa ? O objeto também precisa ser possível. Não se impressione se você ouvir boatos de que existe um Varão na festa. Pode ser apenas linguagem técnica. O Varão é o outro lado, oposto à Princesa, pois ambos têm a coisa. Por isso a importância da ação, num processo de conhecimento, para avaliar a capacidade de plena satisfação de gozar a coisa. Há casos em que, o negócio, por incrível que pareça existe, e embora muito pequeno, é válido (fim-de-balada, fazer o quê ?), mas é ineficaz. Você incide a coisa, mas o suporte fático é insuficiente. Caso típico do inadimplemento no usufruir da coisa. Você não será satisfeita, embora haja uma grande manifestação de vontade. Porém, não vale aqui o princípio da insignificância. E o estado de necessidade, como é que fica ? Muito embora a coisa lembre mais um salário-mínimo não há que se suspender o processo e ficar literalmente na mão. É melhor pingar do que secar, ditado romano que eu não faço a mínima idéia de como o seja, em latim. Mas fica a lembrança. Alguém ai sabe como é ?
Há também os casos em que o objeto é de doer. Ou seja, o Príncipe ainda está na fase do sapo ou a Princesa é uma verdadeira mocréia. Feio como a miséria. É o caso de tomar mais tequila. Ou de colocar uma camiseta da Sanfran na cara e vai tudo pelo amor às Arcadas. Aí a coisa vai. E vem !
Já no caso do nu-proprietário há uma condenação terrível, pois o gajo está lá, peladão, é o legítimo proprietário da coisa, mas não pode usar e nem gozar dela e nem nela. Pode apenas dispor, ou seja, permitir que outro desfrute da coisa. Isso é uma grande injustiça, diga-se de passagem.
Importante frisar a importância da pretensão resistida. Não é porque se tem o interesse de agir, para dar ou emprestar a coisa que se deve se abrir feito pára-quedas. É preciso valorizar. Por isso, diga não, ao menos meia vez. Depois, dê a coisa, empreste, faça alguma coisa. O que não pode é zerar. A não-ser que você tenha uma reserva legal, o que até a Constituição garante.
Sob nenhuma hipótese, depois de se aproximar da coisa, chame-a de meu bem, sob o risco irrecorrível de ficar falando sozinho o resto da noite, principalmente antes de consumar o negócio.
A relação entre as Coisas deve sempre ser a título gratuito e apenas eventualmente oneroso. Muito embora aquilo que a princípio se revela gratuito, ao deixar de ser eventual e adquirir continuidade, fatalmente vai cair na Sucessão. Não pense você que Sucessão aqui vai significar que você está fazendo um "grande sucesso". Ledo engano. Você, que antes contribuía apenas com a incidência sobre a coisa e o depósito aleatório do seu patrimônio genético, vai agora deixar prá dona da Coisa metade do seu patrimônio... bancário.
Tudo vai depender das esferas. Vale sempre a máxima de que é melhor uma na mão do que duas no sutiã. Dentre as posições, geralmente é viável as simples, muito embora ocorram algumas inusitadas. As posições complexas devem ficar para situações mais oportunas. Há correntes doutrinárias porém, que defendem o fruir da Coisa em posições complexas, independente do contexto. Bastante aplicada por aqueles que encaram o dito negócio entre as Coisas como um esporte radical, fundamentando a questão.
Há aqueles casos de direito de superfície, em que se vai usar e gozar da coisa sem se aprofundar nela. Poder-se-ia até intitular esse tópico de Direito das Preliminares. Uso parcial. Recomenda-se que, nesses caso, mantenha-se contato, pois o futuro a Deus pertence e, logo mais, ela já estará disponível para usar integralmente a coisa. Aqui também se aplica quando a Coisa de ambos os lados seja idêntica e a Princesa seja mais afeita a Princesas do que a Príncipes. É o verdadeiro direito de um mundo novo. Nesses casos, além de fruir apenas a superfície, o uso do subsolo apenas de aprofunda com recursos ditos artificiais complementares.
Toda essa teorização fundamenta-se em que todos têm a coisa, mas quer a de outrem. Pode-se fazer de tudo com a coisa, todos os negócios são possíveis, lícitos ou ilícitos, melhor ainda, pois ao final, aplica-se o brocardo rebus sic standibus. No melhor do vernáculo dessa última flor do Lácio, lavou tá novo.
Montes de Piranda - textículo 69
sexta-feira, maio 04, 2007
O revoltado recado de uma pucana aos franciscanos
Minha intenção primeira ao escrever o texto era conseguir mobilizar ao menos XI que eventualmente pretendessem Não Ir aos Jurídicos. Essa, a minha parte. Queria ver 1108 franciscanos em rePouso Alegre. Afinal, sonhei com isso por dois longos anos. Lá, fiquei sabendo que tinha conseguido isso e mais até. Poucos no mundo estão habituados a realizar sonhos e eu os tenho realizado vários nessa Gloriosa Sanfran, sendo Ela própria o maior deles.
Agora só nos resta esperar a “Cervejada da Vitória” no Campo do XI, que a Atlética prometeu.. Cobre você também deles, como eu venho fazendo.
Tenho estado em contato com UM MONTE de Faculdades de Direito por esse Brasilzão afora, divulgando o blog. Por puro diletantismo, puro prazer, claro. E também pra levar a eles, notícias (minhas) das Arcadas. Aos descontentes, o telefone para reclamações é 0800-11-11-11.
Ao retornar daquela horrorosa cidade, já um legítimo eneacampeão, tive outra grande e grata satisfação: o blog tinha tido mais de 1.300 visitas para ler o texto ! E uma mensagem com um comentário, que transcrevo abaixo literalmente, dando-lhe a autenticidade necessária. Inicialmente pensei em correções gramaticais e tudo o mais, mas me daria MUITO trabalho, você vai notar. Isso só comprova mais ainda que ela é pucana mesmo. Portanto, ei-lo, na íntegra.
(Mas não resisti: pus observações entre parêntesis). A pucana ficou irada, meo ! É assim mesmo. Essa a nossa função: fazê-los infelizes. A deles, nos divertir. hahahaha
Aos que lerem, pergunto: ela é só analfabeta ? ou é também revoltada, frustrada, mal-comida, mal-informada, mentirosa e outras coisas mais ? Essas pucanas, viu... Será que agora ela, só de raiva, vai querer matar os pais ?
Conforme sábias palavras desse poeta franciscano no poema:
À PAULA ADA
Entre pauladas e beijos
O mortal amor nem Freud explica
Fê-la querer ser órfã-induzida
Agora pobre, coitada, arrepende:
Por que é que não fez direito ?
Mateos Pais
Anônimo deixou um novo comentário sobre a sua postagem
"XI razões para NÃO IR aos Jogos Jurídicos":
Caro franciscano.. (observe o respeito)
Noto q ateh agora vc nao conseguiu nenhum comentário... (e o dela ?)
Será q eh pq o povo ja t conhece e sab q nao vale a pena nem ler o tanto d merda q vc escreve?? (escrevi sobre a puc) Porém, um comentário deve ser feito, aliás, uma correção: a hipótese do item V jamais ocorreria, visto q nenhum de vcs tem a menor capacidade de pegar uma pucana.(ué ! e ela?) Segundo consta, vcs, da gloriosa (olha aqui a reverência e o respeito), nao passam de bando de bernys, de físicos estranhos (seremos advogados, não físicos. hahaha) e cansados de aparência, além de não terem o menor jeito pra chegar nem pra pegar uma mulher. As pucanas, ao contrário, e que há mto ja se sabe, são as mulheres mais lindas de todas as faculdades de direito, logo, não há aqui nenhuma compatibilidade. Assim tb, nao tem vc nenhuma experiência pra falar sobre aquilo q fazem as pucanas na posição horizontal(são poucas as possibilidades, na horizontal, né?) , isso eh coisa que deve apenas ficar na imaginação cheia de vontades dos pobres nerdes franciscanos. (uma dica, podem fantasiar bastante, pq isso eh uma das mtas coisas q as belas mulheres da Puc fazem muuuuito bem!!) (a gente sabe disso, querida...)
Sugestão: imaginem td isso qdo vcs estiverem praticando com as gordas bigodudas do campus (Não temos campus. Nós temos o Largo do Território Livre) de vcs!E aqui vai uma explicação, ja que o ponto VII está corretíssimo (não estava tudo errado ?): os adversários estão sempre mto cansados pra jogar (a nao ser aqueles que precisam de bolsa)( vai perder a bolsa ! vai perder a bolsa !), pq nas noites passadas, enqto vcs estao mto cansados (discupinha por nao beber nem pegar ninguém, neh??), os pucanos estao se exercitando muuuito. E no dia seguinte, ta todo mundo mto bebado pra jogar direito. Aliás, esse eh o objetivo dos Jogos. Pq ninguém vai nos Jurídicos pra jogar e ganhar, vai??(a Sanfran sim ! E ganha todo ano. hahahaha) Ah sim! Os bernys franciscanos!!
Ass: uma pucana
Agora só nos resta esperar a “Cervejada da Vitória” no Campo do XI, que a Atlética prometeu.. Cobre você também deles, como eu venho fazendo.
Tenho estado em contato com UM MONTE de Faculdades de Direito por esse Brasilzão afora, divulgando o blog. Por puro diletantismo, puro prazer, claro. E também pra levar a eles, notícias (minhas) das Arcadas. Aos descontentes, o telefone para reclamações é 0800-11-11-11.
Ao retornar daquela horrorosa cidade, já um legítimo eneacampeão, tive outra grande e grata satisfação: o blog tinha tido mais de 1.300 visitas para ler o texto ! E uma mensagem com um comentário, que transcrevo abaixo literalmente, dando-lhe a autenticidade necessária. Inicialmente pensei em correções gramaticais e tudo o mais, mas me daria MUITO trabalho, você vai notar. Isso só comprova mais ainda que ela é pucana mesmo. Portanto, ei-lo, na íntegra.
(Mas não resisti: pus observações entre parêntesis). A pucana ficou irada, meo ! É assim mesmo. Essa a nossa função: fazê-los infelizes. A deles, nos divertir. hahahaha
Aos que lerem, pergunto: ela é só analfabeta ? ou é também revoltada, frustrada, mal-comida, mal-informada, mentirosa e outras coisas mais ? Essas pucanas, viu... Será que agora ela, só de raiva, vai querer matar os pais ?
Conforme sábias palavras desse poeta franciscano no poema:
À PAULA ADA
Entre pauladas e beijos
O mortal amor nem Freud explica
Fê-la querer ser órfã-induzida
Agora pobre, coitada, arrepende:
Por que é que não fez direito ?
Mateos Pais
Anônimo deixou um novo comentário sobre a sua postagem
"XI razões para NÃO IR aos Jogos Jurídicos":
Caro franciscano.. (observe o respeito)
Noto q ateh agora vc nao conseguiu nenhum comentário... (e o dela ?)
Será q eh pq o povo ja t conhece e sab q nao vale a pena nem ler o tanto d merda q vc escreve?? (escrevi sobre a puc) Porém, um comentário deve ser feito, aliás, uma correção: a hipótese do item V jamais ocorreria, visto q nenhum de vcs tem a menor capacidade de pegar uma pucana.(ué ! e ela?) Segundo consta, vcs, da gloriosa (olha aqui a reverência e o respeito), nao passam de bando de bernys, de físicos estranhos (seremos advogados, não físicos. hahaha) e cansados de aparência, além de não terem o menor jeito pra chegar nem pra pegar uma mulher. As pucanas, ao contrário, e que há mto ja se sabe, são as mulheres mais lindas de todas as faculdades de direito, logo, não há aqui nenhuma compatibilidade. Assim tb, nao tem vc nenhuma experiência pra falar sobre aquilo q fazem as pucanas na posição horizontal(são poucas as possibilidades, na horizontal, né?) , isso eh coisa que deve apenas ficar na imaginação cheia de vontades dos pobres nerdes franciscanos. (uma dica, podem fantasiar bastante, pq isso eh uma das mtas coisas q as belas mulheres da Puc fazem muuuuito bem!!) (a gente sabe disso, querida...)
Sugestão: imaginem td isso qdo vcs estiverem praticando com as gordas bigodudas do campus (Não temos campus. Nós temos o Largo do Território Livre) de vcs!E aqui vai uma explicação, ja que o ponto VII está corretíssimo (não estava tudo errado ?): os adversários estão sempre mto cansados pra jogar (a nao ser aqueles que precisam de bolsa)( vai perder a bolsa ! vai perder a bolsa !), pq nas noites passadas, enqto vcs estao mto cansados (discupinha por nao beber nem pegar ninguém, neh??), os pucanos estao se exercitando muuuito. E no dia seguinte, ta todo mundo mto bebado pra jogar direito. Aliás, esse eh o objetivo dos Jogos. Pq ninguém vai nos Jurídicos pra jogar e ganhar, vai??(a Sanfran sim ! E ganha todo ano. hahahaha) Ah sim! Os bernys franciscanos!!
Ass: uma pucana
quinta-feira, abril 26, 2007
XI razões para NÃO IR aos Jogos Jurídicos
I – Meu chefe não vai me liberar.
Considerações: você “se acha” mesmo, né ? No seu escritório, o único que acha que você tem alguma importância é você mesmo. Eles fazem de conta que se importam com você apenas por educação. Não percebeu ainda ?
Sugestão: VÁ AOS JURÍDICOS ! Na segunda, lá pelas 14 horas você liga pro seu querido chefinho e diz que você está no Aeroporto, desde as 5 da manhã, mas os malditos controladores de vôo continuam em “operação-padrão” e você não faz a mínima idéia de quando vai conseguir pegar o seu vôo (o fato de saber se lá existe um aeroporto é detalhe sem importância).
I I – Você é calouro e está preocupado porque ainda não conseguiu entender como é que faz pra ler o Kelsen. Assim que entender, precisa começar a ler, porque todos os seus colegas da sala já leram.
Considerações: Calouro é burro mesmo ! Primeiro, porque acha que vai conseguir ler o Kelsen; segundo, porque acha vai entender o Kelsen; terceiro porque não sabe que ele próprio não concordava com o que escreveu, então mudou de idéia; e, quarto, porque acredita que todos os colegas já leram.
Sugestão: VÁ AOS JURÍDICOS ! Porque temos boas notícias pra você, que não sabia porque calouro é calouro e tudo burro mesmo. A Atlética organiza grupos de estudos para cada sala de cada ano, para os alunos não perderem tempo. As atividades são entre os jogos, na Sala de Estudos do Hotel. O grupo que estuda o Kelsen é o mais procurado de todos. Portanto, você está amparado nesse quesito. Um dos ônibus é destinado a transportar a nossa querida Biblioteca, fazendo circular o conhecimento jurídico por esse Brasil afora.
I I I – Você é um completo boçal.
Considerações: respeitamos a sua deficiência mental, inclusive por saber que os computadores da fuvest ainda não conseguem detectar anomalias nos genomas dos candidatos, tornando franciscano, eventualmente, algum deles. Como é o seu caso.
Sugestão: VÁ AOS JURÍDICOS ! Seus problemas acabaram ! A Atlética, em convênio com a Secretaria de Saúde de Pouso Alegre, conseguiu algumas belas fonoaudiólogas, Com isso, elas darão treinamento intensivo para energúmenos feito você, para que consigam, até o final dos Jogos, articular apenas duas palavras, ainda divididas silabicamente. Vai treinando aí: São Fran-cis-co ! O resto será simples repetição. Garantimos que não é difícil, não. Após 1108 tentativas, a coisa vai que nem quiabo. Vai, beócio !
I V – Você é um entusiasta franciscano, mas teve um probleminha: sofreu um acidente, perdendo as duas pernas, os dois braços, ficou surdo, mudo, cego e está atualmente em estado vegetativo. E o que lhe sobrou de cérebro está pensando que o seu estágio como “peso para petições” corre perigo, caso você falte na segunda feira.
Considerações: caro cotoco, você deve conhecer a antiga máxima: nem só de pão vive o homem. Conhece, né ? Então. Embora isso nada tenha a ver com o caso, não venha com desculpas esfarrapadas. Não seja pessimista. Acidentes acontecem. Procure IMAGINAR o lado bom da vida.
Sugestão: VÁ AOS JURÍDICOS ! Qualquer um vai ter vaga no porta-luvas pra te dar carona. Na Torcida Nota XI, a gente te coloca no estojo de um tamborim e tudo bem. No Aloja’s (quem inventou o apóstrofe ?) a gente arruma um travesseiro pra servir de cama. Você só precisa ter uma precaução. Peça para outro estagiário fechar a janela da sua sala, na sexta-feira. Não tendo vento, sua ausência ali nem será notada na segunda.
V – Você bem que gostaria, mas não pode ir. Está comendo uma pucana e não quer ter divergência com ela por causa dos jogos, perdendo assim o seu FGTS (Fucking Garantida Toda Semana).
Considerações: o seu gesto é parcialmente louvável, no aspecto de colocar a pucana em seu devido lugar, deitada. Agora, não pode se esquecer que vai ser corneado logo mais. Porque, quando ela arranjar estágio no escritório de um franciscano, vai liberar pra ele também. Sobram pra você duas opções: você será corneado e pegará a sopa daquele nobre colega causídico ou larga a mão de ser imbecil e troque uma pucana daqui por 11,8 pucanas de lá. Simples, não ?
Sugestão: por isso, VÁ AOS JURÍDICOS !
V I – Você já foi a um JJurídicos e acha que já está bom.
Considerações: é verdade ! Dentro dessa sua brilhante lógica aristotélica então, supostamente você já deve ter dado a sua primeira na vida. Então tá bom. Chega. Parta agora pra outras experiências. Temos várias sugestões, porém, só pessoalmente. Anota aí meu celular...
Sugestão: pára de viadagem e VÁ AOS JURÍDICOS !
V I I – Você morreu.
Considerações: não venha com auto-piedade por aqui ! Isso acontece com qualquer um. São coisas da vida que você precisa superar. Prá isso, a
Sugestão: VÁ AOS JURÍDICOS ! Você vai se sentir à vontade. Durante os jogos, os nossos adversários são todos uns mortos, mesmo aqueles que ganham bolsa. Na realidade, deveriam ganhar um caixão, não a bolsa. Já depois dos jogos, nossos insuperáveis atletas é que ficam mortos de cansados. E não ficam aí, reclamando como você, por causa de besteira.
V I I I – Eu só assisto aulas, não conheço ninguém da Sanfran, não pego ninguém, não jogo nada, não bebo e não gosto de baladas e estou mais interessado na minha formação profissional..
Considerações: a gente entendeu perfeitamente que você é um inepto. Muito semelhante ao item VII, sendo que ele tem uma grande vantagem: já fechou os olhos e deitou. É o que tá te faltando. Mas no meio da maravilhosa Torcida Nota XI ninguém vai nem perceber isso. A gente te fornece alguns chicletes e você fica mascando, fingindo que tá cantando. Igual aos jogadores da seleção, cantando o Hino Nacional. Depois você vai poder contar pros netos que, pelo menos uma vez na vida, você fez alguma coisa que prestou. Para você, nada como aquele ditado também: viva cada dia como se fosse o último. Um dia você acerta.
Sugestão: por isso, VÁ AOS JURÍDICOS ! e mais: quando contar pros netos, omita o seu currículo, por favor. Pra eles não perceberem que você é um velho, desde os vinte anos.
I X – Aqui, uma interrupção necessária:
Êêê leleô, leleô, leleô , X I ! – repita NOVE vezes.
SANFRAN – ENEACAMPEÃ DOS JURÍDICOS
Pronto, pode reclamar, abra o seu coraçãozinho:
Eu nem sei se a gente vai ganhar.
Considerações: captamos perfeitamente o brilhantismo da sua capacidade de percepção das realidades da vida. A Torcida Nota XI é composta por brilhantes franciscanos, porém poucos têm o seu toque de gênio. Já aprendemos com o Galvão Bueno que existem as possibilidades da vitória, da derrota e do empate. Porém, contando com a sua transcendental ajuda, podemos alertar nossos valorosos atletas sobre as demais possibilidades que só você pode enxergar. Quem sabe você não passe a fazer parte da nossa Comissão Técnica ?
Sugestão: por isso, VÁ AOS JURÍDICOS !
X – Aqui, outra pausa.
Precisamos ir treinando (e alguns aprendendo):
SANFRAN – DECACAMPEÃ 2008
Aí A LATRINA vai fazer o maior sucesso !
Antes que reclamem das “piadas internas”, ajudamos: a DECA fabrica latrinas. Entendeu ?
Voltando à dura realidade:
Eu acho que VOCÊS estão cantando vitória antes da hora.
Considerações: Luciana Gimenez, não vai dizer que você também acha que o fogo queima ? E que a água molha ? É claro que nós estamos cantando vitória antes da hora. A razão, que passou despercebida por tão arguta mente, no caso a sua, é absolutamente simples: você percebeu que os JJurídicos ainda não começaram ? Por isso é claro que é antes da hora.
Sugestão: por isso, para constatar que cantamos vitória ANTES da hora, NA hora e DEPOIS da hora, faça o seguinte: VÁ AOS JURÍDICOS !
X I - Eu não concordo que franciscanos fiquem xingando pucânus, mack-orelhas e toda aquela periferia jurídica nos Jurídicos. Penso que deveríamos nos integrar mais, para unir forças e tornar o Brasil melhor, com mais justiça social e menos desigualdades. Afinal, todos somos da mesma classe, a de estudantes de Direito e...
Considerações: caro comunista, desculpe interromper. É que senão, até você terminar o Kit Um do Manuel, desculpe, Manual o povo já dormiu. Mas concordamos com você em gênero, número e degrau.
Você consegue imaginar que o consumo de cerveja que ocorre ali gera muitos empregos ? Que a Johnson&Johnson tem que duplicar a produção de Johntex, pagando horas-extras, melhorando a distribuição de renda, pagando mais impostos ?
E quem disse que não nos unimos ? Experimente ir nas baladas, que você vai ver todo o mundo coladinho. Já a força é moderada e progressiva. Exemplar !
Então, boneca ! Relaxa ! Você não vai acreditar, mas, na realidade, a gente só faz os Jurídicos e essa coisa toda é pra melhorar a condição do povo brasileiro. É o exercício da cidadania responsável e a nossa cota de sacrifício, né !
Sugestão: por isso, junte-se a nós nessa luta, companheiro: VÁ AOS JURÍDICOS !
Considerações: você “se acha” mesmo, né ? No seu escritório, o único que acha que você tem alguma importância é você mesmo. Eles fazem de conta que se importam com você apenas por educação. Não percebeu ainda ?
Sugestão: VÁ AOS JURÍDICOS ! Na segunda, lá pelas 14 horas você liga pro seu querido chefinho e diz que você está no Aeroporto, desde as 5 da manhã, mas os malditos controladores de vôo continuam em “operação-padrão” e você não faz a mínima idéia de quando vai conseguir pegar o seu vôo (o fato de saber se lá existe um aeroporto é detalhe sem importância).
I I – Você é calouro e está preocupado porque ainda não conseguiu entender como é que faz pra ler o Kelsen. Assim que entender, precisa começar a ler, porque todos os seus colegas da sala já leram.
Considerações: Calouro é burro mesmo ! Primeiro, porque acha que vai conseguir ler o Kelsen; segundo, porque acha vai entender o Kelsen; terceiro porque não sabe que ele próprio não concordava com o que escreveu, então mudou de idéia; e, quarto, porque acredita que todos os colegas já leram.
Sugestão: VÁ AOS JURÍDICOS ! Porque temos boas notícias pra você, que não sabia porque calouro é calouro e tudo burro mesmo. A Atlética organiza grupos de estudos para cada sala de cada ano, para os alunos não perderem tempo. As atividades são entre os jogos, na Sala de Estudos do Hotel. O grupo que estuda o Kelsen é o mais procurado de todos. Portanto, você está amparado nesse quesito. Um dos ônibus é destinado a transportar a nossa querida Biblioteca, fazendo circular o conhecimento jurídico por esse Brasil afora.
I I I – Você é um completo boçal.
Considerações: respeitamos a sua deficiência mental, inclusive por saber que os computadores da fuvest ainda não conseguem detectar anomalias nos genomas dos candidatos, tornando franciscano, eventualmente, algum deles. Como é o seu caso.
Sugestão: VÁ AOS JURÍDICOS ! Seus problemas acabaram ! A Atlética, em convênio com a Secretaria de Saúde de Pouso Alegre, conseguiu algumas belas fonoaudiólogas, Com isso, elas darão treinamento intensivo para energúmenos feito você, para que consigam, até o final dos Jogos, articular apenas duas palavras, ainda divididas silabicamente. Vai treinando aí: São Fran-cis-co ! O resto será simples repetição. Garantimos que não é difícil, não. Após 1108 tentativas, a coisa vai que nem quiabo. Vai, beócio !
I V – Você é um entusiasta franciscano, mas teve um probleminha: sofreu um acidente, perdendo as duas pernas, os dois braços, ficou surdo, mudo, cego e está atualmente em estado vegetativo. E o que lhe sobrou de cérebro está pensando que o seu estágio como “peso para petições” corre perigo, caso você falte na segunda feira.
Considerações: caro cotoco, você deve conhecer a antiga máxima: nem só de pão vive o homem. Conhece, né ? Então. Embora isso nada tenha a ver com o caso, não venha com desculpas esfarrapadas. Não seja pessimista. Acidentes acontecem. Procure IMAGINAR o lado bom da vida.
Sugestão: VÁ AOS JURÍDICOS ! Qualquer um vai ter vaga no porta-luvas pra te dar carona. Na Torcida Nota XI, a gente te coloca no estojo de um tamborim e tudo bem. No Aloja’s (quem inventou o apóstrofe ?) a gente arruma um travesseiro pra servir de cama. Você só precisa ter uma precaução. Peça para outro estagiário fechar a janela da sua sala, na sexta-feira. Não tendo vento, sua ausência ali nem será notada na segunda.
V – Você bem que gostaria, mas não pode ir. Está comendo uma pucana e não quer ter divergência com ela por causa dos jogos, perdendo assim o seu FGTS (Fucking Garantida Toda Semana).
Considerações: o seu gesto é parcialmente louvável, no aspecto de colocar a pucana em seu devido lugar, deitada. Agora, não pode se esquecer que vai ser corneado logo mais. Porque, quando ela arranjar estágio no escritório de um franciscano, vai liberar pra ele também. Sobram pra você duas opções: você será corneado e pegará a sopa daquele nobre colega causídico ou larga a mão de ser imbecil e troque uma pucana daqui por 11,8 pucanas de lá. Simples, não ?
Sugestão: por isso, VÁ AOS JURÍDICOS !
V I – Você já foi a um JJurídicos e acha que já está bom.
Considerações: é verdade ! Dentro dessa sua brilhante lógica aristotélica então, supostamente você já deve ter dado a sua primeira na vida. Então tá bom. Chega. Parta agora pra outras experiências. Temos várias sugestões, porém, só pessoalmente. Anota aí meu celular...
Sugestão: pára de viadagem e VÁ AOS JURÍDICOS !
V I I – Você morreu.
Considerações: não venha com auto-piedade por aqui ! Isso acontece com qualquer um. São coisas da vida que você precisa superar. Prá isso, a
Sugestão: VÁ AOS JURÍDICOS ! Você vai se sentir à vontade. Durante os jogos, os nossos adversários são todos uns mortos, mesmo aqueles que ganham bolsa. Na realidade, deveriam ganhar um caixão, não a bolsa. Já depois dos jogos, nossos insuperáveis atletas é que ficam mortos de cansados. E não ficam aí, reclamando como você, por causa de besteira.
V I I I – Eu só assisto aulas, não conheço ninguém da Sanfran, não pego ninguém, não jogo nada, não bebo e não gosto de baladas e estou mais interessado na minha formação profissional..
Considerações: a gente entendeu perfeitamente que você é um inepto. Muito semelhante ao item VII, sendo que ele tem uma grande vantagem: já fechou os olhos e deitou. É o que tá te faltando. Mas no meio da maravilhosa Torcida Nota XI ninguém vai nem perceber isso. A gente te fornece alguns chicletes e você fica mascando, fingindo que tá cantando. Igual aos jogadores da seleção, cantando o Hino Nacional. Depois você vai poder contar pros netos que, pelo menos uma vez na vida, você fez alguma coisa que prestou. Para você, nada como aquele ditado também: viva cada dia como se fosse o último. Um dia você acerta.
Sugestão: por isso, VÁ AOS JURÍDICOS ! e mais: quando contar pros netos, omita o seu currículo, por favor. Pra eles não perceberem que você é um velho, desde os vinte anos.
I X – Aqui, uma interrupção necessária:
Êêê leleô, leleô, leleô , X I ! – repita NOVE vezes.
SANFRAN – ENEACAMPEÃ DOS JURÍDICOS
Pronto, pode reclamar, abra o seu coraçãozinho:
Eu nem sei se a gente vai ganhar.
Considerações: captamos perfeitamente o brilhantismo da sua capacidade de percepção das realidades da vida. A Torcida Nota XI é composta por brilhantes franciscanos, porém poucos têm o seu toque de gênio. Já aprendemos com o Galvão Bueno que existem as possibilidades da vitória, da derrota e do empate. Porém, contando com a sua transcendental ajuda, podemos alertar nossos valorosos atletas sobre as demais possibilidades que só você pode enxergar. Quem sabe você não passe a fazer parte da nossa Comissão Técnica ?
Sugestão: por isso, VÁ AOS JURÍDICOS !
X – Aqui, outra pausa.
Precisamos ir treinando (e alguns aprendendo):
SANFRAN – DECACAMPEÃ 2008
Aí A LATRINA vai fazer o maior sucesso !
Antes que reclamem das “piadas internas”, ajudamos: a DECA fabrica latrinas. Entendeu ?
Voltando à dura realidade:
Eu acho que VOCÊS estão cantando vitória antes da hora.
Considerações: Luciana Gimenez, não vai dizer que você também acha que o fogo queima ? E que a água molha ? É claro que nós estamos cantando vitória antes da hora. A razão, que passou despercebida por tão arguta mente, no caso a sua, é absolutamente simples: você percebeu que os JJurídicos ainda não começaram ? Por isso é claro que é antes da hora.
Sugestão: por isso, para constatar que cantamos vitória ANTES da hora, NA hora e DEPOIS da hora, faça o seguinte: VÁ AOS JURÍDICOS !
X I - Eu não concordo que franciscanos fiquem xingando pucânus, mack-orelhas e toda aquela periferia jurídica nos Jurídicos. Penso que deveríamos nos integrar mais, para unir forças e tornar o Brasil melhor, com mais justiça social e menos desigualdades. Afinal, todos somos da mesma classe, a de estudantes de Direito e...
Considerações: caro comunista, desculpe interromper. É que senão, até você terminar o Kit Um do Manuel, desculpe, Manual o povo já dormiu. Mas concordamos com você em gênero, número e degrau.
Você consegue imaginar que o consumo de cerveja que ocorre ali gera muitos empregos ? Que a Johnson&Johnson tem que duplicar a produção de Johntex, pagando horas-extras, melhorando a distribuição de renda, pagando mais impostos ?
E quem disse que não nos unimos ? Experimente ir nas baladas, que você vai ver todo o mundo coladinho. Já a força é moderada e progressiva. Exemplar !
Então, boneca ! Relaxa ! Você não vai acreditar, mas, na realidade, a gente só faz os Jurídicos e essa coisa toda é pra melhorar a condição do povo brasileiro. É o exercício da cidadania responsável e a nossa cota de sacrifício, né !
Sugestão: por isso, junte-se a nós nessa luta, companheiro: VÁ AOS JURÍDICOS !
sábado, abril 21, 2007
A USP finalmente consegue a sua Faculdade de Direito
A Universidade de São Paulo criou no dia 27 de março último, a sua Faculdade de Direito, a ser instalada no campus de Ribeirão Preto. Com uma grade curricular atualizada e ampla, ampliada também a carga horária para período integral. Só podemos augurar sucesso, tanto à nova Faculdade quanto aos alunos que de lá forem egressos.
A Faculdade de Direito do Largo de São Francisco , criada por Decreto Imperial, aos "XI de Agôsto de 1827" tem, em sua longa História um rol incontável de criações. Se por um lado demonstra a excelência de seus alunos no transcorrer de séculos, por outro o faz como a sua tarefa primeira, a de construir um Estado brasileiro. Sendo assim, em sua personalidade ímpar, a Academia sempre foi o criador e nunca criatura (exceto o ato da própria criação).
As criações da Faculdade entretanto, por meio dos seus alunos, a iniciar pelo próprio Estado Brasileiro, estão aí, vigentes, e portanto sujeitas a todo o tipo de avaliações e interpretações, nos mais variados enfoques que a Ciência possibilita. O que não lhe tira o mérito de criadora.
A criação da Universidade de São Paulo, em 1934, em um contexto histórico extremamente adverso ao Estado, veio mais a título de “reparação” pelas mazelas originárias de um regime autoritário, cujo líder maior foi e é persona non grata, a despeito daquela criação.
Diz a verdade universal que todo o mal traz em si o germe de um bem equivalente. A sociedade paulista e brasileira ansiava pela criação de um centro de excelência em ensino e pesquisa científica. A tal ponto de, mesmo com a criação da Universidade, não haver professores para obter aquele intento, buscados que foram então no exterior. Por isso, tal anseio veio ao encontro e coube sob medida para aquele ato de reparação ditatorial ao Estado de São Paulo. À Faculdade De Direito, à Academia, então com cento e dez anos de existência , caberia então viabilizar intelectualmente aquela criação, posto ter sido sempre criadora, sua tarefa essencial. Para dirigi-la como Reitor, um aluno egresso da São Francisco. E outros, posteriormente.
Dentro então de um novo contexto histórico nacional, adveio então a medida que mostrar-se-ia um impasse, paradoxal e insolúvel: tornar a criadora uma criatura. Fazer da Faculdade de Direito uma unidade da Universidade de São Paulo. Se tal aconteceu nos vínculos administrativos, burocráticos e econômicos, nunca aconteceu na prática. Nem sequer fisicamente. Permanece no Largo de São Francisco a pedra fundamental e lá permanecerá para sempre, qual está escrito: quantas forem colocadas, tantas arrancaremos. Certamente, ao longos dos setenta anos transcorridos de sua criação, a USP, a sociedade, a mídia e até parcela ínfima de alunos fizeram por confundir o inconfundível, o criador pela criatura. Essa não é uma visão emotiva dos fatos, mas apenas os fatos, reais como se mostram.
Por isso, parabenizamos a Universidade de São Paulo pela criação da efetiva primeira Faculdade de Direito, em Ribeirão Preto.
Então, atendo-nos exclusivamente aos fatos, os alunos da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco devem exigir, por isonomia normativa constitucional, que seja também contemplada com os avanços da unidade criada, como a paridade curricular e o ensino em período integral, entre outros. Não nos deve caber questionar a conveniência e a oportunidade da criação daquela Unidade, posto não nos dizer respeito. Cabe-nos sim exigir, mutatis mutandis, a equiparação. Todo bem deve ser copiado.
Essa, a paridade exigida e possível. Tudo o muito mais, a História, as tradições, a excelência discente e docente, o espírito, isso não se consegue por decreto. Permanecerá cativo no Pátio das Arcadas.
*****************************************************************************
Essa, uma visão. Porém, proponho que outros façam o mesmo, exponham a sua visão. Não como uma crítica ao que aqui vai escrito, mas simplesmente a sua visão. E a veicule pelas Arcadas.
Por ser um contexto inédito na História da Faculdade, proponho também que o Centro Acadêmico "XI de Agôsto" promova um debate interno geral , para que tenhamos "opinião oficial" sobre o assunto. Isso, a despeito de ser sabedor da diversidade ideológica que compõe esse universo ímpar.
Essa é uma das funções primordiais do Centro Acadêmico, como representante e porta-voz dos alunos.
A Universidade de São Paulo criou no dia 27 de março último, a sua Faculdade de Direito, a ser instalada no campus de Ribeirão Preto. Com uma grade curricular atualizada e ampla, ampliada também a carga horária para período integral. Só podemos augurar sucesso, tanto à nova Faculdade quanto aos alunos que de lá forem egressos.
A Faculdade de Direito do Largo de São Francisco , criada por Decreto Imperial, aos "XI de Agôsto de 1827" tem, em sua longa História um rol incontável de criações. Se por um lado demonstra a excelência de seus alunos no transcorrer de séculos, por outro o faz como a sua tarefa primeira, a de construir um Estado brasileiro. Sendo assim, em sua personalidade ímpar, a Academia sempre foi o criador e nunca criatura (exceto o ato da própria criação).
As criações da Faculdade entretanto, por meio dos seus alunos, a iniciar pelo próprio Estado Brasileiro, estão aí, vigentes, e portanto sujeitas a todo o tipo de avaliações e interpretações, nos mais variados enfoques que a Ciência possibilita. O que não lhe tira o mérito de criadora.
A criação da Universidade de São Paulo, em 1934, em um contexto histórico extremamente adverso ao Estado, veio mais a título de “reparação” pelas mazelas originárias de um regime autoritário, cujo líder maior foi e é persona non grata, a despeito daquela criação.
Diz a verdade universal que todo o mal traz em si o germe de um bem equivalente. A sociedade paulista e brasileira ansiava pela criação de um centro de excelência em ensino e pesquisa científica. A tal ponto de, mesmo com a criação da Universidade, não haver professores para obter aquele intento, buscados que foram então no exterior. Por isso, tal anseio veio ao encontro e coube sob medida para aquele ato de reparação ditatorial ao Estado de São Paulo. À Faculdade De Direito, à Academia, então com cento e dez anos de existência , caberia então viabilizar intelectualmente aquela criação, posto ter sido sempre criadora, sua tarefa essencial. Para dirigi-la como Reitor, um aluno egresso da São Francisco. E outros, posteriormente.
Dentro então de um novo contexto histórico nacional, adveio então a medida que mostrar-se-ia um impasse, paradoxal e insolúvel: tornar a criadora uma criatura. Fazer da Faculdade de Direito uma unidade da Universidade de São Paulo. Se tal aconteceu nos vínculos administrativos, burocráticos e econômicos, nunca aconteceu na prática. Nem sequer fisicamente. Permanece no Largo de São Francisco a pedra fundamental e lá permanecerá para sempre, qual está escrito: quantas forem colocadas, tantas arrancaremos. Certamente, ao longos dos setenta anos transcorridos de sua criação, a USP, a sociedade, a mídia e até parcela ínfima de alunos fizeram por confundir o inconfundível, o criador pela criatura. Essa não é uma visão emotiva dos fatos, mas apenas os fatos, reais como se mostram.
Por isso, parabenizamos a Universidade de São Paulo pela criação da efetiva primeira Faculdade de Direito, em Ribeirão Preto.
Então, atendo-nos exclusivamente aos fatos, os alunos da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco devem exigir, por isonomia normativa constitucional, que seja também contemplada com os avanços da unidade criada, como a paridade curricular e o ensino em período integral, entre outros. Não nos deve caber questionar a conveniência e a oportunidade da criação daquela Unidade, posto não nos dizer respeito. Cabe-nos sim exigir, mutatis mutandis, a equiparação. Todo bem deve ser copiado.
Essa, a paridade exigida e possível. Tudo o muito mais, a História, as tradições, a excelência discente e docente, o espírito, isso não se consegue por decreto. Permanecerá cativo no Pátio das Arcadas.
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Essa, uma visão. Porém, proponho que outros façam o mesmo, exponham a sua visão. Não como uma crítica ao que aqui vai escrito, mas simplesmente a sua visão. E a veicule pelas Arcadas.
Por ser um contexto inédito na História da Faculdade, proponho também que o Centro Acadêmico "XI de Agôsto" promova um debate interno geral , para que tenhamos "opinião oficial" sobre o assunto. Isso, a despeito de ser sabedor da diversidade ideológica que compõe esse universo ímpar.
Essa é uma das funções primordiais do Centro Acadêmico, como representante e porta-voz dos alunos.
domingo, abril 08, 2007
O gol de placa
Esclarecimentos prévios necessários: para participar do concurso de contos, o mote era: futebol e sexo, na paisagem do Rio de Janeiro. Não deu outra, deu essa: dar a “milésima”” na cidade maravilhosamente perdida, feito balas. La vai !
Se existe um visual belíssimo é o da chegada aérea ao Rio de Janeiro. Curiosamente, a cidade foi chamada de maravilhosa em uma visão de chegada marítima que mal se vê alguma coisa. Sendo portugueses, tudo bem. O Cristo, com seus braços abertos. Estaria ele sendo assaltado ? Não, não. Saúda a todos os que lá estão e os que, como eu, chegam. Penso que não só ele deve estar de braços abertos à minha chegada. Precisa ter mais alguém, totalmente aberta e receptiva. Não que eu seja um espião, terrorista, empresário ou coisa assim, mas tenho uma grande tarefa a cumprir nestas lindas plagas.
Nas minhas andanças por esse mundo afora, muita coisa a preencher as retinas, as lembranças, a mente e o coração. Muitas passagens e paradas, num afogadilho de leve, feito a um cartão-postal sentimental. Para embelezar ainda mais as paisagens maravilhosas que se têm no mundo, nada melhor do que com a pessoa humana.
Nessas alturas do campeonato, a estória dos meus vai-e-vem, literalmente, chega ao cabalístico número de novecentas e noventa e nove. Como todas as grandes conquistas geralmente são de pequenas coisas, o mimo especial. Nada como sacramentar o jogo sexual com um milésimo gol em plena Rio de Janeiro, cidade do Maracanã, de muita partida memorável e gols belíssimos.
Tal dito, vê-se que não pode ser uma pelada qualquer, do tipo vira três, acaba seis. Ou ainda do tipo: três, vira, três; cigarro e whisky. Esse gol merece ser especial. Nada de pênalti. Não que todos os jogos tenham sido vencidos. Algumas derrotas fragorosas, acabando inclusive com a velha desculpa de que isso nunca havia acontecido comigo antes. Muitas vitórias e grandes goleadas também, com a graça de Deus. Embora toda essa estória não me tire a humildade: reconheço os gols impedidos; os feitos com a mão, estilo Maradona, talvez num afogadilho de um metrô lotado ou uma viagem de ônibus prá Cuiabá, onde a partida toda e seu gol foram resolvidos na ponta dos dedos, reciprocamente. Pênaltis perdidos, feito o Zico. Embaixadinhas aconteceram na Câmara de Comércio Exterior, mas com toda a diplomacia. Fora esses, a maioria, feitos na raça mesmo, quando tudo já se considerava perdido e o Sol querendo aparecer, para dar o seu apito final, num jogo sem gol. Gols na prorrogação, tipo morte súbita. Enfim, cada jogo uma história, cada gol um prazer.
Você está me acompanhando, né ?
A comissária de vôo me tira de meus devaneios, avisando que chegamos e dá as boas-vindas. Numa rápida avaliação, sinto saudades das aeromoças de antigamente. Essa não dá jogo.
Pronto, entramos em campo. “Estamos bem preparados, com uma equipe treinada e bem entrosada”. “Temos que dar tudo de si”. “A torcida é grande, maravilhosa e merece um grande espetáculo”. “Esperamos fazer uma boa partida e conseguir um excelente resultado. Afinal, clássico é clássico e vice-e-versa”. Bem se vê que em futebol e em sexo nem sempre se usa uma boa língua. Isso seria eu dando entrevistas, com respostas-padrão a perguntas cretinas. Vamos fazer esse milésimo gol, que goleador é prá isso mesmo. Chega de firulas e quiprocós. Aos finalmentes, que não tô aqui prá brincadeiras.
Do aeroporto ao hotel e daí direto prá praia. Nada como uma boa caminhada pela orla, prá relaxar. Não há alguém mais disponível que andarilhas e corredoras de plantão. Estão ali para o que der e vier e, principalmente, para o que vier e der. Assim como eu, haveria outras. Com um olho na pista e outro nas brancas areias. Anda que anda, com inspiração visual suficiente para centenas de garotas de ipanema, voley e tantas outras peladas.
Ei-la ! A presa, a vítima, a felizarda, a escolhida, sei lá. É ela, é ela!, diria Álvares de Azevedo que, no caso, não sou eu. Bendita malhação ! Sob o Sol que Deus mandava, a garota se esmerando nos alongamentos e relaxamentos. Após algumas gracinhas de praxe, fico sabendo ser ela atleta e que irá competir em jogos internacionais. A modalidade não poderia ser mais convidativa e sugestiva: salto com vara. Perfeito ! Digo ser turista, ao que ela assente como óbvio: meu amarelo-escritório. Diz que treina no Maracanã, todas as manhãs. Convido-a a me convidar para conhecer aquele, o maior estádio do mundo. Diante dessa insistência de um único convite, ela aceita. Ó o gol se delineando aqui. Lá vamos nós ! ‘Tamos no caminho certo.
Entramos no estádio, com ela se sentindo em casa, conhecida. A todos um sorriso, um cumprimento, uma palavra gentil. Na pista de atletismo, os preparativos para o seu treino. Faço eu as vezes de seu personal trainner, e assisto-a saltar. Uma verdadeira campeã ! Finalmente, em direção ao vestiário, passamos por uma escada, com um aviso: proibido trepar aqui. Epa ! Placa colocada devido aos muitos e muitos acidentes que ocorrem por esses estádios do mundo todo, com a torcida passando de um lugar ao outro. Aqui, não ocorreriam. Havia a placa, alertando sobre isso. Ao que parece, não se dirigia a mim, ao meu caso.
E foi ali mesmo, sob a sombra daquele aviso intimidador, tornado inoperante, que entramos em campo, uniforme impecável, nuinhos em pelo. E, mesmo sem o apito do árbitro, mas no calor dos hormônios, inicia-se a pelada, a partida, a milésima ! Dribladas todas as resistências, invadindo uma fraca defesa, avançando pela direita, pela esquerda, pelo centro, lençóis, elásticos, pedaladas e um chute certeiro: bolas no meio das pernas ! E foi só correr pro abraço: Brasil, sil, sil, sil ! De longe, até o Cristo se comove e sai de sua posição de sempre: aplaude. “Ê, leleô, leleô, leleô ! É mil !”. Sabe-se lá a emoção de ser aplaudido e comemorado pelo próprio Cristo Redentor, meu ? Tem gente que não gosta dele, mas que é famoso, la isso é ! Nem tanto quanto o John Lennon, mas é. Mas isso também já deu polêmica adoidado. Mas não vem ao caso e não é da história. Furtivamente, uma comovida lágrima me percorre as faces suadas. Desculpe, essa frase me saiu de um “copiar-colar” de uma outra estória mais brega. Não cabe aqui, não ! A exaustão não me permite a correção, porém. Deixa ela aí que ‘tá de bom tamanho.
Foi assim, o milésimo gol, a milésima. Um legítimo e merecido gol de placa ! Andrada o sobrenome dela, mas não uruguaia, goleiro da Copa de 50, traidor. Soou-me a elogio, que nem sou Pelé, nem nada, mas que ele milesimou em cima de um Andrada. Eu também, literalmente, em cima. “Foi realmente um grande jogo, com o adversário na mesma altura, já que estávamos na horizontal. Tive a felicidade, num lance individual, de enfiar a bola por baixo, sem defesa. E, nesse momento solene quero lembrar das criancinhas abandonadas. Se cuidarmos delas, não teremos tantos marginais no futuro”. Não me ouviram, quem tinha que ouvir. Nem ao Pelé também. Agora temos todos eles, nesse governo aí. Tudo bandido. Qué que isso, minha gente ! Pronto, essa frase também surge solta, componente de outra estória quem nem vem ao caso. Mas que são bandidos, ah !, isso são. Que fique, então.
Esse foi um conto, cujo conteúdo principal, para a premiação, deveria conter “futebol e sexo, na paisagem carioca”. Atendido. A omissão de detalhes brilhantes, lambuzados, suados, escorregadios e lubrificantes, embora óbvia foi proposital. Tal evento será lançado mundialmente em dvd, com os ensaios, as cenas erradas, as descartadas, inclusive cenas não descritas, mantendo o devido suspense. Como extra, um compacto, apenas com as cenas mais interessantes. Haverá, como encarte, um “Manual de como Obter a Mesma Marca”, ilustrado até. Nele, em orientações masculinas, explico como. Nas femininas, explico: como. Depois, o empresário garante uma turnê mundial, com palestras nas melhores Universidades e bordéis do mundo todo, incluindo work-shops. Menos na Dinamarca, porque me disseram que lá a molecada atinge essa marca no jardim-da-infância. Sei lá! Mas, fica aqui avisado: menos na Dinamarca. Depois, vai ter até entrevista na Hebe Camargo e estudos estão sendo feitos, pra passar no horário nobre, que crianças não assistem. Cenas para a próxima novela educativa da Globo. A minha contribuição à cultura brasileira. Esses escritos, um script apenas. Veja em cores. Em breve, nas bancas: O gol de placa. Não perca !
Zaga Gol’Arte
Se existe um visual belíssimo é o da chegada aérea ao Rio de Janeiro. Curiosamente, a cidade foi chamada de maravilhosa em uma visão de chegada marítima que mal se vê alguma coisa. Sendo portugueses, tudo bem. O Cristo, com seus braços abertos. Estaria ele sendo assaltado ? Não, não. Saúda a todos os que lá estão e os que, como eu, chegam. Penso que não só ele deve estar de braços abertos à minha chegada. Precisa ter mais alguém, totalmente aberta e receptiva. Não que eu seja um espião, terrorista, empresário ou coisa assim, mas tenho uma grande tarefa a cumprir nestas lindas plagas.
Nas minhas andanças por esse mundo afora, muita coisa a preencher as retinas, as lembranças, a mente e o coração. Muitas passagens e paradas, num afogadilho de leve, feito a um cartão-postal sentimental. Para embelezar ainda mais as paisagens maravilhosas que se têm no mundo, nada melhor do que com a pessoa humana.
Nessas alturas do campeonato, a estória dos meus vai-e-vem, literalmente, chega ao cabalístico número de novecentas e noventa e nove. Como todas as grandes conquistas geralmente são de pequenas coisas, o mimo especial. Nada como sacramentar o jogo sexual com um milésimo gol em plena Rio de Janeiro, cidade do Maracanã, de muita partida memorável e gols belíssimos.
Tal dito, vê-se que não pode ser uma pelada qualquer, do tipo vira três, acaba seis. Ou ainda do tipo: três, vira, três; cigarro e whisky. Esse gol merece ser especial. Nada de pênalti. Não que todos os jogos tenham sido vencidos. Algumas derrotas fragorosas, acabando inclusive com a velha desculpa de que isso nunca havia acontecido comigo antes. Muitas vitórias e grandes goleadas também, com a graça de Deus. Embora toda essa estória não me tire a humildade: reconheço os gols impedidos; os feitos com a mão, estilo Maradona, talvez num afogadilho de um metrô lotado ou uma viagem de ônibus prá Cuiabá, onde a partida toda e seu gol foram resolvidos na ponta dos dedos, reciprocamente. Pênaltis perdidos, feito o Zico. Embaixadinhas aconteceram na Câmara de Comércio Exterior, mas com toda a diplomacia. Fora esses, a maioria, feitos na raça mesmo, quando tudo já se considerava perdido e o Sol querendo aparecer, para dar o seu apito final, num jogo sem gol. Gols na prorrogação, tipo morte súbita. Enfim, cada jogo uma história, cada gol um prazer.
Você está me acompanhando, né ?
A comissária de vôo me tira de meus devaneios, avisando que chegamos e dá as boas-vindas. Numa rápida avaliação, sinto saudades das aeromoças de antigamente. Essa não dá jogo.
Pronto, entramos em campo. “Estamos bem preparados, com uma equipe treinada e bem entrosada”. “Temos que dar tudo de si”. “A torcida é grande, maravilhosa e merece um grande espetáculo”. “Esperamos fazer uma boa partida e conseguir um excelente resultado. Afinal, clássico é clássico e vice-e-versa”. Bem se vê que em futebol e em sexo nem sempre se usa uma boa língua. Isso seria eu dando entrevistas, com respostas-padrão a perguntas cretinas. Vamos fazer esse milésimo gol, que goleador é prá isso mesmo. Chega de firulas e quiprocós. Aos finalmentes, que não tô aqui prá brincadeiras.
Do aeroporto ao hotel e daí direto prá praia. Nada como uma boa caminhada pela orla, prá relaxar. Não há alguém mais disponível que andarilhas e corredoras de plantão. Estão ali para o que der e vier e, principalmente, para o que vier e der. Assim como eu, haveria outras. Com um olho na pista e outro nas brancas areias. Anda que anda, com inspiração visual suficiente para centenas de garotas de ipanema, voley e tantas outras peladas.
Ei-la ! A presa, a vítima, a felizarda, a escolhida, sei lá. É ela, é ela!, diria Álvares de Azevedo que, no caso, não sou eu. Bendita malhação ! Sob o Sol que Deus mandava, a garota se esmerando nos alongamentos e relaxamentos. Após algumas gracinhas de praxe, fico sabendo ser ela atleta e que irá competir em jogos internacionais. A modalidade não poderia ser mais convidativa e sugestiva: salto com vara. Perfeito ! Digo ser turista, ao que ela assente como óbvio: meu amarelo-escritório. Diz que treina no Maracanã, todas as manhãs. Convido-a a me convidar para conhecer aquele, o maior estádio do mundo. Diante dessa insistência de um único convite, ela aceita. Ó o gol se delineando aqui. Lá vamos nós ! ‘Tamos no caminho certo.
Entramos no estádio, com ela se sentindo em casa, conhecida. A todos um sorriso, um cumprimento, uma palavra gentil. Na pista de atletismo, os preparativos para o seu treino. Faço eu as vezes de seu personal trainner, e assisto-a saltar. Uma verdadeira campeã ! Finalmente, em direção ao vestiário, passamos por uma escada, com um aviso: proibido trepar aqui. Epa ! Placa colocada devido aos muitos e muitos acidentes que ocorrem por esses estádios do mundo todo, com a torcida passando de um lugar ao outro. Aqui, não ocorreriam. Havia a placa, alertando sobre isso. Ao que parece, não se dirigia a mim, ao meu caso.
E foi ali mesmo, sob a sombra daquele aviso intimidador, tornado inoperante, que entramos em campo, uniforme impecável, nuinhos em pelo. E, mesmo sem o apito do árbitro, mas no calor dos hormônios, inicia-se a pelada, a partida, a milésima ! Dribladas todas as resistências, invadindo uma fraca defesa, avançando pela direita, pela esquerda, pelo centro, lençóis, elásticos, pedaladas e um chute certeiro: bolas no meio das pernas ! E foi só correr pro abraço: Brasil, sil, sil, sil ! De longe, até o Cristo se comove e sai de sua posição de sempre: aplaude. “Ê, leleô, leleô, leleô ! É mil !”. Sabe-se lá a emoção de ser aplaudido e comemorado pelo próprio Cristo Redentor, meu ? Tem gente que não gosta dele, mas que é famoso, la isso é ! Nem tanto quanto o John Lennon, mas é. Mas isso também já deu polêmica adoidado. Mas não vem ao caso e não é da história. Furtivamente, uma comovida lágrima me percorre as faces suadas. Desculpe, essa frase me saiu de um “copiar-colar” de uma outra estória mais brega. Não cabe aqui, não ! A exaustão não me permite a correção, porém. Deixa ela aí que ‘tá de bom tamanho.
Foi assim, o milésimo gol, a milésima. Um legítimo e merecido gol de placa ! Andrada o sobrenome dela, mas não uruguaia, goleiro da Copa de 50, traidor. Soou-me a elogio, que nem sou Pelé, nem nada, mas que ele milesimou em cima de um Andrada. Eu também, literalmente, em cima. “Foi realmente um grande jogo, com o adversário na mesma altura, já que estávamos na horizontal. Tive a felicidade, num lance individual, de enfiar a bola por baixo, sem defesa. E, nesse momento solene quero lembrar das criancinhas abandonadas. Se cuidarmos delas, não teremos tantos marginais no futuro”. Não me ouviram, quem tinha que ouvir. Nem ao Pelé também. Agora temos todos eles, nesse governo aí. Tudo bandido. Qué que isso, minha gente ! Pronto, essa frase também surge solta, componente de outra estória quem nem vem ao caso. Mas que são bandidos, ah !, isso são. Que fique, então.
Esse foi um conto, cujo conteúdo principal, para a premiação, deveria conter “futebol e sexo, na paisagem carioca”. Atendido. A omissão de detalhes brilhantes, lambuzados, suados, escorregadios e lubrificantes, embora óbvia foi proposital. Tal evento será lançado mundialmente em dvd, com os ensaios, as cenas erradas, as descartadas, inclusive cenas não descritas, mantendo o devido suspense. Como extra, um compacto, apenas com as cenas mais interessantes. Haverá, como encarte, um “Manual de como Obter a Mesma Marca”, ilustrado até. Nele, em orientações masculinas, explico como. Nas femininas, explico: como. Depois, o empresário garante uma turnê mundial, com palestras nas melhores Universidades e bordéis do mundo todo, incluindo work-shops. Menos na Dinamarca, porque me disseram que lá a molecada atinge essa marca no jardim-da-infância. Sei lá! Mas, fica aqui avisado: menos na Dinamarca. Depois, vai ter até entrevista na Hebe Camargo e estudos estão sendo feitos, pra passar no horário nobre, que crianças não assistem. Cenas para a próxima novela educativa da Globo. A minha contribuição à cultura brasileira. Esses escritos, um script apenas. Veja em cores. Em breve, nas bancas: O gol de placa. Não perca !
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