sexta-feira, maio 11, 2012

Elegemos uma Posta?


“Pós-pronunciamento da Presidente eleita:

Meu primeiro ato como Presidente da República é pedir um favor ao povo brasileiro: gostaria de ser chamada Presidenta.

A língua portuguesa não contempla a função com o feminino, o que já tem uma representação simbólica importante do domínio masculino para o cargo. A nossa eleição engrandece ainda mais a conquista feminina na vida nacional. Não pretendo aqui praticar, portanto, o terrorismo com o idioma, a despeito de competência comprovada na área, criando um neologismo, em causa própria. A homenagem será a todas as mulheres. Nem pretendo impor um erro crasso por meio de decreto, muito embora meu partido seja exímio praticante do autoritarismo com máscara de democracia. Consciente que não sou dona do cargo e nem do País como um todo. Sei também que fui um poste eleito pelo meu antecessor, para permanecer no Planalto por um período de quatro anos e que depois terei que deixá-lo, sem levar nada, nem um crucifixo, nada. Nem mesmo aquelas metralhadoras do Exército que conheci lá e que eu gosto tanto e de que tenho tão ternas recordações.
É nessa condição que faço o pedido. Se o povo brasileiro entender o meu pedido e quiser me chamar de Presidenta, em nome do todo exposto, agradecerei. E se assim for, passarei então, somente após essa aceitação explícita e com o aval do povo que represento, a referir-me a mim em todos os documentos oficiais, como Presidenta. Se o povo assim não quiser, respeitarei a sua vontade, assim como respeitarei os limites do meu cargo e também do nosso idioma. Obrigada!”

Tivesse sido esse o discurso da Presidente, ou algo que o valha, seria eu o primeiro, acompanhado de milhões de brasileiros a acatarem o pedido da Rainha. Que mal teria, em nome do grande feito? Nenhum, ora bolas! Crie-se então o neologismo provisório: habemus Presidenta! E Camões repousaria em paz.

Mas não: “eles” têm por hábito o feito autoritário. Governam e legislam praticando atos de terrorismo, até mesmo contra a inofensiva última flor do Lácio. Uma mudança na Língua Portuguesa proposta por Lei. Existe isso? Para o PT existe. Só faltava mesmo era ser uma Emenda Constitucional. Além do absurdo linguístico, ficamos ainda com o absurdo jurídico: uma Lei com poderes retroativos. Existe isso? Claro, para o petismo existe, posto crerem que não foram eleitos, mas tomaram de assalto o Poder como algo próprio.  

Com a aprovação da Lei, tenho que providenciar algo que me é muito particular, mas que aqui acabo por ter que declarar. Acontece que o orgulho da minha família quatrocentona é o diploma de Técnico em Artes Diversas, obtido pela bisavó da minha bisavó, lá pelos idos de 1800. Pretendo, munido do texto da presente Lei, buscar o local onde foi emitido o tal diploma, que não sei se passa a se chamar diplomo, quando for para homem, para que haja essa clamorosa manifestação contra o sexismo na linguagem: a bisavó da minha bisavó era uma Técnica. E não um técnico, como lá consta. Daí está promovido o imbróglio: cadê a tal Escola? Como posso providenciar a modificação para “Técnica em Artes Diversas”? A quem devo responsabilizar isso? Ao bisavô do bisavô do dono atual da tal escola? E no caso do diplomado ter uma opção sexual grotescamente diferente daquela que a Santa Mãe Natureza lhe outorgou, qual gênero devemos escolher? E se o bisneto do bisneto, dono da escola na atualidade não cumprir a famigerada Lei? Qual será a sanção? Será ela penal ou civil?

Não por acaso que leis nunca podem ser retroativas. Mas o séquito de bajuladores busca sempre obtusamente apoiar incondicionalmente as barbáries cometidas pelos seus ditadores de plantão, com justificativas injustificáveis. Apelam sempre à famigerada obediência ao Estado de Direito, obediência essa que será cobrada quando da edição de leis esdrúxulas e absurdas, sempre em benefício próprio.   

Já o Monteiro Lobato, com dons proféticos admiráveis, além da previsão de um negro para a Presidência dos EUA, também já matutava tormentas semelhantes às minhas, com a sua personagem que nasceu por um erro de colocação de pronome. Mesmo ele, magistral em sua ficção não conseguiu prever que entraríamos o Brasil em uma Era Mintológica, cujo Rei nunca sabe de nada do seu reino de barbaridades e, a despeito disso, cria uma comissão (o “quanto” de comissão ainda a ser determinado) para buscar a Verdade, que é obviamente diferente do seu modo de fazer as coisas. Por ter aplicado um receita com todos os componentes do populismo, tornou-se a voz inquestionável desse nosso paisinho inominável. Conseguiu até mesmo, com o aparato do dinheiro estatal, que deveria ser nosso, eleger um poste. Ou, como ela quer agora, uma Posta.

Sendo assim, dona Presidenta, a sua assistenta pode deixar de ser estudanta da matéria e mandar um relatório, ou uma relatória, já que relata sandices femininas, explicando que nunca houve sexismo em linguagem ,exceto é claro ao sexo oral. Havia e há uma determinada e infensa convenção, há séculos e séculos, amém. Mas que agora há sim, não só um sexismo, mas verdadeira sodomia com o idioma, cuja violência aplicada faz presumir, conforme o nosso Código Penal ter havido um hediondo crime denominado estupro. E, como também prevê tal estamento, torna-se lícito abortar a tal lei 12.605, verdadeira anencefalia cultural e jurídica. Que foi editada em 3 de abril, mas certamente caberia ter sido editada no dia Primeiro de Abril. Aí sim, todos riríamos da brincadeira.  

quinta-feira, abril 12, 2012

A descriminalização do abortamento

A mortalidade materna por tentativa de abortamento ou consequente a ele é uma questão de saúde pública, endemia no Brasil. Nesse momento, em algum lugar desse nosso imenso e ignorante País há uma gestante morrendo em decorrência de um abortamento feito sem as mínimas condições de higiene e conhecimentos específicos. 

Antes de defender uma ideia, há que se defender o vernáculo, a pobre e sofrida língua portuguesa. Abortamento é o ato de abortar. Aborto é o concepto. O que o ordenamento jurídico brasileiro criminaliza de maneira vetusta é então o Abortamento. Só por esse motivo já podemos inferir a ignorância que açambarca os fazedores de leis: legislam sem conhecer as realidades fáticas, com uma linguagem que também desconhecem. 

Defender a Descriminalização do Abortamento não traduz uma visão moral, religiosa, de direitos segmentários ou quaisquer outros movimentos em voga. Trata-se de Saúde Pública. Trata-se de defender a Vida e a Dignidade Humana de milhares de mulheres que, já vítimas de uma gravidez indesejada, tornam-se também vítimas de um sistema punitivo canhestro e burro. 

Aos puristas do Direito e escravos de um legalismo cego, há que se lembrar da Antinomia: uma norma que leva a morte é decorrente de uma constituição que veda a pena de morte.A criminalização do Abortamento leva pessoas a procurarem soluções que as conduzem à morte. Num simples silogismo aristotélico então, a criminalização representa a pena de morte.

Aos moralistas que hipocritamente defendem a Vida, a Dignidade, que ficam buscando querer cronometrar bioquimicamente o início da Vida para então criar o fantasma do homícidio de uma vida em potencial, é antes preciso defender a Vida e a Dignidade de uma vida já plena, castigada pelo infortúnio, socialmente execrada e criminalizada pelo Direito: a gestante de uma gravidez indesejada que busca o Abortamento como solução. Num simples raciocínio: dos males o menor. 

O raciocínio do recurso "dos males o menor" é desconhecido daquelez que vivem em seus gabinetes atapetados criando leis para "situações em hipótese" e também dos magnânimos senhores doutores doutrinadores de um Direito absolutamente distante da realidade dos fatos. Desconhecido também por aquele que senta em trono de ouro, gerenciando a exploração do sofrimento humano pelo mundo afora. Pessoas comuns do povo vivem tal e qual em um campo minado, desviando-se de um "certo-ou-errado" criado sem realmente conhecer os fatos da vida real. Não vivem, mas sobrevivem. Nesse contexto, o Abortamento entra como solução. Não a melhor, pois não a tem, mas a possível.

A criminalização do Abortamento é mesmo verdadeira Pena de Morte, num País que hipocritamente se auto-idolatra por condená-la. Além das milhares vidas que ceifa, ainda cria as situações tão vexatórias quanto absurdas de bebês serem encontrados em lixões, ou abandonados à própria sorte em qualquer lugar, vítimas de um Abortamento mal-sucedido. Serão, em futuro próximos, vítimas de um sistema que os marginalizará.

Pelos meandros do poder há os que impedem e são contra a descriminalização por um outro crime surdo, muito maior: seus interesses pecuniários em manter o Abortamento como ato ilegal. Pessoas qualificadas para realizarem os mesmos Abortamentos, só que em ambiente cirúrgico asséptico, em clínicas suntuosas, a custos astronomicamente distantes daqueles que conhecemos dessa vidinha aqui, do SUS. O Ilegal é mais caro, argumenta-se. Para essas distintas e privilegiadas gestantes, a Lei se cala. Assim como todo o aparato repressivo estatal, diante da anestesiante presença de uma porcentagem pré-estabelecida. Porcentagem essa que é rateada e percorre os mais variados caminhos, até desaguar no custeio da eleição daqueles que manterão a Criminalização, como um supremo valor moral a ser defendido em palanques. Um ciclo vicioso, além de asqueroso.   

Há ainda que se lembrar que descriminalizar não significa obrigar. Significa que àquelas que optarem pela manutenção assim o poderão fazer. Porém, não torna criminosa aquela que não deseja a manutenção, pelas razões de foro íntimo que à ninguem deve satisfação. O absurdo "direito gestacional" é e deve ser considerado como um direito subjetivo da gestante, com a faculdade de conduzir a gestação da maneira que melhor lhe convier. Inclusive interrompê-la. Para tanto, não importa inclusive a razão que levou à decisão: violência sexual, quaisquer anomalias (genéticas, mal-formações como a polêmica Anencefalia,  ou quaisquer outras) ou pura e simplesmente o exercício do seu inerente direito de interromper a gestação.      
 
Por essas razões, há que ocorrer a Descriminalização do Abortamento, apenas fundamentada em algo digno, real e palpável, a Saúde Pública. A real e concreta vida da mãe, que deseja a interrupção com segurança e sem ter se tornado por isso alvo de um sistema jurídico anacrônico. Porque, as demais razões que o criminalizam, tais como morais, religiosas ou mesmo a pura hipocrisia são mais criminosas que o crime que criaram.



quarta-feira, abril 11, 2012

XI razões para NÃO IR aos Jogos Jurídicos

                           
wack
PUC
   
Seguinte: com o chaveamento já realizado, temos a grata satisfação de informar à toda a comunidade franciscana que GANHAREMOS OS JOGOS JURÍDICOS de 2012. Portanto, arrumem as malas. É só uma questão de ir buscar o caneco. Pra cima deles, XI!

Caso você, como um perfeito alucinado, ou até mesmo um calouro, tiver alguma das idéias abaixo, e tiver um lampejo de ideia de Não ir aos Jurídicos, apenas leia, mas não conte para ninguém. E mude de idéia.


IRazão: meu chefe não vai me liberar.

Considerações: você “se acha” mesmo, né ? No seu escritório, o único que acha que você tem alguma importância é você mesmo. Eles fazem de conta que se importam com você apenas por educação. E também porque você trabalha de graça, principalmente. Não percebeu ainda?

Sugestão: VÁ AOS JURÍDICOS! Na segunda, lá pelas 14 horas você liga pro seu querido chefinho e diz que você está no Aeroporto, desde as 5 da manhã, mas o clima está horrível. Quem mandou os caras ficarem mexendo com o clima do Planeta? Eu, hein! Por isso, você não faz a mínima idéia de quando vai conseguir pegar o seu voo (o fato de saber se lá existe um aeroporto é detalhe sem importância).

I IRazão: você é calouro e está preocupado porque ainda não conseguiu entender como é que faz pra ler o Kelsen. Assim que entender, precisa começar a ler, porque todos os seus colegas da sala já leram.

Considerações: Calouro é burro mesmo! Primeiro, porque acha que vai conseguir ler o Kelsen; segundo, porque acha vai entender o Kelsen; terceiro porque não sabe que ele próprio não concordava com o que escreveu, então mudou de idéia; e, quarto, porque acredita que todos os colegas já leram.

Sugestão: VÁ AOS JURÍDICOS! Porque temos boas notícias pra você, que não sabia porque calouro é calouro e tudo burro mesmo. A Atlética organiza grupos de estudos para cada sala de cada ano, para os alunos não perderem tempo. As atividades são entre os jogos, na Sala de Estudos do Hotel. O grupo que estuda o Kelsen é o mais procurado de todos. Portanto, você está amparado nesse quesito. Um dos ônibus é destinado a transportar a nossa querida Biblioteca, fazendo circular o conhecimento jurídico por esse Brasil afora.

I I IRazão: você é um completo boçal.

Considerações: respeitamos a sua deficiência mental, inclusive por saber que os computadores da fuvest ainda não conseguem detectar anomalias nos genomas dos candidatos, tornando franciscano, eventualmente, algum deles. Como é o seu caso.

Sugestão: VÁ AOS JURÍDICOS! Seus problemas acabaram! A Atlética, em convênio com a Secretaria de Saúde, conseguiu algumas belas fonoaudiólogas, Com isso, elas darão treinamento intensivo para energúmenos feito você, para que consigam, até o final dos Jogos, articular apenas duas palavras, ainda divididas silabicamente. Vai treinando aí: São Fran-cis-co! O resto será simples repetição. Garantimos que não é difícil, não. Após 1108 tentativas, a coisa vai que nem quiabo. Vai, beócio!

I V Razão: você é um entusiasta franciscano, mas teve um probleminha: sofreu um acidente, perdendo as duas pernas, os dois braços, ficou surdo, mudo, cego e está atualmente em estado vegetativo. E o que lhe sobrou de cérebro está pensando que o seu estágio como “peso para petições” corre perigo, caso você falte na segunda feira.

Considerações: caro cotoco, você deve conhecer a antiga máxima: nem só de pão vive o homem. Conhece, né? Então. Embora isso nada tenha a ver com o caso, não venha com desculpas esfarrapadas. Não seja pessimista. Acidentes acontecem. Pense positivo: sua bagagem será mínima!  Procure IMAGINAR o lado bom da vida. Você, igual ao cara que fez o pedido para o gênio da lâmpada, está com o bilau chegando até o chão. Está reclamando do quê?

Sugestão: VÁ AOS JURÍDICOS! Qualquer um vai ter vaga no porta-luvas pra te dar carona. Na Torcida Nota XI, a gente te coloca no estojo de um tamborim e tudo bem. No Aloja’s (quem inventou o apóstrofo?) a gente arruma um travesseiro pra servir de cama. Você só precisa ter uma precaução. Peça para outro estagiário fechar a janela da sua sala, na sexta-feira. Não tendo vento, sua ausência ali nem será notada na segunda. E fica garantida a sua vaga de peso para papéis. De estagiário, claro.

VRazão: Você bem que gostaria, mas não pode ir. Está comendo uma Wackenzista e não quer ter divergência com ela por causa dos jogos, perdendo assim o seu FGTS (Fucking Garantida Toda Semana).

Considerações: WACK??? Parabéns! O seu gesto é parcialmente louvável, no aspecto de colocar a wakc-orelha em seu devido lugar, e como ela tanto se orgulha: de quatro. Agora, não pode se esquecer que vai ser corneado logo mais. Porque, quando ela arranjar estágio no escritório de um franciscano, vai liberar pra ele também. Sobram pra você duas opções: você será corneado e pegará a sopa daquele nobre colega causídico ou larga a mão de ser imbecil e troque uma orelha daqui por 11,8 orelhas de lá. Simples, não?

Sugestão: por isso, VÁ AOS JURÍDICOS!

V I Razão: você já foi a um JJurídicos e acha que já está bom.

Considerações: é verdade! Dentro dessa sua brilhante lógica aristotélica então, supostamente você já deve ter dado a sua primeira bimba na vida. Então tá bom. Chega. Parta agora pra outras experiências. Existem hoje tantas opções...  

Sugestão: para de viadagem e VÁ AOS JURÍDICOS!

V I IRazão: você morreu.

Considerações: não venha com auto-piedade por aqui! Isso acontece com qualquer um. São coisas da vida que você precisa superar. A morte nada mais é do que a liberação do espírito desse corpo que nada vale. Deixe que ele apodreça aqui, enquanto você vai para curtir os Jogos Jurídicos e buscar aquela Taça que já é nossa, por antecipação e direito! . Com isso você tem até vantagens: não pagará pedágio, hotel, nada. Leve apenas você, com tudo o que é necessário: o espírito franciscano.

Sugestão: VÁ AOS JURÍDICOS! Você vai se sentir à vontade. Durante os jogos, os nossos adversários são todos uns mortos, mesmo aqueles que ganham bolsa. Na realidade, deveriam ganhar um caixão, não a bolsa. Já depois dos jogos, nossos insuperáveis atletas é que ficam mortos de cansados. E não ficam aí, reclamando como você, por causa de besteira. Morrer faz parte da vida, calouro!

V I I IRazão: eu só assisto aulas, não conheço ninguém da Sanfran, não pego ninguém, não jogo nada, não bebo e não gosto de baladas e estou mais interessado na minha formação profissional.

Considerações: a gente entendeu perfeitamente que você é um inepto. Muito semelhante ao item VII, sendo que ele tem uma grande vantagem: já fechou os olhos e deitou. É o que tá te faltando. Mas no meio da maravilhosa Torcida Nota XI ninguém vai nem perceber isso. A gente te fornece alguns chicletes e você fica mascando, fingindo que tá cantando, ao som da maravilhosa BAISF, a melhor bateria que existe! Igual aos jogadores da seleção, cantando o Hino Nacional. Depois você vai poder contar pros netos que, pelo menos uma vez na vida, você fez alguma coisa que prestou. Para você, nada como aquele ditado também: viva cada dia como se fosse o último; um dia você acerta.

Sugestão: por isso, VÁ AOS JURÍDICOS! e mais: quando contar pros netos, omita o seu currículo, do tudo que você não fez, por favor. Pra eles não perceberem que você é um velho, desde os vinte anos. Conte apenas: a SANFRAN ganhou os Jurídicos 2012!!!!!!!!!!!!!!


I XRazão: pra que comemorar? Eu nem sei se a gente vai ganhar!

Considerações: captamos perfeitamente o brilhantismo da sua percepção das realidades da vida. A Torcida Nota XI é composta por brilhantes franciscanos, porém poucos têm o seu toque de gênio. Já aprendemos com o Galvão Bueno que existem as possibilidades da vitória, da derrota e do empate. Porém, contando com a sua transcendental ajuda, podemos alertar nossos valorosos atletas sobre as demais possibilidades que só você pode enxergar. Quem sabe você não passe a fazer parte da nossa Comissão Técnica?

Sugestão: por isso, VÁ AOS JURÍDICOS! Você pode não saber, mas a sua presença lá é uma garantia a mais que nós vamos ganhar realmente. Homem de pouca fé!

XRazão: eu acho que VOCÊS estão cantando vitória antes da hora.

Considerações: Buciana Gimenez, não vai dizer que você também acha que o fogo queima? E que a água molha? É claro que nós estamos cantando vitória antes da hora. A razão, que passou despercebida por tão arguta mente, no caso a sua, é absolutamente simples: você percebeu que os JJurídicos ainda não começaram? Por isso é claro que é antes da hora. E depois, que estória é essa de “vocês”? Franciscanos somos todos. Principalmente quando é para ganhar os Jurídicos.

Sugestão: por isso, para constatar que cantamos vitória ANTES da hora, NA hora e DEPOIS da hora, faça o seguinte: VÁ AOS JURÍDICOS!

X I
- Eu não concordo que franciscanos fiquem xingando pucânus, wack-orelhas e toda aquela periferia jurídica nos Jurídicos. Penso que deveríamos nos integrar mais, para unir forças e tornar o Brasil melhor, com mais justiça social e menos desigualdades. Afinal, todos somos da mesma classe, a de estudantes de Direito e...

Considerações: caro comunista, desculpe interromper. É que senão, até você terminar o Kit Um do Manuel, desculpe, Manual de Enrolação comunista, o povo já dormiu. Mas concordamos com você em gênero, número e degrau. Você consegue imaginar que o consumo de cerveja que ocorre ali gera muitos empregos? Que a Johnson&Johnson tem que duplicar a produção de Johntex, pagando horas-extras, melhorando a distribuição de renda, pagando mais impostos ?
E quem disse que não nos unimos? Experimente ir às baladas, que você vai ver todo o mundo unido, coladinho. Já a força aplicada é moderada e progressiva. Exemplar!
Então, boneca! Relaxa! Você não vai acreditar, mas, na realidade, a gente só faz os Jurídicos e essa coisa toda é pra melhorar a condição do povo brasileiro. É o exercício da cidadania responsável e a nossa cota de sacrifício, né!

Sugestão: por isso, junte-se a nós nessa luta. Pelo menos nos dias de Jurídicos, carregue a bandeira que não é apenas vermelha, mas branca e preta também: SÃO FRANCISCO!!! Compañero: VÁ AOS JURÍDICOS!

Com tudo isso visto e acertado, VÁ AOS JURÍDICOS e grite a plenos pulmões: TODA PODEROSA SANFRAN! Mas grite, grite alto, para que eles nos ouçam e entendam. Porque eles têm as orelhas grandes, mas o cérebro é pequeno de tudo, coisa mínima mesmo!


Arcadas, XI de abril, CLXXXV

domingo, abril 01, 2012

A minha conversão socialista

É incrível o poder que um livro tem de mudar a vida de um cidadão! Após ler tantos e tantos livros por essa vida afora, por mera curiosidade, decidi ler O Capital. Karl Marx, até então, para mim, o Mestre dos comedores de criancinhas. 

Feito a Saulo em seu caminho para Damasco, eis que vislumbro uma Luz ofuscante que me diz: por que me persegues? Mas, mutatis mutandis, não vi um jovem cabeludo hippie, mas um sorridente senhor careca. Isso mostra claramente como me afastei dessa obsoleta moral judaico-cristã. Agora sou Paulo! 

Devidamente filiado a um partido político que defende a grande causa dos fracos e oprimidos, fiz mais. Cumpri a promessa de ir de joelhos até Aparecida do Norte pela milagrosa cura do nosso Lula! Ia me desfazer de todas as joias que mantenho em casa, incluindo o meu tão querido Rolex. Mas, por via das dúvidas, ao invés de vendê-los e distribuir o dinheiro entre os pobres, resolvi penhorar tudo na Caixa Econômica. Com uma pequena parte, bem pequena mesmo, comprei um carrinho 1.0. De hoje em diante, nada de sair por ai com a minha Mercedes SLS 550 conversível. Apenas com um carrinho popular. Para as reuniões de fim-de-semana realizadas pelos companheiros do partido, para analisar mais a fundo os ensinamentos do nosso amado Mestre.

Nunca me apeguei em ter as coisas de memória, já que posso tê-las arquivado em algum lugar. Por isso, estou tendo certa dificuldade em assumir um novo vocabulário. Mas isso passa com o tempo. As técnicas utilizadas pelos nossos experimentados orientadores são infalíveis. Dentro de pouquíssimo tempo vou estar falando no tempo verbal certo. Eu e nossos companheiros vamos então estar podendo defender a Causa. Os pobres, em sua pobreza, são muito ricos em coisas que preciso aprender. É um pouco difícil, por ser algo teórico, já que não se deve aproximar deles, apenas usá-los como temas em nossas reuniões. 

Mas, juro mesmo, comecei a vislumbrar um mundo maravilhoso, sem Capitalismo, governado pelo povo, com todos tendo os mesmos direitos. Sem obrigações. Ah, é muito excelente! Como será bom viver em um mundo em que todos serão iguais. Claro que, fazendo parte da liderança intelectual do movimento, serei mais igual que os outros. Não posso perder meu tempo em trabalhar, já que há muitas reuniões, mas um bom salário eles vão me conseguir no Congresso. Sem aquela burocracia tosca de ter que prestar concurso, ter ir lá todos os dias. Nada disso. tudo ágil, desburocratizado e rentável como deve ser esse nosso Admirável Mundo Novo.  

Assim que conseguir assimilar melhor alguns conceitos, volto a escrever aqui para você. Quem sabe consigo levá-lo para conhecer melhor nossas ideias e ideais. Por exemplo, ainda não consegui conciliar a ideia de representação do povo, como maioria e passar a defender as minorias. Minoria por minoria deveria então defender os ricos. Isso é minoria de verdade. Mas, defendendo minorias, como posso ser o defensor dos ignorantes, que são a maioria? É preciso defender o Direito, mas desvinculá-lo desse conceito banal e capitalista de Honestidade. Ah, peraí que acho que já tô começando a entender a coisa...

São Paulo, primeiro de abril, desse último ano de 2012.

sábado, março 31, 2012

Um Bandejão constitucional

Saudações especiais e um agradecimento ao professor Virgílio. Uma aula extra-classe de bom humor e animus jocandi. Mostrou aos combativos alunos que a seriedade toda demonstrada em acirrados debates, via facebook, são, na verdade. um enfastio. Além de simpatia, ganhou também o direito a um fausto almoço no Bandejão, contemplado com algumas coisas pétreas, que não eram cláusulas constitucionais. Mas isso são pedras no caminho. 

quarta-feira, janeiro 11, 2012

É o fim do mundo!

Teatro BRASIL  de Comédias

(Um cenário onde você ri, mas de raiva)

Vergonhosamente apresenta

UMA TRAGÉDIA BRASILEIRA

Apresentações diárias, em todo o território Nacional
Personagem Épico: Zé

ATO: é o fim do mundo!
                                           (é o Sanhaço sorto, no meio do redemunho... jgr) 
 O fim do mundo na cultura judaica, a nossa aqui, ocidental, é sempre associada ao Apocalipse. Significa anjos tocando trombetas, trânsito de sexta-feira, destruição geral, uma longa fila, maior até do inss. Lá no fundo, sentado placidamente, o São Pedro e seu livrão. Você certamente está condenado! Segundo algumas crenças, tem até um número certo daqueles que serão salvos. Parece até lista de aprovados na fuvest: muito pouco, mermão! A bíblica verdade: muitos serão os inscritos e poucos os aprovados. Dizem que é o Juízo Final, mas é uma tremenda enganação, isso. De juízo não tem nada: o Pedrão vai só avisando: “você, pro tacho de óleo fervente”; "você, com uma bola de ferro imensa presa no tornozelo, vai pro tacho de bosta”: e assim por diante. Ah, isso não é julgamento, não! Cadê o meu direito de defesa? E não pergunte por advogados ali, de maneira nenhuma. A fila praticamente só tem advogados. A maioria nem OAB tem. É o fim do mundo! Aquilo, minha gente, é uma fila de condenados. Pra quem eu posso alegar: mas, São Pedro, que culpa eu, o Zé aqui, tenho de ser brasileiro? No Brasil, a safadeza tá no DNA, Pedrão! Só não rouba quem não pode. O povo brasileiro, meu Velho, é uma imensa fila em círculo, cada um roubando o da frente e sendo roubado pelo de trás. Tá vendo ali, os anjos querendo estacionar as bigas e um monte de flanelinha em volta? Tudo brasileiro, cobrando cem pilas! Ta vendo aquele barrigudo ali, parece que tem duzentos quilos? Nada! É tudo dólar enfiado na cueca. E eu aqui, condenado ao inferno de um salário mínimo por mês vou passar toda a eternidade naquele outro inferno ali? Acho que sou condenado porque sou trouxa mesmo. Mereço!


Já tem uma página no Facebook da “Festa do Fim do Mundo”. Claro, já estou como “presente”. Vai detonar aquilo! Gente saindo pelo políticos, ou melhor, pelo ladrão. Claro que a Globo vai ganhar a disputa e transmitir ao vivo.  A transmissão vai custar uma fortuna, mas eles ganham dinheiro de graça do bndes. Então, tudo bem! Já tem faixas à venda: “Cala a boca e vai pro inferno, Galvão!”. Parece que já esgotou.

Eu sempre tive em minhas fantasias, que Céu é um lugar semelhantes a aqueles campos europeus na Idade Média: um tocando flauta aqui, outro colhendo borboletas ali. Já o Inferno, aqueles vídeos da net, de Hong Kong, na hora do almoço! Vixe! Gente demais, moço! Com esse nosso mundo de hoje o Capeta, o Satanás, o Cão, o Pé-de-bode praticamente não tem trabalho nenhum. Todos querem o Inferno. Tem até campanha: "Inferno, já!" Assim como o Traficante, sendo coagido moralmente a fornecer a danada da erva. Sim, porque aquilo de traficante na porta de escolas “tentando” vender para as criancinhas é coisa dos tempos d’antanho. Hoje, se ele não tiver o bagulho disponível, tá arriscado a ser linchado. É o Sarnento e o Traficante, ambos, apenas quase aposentados, só contabilizando lucros. Com isso, a fila pro fundo dos infernos é imensa.

Ainda mais agora, que inventaram um novo tipo de terrível criminoso, o fumante. O fumante é um ser abominável. Perto dele, Hitler era um gentleman. O buraco nas contas Previdência é culpa dele. O dinheiro ali vira fumaça. A culpa? Ora, dos fumantes, claro! Para se ter uma ideia, o fumante é tão culpado a priori quanto às sacolinhas plásticas de supermercado. Dá prá imaginar? Tão hediondo o seu crime, que é culpado também pelo buraco na camada ozônio e pelos buracos negros do universo. Certamente então, todos os  fumantes diretos pro Inferno! Sem nem mesmo direito a fumódromos. E dá-lhe que cresce a fila. Eu, Zé mesmo, me pergunto: como reclamar no Procon da propaganda enganosa que faz o Ministério da Saúde? "O cigarro mata". Ora, a Vida também mata. Principalmente essa nossa vida aqui, do politicamente correto. Basta viver um poquitinho só e pronto, zás, tá morto!. A Vida mata mesmo. Ara, ara, ara.

A droga invadiu praticamente tudo, inclusive o futebol. Que droga! Mas tem de tudo, menos crack. Quando aparece um crack, vai direto pros times da Europa. Lavagem de dinheiro, claro. O Brasil já foi a crackolandia. Agora, só na Estação da Luz. A droga pesada fica aqui: grupos de pagode, de hip-hop, funk, sertanejo universitário, restart,  um monte! Você liga a droga da televisão, o que vê: a Stephen Hawking das apresentadoras, Bruxiana Gimenez e suas pérolas de inteligência; a nova futura Dercy Gonçalves da TV, Xooxa. Incansável na perseguição aos baixinhos, apesar da atual demonização da pedofilia. Há também o Raul Gil Vicente, o melhor programa de calouros, desde os tempos das Grandes Navegações. Sem falar na Bosta Bilionária Brasileira, o BBB, o nosso cine privê de cada dia, às oito da noite. Enfim toda essa droga, já pra fila do Tinhoso. E não venham com a desculpa essa droga toda vem da Bolívia, não. É tudo genuinamente nacional! E vão todos queimar no fundos dos infernos, se vão! Que Deus me perdoe, mas tem hora que fico até com pena de Deus, sabia? Vai morgar sozinho, por toda a eternidade. Porque o seu concorrente está arrematando toda a boiada.

Quem tá na fila, já com cadeira cativa, são os menores. Sei lá, parece que, depois do Estatuto deles, deram pra virar chefe de quadrilhas terríveis. Roubos, homicídios, seqüestros e tal. Quadrilhas imensas, em todo lugar. Mas, acredita que, quando a polícia chega, só pega um menor? Que ainda por cima é o chefe da corja? Bom, pegam o impúbere, levam ao juiz que dá o maior sabão no muleque. Coisas do tipo “papai do céu não gosta de meninos maus”, “não vai ganhar presente do papai noel” e outras penas pesadíssimas. E mandam o ex-pobre (pobre, antes do assalto) garoto pra casa, não sem antes lhe devolver seu brinquedinho, uma ak47. Com isso, considera-se solucionado o caso. O dinheiro, fruto do crime, desaparece, junto com a impunidade dos maiores. Ele, inteiro responsável pelos homicídios, latrocínios, seqüestros, é apenas um menor infrator. Jamais um criminoso. O que não dá pra entender porque é que é sempre ele que fica dando mole pra ser pego. Não é interessante isso? Ele, o chefe, deveria ser o mais esperto, não? Sei lá, viu. Mas o fato é incontestável: vão todos pro tacho de óleo fervente, isso vão!

Enfim, a Festa do Fim do Mundo, um Esquenta pro Apocalipse vai ser uma Festa de Arromba. Mas o Inferno, na real, já o vivemos todos aqui e agora. Algo como uma prisão preventiva. Da condenação sumária.
 

sábado, novembro 26, 2011

Teatro de Comédias BRASIL: escutas telefônicas

Teatro de Comédias Brasil

A escuta telefônica tem serventia nos casos de crimes sem testemunhas oculares. Como é o caso do que mais ocorre nas negociatas realizadas por parlamentares, em sua bem remunerada função de atendimento no Balcão de Negócios do Congresso Nacional. Mas, em nome do "bom Direito", inventaram eles que a escuta tem que ser permitida. Algo do tipo: "nós vamos ouvir você". Assim eles passam a se cuidar e não realizar mais as tais negociações escusas. Por essa via, claro. Utilizar-se-ão de outras. O show tem que continuar. Os negócios também. 
Como andaram fazendo algumas escutas comprometedoras, eles chiaram muito. E vão fazer licitações para a compra de novos equipamentos de varredura, de "ultima geração". Nas licitações, as negociatas. Não mais por telefone, que podem estar grampeados. Na compra, super-faturamento, incluindo a comissão parlamentar. Negócios realizados também não mais por telefone. A empresa ganhadora certamente será de propriedade de algum laranja, tipo o filho do Mula. O dinheiro tem que permanecer no grupo, certo?

Resumo da ópera: nós, perfeitos imbecis, botamos o cara lá, para ganhar uma fortuna. Não satisfeito, ele surrupia tudo o que pode, nas coisas que deveriam retornar para todos, tais como comida, bebida, diversão e arte. Mas, para se proteger de flagrantes, ele pede que nós lhes compremos  um aparato que custa uma fortuna. Para que não possamos acusá-los de roubar, já que isso sempre é sem provas.

Existe isso? Pode isso?


E tem uma anta que dá suas aulinhas para os calouros na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco que propala aos quatro ventos: temos um bom ordenamento jurídico. O nosso é um ótimo Direito. E funciona perfeitamente.

Sabemos que ele, o Direito, realmente funciona muito bem. Mas não pra nós, do lado de cá.

Não sei em que mundo vive aquele lá! Quem, o nefelibata? Ah, um tal de Samuel Barbosa.Ao circular pelos corredores das Arcadas, tome muito cuidado, pois ele pode estar por lá. Pior ainda: dentro da sala de aulas. Valha-me, meu São Francisco!

domingo, novembro 13, 2011

A São Francisco, sempre um palco de lutas


Enfastia a modorrenta lenga lenga das conversas de PM na usp, autoritarismo de reitor, estudantes maconheiros, lutas por liberdades democráticas, e etc.

Em qualquer pesquisa de opinião pública brasileira, uma das maiores preocupações, e com toda razão, do povo brasileiro: a segurança pública. Ali, naquele nicho esdrúxulo  não querem segurança pública? Logo, a premissa é falsa.

Como todos sabemos, ou deveríamos saber, as intenções reais dessa autodenominada esquerda são bem outras. Saindo um pouco da superficialidade dos argumentos previsíveis e repetitivos podemos detectar algumas verdades, mesmo sem criar uma Comissão para isso. Vamos a elas.

Como o seu discurso é único, além de anacrônico e burro, usam do repetitivo looping para fazer parecer consistente. Com isso, criam situações paradoxais, tristes e engraçadas. São incontáveis, mas podemos enumerar algumas.

O Estado de São Paulo, notadamente a Capital, rejeita o pt, as esquerdas todas e suas mal-intencionadas meias verdades. Isso é fato. E esse fato cria um incômodo entrave aos seus discursos enganadores e retrógrados. Em Brasília eles precisam enfatizar as grandezas do governo e rechaçar a pequena oposição que ainda não foi comprada. Em São Paulo eles precisam ser contra o governo e têm que ser oposição. Situação veramente incômoda: existem então duas realidades, com as quais têm que conviver.

Foi cômico acompanhar o desempenho do candidato do pt a Governador, nas últimas eleições. Mais até que o Tiririca. Ele dizia que precisamos renovar, já que competia com a reeleição. Mas, no mesmo discurso, fazendo campanha nacional pela presidência, dizia que precisamos continuar, já que lá não seria reeleição, mas continuísmo. Dizia também que até o parque industrial do Piauí estava superando o do Estado de São Paulo. Que todo o Brasil cresceu e prosperou, menos São Paulo. Não é mesmo risível? Perdeu, claro. Diz-se: o povo é ignorante, mas não é burro!

Sempre defendi que, mesmo sendo contrário às ideias, também as esquerdas têm direito ao seu discurso. Porque, se os deixarmos falar apenas uma vez, sem repetição, certamente não chegará a dois minutos. O seu paradoxo e contra-senso já se inicia pela própria denominação, no plural. Uma direita para n esquerdas. Logo, premissa bipolar falsa.

São Paulo somos mesmo uma pedra no sapato em seu projeto de manter o Brasil, como sempre, uma colônia e atrasada. E aqui, o seu discurso é aquele mesmo da década de 70: pelas liberdades democráticas, contra o autoritarismo, etc, etc e etc. Será que esses meninos que ficam repetindo esses cansativos motes não sabem, já que tão engajados politicamente, que são os mesmos defendidos por seus pais, quando adolescentes? Aproveitam-se até das mesmas bandeiras e vestimentas já emboloradas e amareladas   encontradas no baú de recordações do papi, hoje respeitável empresário, mas que à época, era um hippie, de liberdade e luta? Será preciso lembrar-lhes que a une, o dce da usp, uma esquerda dita tão combativa, está em “luta”  contra a opressão diabólica dessa direita fascista,  representada por... Serra, um ex-presidente daquela une? Aqui não há paradoxo, há burrice mesmo. Fazendo um rápido update, hoje a função do presidente da une é fazer compras na Daslu ou Shopping Iguatemi, com os subsídios oferecidos pela planalto central.

Assim, esses esquizofrênicos combatentes invadem, apossam-se e depredam a reitoria daquela usp. Não estão em combate por coisa nenhuma. Precisam apenas tentar desestabilizar essas terras ainda não conquistadas. Posto que arruaceiros, são presos por uma necessária polícia. E querem ser tratados como presos políticos.

Mais paradoxos complicadores da vida desses anacrônicos combatentes?

Por relatório do Ministério da Educação, durante o ano de 2010, cinquenta por cento das vagas oferecidas em universidades públicas não foram preenchidas. Mesmo adotando o NEnem, mesmo com os prouni da vida, com todos os beneplácitos, as vagas estão lá. Vagas. Mas eles lutam por cotas. Não é engraçado e sem sentido isso? Todos sabemos, de conhecimento público, que para a maioria dos cursos oferecidos por aquela usp, basta escrever certo o seu próprio nome no vestibular que você consegue a sua tão sonhada vaga na universidade. Caso erre, será na segunda chamada. Ou na terceira, na quarta. And so on. Cota para quê?

Querem cota para entrar na São Francisco. Mas aqui ainda vige aquilo que é mesmo a pedra no sapato da rançosa e rancorosa esquerda-no-discurso: a meritocracia, a competência. Competência, valor tão comum nessa nossa São Paulo, é inconciliável com usurpação e favorecimento. Como por essa via da competência não entram pela porta da frente da São Francisco, uma ardilosa e diabólica estratégia: de comum acordo com a esquerda-de-mesada que também graças ao bom Deus está deixando a gestão do “XI de Agôsto”, agendam uma Assembléia da usp no Salão Nobre. Não por desejo dos alunos franciscanos. São Francisco não é usp. São Francisco é São Francisco. Tem luz própria. Nunca houve uma assembléia deles por aqui, nos seus 74 anos de existência. Nunca. Como intenção primeva, a grotesca ideia de tumultuar a eleição para o XI, tentando inutilmente impedir a fragorosa derrota que efetivamente se deu. E então se vangloriam de uma memorável assembleia contra o autoritarismo. Não é mesmo risível? Fosse aqui uma rede social, diríamos: hahaha.  Em um universo de cem mil, ter uma assembléia com 700 nada tem de memorável. Além da beleza de um cenário, quando é o nosso Salão Nobre. Que foi devidamente emporcalhado pela horda. Parcos franciscanos que ali estavam, fizeram-no pelo clima de fim de aulas e início de provas. Nada a fazer mesmo... Afinal, sempre é hilário assistir o standup comedy comunista, em mais uma de suas fraudes arquitetadas: usar o conceito e o bom nome das Arcadas em proveito próprio e distorcer o que irá para a mídia. Fazer parecer mentirosamente que a usp tem o apoio da São Francisco em suas “lutas”.

Claro está que essas palavras, que nada têm de jornalismo, serão prontamente tachadas segundo o costumeiro kit-resposta: fascistas, de direita opressora e tudo o mais. Atualmente acrescentaram um adjetivo democrático aos que não concordam com suas canhestras idéias: somos todos inguinorantes!

A São Francisco nunca esteve “em lutas”. Sempre foi efetivamente o celeiro de ideais embrionários dos anseios maiores do que viria a se concretizar no Brasil. Isso não é arrogância, umbiguismo, nada. É fato. E que tais lutas nunca foram picuinhas menores, mas ideais de Estado e de Nação. Ou ainda mais sublime: quando se trata de defender As Arcadas. Como na assembléia em 2007, essa sim memorável, para a deposição do canhestro Presidente do XI, que havia traído a confiança dos alunos. No Salão Nobre, 935 alunos, de um universo de 2300. Isso é expressivo!

E, por tudo o que assistimos, a São Francisco continua sendo o último reduto dos que negam veementemente o domínio fraudulento de uma imensa quadrilha que se apossou do País e anestesiou o já adormecido gigante em berço esplêndido. Em nome de uma ideologia fartamente demonstrada fracassada, na prática, nada mais fazem do que saquear de todas as formas o Erário Público. Com esse enriquecimento ilícito compram a adesão ou o silêncio dos opositores. Aos miseráveis, bolsas diversas. Aos ignorantes, palavras de esperança de um mundo melhor. Aos estudantes, algo para fazer nas tardes ociosas.  Estes, os mais fáceis de engabelar: basta lhes dar a sensação de que liberdade amplamente democrática é poder utilizar sexual e fartamente todos os buracos e que é seu direito fumar maconha. Dado isso, eles saem por ai a repetir palavras de ordem, como se a História tivesse começado com os seus vinte anos. Reinventando as rodas. Não sabem nem que seu vovô fuma um baseadinho, logo após o café da manhã, sem qualquer alarde. Como saber então que estão sendo usados e manipulados, feito a boi no pasto? Valha-me, meu São Francisco!

Essa é a real “luta” por que passa hoje a São Francisco, até que o resto do Brasil acorde: manter longe dali a famigerada esquerda-de-discurso. 

Arcadas, XI, , CLXXXIV

domingo, novembro 06, 2011

XI/XI/XI – Festa do Bota-fora


Errata: n’O Discurso do Rei cometemos uma lamentável falha prognóstica: “...Inclusive você, que engrossa as fileiras dos 400 comunistas anuais a votar nessa balela que apenas sabemos discurso”. O pleito demonstrou 404. Em defesa, pode-se argumentar que, no universo franciscano, por esses integrantes, em sentimento e alma serem borderline, tenham assim fugido ao acurado tirocínio prognóstico de quem conhece absolutamente o espírito e a alma franciscana. Acrescentando que esse conhecimento nada tem de exclusivo ou sobrenatural, mas decorrente da singela condição de ser um deles. Cumpre ainda informar que A LATRINA recebeu 1400 visitas, para depositar nela as suas imundícies e também para conhecer o Discurso do Rei. Por outro lado, o número total de votantes foi 1396. Fica extremamente penoso pensar que esse mesmo fatídico número quatro tenha sido tal leitura de alguma forma induzido a se travestir em votos ao Forum da Esquerda? Jamais seria perdoado por tal infame bestialidade! 


Denúncia: é preciso abolir a nominação “votos em branco”. O que faz pressupor que os demais foram votos em preto. O que é uma inverdade. Houve sim votos em preto. Mas houve votos rosinha, laranjas e até verdes (por pressuposto, a cor do PorXI é essa, dado ao seu caráter eminentemente vegetariano. Cuja combustão verde, além de deixar numa nice, certamente colabora com o aquecimento global). E que ambos os raciocínios demonstram uma odiosa manifestação racista, condição essa refutada por todo o povo brasileiro em nossa totalmente eficaz Carta Magna. É um absurdo tudo isso! Portanto, para o segundo turno, nada de votos em branco.
Calouro vota Direito
Feitas a denúncia e essa necessária mea culpa inicial podemos continuar com as inferências para o segundo turno da eleições para o “XI de Agôsto”. Desses previsíveis 400, demonstrados 404, depositários de um ideário canhestro, espúrio, mentiroso, nefasto, hipócrita, além de inadequado ao meio, temos 250 que advêm de calouros.

Calouros franciscanos, sabemos todos como são: essencialmente brilhantes, mas susceptíveis ao fascínio difundido e histórico atribuído ao XI, de ser o baluarte de cruzadas em prol da Humanidade, da Verdade e da Justiça.

Decorrida a efêmera condição de calouro, vimos saber que o XI nada mais é do que uma salinha que endereça o Estado franciscano, que deve representar o quinhão que cada um de nós abre mão individualmente para constituí-lo.  Logo, o poder originário que constitui a grandeza do XI e das Arcadas nada mais é que o próprio Aluno. E quem habita temporariamente aquela salinha, na condição de Gestão nada tem de grandeza em si, e não o possuem como próprio, mas apenas representam, precária e provisoriamente, o conjunto de alunos e o seu bem comum, As Arcadas. Que, como sabemos, não quer cruzada alguma, exceto aquela de vivenciá-La em sua plenitude. Vivência essa entremeada de algumas esparsas muitas festas, muito devaneio experimental e uma imersão completa em aditivos energéticos diversificados. Eventualmente, uma contrapartida contratual sinalagmática, com um necessário aprendizado de Direito. Nesse contexto, com toda a propriedade, pode o franciscano se ufanar e umbiguisticamente exclamar: o XI sou Eu!

Mas, como dito, esse conhecimento ao calouro vem num depois. A princípio, são habitualmente ludibriados, tão logo entrem em fila para fazer a sua matrícula na São Francisco, recebendo o seu kit “salvador do mundo”. E é até cômico, não fosse trágico, assistir àqueles humildes moradores do Jardim Europa em seu curso intensivo para aprender o que vem a ser essa entidade, denominada pobre. Uma árdua tarefa! Desde logo, aposentar sua vestimenta de grife. A renovação do guarda-roupa de sua nova investidura far-se-á nas feirinhas populares do Brás.  E preciso se vestir como um do povo (argh!). Depois, desaprender todo aquele português amealhado em longos anos nas melhores escolas do País. E preciso falar como um do povo, enaltecendo então a sua Presidenta. Para o requintado calouro é fácil, equivalente ao aprendizado de mais um idioma: o idioma dos aletrados. Nóis tem que aprendê a si cumunicá cum os cumpanhero. O aprendizado dos vários idiomas que têm, é segredo guardado a sete chaves: um do povo nem ao menos português sabe! A seguir, como jogadores de futebol que sempre tem todos respostas iguais para todas as perguntas, mesmo que diferentes, aprenderão frases feitas e de efeito. Com elas, irritantemente, responderão a todas as perguntas, mesmo que diferentes. Ah, a luta contra as desigualdades... Esses cursos sempre são oferecidos por forças ocultas, interesses externos às Arcadas e são realizados em paradisíacos recantos onde todos eles, além de dedicação extrema ao aprendizado, confraternizarão entre si e com seus honoráveis mestres que, incrivelmente conhecem todas aquelas maravilhosas frases de efeito, na ponta da língua. Verdadeiro heroi! Alguns mais iluminados chegam a ir para a Cuba nesses treinamentos. Ai então é a própria glória! E, como verdadeiros anjos decaídos, serão apresentados a uma realidade socializada, onde ninguém é de ninguém! Descobrirão deslumbrados que o fogo queima e que a água molha: a existência do livre arbítrio. Sem porém saber que apenas estão sendo apresentados, mas sumariamente suprimidos dele. E esses calourinhos então aparecem nas segundas feiras, todo cheios de novidades, com um cérebro devidamente lavado: chato, pegajoso, previsível e irritante. Muito embora inofensivos.


Por tudo isso, com essa nova e deslumbrante bagagem, roupas puídas, verborragia rançosa e messiânica e um comportamento plurissexual bizarro (que lhes parece inédito e moderninho, dado à lavagem cerebral recente, porque bem sabem da existência prévia, coisa de milênios, de Calígula, d’O Banquete, Kama Sutra e tanto mais. Nada de novo sob o Sol!...) entram no mês de outubro imbuídos da vitória certa: ousar ...., ousar vencer!  Como não são tantos quanto gostariam, comunistas, na luta pela causa, apelam até mesmo para os Beatles: with a little help from my friends. Com isso, a São Francisco se vê invadida por companheiros das plagas do butantã, a compor uma claque ensandecida. Verdadeiro cover do Jorgen Benjor: versos monotonamente repetitivos e cansativos. Porém alto, muito alto! Fazem um barulho danado.

Com isso, está preparado todo o cenário, a coreografia, a sonoplastia, para o grande espetáculo: as Eleições para o “XI de Agosto”. Mas a vida é mesmo feito à rapadura: é doce. Mas não é mole, não! E uma fragorosa derrota descerra o seu véu de pureza e ingenuidade: a prática do Admirável Mundo Novo que estudaram tão intensamente em seu ideário esdrúxulo não estará assim tão acessível nas Arcadas. Tudo porque franciscanos outros não são passíveis de serem imbecilizados em definitivo. Esses são, foram, os 250 votos calouros obtidos pelo Forum da Esquerda.


O que é prova inexorável da existência de um bom Deus a nos guiar, guardar e proteger é a reversibilidade do estado descrito apocalipticamente da mente franciscana caloura: são ainda passíveis de salvação esses adoráveis incautos. O mesmo não se pode dizer daqueles outros 150, na realidade 154: somente a existência de um demônio a nos infernizar a vida é que explica a sua perenidade de estado. Alguns deles ainda salvar-são ao longo do caminho. Outros poucos restantes constituir-se-ão nas futuras vergonhas da São Francisco. Como hoje eles apontam, dedos acusadoramente em riste, como as “vergonhas da São Francisco” aqueles que apoiaram e embasaram uma outra proposta no passado que, tudo o que tem de odiosa e errada é o fato não ser a sua própria. Jamais lhes passa pela obtusa mente que ambas são redondamente enganosas e enganadas. O bom-senso não admite qualquer segmentação: inexiste a figura do bom-senso de direita ou o bom-senso de esquerda. Para ser bom, o senso exige-se inteiro.   


E é em nome da reversibilidade da lavagem cerebral dos desavisados calouros que os conclamo a uma tarefa extraordinária, para a sua redenção. Com o seu voto de arrependimento, que não deverá ser para o forum da esquerda, o resultado final, constante do segundo turno das Eleições para o XI: 1250 votos para a São Francisco, deixando os 150 como votos deles, neles mesmos.


Afinal, depois de uma Peruada e de uma eleição, você já foi elevado para a condição de não-mais-calouro, portanto, não é mesmo burro. Isso de chamar você de burro era apenas uma brincadeirinha inofensiva. Entregaremos a eles, no dia XI/XI/XI, devidamente emoldurado em formato de um Diploma o resultado da eleição, embasando a concessão aos renitentes salvadores do mundo embrenhados nessas nossas Arcadas o título de “Persona” non grata nas Arcadas. Vai ser uma mais do que excelente maneira de comemorarmos esse dia especial. Tão especial que somente ocorrerá novamente daqui a cem anos. Não é um presente especial, verdadeiro mimo? E então instituiremos essa data como a Festa do Bota Fora, a ser efusivamente comemorada e bebemorada também no Largo, por todos os franciscanos!  A LATRINA, como patrocinadora de tal memorável evento, oferecerá as primeiras 1108 latinhas de breja, em sinal de reconhecimento ao seu retorno à inteligência natural franciscana de calouros. Um presente, apenas como justificativa, já que se sabe que outras virão a seguir.

Argumentarão, os derrotados, por certo estarem os outorgadores do presente título em defesa de um outro titulado recentemente. Redondamente enganados. A oferta é apenas a aplicação prática do “é dando que se recebe” ou ainda, mais apropriadamente, mera referência aos jacobinos, instituidores da guilhotina, na qual acabaram por repousar suas próprias cabeças. 

Portanto, na cédula de votação, o seu X não mais será para o forum, mas para o Resgate. Será a primeira vez na História, em que um X valerá XI. Não se preocupe com essa escatologia. São coisas peculiares da peculiaríssima São Francisco.

Ao Movimento Resgate Arcadas, beneficiário consequente do resultado, fica o encargo de ser a Gestão do XI em 2012, obrigando-se, ao entregar o outorgado Título de Persona non grata aos agraciados, em nome dos Alunos. Na recusa desta, afixar placa comemorativa no Porão. Ficam obrigados também a entregar documento-compromisso aos Alunos de que o faz na condição de seu Representante e não proprietário do XI. Com isso, prescinde-se da consecussão de qualquer Carta-Programa, que todos sabemos, todas inverossímeis. A Carta Programa do XI foi elaborada em 1903, válida para todo o sempre, excetuado aquilo que foi acrescentado em 2003. Que deve ser banido. Isso faz lembrar a condição de um condenado à prisão perpétua que exige veementemente uma agenda anual. Né?

Dentre outros anacronismos das gestões, ficou evidenciado no debate, um deles: enquanto o (engraçado) Ombsdman recebia torpedos (a mais recente e poderosa ferramenta de comunicação), alunos ficavam ali se digladiando paradoxalmente por melhorias na Cota de Xerox para alunos! Isso se chama inadequação temporal. (O forum, quando Gestão acumula também a inadequação espacial).  

Para ser sucesso absoluto como Gestão (ou melhor, simplesmente cumprir a obrigação), basta que represente o Aluno em seu poder originário e não ouse substituí-lo pelos valores mundanos do grupo gestor. Algo extremamente simples e fácil, tendo-se em mente a normal fundamental franciscana: o XI sou Eu, o Aluno.

Portanto, calouros desgarrados e agora resgatados, Avante! Vamos, como Conscerto,  PorXI nas mãos da São Francisco, seus alunos! E bebemorar com a Festa do Bota-fora!
 Calouro, vota Direito!
Como últimas palavras, um humilde exercício de magnanimidade. A sugestão para que os aguerridos defensores da universidade, ora meros perdedores do XI, para lá se dirijam. Todos sabemos que qualquer franciscano, com ambas as mãos amarradas, será aprovado na fudest para qualquer daquela profusão de cursos cuja aprovação exige apenas que se consiga redigir o próprio nome corretamente. Sem ofensas, apenas uma realidade. Assim estarão habilitados e qualificados para empunhar uma bandeira de lutas por melhorias, que ali efetivamente são necessárias. Temos certeza que serão úteis, bem-vindos e terão sucesso por aquelas paragens. E, ai sim, terão o nosso apoio, bem à distância. As Arcadas não precisam de melhorias. É, por si, excelente pelos seus alunos, cuja maior luta é estar em Paz, sem vocês.   

Arcadas, XI/XI/XI , ano CLXXXIV

terça-feira, outubro 11, 2011

Eleições para o "XI de Agôsto" - O Discurso do Rei

O conteúdo do presente texto, publicado conforme a Constituição no dia XI,  está sob avaliação da Secretaria Nacional do Meio Ambiente, do Terço Bizantino, das Quartas de Final, do Quinto Constitucional, da Cesta Básica, da sétima Arte, do Oitava na peneira, oitava peneirando, da Nona de Beethoven  e do Dízimo. Após isso, segue para o Congresso Nacional,  para ser votado subsequentemente à criação do Estado Palestino, estritamente em consonância com o Patriotic Act e também com o Combate à Porca Miséria. Estará disponível à apreciação pública, mas principalmente privada, já que nA LATRINA, no dia 24 de outubro, quase véspera do dia 26, porém véspera efetiva do dia 25. Quando então, partidos de zoeira estarão se digladiando para ouvir


O Discurso do Rei

Ah, bem que eu queria ver de longe, muito longe do XI, os comunistas. Para todo o sempre, mesmo que o mundo não se acabe em 2012.

E eles estarão, graças ao bom Deus, fora do XI em 2012. Até eles mesmos sabem disso. Na São Francisco, todo mundo sabe: comunista é igual à Seleção. O desastre só acontece a cada quatro anos. Basta dar tempo de três anos, para que desavisados  calouros, que não assistiram ao último fiasco, tornem-se todos vermelhinhos. 

Assim foi o último fiasco, em 2010. Os calouros já não sabiam da palhaçada geral proporcionada pelo então Forum da Esquerda, em 2007, pactuando com a Gaviões da Fiel e “outras entidades de classe” CONTRA os alunos, permitindo que aqueles invadissem essas Sacrossantas Arcadas. Pior: impedindo a entrada dos alunos. Não eles propriamente, mas pobres coitados, crianças, grávidas, velhos, desempregados, em troca de um “pão com mortandela” e mais trinta reais cada. Trinta dinheiros. Não é esclarecedor isso?


Em nome de “manifestação de movimentos sociais”. Isso tudo foram fatos consumados. Presenciados por quem escreve essas palavras. Acreditem ou não, aqueles insanos comunistas propalam-se aos quatro ventos como heróis! Pode isso? O Presidente do XI de então, hoje desfila pelos corredores do Congresso como funcionário ASPONE de alguém, via PT. Claro, sem concurso algum. Talvez logo mais seja indicado para o STF, pois é amigo do rei. Os seus trinta dinheiros são salário de desembargador... Só que no caso, nada sabendo de Direito, apenas tendo o PT como apoiador nas eleições para o XI.

Hoje, a gestão fórum é muito mais lite. Claro, já não são do contra. São o poder estabelecido. Não cabe mais ser do contra. Então, especializados em atirar pedras, não sabem fazer outra coisa. E não fazem nada. Exceto fazer como se faz em Brasília: tratar o patrimônio do XI como se fosse seu próprio. Além disso, tratar de picuinhas, deixando esquecidos assuntos que realmente merecem atenção. Picuinhas como proibir mulatas no Grito do Peru. Hipocrisia absurda essa. Ou ainda, num arremedo de falta de criatividade, criar um mote próprio “da gestão”, em detrimento daquele eleito pelos alunos. Tal como o que foi feito em 2007.

Calouro franciscano não é burro, com certeza. Mas é muito trouxa. Vendem até a alma para se dizerem de “esquerda”. Isso tudo para garantir UM empreguinho ao que será o presidente do XI, traindo os demais franciscanos. Não é burrice isso? Muitos, muitos outros franciscanos conseguem postos até muito bem mais remunerados que o traidor Presidente deposto do XI. A AGU está cheia de deles. O Rio Branco também. A ponto de estarmos projetando uma Peruada em Brasília. E tantas outras Instituições de respeito. Via concurso público. Muito mais digno, permitindo que esses amigos franciscanos sejam recebidos no Porão com festa e orgulho. E não chegar disfarçado e na surdina como fazem aqueles outros.

Portanto, prezado calouro: não precisa vender sua alma, não precisa se travestir de pobre e fingir ser comunista, votar no forum da esquerda para, no futuro conseguir o seu belo emprego. O que for conseguido, será de favor, e será apenas para o Presidente, que manipula toda essa massa. Aquele conseguido por concurso será seu mesmo. Por direito. Sem vender a alma por mentiras grotescas. E com isso afundar o XI.

Por tudo isso, sabem que não serão reeleitos. Mas eles são mesmo diabólicos. Não uso a expressão “maquiavélicos” para não macular a nobre figura de Maquiavel. Portanto, nas eleições de 2016 eles estarão por aqui, com força total. E, provavelmente, com outro nome, claro. Por isso torço muito para que o mundão realmente se acabe em 2012.

Enfim, na eleição para o XI vote em quem for melhor para o XI, para os Alunos, para a São Francisco, para as Arcadas. Inclusive você, que engrossa as fileiras dos 400 comunistas anuais a votar nessa balela que apenas sabemos discurso. Como já disse, você é franciscano. E não é burro, com certeza. Então, larga a mão de ser trouxa, apenas massa de manobra para garantir o futuro incerto de um só. Deixa pra pensar em emprego depois, com o mérito que você sabe atingir. Até lá, pense apenas nas Arcadas: nada de comunistas aqui. 

Por outro lado, sempre há o outro lado, temos o Resgate. O Resgate é imerecedor de qualificações. São amorfos. Exceto quando em campanha. Em outubro tomam a configuração de um largo sorriso, do tipo “vota em mim que eu sou legal!”. Lembram e em muito aquela composição que se faz de uma pessoa perfeita: a montagem, via photoshop, dos olhos mais bonitos, da boca mais bonita, do queixo mais bonito e etc. E juntando tudo, cria-se um monstro. Na Gestão, conseguiram transformar o glorioso Centro Acadêmico “XI de Agosto” em um grêmio recreativo estudantil. E o Porão em um “barzinho de facul”. A São Francisco não é, nunca foi, uma “facul”. E, no que depender de alguns, nunca será.

Em época de eleições para o XI, costumam se criar n partidos. Todos muito geniais, colocando como estandarte do animus jocandi, a sua própria denominação. Surgem então o Pau, Porra, Puta, XII (o dia seguinte), Resbolá e etc. Nesse ano, o nome mais genial de todos: Pauta Livre. Um mimo, o nome! Todos têm a finalidade de criticar o modelo proposto, de eleições, debates, cartas-programas miraculosas e mentirosas e tudo o mais, que vemos retratado nesse Brasilzão lá de fora. Modelo que não serve internamente nas Arcadas, mas que insistem em copiar mal e porcamente. 

Esses “partidos” são então denominados de “partidos de zoeira”. Uma maneira que encontraram para desqualificar os novos grupos, quando não sejam parecidos com PT, PSDB e o escambau. Que não proponham uma gestão “plural” ou “preocupada com as desigualdades e outras mazelas”. Eleitoreiras, claro.

Na realidade, “partidos de zoeira” são aqueles que têm sido eleitos nos últimos anos. Zoaram com o Porão, com a São Francisco e com as Arcadas. Zoaram com os alunos.  

Nos últimos quinze anos, a melhor gestão do XI foi feita por um desses partidos de zoeira. Diferentemente do brasileiro, franciscano conhece a História das Arcadas. E ela está ai, mesmo que você ainda não a conheça. Ano em que a Facvldade era mesmo dos alunos. Claro que terminaram fazendo merda, como sói acontecer na Sanfran. Mas a Gestão do XI, para os alunos, foi ótima.

Então, dito tudo, fica a pergunta: a São Francisco tem jeito? Tem conserto?

Surgem calouros com a proposta de “conserto e concerto”. Conserto das Arcadas, com o concerto dos alunos e de todas as nossas instituições. Genial o nome Conscerto. Genial a ideia e a proposta. Precisamos mesmo de tudo isso.

Sou apenas um reles aluno da pós-graduação, teimosamente interessado nos destinos do XI e das Arcadas. Que não tem nem mesmo direito a voto nas eleições. Mas, fosse isso possível, votaria no Conscerto. “Partido de zoeira”, já que surgiu agora.  Uma zoeira como se gosta: a São Francisco para os franciscanos. Sempre defendi isso.

Disse “votaria”, por haver uma grande restrição: a figura do candidato a Presidente. Pessoa ótima, amigo de cervejadas e baladas, franciscano engajado, que inclusive veste a camisa nos jogos, e tudo o mais. Ou seja, o dito aqui é “nada pessoal”. Um apaixonado pela Sanfran, como quase todos nós. Fará ótimo papel, em qualquer posto que ocupe na Gestão. Exceto na de Presidente, que é o porta-voz dos alunos, do XI, da São Francisco e das Arcadas. Dito isso, não queira tachar-me por discriminação, preconceito e tudo o mais politicamente correto. Trata-se de adequação. Não escalaria o Tochal para o basqueteXI. Não escalaria a Maia, a nossa querida atual Presidente do XI, para compor um scrum no RugbyXI.  Dependesse a Inglaterra do “pra cima deles, XI!” apenas do Rei George, Ge-gê para os íntimos, entre 1939-1945, a História da civilização ocidental seria outra. Afinal, do outro lado havia um orador invejável. E ele discursava e motivava por hora seguidas. Em alemão, o que é bem mais difícil, você há de convir comigo! Por isso, não escalo o candidato a Presidente do meu, do nosso XI. Afora isso, tem um péssimo antecedente: é ex-comunista. Como se sabe, não existe essa figura de “ex” para comunistas e algumas outras poucas opções. E isso me causa um incômodo temor. Nem vou entrar aqui no mérito de uma eventual Teoria da Conspiração. Mas merece um voto de apoio. Na chapa, não na Presidência, como procurei enfatizar.  Vamos esperar pelo Discurso do Rei. E exigir dele o compromisso escrito e solene de que haverá no grupo um Churchill, para falar em nome do XI. Assim, eles estarão Conscertando bem, a começar pelo próprio Grupo. Para que mereçam um concerto de franciscanos em votos, a fim de consertar os rumos das Arcadas. Assim esperamos.  


Arcadas, XI de outubro, CLXXXIV

domingo, setembro 18, 2011

Teatro BRASIL de Comédias - Ato I I




Teatro BRASIL  de Comédias

(Um cenário onde você ri, mas de raiva)

Vergonhosamente apresenta

UMA TRAGÉDIA BRASILEIRA

Apresentações diárias, em todo o território Nacional
Personagem Épico: Zé

ATO: Na Receita Federal

- O senhor foi chamado aqui porque foi detido na malha fina do Imposto de Renda.
- Sei, sei. Aquela que pesca todo tipo de peixe. Até tubarão, né não?
- Não senhor. Peixes pequenos. Tubarões têm imunidade
- Entendi. Então o senhor me chamou aqui porque viu que eu ganho muito pouco. De acordo com a nossa PresidAnta, vai praticar a distribuição de renda para acabar com a miséria, aumentando o meu salário?
- Não, senhor... O seu nome, por favor?
- É Zé. Como é difícil, vou soletrar pro senhor. É assim: ZÉ – É. Certo?
- Senhor Zé, o senhor tem uma casa no Maranhão, no valor de quatro milhões, mas não declarou no Imposto de Renda. O senhor pode explicar o por quê?
- Pois então, senhor Imposto. O sr. não vai acreditar, mas acredita que o meu contador se esqueceu-se de incluir essa casinha aí na minha declaração?
- O senhor será multado em quatro milhões. Caso não pague, sua casa será confiscada pela Receita. Tudo bem para o senhor?
- O meu contador é o mesmo daquele outro servidor público, igualzinho ao senhor. O Nome dele parece que é Sarna, Sarnento, Sarei, Sainei, alguma coisa assim. Só que ele trabalha lá em Brasília. Posso até dizer pro senhor: ele vai pra lá, toda terça e quarta. Mas só trabalha à tarde. Ainda bem que ele tem um avião do governo pra levar ele, senão ele chega atrasado! Acredita que o contador se esqueceu também de declarar a casinha dele? Ele também foi chamado aqui? Ele também vai ter que pagar essa multa ou perder a casinha dele?
- Não senhor. O caso dele, como é especial, será julgado pela governadora do Estado em que ele tem a casa. Se ela anistiá-lo, tudo certo.
- O caso dele é igualzinho ao meu. Igualzico de tudo. Aliás, somos até vizinhos, pois não? Por que o caso dele é especial?
- Ora, porque ele é um parlamentar respeitável. 
- E eu aqui, sou o quê? 
- Ora, senhor Zé. O senhor é apenas alguém do povo.
- Sim, sei que sou. Mas a Lei não é igual pra todos?
- Sim, a Lei é igual pra todos. Mas a aplicação dela é que é um pouquinho diferente. O senhor entende?
- Não.
- E o caso dele vai ser julgado pela governadora, que é filha dele, meu senhor? Posso então chamar a minha filha aqui, para julgar o meu caso? Peraí que já chamo já!
- No caso do senhor, por ser apenas uma reles pessoa comum, será apenas aplicada a Lei.  Próximo...

Fecham-se as cortinas. Mas, infelizmente, não termina o espetáculo.

quinta-feira, setembro 08, 2011

Criação de uma UPPP em Brasília


Teatro BRASIL  de Comédias
(Um cenário onde você ri, mas de raiva)
Vergonhosamente apresenta

UMA TRAGÉDIA BRASILEIRA

Apresentações diárias, em todo o território Nacional
Personagem Épico: Zé

Ato: ao telefone, ligando para um disque-alguma coisa, para dar uma sugestão

- Alô? Gostaria de Falar com a Secretaria de Segurança Pública?
- Isto é uma secretária eletrônica. Disque 1 para...; disque 2 para...., disque 3 para...; finalmente, disque 666, especial para o cidadão, por ser o número da besta, para falar com um dos nossos atendentes.
- discou 666. Depois de alguns minutos, depois de muitos minutos, o atendente:
- Posso estar ajudando em alguma coisa?
- Sim, gostaria de fazer uma sugestão. É anônima, certo?
- Estamos agradecendo a sua sugestão. Vou estar anotando a sua sugestão. Logo depois de o senhor estar me fornecendo alguns dados.
- Quais dados o senhor precisa?
- Vou estar precisando que o senhor me informe o seu nome completo, data de nascimento, número do rg, número do CPF, número do título de eleitor, endereço completo e dados de conta bancária para estar debitando o valor dessa ligação gratuita.
- Antes tenho uma dúvida, senhor: a ligação não é anônima?
- Senhor, informamos que somente poderemos esclarecer a sua dúvida depois de o senhor estar fornecendo os dados solicitados.
- Vou apenas fornecer o meu nome. Anota ai: Zé.
- Como, senhor? 
- Vou soletrar: Zé - é. 
- Pode estar dizendo a sua sugestão, senhor Zé. 
- A minha sugestão é que seja criada uma UPPP em Brasília. Devido ao enorme sucesso da criação das UPP no Rio de Janeiro no combate aos traficantes. Como um bom cidadão que sou, penso que seria também um grande sucesso, ainda maior do que aquele no Rio de Janeiro, essa UPPP em Brasília.
- Senhor, as UPP, e não UPPP, são para o combate a traficantes. Por que o senhor vai estar sugerindo uma UPP em Brasília?
- É que em Brasília também tem muitos traficantes. Eles andam muito bem armados: com caneta e telefone. Eles trabalham com essas armas poderosas. Tráfico de influência, beneficiando os amigos e interessados; tráfico de dinheiro de uma conta do Erário público para a sua conta particular; tráfico de pessoas, nomeando parentes apenas para os altos salários; tráfico de votos parlamentares, votando para quem paga mais; tráfico de votos em eleições, comprando o voto para pagar em 48 parcelas mensais de bolsa alguma-coisa; tráfico empresarial, com as ONGs dos amigos que pagam mais, para fazer o serviço que é do Estado, criando até o contra-senso de existir organizações não-governamentais fazerem o papel de governo; tráfico de cérebros, pois fazem lavagem cerebral com dinheiro, que também é lavado, cooptando inimigos, oposição, indiferentes, todo o mundo. E muitos outros tipos de tráfico também que, com sinceridade eu não sei, mas sei que existem. Ficaria por conta da Polícia Federal investigar e não eu que sou um simples cidadão. Para acabar com todo esse tipo de tráfico, que é a corrupção de  todo o Estado é que sugiro a criação dessa UPPP. 
- Senhor, a sua sugestão foi anotada. Apenas podemos estar adiantando que o nome não pode ser mudado de UPP para UPPP. O que ela vem a estar significando?
- Unidade Para Prender Políticos. Não Pode?
- Não pode não, senhor.
- Ah, então deixa como UPP mesmo. Unidade Palácio do Planalto. Está bem assim? É que não adianta só um lugar não. Precisa estar em toda aquela redondeza. Muito perigoso para o cidadão brasileiro tudo aquilo. Garanto que muita droga vestida de paletó e gravata vai ser apreendida. 
- Muito obrigado por sua ligação, senhor Zé. Sua sugestão vai estar sendo encaminhada.

Fecham-se as cortinas. Mas, infelizmente, não termina o espetáculo.

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